Gigi e Bernardo trocam selinho em Volta por Cima e fãs clamam por mais cenas de amorPor Carolina Costa
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O momento tão aguardado pelos fãs de Volta por Cima finalmente chegou. Na noite desta terça-feira, 8 de abril, a novela das sete da Globo exibiu o primeiro selinho entre Gigi, interpretado por Rodrigo Fagundes, e Bernardo, vivido por Bruno Fagundes. A cena, que marcou um avanço na trama romântica dos dois personagens, foi ao ar em um capítulo repleto de emoção e rapidamente se tornou o assunto mais comentado nas redes sociais. O público, que acompanhava a relação dos dois com expectativa há semanas, reagiu com entusiasmo, mas também com um pedido unânime: mais momentos de afeto entre o casal. A troca de carinho, embora breve, simbolizou um marco na narrativa, especialmente por trazer à tona discussões sobre representatividade e a naturalização de relações homoafetivas na televisão brasileira.
A construção desse romance na novela não aconteceu da noite para o dia. Desde o início do ano, Gigi vinha ganhando destaque na trama, deixando de ser apenas um coadjuvante para assumir um papel central. Inicialmente criticado por alguns espectadores como um personagem sem profundidade, ele começou a se transformar a partir da descoberta de que é filho de Belisa, personagem de Betty Faria, e de sua aproximação com Bernardo. Essa evolução foi planejada pelos autores, que apostaram em um desenvolvimento gradual para dar ao casal uma história sólida e crível. A química entre os atores, que são pai e filho na vida real, também contribuiu para que o público se conectasse com a narrativa, torcendo para que o relacionamento finalmente se concretizasse.
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Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Logo após a exibição do capítulo, milhares de comentários inundaram plataformas como o X, com espectadores celebrando o selinho e pedindo que a Globo invista ainda mais no casal. Alguns destacaram a importância de ver um momento de afeto entre dois homens sendo tratado com naturalidade, enquanto outros expressaram o desejo de que a trama explore o romance de forma mais aprofundada nas próximas semanas. A novela, que está na reta final, tem agora o desafio de atender às expectativas do público, que vê em Gigi e Bernardo uma oportunidade de ampliar a representatividade na teledramaturgia nacional.
Um marco na trama de Volta por Cima
A exibição do selinho entre Gigi e Bernardo não foi apenas um momento isolado na novela. Ele representou o ápice de uma trajetória que vinha sendo construída ao longo de meses. Na trama, os dois personagens enfrentaram uma série de desencontros e barreiras emocionais antes de se renderem ao amor. Gigi, um homem que sempre declarou ter o coração fechado, começou a rever suas convicções ao conhecer Bernardo, um médico bem-sucedido que também carregava sua própria solidão. A relação entre eles foi ganhando força com a ajuda de amigas como Silvia, interpretada por Lellê, e Yuki, vivida por Jacqueline Sato, que armaram uma festa com karaokê para aproximar o casal.
Durante o evento, os dois cantaram juntos e, em um momento de descontração, ficaram a sós. Foi nesse contexto que o selinho aconteceu, selando a transição de uma amizade para algo mais profundo. A cena, exibida no capítulo 163, mostrou Gigi e Bernardo em um ambiente leve e descontraído, o que reforçou a ideia de que o afeto entre eles é algo natural e genuíno. A escolha por um selinho, em vez de um beijo mais intenso, gerou opiniões divididas: enquanto alguns fãs aplaudiram a sutileza, outros sentiram que a novela poderia ter ousado mais, especialmente considerando a expectativa criada em torno do casal.
Rodrigo Fagundes, que dá vida a Gigi, já havia comentado em entrevistas que o personagem passaria por uma transformação significativa ao longo da trama. Ele destacou a importância de retratar dois homens gays que, apesar de bem-sucedidos em suas vidas, ainda enfrentam a solidão e buscam se conectar emocionalmente. A cena do selinho, portanto, foi vista como um passo simbólico nessa jornada, carregada de significado tanto para os personagens quanto para o público que acompanha a novela desde sua estreia, em setembro do ano passado.
