Eduardo Saverin lidera com US$ 34,5 bilhões como brasileiro mais rico da Forbes em 2025Por Maria
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O nome de Eduardo Saverin voltou a ocupar o topo da lista dos brasileiros mais ricos do mundo em 2025, com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões. Aos 43 anos, o cofundador do Facebook, nascido em São Paulo, consolidou sua posição no ranking anual de bilionários da Forbes, divulgado em 1º de abril. Morando em Singapura com a esposa e o filho, ele deixou para trás nomes como Vicky Safra e Jorge Paulo Lemann, que também figuram entre os mais abastados do país. A trajetória de Saverin, marcada pela criação de uma das maiores redes sociais do planeta e por investimentos estratégicos em venture capital, reflete uma combinação de visão empreendedora e decisões que mudaram o rumo de sua vida financeira.
Nascido em 1982, Saverin cresceu em uma família de classe média alta em São Paulo antes de se mudar para os Estados Unidos ainda jovem. Foi em Harvard, durante a graduação em economia, que ele conheceu Mark Zuckerberg, com quem lançou o Facebook em 2004. O brasileiro desempenhou um papel crucial nos primeiros passos da empresa, aportando o capital inicial que viabilizou o projeto. Apesar de sua saída conturbada da companhia, resultado de desentendimentos com Zuckerberg, sua participação acionária, mesmo minoritária, garantiu uma fortuna que explodiu após a abertura de capital da rede social em 2012. Hoje, como cofundador e copresidente da B Capital, ele segue apostando em startups promissoras, ampliando ainda mais seu patrimônio.
A ascensão de Saverin ao posto de brasileiro mais rico não é novidade. Em 2024, ele já havia alcançado o título, com sua fortuna chegando a impressionantes US$ 155,9 bilhões, impulsionada pela valorização das ações da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. Embora os números de 2025 mostrem uma redução em relação ao pico anterior, os US$ 34,5 bilhões atuais ainda o colocam à frente de outros gigantes do mundo empresarial brasileiro. Seu sucesso contrasta com os desafios enfrentados por nomes como Jorge Paulo Lemann, afetado por perdas recentes no caso Americanas, e reforça a influência de investimentos em tecnologia no cenário global de riqueza.
Da infância em São Paulo à vida em Singapura
Eduardo Luiz Saverin veio ao mundo em 19 de março de 1982, em uma família de origem judaica com raízes no Brasil. Seu pai, Roberto Saverin, era um industrial bem-sucedido, enquanto sua mãe, Sandra, trabalhava como psicóloga. A mudança para os Estados Unidos ocorreu em 1993, quando ele tinha 11 anos, motivada por questões de segurança após o nome da família aparecer em uma lista de alvos potenciais de sequestros. Instalados em Miami, os Saverin proporcionaram ao filho uma educação de alto nível, que culminou em sua admissão em Harvard, uma das universidades mais prestigiadas do mundo.
Foi nesse ambiente acadêmico que a vida de Saverin tomou um rumo decisivo. Durante o segundo ano na universidade, ele se envolveu em atividades que o conectaram a Zuckerberg, então um estudante de ciência da computação com ideias ambiciosas. Juntos, criaram o “The Facebook”, inicialmente uma plataforma para conectar alunos de Harvard. A contribuição de Saverin foi além do financeiro: ele trouxe uma visão de negócios que ajudou a estruturar os primeiros passos da rede social. No entanto, divergências estratégicas levaram a uma ruptura em 2005, quando sua participação foi diluída em meio a disputas judiciais que mais tarde seriam dramatizadas no filme “A Rede Social”.
Após deixar o Facebook, Saverin mudou-se para Singapura em 2009, onde obteve cidadania e estabeleceu residência. A escolha do país asiático não foi aleatória: Singapura é conhecida por seu ambiente favorável a negócios, com baixa carga tributária e uma posição estratégica no mercado global. Lá, ele se casou com Elaine Andriejanssen, de ascendência chinesa e nascida em Cingapura, em 2015, e juntos têm um filho. Esse novo capítulo na vida do bilionário reflete sua busca por privacidade e um ambiente propício para expandir seus investimentos, longe dos holofotes que o perseguiram após a fama trazida pelo Facebook.
O início do Facebook e o impacto na fortuna
A criação do Facebook em 2004 marcou um ponto de virada na vida de Eduardo Saverin. Na época, ele investiu cerca de US$ 1.000 de suas economias pessoais para cobrir os custos iniciais, como servidores e infraestrutura básica. O projeto, que começou em um dormitório de Harvard, rapidamente ganhou tração, expandindo-se para outras universidades americanas. Saverin assumiu o papel de diretor financeiro nos primeiros meses, mas sua saída precoce da empresa limitou sua participação acionária a uma fatia minoritária, estimada em menos de 5% após os acordos judiciais com Zuckerberg.
