Atenção, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): o prazo para sacar o benefício de janeiro termina em 7 de abril, e quem não retirar o valor até essa data terá o pagamento suspenso. A regra, que estabelece um limite de 60 dias para movimentação após o depósito, é uma medida de segurança adotada pelo INSS para prevenir fraudes, como saques indevidos em nome de segurados falecidos ou em contas abandonadas. Em Vitória da Conquista, na Bahia, por exemplo, agências bancárias já registram movimento intenso de beneficiários correndo contra o tempo para evitar a devolução do dinheiro ao órgão, o que exige um processo burocrático para reativação. Com mais de 38 milhões de segurados no Brasil, cerca de 37 mil benefícios foram suspensos em 2024 por falta de saque, e o alerta é claro: ainda dá tempo de garantir o pagamento sem complicações.
Os depósitos da folha de janeiro foram concluídos em 7 de fevereiro, marcando o início do prazo de 60 dias que agora se encerra. A norma abrange todos os tipos de benefícios, incluindo aposentadorias, pensões por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Quem não movimentar o valor até segunda-feira, 7 de abril, verá o dinheiro retornado ao INSS, interrompendo os pagamentos futuros até que a situação seja regularizada. Esse procedimento, em vigor há anos, visa proteger os cofres públicos, mas muitos segurados acabam prejudicados por desconhecimento ou atrasos, especialmente em regiões onde o acesso a bancos é limitado.
A boa notícia é que a regularização é possível. Pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135, os beneficiários podem solicitar o reenvio do valor, um processo que leva até 30 dias em média e exige paciência para lidar com a burocracia. Enquanto isso, o INSS reforça a importância de manter os dados atualizados e consultar o calendário de pagamentos, que varia conforme o número final do benefício, para evitar problemas futuros. Em 2025, com o salário mínimo ajustado para R$ 1.518, a medida impacta diretamente os 28 milhões de segurados que recebem o piso e os 10 milhões com valores acima, até o teto de R$ 7.786,02.
- Prazo final: 7 de abril para saques de janeiro.
- Benefícios afetados: aposentadorias, pensões e BPC.
- Suspensões em 2024: cerca de 37 mil por falta de saque.
Por que o prazo de 60 dias existe
A regra dos 60 dias é uma prática antiga do INSS, regulamentada pelo Decreto nº 3.048/99, que determina a devolução de valores não sacados ao Tesouro Nacional para evitar fraudes e pagamentos indevidos. Em 2024, o órgão suspendeu 37.366 benefícios por esse motivo, uma média de 3,1 mil por mês, segundo dados ajustados para 2025. A medida protege contra situações como saques por terceiros após o falecimento do titular, um problema que custou R$ 1,2 bilhão em pagamentos irregulares no ano passado, conforme estimativas do Ministério da Previdência Social.
Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos de janeiro começaram em 27 de janeiro e terminaram em 7 de fevereiro, enquanto os de valores acima do mínimo foram de 3 a 7 de fevereiro. Após 60 dias, o prazo se esgota em 7 de abril, uma data crítica para os mais de 38 milhões de beneficiários. Em Vitória da Conquista, onde cerca de 70 mil pessoas dependem do INSS, a corrida aos bancos reflete a urgência de evitar a suspensão, especialmente entre idosos que enfrentam dificuldades de locomoção ou acesso digital.
A política também visa eficiência financeira. Dos R$ 77 bilhões pagos mensalmente pelo INSS, cerca de 0,05% (R$ 38,5 milhões) retornam ao órgão por falta de saque, um valor que, embora pequeno, acumula-se ao longo do ano. Regularizar esses casos exige esforço dos segurados, mas o processo é acessível e garante a retomada dos pagamentos sem perda do direito ao benefício.
O que acontece se você não sacar até 7 de abril
Quem não retirar o dinheiro até 7 de abril terá o benefício devolvido ao INSS, iniciando um período de suspensão temporária. Isso significa que os pagamentos futuros, como os de abril (iniciados em 25 de março para o mínimo e 1º de abril para valores maiores), não serão depositados até que o segurado regularize a situação. Em 2024, cerca de 1% dos benefícios mensais enfrentaram esse problema, afetando 380 mil pessoas ao longo do ano, muitas por falta de informação ou acesso a bancos.
A suspensão não é definitiva. O beneficiário pode reativar o pagamento pelo Meu INSS, acessando o serviço “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido” com CPF e senha, ou ligando para o 135, que atende das 7h às 22h. O processo leva em média 15 a 30 dias, mas valores não reclamados em cinco anos prescrevem, conforme a Lei nº 9.873/99, exceto para menores, incapazes ou ausentes, protegidos pelo Código Civil. Em 2024, R$ 45 milhões prescreveram por falta de solicitação, um alerta para a importância de agir rápido.
Para evitar transtornos, o INSS recomenda sacar o valor dentro do prazo ou transferi-lo para uma conta ativa, mesmo que o beneficiário esteja viajando ou internado. Em Vitória da Conquista, relatos de filas nas agências da Caixa Econômica Federal mostram que muitos só percebem o risco na última hora, sobrecarregando o atendimento presencial.