A reação do público nas redes sociais
A resposta dos fãs ao selinho de Gigi e Bernardo foi avassaladora. Em poucos minutos após a exibição, hashtags relacionadas à novela e ao casal dominaram os assuntos mais comentados no X. Muitos espectadores elogiaram a Globo por incluir a cena, destacando que ela representa um avanço na normalização de relações homoafetivas na TV aberta. Um usuário escreveu que o momento foi “simples, mas poderoso”, enquanto outro pediu que a emissora “não pare por aí” e invista em mais cenas românticas entre os dois.
Por outro lado, houve quem expressasse certa frustração com a brevidade do selinho. Comentários como “queremos um beijo de verdade” e “a Globo precisa ousar mais” apareceram em grande quantidade, refletindo o desejo de uma parte do público por uma abordagem mais explícita do romance. Essa divisão de opiniões não é novidade em tramas que abordam relacionamentos gays na televisão brasileira, onde o equilíbrio entre sutileza e ousadia sempre gera debates acalorados entre os espectadores.
- Principais reações do público:
- Celebração pela naturalidade do selinho e pela química entre Gigi e Bernardo.
- Pedidos por mais cenas de afeto, incluindo um beijo mais longo nas próximas semanas.
- Elogios à atuação de Rodrigo e Bruno Fagundes, que trouxeram autenticidade ao casal.
- Críticas à Globo por supostamente limitar a cena a um gesto tímido, em vez de um momento mais marcante.
O contexto da representatividade na teledramaturgia
A inclusão de um selinho entre Gigi e Bernardo em Volta por Cima não ocorre em um vácuo. A teledramaturgia brasileira tem uma longa história de avanços e recuos quando o assunto é a representação de casais homoafetivos. Em 1985, a novela Um Sonho a Mais, exibida pela Globo, foi pioneira ao mostrar um selinho entre dois homens, interpretados por Ney Latorraca e Carlos Kroeber. Na época, a cena enfrentou resistência e foi vista como ousada para os padrões da televisão.
Décadas depois, em 2014, Amor à Vida marcou um novo capítulo ao exibir o primeiro beijo gay em uma novela das nove, entre os personagens Félix, vivido por Mateus Solano, e Niko, interpretado por Thiago Fragoso. O momento, exibido no último capítulo, foi amplamente celebrado, mas também criticado por ter sido deixado para o final da trama. Desde então, a Globo tem incluído casais gays em suas produções com mais frequência, como em Bom Sucesso, de 2019, que mostrou um selinho entre Pedro e William de forma natural, sem alarde.
Volta por Cima, escrita por Claudia Souto, segue essa tendência, mas com um diferencial: o romance entre Gigi e Bernardo foi desenvolvido ao longo de vários capítulos, permitindo que o público se envolvesse com a história dos dois. A direção artística de André Câmara e a colaboração de roteiristas como Wendell Bendelack e Julia Laks reforçaram a aposta em uma narrativa que mistura humor, drama e emoção, com o casal como um dos pilares da reta final da novela.
Os desafios de Gigi e Bernardo até o selinho
Chegar ao momento do selinho não foi tarefa fácil para Gigi e Bernardo dentro da trama. Gigi, inicialmente apresentado como um personagem mais leve e ligado às tramas de Joyce, papel de Drica Moraes, e Roxelle, interpretada por Isadora Cruz, passou por uma evolução marcante. Sua descoberta como filho de Belisa trouxe uma nova camada de complexidade ao personagem, enquanto o encontro com Bernardo revelou suas inseguranças e desejos mais profundos.
Bernardo, por sua vez, entrou na novela como um médico sério e reservado, mas aos poucos foi se abrindo para Gigi. A relação entre os dois foi marcada por momentos de tensão e cumplicidade, como quando Gigi provocou ciúmes em Bernardo ao flertar com outro personagem, ou quando os dois compartilharam conversas sobre suas vidas e solidão. Esses instantes, exibidos em capítulos anteriores, prepararam o terreno para o selinho, mostrando que o afeto entre eles não surgiu do nada, mas foi construído com cuidado pelos autores.