A abertura de capital do Facebook em 2012 foi o momento que catapultou sua riqueza. Com a valorização das ações da empresa, sua fortuna disparou, alcançando US$ 2,7 bilhões naquele ano, o que o colocou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes. Nos anos seguintes, a expansão da Meta, com a aquisição de Instagram e WhatsApp, continuou a impulsionar seus ganhos. Em 2024, a forte alta das ações da companhia elevou seu patrimônio a US$ 155,9 bilhões, um pico que reflete o poder das big techs no mercado global. Mesmo com a queda para US$ 34,5 bilhões em 2025, sua posição como o brasileiro mais rico permanece sólida.
Além do Facebook, Saverin diversificou seus investimentos por meio da B Capital, fundada em 2015 com o americano Raj Ganguly. A empresa de venture capital foca em startups de tecnologia em estágio inicial, com aportes em setores como saúde, fintech e inteligência artificial. Entre os investimentos notáveis estão a 99.co, plataforma imobiliária de Singapura, e a Ninja Van, empresa de logística no sudeste asiático. Essa estratégia de apostar em negócios inovadores tem garantido um fluxo constante de retorno, complementando os ganhos oriundos de sua participação na Meta.

Comparação com outros bilionários brasileiros
Eduardo Saverin não está sozinho no topo da elite financeira brasileira. O ranking da Forbes de 2025 destaca outros nomes que acumularam fortunas expressivas, cada um com trajetórias distintas. Vicky Safra, com US$ 20,7 bilhões, aparece em segundo lugar, beneficiada pela herança do marido Joseph Safra, fundador do Banco Safra. Jorge Paulo Lemann, com US$ 17 bilhões, mantém a terceira posição, apesar das turbulências envolvendo a 3G Capital e a crise da Americanas. David Vélez, cofundador do Nubank, surge em quarto, com US$ 10,7 bilhões, enquanto Carlos Alberto Sicupira, outro sócio da 3G, fecha o top 5 com US$ 7,6 bilhões.
O que diferencia Saverin desses concorrentes é a origem de sua riqueza, fortemente ligada à tecnologia. Enquanto Lemann e Sicupira construíram impérios no setor de bebidas e varejo, e Safra no ramo bancário, Saverin capitalizou a explosão das redes sociais e o boom das big techs. Sua fortuna também supera a de André Esteves, do BTG Pactual, avaliado em US$ 6,9 bilhões, e a dos irmãos Moreira Salles, da família fundadora do Unibanco, com cerca de US$ 6,1 bilhões cada. Essa liderança reflete o peso crescente do setor tecnológico no cenário global de riqueza.
- Vicky Safra: US$ 20,7 bilhões, herdeira do Banco Safra, reside na Suíça.
- Jorge Paulo Lemann: US$ 17 bilhões, sócio da 3G Capital, conhecido pela AB InBev.
- David Vélez: US$ 10,7 bilhões, colombiano radicado no Brasil, CEO do Nubank.
- Carlos Alberto Sicupira: US$ 7,6 bilhões, parceiro de Lemann na 3G Capital.
- André Esteves: US$ 6,9 bilhões, controlador do BTG Pactual, baseado no Brasil.
A vida discreta em Singapura
Morando em Singapura desde 2009, Eduardo Saverin adotou um estilo de vida reservado, distante da exposição que marcou seus anos no Facebook. A cidade-estado, conhecida por sua estabilidade política e incentivos fiscais, oferece um ambiente ideal para bilionários que buscam privacidade e oportunidades de negócios. Lá, ele vive com a esposa Elaine e o filho em uma rotina que foge dos holofotes, focada em investimentos e filantropia.
Sua mudança para Singapura gerou especulações sobre possíveis vantagens fiscais, especialmente após renunciar à cidadania americana em 2011, pouco antes da abertura de capital do Facebook. A decisão, segundo ele, foi motivada por razões pessoais e profissionais, mas analistas apontam que pode ter reduzido significativamente os impostos sobre seus ganhos com as ações da Meta. Em Singapura, não há tributação sobre ganhos de capital, o que contrasta com as altas alíquotas dos Estados Unidos.
Apesar da discrição, Saverin mantém laços com o Brasil. Ele já expressou interesse em investir no ecossistema de startups brasileiro, embora suas operações sejam majoritariamente globais. Sua presença em eventos de tecnologia e empreendedorismo em Singapura também reforça sua imagem de investidor ativo, mas sem o exibicionismo comum entre bilionários.
Marcos na trajetória de Saverin
A história de Eduardo Saverin é repleta de momentos que definiram sua ascensão ao topo dos bilionários brasileiros. Desde a fundação do Facebook até sua consolidação como investidor de venture capital, alguns marcos se destacam na cronologia de sua vida.
- 1982: Nasce em São Paulo, em uma família de classe média alta.
- 1993: Muda-se com a família para Miami, nos Estados Unidos.
