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Rodinei vive um momento de destaque no Olympiacos, onde foi eleito o melhor lateral-direito da Grécia por dois anos consecutivos. Aos 33 anos, o brasileiro acumula dez assistências e três gols em 35 jogos na temporada 2024/25, consolidando-se como peça fundamental no time que lidera a Superliga Grega. Em entrevista recente, o ex-jogador do Flamengo elogiou a volta por cima de Wesley Teixeira, convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, e refletiu sobre sua própria trajetória de superação no clube carioca. Além disso, ele abordou a rivalidade com Willian Arão, hoje no Panathinaikos, destacando que a amizade fica de lado dentro de campo.

A passagem de Rodinei pelo Flamengo, entre 2016 e 2022, foi marcada por altos e baixos, com críticas pesadas da torcida e momentos de resiliência. Hoje, na Grécia, ele celebra o sucesso e a idolatria conquistada após o título inédito da Liga Conferência 2023/24. Com um estilo descontraído, o lateral comanda a resenha no vestiário do Olympiacos em inglês e grego, mostrando adaptação impressionante ao futebol europeu. Sua história reflete não apenas talento, mas também a capacidade de transformar adversidades em conquistas.

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Enquanto projeta novos títulos com o Olympiacos, Rodinei mantém o foco na temporada atual, que inclui desafios na Liga Grega, Copa da Grécia e Liga Europa. Ele também não deixa de lado o bom humor, brincando que segue sendo o “Rodi Lindo” do elenco grego. Confira como o lateral brasileiro se tornou referência na Grécia e o que ele diz sobre Wesley, Arão e sua carreira.

Superação une Rodinei e Wesley

Rodinei conhece bem as dificuldades enfrentadas por Wesley Teixeira no Flamengo. Durante seus sete anos no clube carioca, o lateral-direito passou por momentos de rejeição intensa, sendo frequentemente responsabilizado por gols sofridos ou falhas coletivas. Ele lembra que, em muitos jogos, ouviu vaias de 70 mil torcedores no Maracanã, o que o levou a cogitar deixar o futebol brasileiro. Após um empréstimo ao Internacional por um ano e meio, Rodinei retornou em 2022 e viveu seu auge, conquistando a Libertadores e a Copa do Brasil como protagonista.

Elogiando Wesley, que também enfrentou críticas duras antes de se firmar como um dos melhores laterais do Brasil, Rodinei destaca a resiliência do colega. Convocado por Dorival Júnior para a seleção brasileira em março de 2025, Wesley reflete uma trajetória semelhante à do brasileiro na Grécia. Para Rodinei, a pressão enfrentada no Flamengo é um teste de fogo que poucos superam, e ele vê no colega um exemplo de quem transformou as “porradas” da carreira em aprendizado. Hoje, Wesley brilha no clube carioca, enquanto Rodinei faz história no Olympiacos.

A experiência no Flamengo moldou o lateral para os desafios atuais. Ele afirma que as vaias já não o afetam como antes, e o que ouve hoje em Atenas ele interpreta como aplausos. Essa mentalidade o levou a se destacar na temporada 2024/25, com números expressivos e atuações consistentes que o mantêm entre os principais jogadores da Superliga Grega.

Do Brasil à Grécia: o sucesso de Rodinei

Na Grécia, Rodinei encontrou um ambiente ideal para mostrar seu futebol. Desde que chegou ao Olympiacos em janeiro de 2023, após deixar o Flamengo, ele disputou 85 partidas, marcou sete gols e deu 20 assistências. Na temporada atual, seus dez passes para gol em 35 jogos o colocam como líder em assistências entre os laterais da Liga Grega. O estilo de jogo do Olympiacos, que privilegia o avanço dos laterais, explica sua produtividade ofensiva, embora ele já tenha atuado também como ponta-direita em algumas ocasiões.

Fora de campo, o brasileiro conquistou a torcida com sua personalidade extrovertida. Sem saber inglês ao chegar à Grécia, ele usava o Google Tradutor para se comunicar com os colegas gregos. Hoje, após aulas intensivas, lidera o vestiário como capitão em algumas partidas, falando em inglês e arriscando frases em grego que divertem o elenco. Sua média de 7,17 no Sofascore na temporada passada, com 95 desarmes e seis assistências em 49 jogos, reforça sua importância técnica e sua adaptação ao futebol europeu.