A festa com karaokê, planejada por Silvia, Yuki e Roxelle, foi o catalisador para o momento decisivo. Enquanto cantavam juntos, Gigi e Bernardo trocaram olhares e sorrisos, criando uma atmosfera de intimidade que culminou no selinho. A saída discreta das amigas, que deixaram os dois a sós, foi um toque sutil que agradou aos fãs, reforçando a ideia de que o amor entre eles é algo orgânico e sem pressa.
O impacto do selinho na reta final da novela
Com apenas duas semanas até o fim de Volta por Cima, o selinho entre Gigi e Bernardo abre portas para novos desdobramentos na trama. Nos capítulos seguintes, os dois devem passar uma noite de amor juntos, consolidando o relacionamento que os fãs tanto esperavam. A novela, que termina em 19 de abril, tem agora a chance de aprofundar essa história e responder aos pedidos do público por mais cenas românticas.
A direção da Globo já sinalizou que o casal terá um desfecho significativo, mas ainda há dúvidas sobre até onde a emissora está disposta a ir. Enquanto alguns esperam um beijo mais intenso, outros temem que a trama opte por uma abordagem mais contida, seguindo o padrão de outras produções. O histórico da emissora mostra que, embora tenha avançado na inclusão de casais gays, nem sempre atende plenamente às expectativas de quem busca representações mais explícitas.
Para os atores Rodrigo e Bruno Fagundes, o selinho é apenas o começo. Bruno, que interpreta Bernardo, já declarou que torce por uma normalização dos afetos na TV, enquanto Rodrigo enfatizou o quanto o papel de Gigi tem sido especial em sua carreira. A relação entre os dois, que vai além da ficção por serem pai e filho, trouxe uma camada extra de autenticidade às cenas, algo que o público notou e aplaudiu nas redes.
Curiosidades sobre o casal Gigi e Bernardo
A trajetória de Gigi e Bernardo em Volta por Cima é repleta de detalhes que enriqueceram sua história. Confira algumas curiosidades que marcaram a construção do casal:
- Química familiar: Rodrigo e Bruno Fagundes, pai e filho na vida real, usaram sua proximidade para trazer naturalidade às cenas, mesmo interpretando um casal romântico.
- Evolução gradual: A história de Gigi começou a ganhar força a partir do capítulo 80, quando ele descobriu sua ligação com Belisa e conheceu Bernardo.
- Apoio das amigas: Silvia, Yuki e Roxelle foram fundamentais para unir o casal, com a festa do karaokê sendo o momento-chave para o selinho.
- Repercussão nas ruas: Os atores relataram que foram abordados por fãs pedindo que Gigi e Bernardo ficassem juntos, mostrando o impacto da trama no público.
A construção de um romance aguardado
O selinho entre Gigi e Bernardo não foi um evento isolado, mas o resultado de meses de desenvolvimento na novela. Desde que Bernardo apareceu na trama, os dois personagens passaram por uma série de encontros e desencontros que mantiveram os espectadores na expectativa. Gigi, com seu humor ácido e coração fechado, contrastava com a serenidade de Bernardo, criando uma dinâmica que conquistou os fãs aos poucos.
A decisão de incluir o selinho no capítulo 163 veio acompanhada de outras tramas importantes, como a tentativa de Jô, vivida por Alice Carvalho, de tranquilizar Osmar, interpretado por Tony Ramos, e a discordância de Violeta, papel de Dhu Moraes, com seu advogado. Esses eventos paralelos mantiveram o ritmo do capítulo, mas foi o momento entre Gigi e Bernardo que roubou a cena, evidenciando o peso do casal na narrativa.
Os autores da novela, liderados por Claudia Souto, apostaram em uma abordagem que mistura leveza e profundidade. A direção artística de André Câmara e a direção geral de Caetano Caruso também tiveram papel crucial em dar vida ao casal, com escolhas que destacaram a química entre os atores e a emoção da cena do selinho. O resultado foi um momento que, apesar de simples, carregou um simbolismo importante para a trama e para o público.