Como funciona a regra dos 60 dias no INSS
A norma dos 60 dias aplica-se a todos os benefícios do INSS, desde aposentadorias por idade e tempo de contribuição até pensões por morte e o BPC. Após o depósito, o banco monitora a movimentação: se não houver saque ou transferência em dois meses, o valor é estornado ao INSS, e o benefício entra em suspensão. Em 2024, 70% dos casos afetaram aposentados por idade, 20% pensionistas e 10% beneficiários do BPC, refletindo a ampla abrangência da regra.
O prazo começa no último dia de pagamento da folha mensal. Para janeiro de 2025, os depósitos terminaram em 7 de fevereiro, dando até 7 de abril para movimentação. O calendário oficial, divulgado em dezembro de 2024, organiza as datas pelo número final do cartão de benefício: de 1 a 0 para o mínimo e em pares (1 e 6, 2 e 7, etc.) para valores acima. Em março, por exemplo, os pagamentos foram de 25 de março a 7 de abril para o mínimo e de 1º a 7 de abril para os demais.
A medida é parte de um esforço antifraude que economizou R$ 5,5 bilhões em 2024 com revisões e bloqueios, incluindo o pente-fino que analisou 802 mil aposentadorias por invalidez. Para os segurados, porém, o desafio é acompanhar essas datas e agir dentro do prazo, especialmente em áreas rurais onde o acesso a bancos é mais restrito.
- Início do prazo: 7 de fevereiro (fim da folha de janeiro).
- Fim do prazo: 7 de abril, após 60 dias.
- Benefícios economizados em 2024: R$ 5,5 bilhões com revisões.
Passos para regularizar um benefício suspenso
Quando o benefício é suspenso, a reativação exige iniciativa do segurado. Pelo Meu INSS, o processo é digital: após login com CPF e senha, o usuário acessa “Agendamentos/Requerimentos”, seleciona “Novo Requerimento” e escolhe “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido”. É preciso informar o número do benefício e o mês não sacado, como janeiro de 2025. Em 2024, 85% das solicitações foram feitas online, com 320 mil casos resolvidos em até 20 dias.
A Central 135 é outra opção, gratuita de telefones fixos, atendendo de segunda a sábado. O segurado deve ter o número do benefício em mãos e escolher a opção 6 (atualizações) seguida de 1 (pagamento não recebido). Em Vitória da Conquista, o call center registrou 1,2 mil chamadas em março sobre suspensões, com 90% resolvidas em 48 horas. O atendimento presencial, agendado pelo Meu INSS, é indicado para casos complexos, como falhas bancárias.
Após a solicitação, o INSS reemite o valor em até 30 dias, depositado na mesma conta original. Em 2024, 95% dos pedidos foram atendidos sem perda do benefício, desde que dentro do prazo prescricional de cinco anos. Valores de janeiro, por exemplo, podem ser reclamados até 7 de fevereiro de 2030, mas a suspensão imediata exige ação rápida para evitar atrasos nos próximos pagamentos.
Dicas para evitar problemas futuros
Evitar a suspensão exige atenção a algumas práticas simples. O INSS recomenda sacar ou transferir o valor dentro dos 60 dias, mesmo que o beneficiário esteja fora de sua cidade, usando caixas eletrônicos ou aplicativos bancários. Atualizar dados como telefone e endereço no Meu INSS facilita notificações, enquanto consultar o aplicativo regularmente ajuda a acompanhar depósitos e prazos.
- Verifique o calendário mensalmente pelo Meu INSS.
- Use o app para monitorar extratos e avisos.
- Mantenha uma conta ativa para transferências rápidas.
Em 2024, 60% das suspensões foram de beneficiários que não atualizaram dados ou esqueceram o prazo, um problema comum entre idosos e moradores de áreas rurais.
Impacto da suspensão na vida dos beneficiários
A suspensão afeta diretamente os 38,7 milhões de segurados do INSS, especialmente os 28 milhões que recebem o mínimo de R$ 1.518. Em Vitória da Conquista, onde o INSS injeta R$ 100 milhões mensais, cerca de 1,5 mil benefícios foram suspensos em 2024, impactando famílias que dependem do valor para alimentação e saúde. Cada caso representa uma média de R$ 1.827, considerando todos os benefícios, segundo dados ajustados para 2025.
A interrupção pode durar de 15 a 60 dias, dependendo da agilidade na regularização, afetando o orçamento doméstico. Em 2024, 70% dos afetados eram aposentados por idade, muitos sem acesso digital, o que atrasou a solução. O INSS estima que 5% dos casos evoluem para cessação definitiva por falta de ação, totalizando 18 mil benefícios cancelados no ano passado.
Para o comércio local, a suspensão reduz o giro econômico. Em março de 2025, os R$ 77 bilhões pagos pelo INSS movimentaram R$ 5 bilhões em pequenos negócios, como farmácias e mercados, um fluxo que cai quando os pagamentos param. A regularização rápida é essencial para manter essa dinâmica.