O ponto alto de sua passagem pelo Olympiacos foi a conquista da Liga Conferência 2023/24, o primeiro título internacional do clube e do futebol grego. Rodinei descreve a emoção de entrar para a história em um ano especial, às vésperas do centenário do Olympiacos, celebrado em 2025. Para os torcedores, o troféu é comparável a uma Copa do Mundo, e o lateral se tornou ídolo em Atenas.

Rivalidade sem massagem com Willian Arão

A rivalidade entre Olympiacos e Panathinaikos ganha um tempero extra com a presença de Willian Arão, ex-companheiro de Rodinei no Flamengo. Amigos desde 2012, quando jogaram juntos na base do Corinthians, os dois mantêm uma relação próxima fora de campo, mas dentro das quatro linhas a história muda. Rodinei explica que o clássico grego é intenso, com torcida única e confusão garantida, semelhante a duelos como Flamengo x Vasco. Ele reforça que, em jogo, não há espaço para “massagem” — cada um defende seu time com tudo.

Recentemente, Arão enviou uma mensagem provocadora, dizendo que seus companheiros do Panathinaikos queriam “pegar” Rodinei, descrito como “folgado” em campo. O lateral respondeu desafiando os rivais a enfrentá-lo sem recados, mostrando sua postura destemida. Atualmente, o Olympiacos lidera a Liga Grega com 58 pontos, cinco à frente do segundo colocado, enquanto o Panathinaikos segue na disputa pelo título, prometendo confrontos eletrizantes nos próximos meses.

A amizade entre os dois é preservada com cuidado, respeitando a rivalidade dos clubes. Rodinei conta que convidou Arão para seu aniversário, mas evita encontros frequentes para não alimentar polêmicas. Em campo, porém, a competitividade fala mais alto, e os clássicos entre Olympiacos e Panathinaikos continuam sendo um dos pontos altos da temporada grega.

Números que comprovam o brilho de Rodinei

A temporada 2024/25 tem sido especial para Rodinei em termos estatísticos. Veja os principais destaques do lateral no Olympiacos até março:

  • 35 jogos disputados, com 34 como titular;
  • Dez assistências, maior marca entre laterais da Superliga Grega;
  • Três gols, incluindo um em vitória sobre o PAOK;
  • Média de 2,5 passes decisivos por jogo;
  • 65% de aproveitamento em dribles, com 98 certos.

Esses números mostram a regularidade e o impacto do brasileiro no time grego, mesmo aos 33 anos. Ele atribui seu desempenho à dedicação e à genética privilegiada, afirmando que ainda tem muito a oferecer em campo.

Desafios do Olympiacos no calendário

O Olympiacos enfrenta uma sequência decisiva nas próximas semanas, com jogos que podem definir a temporada. Confira o cronograma:

  • 13 de março: jogo de volta das oitavas da Liga Europa contra o Bodo/Glimt, após derrota por 3 a 0 na ida;
  • 9 de março: duelo contra o Asteras Tripolis pela Superliga Grega, onde o time busca manter a liderança;
  • 19 de março: semifinal de volta da Copa da Grécia contra o AEK, com vantagem de 6 a 0 no primeiro jogo.

Rodinei entra em cada competição com o objetivo de conquistar títulos, mantendo a mentalidade vencedora que o levou ao sucesso no Flamengo e agora na Grécia.

Resenha poliglota conquista a Grécia

Comandando a resenha em múltiplos idiomas, Rodinei é uma figura única no Olympiacos. Ele conta que, ao chegar à Grécia, não falava uma palavra em inglês, mas aprendeu rapidamente para se comunicar com o elenco. Hoje, como um dos capitães, faz discursos em inglês que divertem os colegas, além de arriscar frases em grego. O lateral brinca que está “quase poliglota” e mantém a alegria como marca registrada, espalhando bom humor por onde passa.

Nas ruas de Atenas, o brasileiro é reconhecido por torcedores do Olympiacos e até por rivais, que admiram seu carisma. A conquista da Liga Conferência 2023/24 o transformou em ídolo, especialmente em um ano que antecede o centenário do clube. Rodinei destaca o orgulho de fazer parte dessa história e projeta mais conquistas, como a Liga Grega, onde o Olympiacos lidera com folga, e a Copa da Grécia, com a final encaminhada após uma goleada na semifinal.

Mesmo com os desafios da temporada, como a missão de reverter o placar na Liga Europa, Rodinei segue confiante. Ele encerra afirmando que, na Grécia, não há “Deuses Gregos” que o superem em beleza, mantendo o apelido “Rodi Lindo” vivo entre os amigos portugueses e espanhóis do elenco.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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