- 2004: Cofunda o Facebook com Mark Zuckerberg em Harvard.
- 2005: Deixa a empresa após disputas com Zuckerberg.
- 2009: Estabelece residência em Singapura.
- 2011: Renuncia à cidadania americana.
- 2012: Entra na lista de bilionários da Forbes com US$ 2,7 bilhões.
- 2015: Casa-se com Elaine Andriejanssen e funda a B Capital.
- 2024: Alcança o pico de US$ 155,9 bilhões em sua fortuna.
- 2025: Lidera o ranking brasileiro com US$ 34,5 bilhões.
Investimentos além do Facebook
Fora do universo da Meta, a B Capital é o principal motor dos negócios de Saverin atualmente. A empresa, que já captou mais de US$ 1,5 bilhão em fundos, investe em startups com potencial de disrupção global. Um exemplo é a Ninja Van, que opera serviços de entrega no sudeste asiático e já atingiu o status de unicórnio, avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Outro destaque é a 99.co, que tem revolucionado o mercado imobiliário em Singapura e na Indonésia.
O foco da B Capital está em empresas de tecnologia que resolvam problemas reais, como acesso à saúde e logística eficiente. Em 2023, a companhia anunciou uma parceria com o Boston Consulting Group para oferecer suporte estratégico às suas investidas, ampliando seu alcance. Esse modelo de negócios reflete a visão de Saverin de combinar capital com expertise, uma fórmula que ele já aplicou com sucesso no início do Facebook.
No Brasil, embora não haja registros de investimentos diretos recentes, o sucesso do Nubank, liderado por David Vélez, pode servir de inspiração. O ecossistema de startups brasileiro, que cresce a taxas expressivas, é um terreno fértil para venture capital, e Saverin já demonstrou interesse em explorar oportunidades na América Latina. Sua experiência global o posiciona como um jogador estratégico nesse mercado.
Perfil de um bilionário tecnológico
Aos 43 anos, Eduardo Saverin personifica o perfil do bilionário tecnológico moderno. Diferente de magnatas tradicionais, como Lemann e Sicupira, que construíram fortunas em indústrias consolidadas, ele prosperou na era digital, aproveitando o crescimento exponencial das redes sociais. Sua formação em economia e a habilidade de identificar tendências o distinguem em um cenário dominado por inovação.
Embora sua fortuna esteja atrelada à Meta, sua atuação na B Capital mostra um lado mais diversificado. Ele não se limita a colher os frutos do passado, mas busca moldar o futuro por meio de investimentos em tecnologias emergentes. Essa abordagem o mantém relevante em um mundo onde a riqueza está cada vez mais ligada à disrupção digital.
Curiosamente, Saverin mantém uma postura low-profile. Raramente concede entrevistas e evita ostentações típicas de bilionários. Em Singapura, é visto como um residente discreto, mais focado em resultados do que em aparições públicas. Essa característica o diferencia de figuras como Elon Musk, o homem mais rico do mundo em 2025, conhecido por sua presença midiática.
O legado em construção
Eduardo Saverin continua a escrever sua história como um dos maiores nomes do empreendedorismo brasileiro. Sua fortuna de US$ 34,5 bilhões em 2025 é apenas uma parte do legado que ele constrói. Através da B Capital, ele apoia uma nova geração de inovadores, enquanto sua experiência com o Facebook serve de lição para aspirantes a empreendedores.
No ranking da Forbes, seu nome aparece ao lado de 54 outros brasileiros, mas sua liderança destaca o impacto da tecnologia na geração de riqueza. Diferente de Vicky Safra, que herdou sua fortuna, ou de Lemann, que enfrentou revezes recentes, Saverin representa uma ascensão baseada em visão e timing. Sua trajetória, da saída conturbada do Facebook à reinvenção como investidor, é um exemplo de resiliência.
Seus próximos passos no mundo dos negócios são acompanhados de perto. Com a B Capital em expansão e o mercado de startups em alta, ele tem o potencial de ampliar ainda mais sua influência. Enquanto isso, Singapura permanece como sua base, um lugar onde ele equilibra vida pessoal e ambições globais.
Curiosidades sobre Eduardo Saverin
A vida de Eduardo Saverin é repleta de fatos interessantes que ajudam a entender quem ele é além dos números bilionários. Aqui estão algumas curiosidades que marcam sua trajetória:
- Foi interpretado por Andrew Garfield no filme “A Rede Social”, que concorreu ao Oscar em 2011.
- Renunciou à cidadania americana antes do IPO do Facebook, o que gerou controvérsias fiscais.
- É fluente em português, inglês e espanhol, reflexo de sua formação multicultural.
- Seu investimento inicial no Facebook foi de apenas US$ 1.000, um valor modesto para o retorno obtido.
- Participa de eventos de tecnologia em Singapura, mas evita exposição excessiva.