O que esperar dos próximos capítulos
Com a novela se aproximando do fim, o selinho de Gigi e Bernardo levanta questões sobre o futuro do casal. Nos capítulos previstos para os dias 8 e 9 de abril, a trama mostrou os dois se entrosando ainda mais, com a promessa de uma noite de amor que pode consolidar o relacionamento. A festa do karaokê, que culminou no selinho, foi apenas o primeiro passo para um desfecho que os fãs esperam ser feliz.
A participação de personagens como Roxelle, que animou o evento, e a saída estratégica de Silvia e Yuki sugerem que o grupo de amigas continuará apoiando o casal nos próximos dias. Enquanto isso, outras tramas, como os conflitos de Violeta e as decisões de Jô, seguem em paralelo, mantendo o equilíbrio entre os núcleos da novela. Para os espectadores, porém, o foco está em Gigi e Bernardo, que se tornaram um dos casais mais queridos da produção.
O calendário da reta final de Volta por Cima indica que os próximos dias serão decisivos. O capítulo 164, exibido nesta quarta-feira, 9 de abril, deve mostrar as consequências do selinho, enquanto os episódios até o dia 19, data do fim da novela, prometem resolver os arcos principais. Para Gigi e Bernardo, a expectativa é que o romance ganhe ainda mais espaço, atendendo ao clamor do público por mais cenas de afeto.
Momentos marcantes da trajetória do casal
A história de Gigi e Bernardo é cheia de instantes que ficarão na memória dos fãs. Veja alguns dos principais momentos que levaram ao selinho:
- Primeiro encontro: A chegada de Bernardo na trama marcou o início de uma conexão sutil com Gigi, ainda em um contexto de amizade.
- Ciúmes em jogo: Gigi provocou Bernardo ao flertar com outro personagem, gerando uma reação que revelou os sentimentos do médico.
- Festa do karaokê: O evento organizado pelas amigas foi o ponto alto, com o selinho selando o início do romance.
- Apoio mútuo: Conversas sobre solidão e vida pessoal aproximaram os dois, mostrando que o amor foi construído com base em compreensão.
A visão dos atores sobre o casal
Rodrigo Fagundes e Bruno Fagundes não esconderam o orgulho de dar vida a Gigi e Bernardo. Para Rodrigo, o papel de Gigi é um dos mais especiais de sua carreira, especialmente por permitir que ele explore temas como solidão e afetividade. Ele já declarou que o personagem ficará marcado em sua vida para sempre, destacando a relevância de mostrar dois homens gays buscando se encontrar em um mundo que nem sempre os acolhe.
Bruno, por sua vez, enfatizou a importância de naturalizar os afetos na televisão. Ele torce para que o selinho seja apenas o início de uma representação mais ampla do amor entre Gigi e Bernardo, defendendo que a sociedade precisa avançar na aceitação de relações homoafetivas. A parceria entre pai e filho, que já trabalhavam juntos no teatro, trouxe uma camada extra de emoção às cenas, algo que os fãs notaram e elogiaram amplamente.
A experiência de atuar como um casal, mesmo sendo familiares, foi um desafio que os dois encararam com profissionalismo. A química entre eles, somada ao texto bem escrito da novela, fez com que o público se apaixonasse por Gigi e Bernardo, transformando-os em um dos destaques de Volta por Cima na reta final.
O legado de Gigi e Bernardo na TV brasileira
O selinho entre Gigi e Bernardo não é apenas um momento de entretenimento, mas também um passo na história da representatividade na televisão brasileira. Embora a Globo já tenha exibido outros casais gays em suas novelas, a trajetória dos dois personagens se destaca pela construção cuidadosa e pelo apelo emocional que conquistou os espectadores. Em um momento em que a sociedade ainda debate questões de inclusão, a novela oferece uma narrativa que humaniza e normaliza o amor entre dois homens.
Comparado a outros marcos, como o selinho de Um Sonho a Mais ou o beijo de Amor à Vida, o momento em Volta por Cima tem um sabor especial por ocorrer no horário das sete, tradicionalmente voltado para um público mais amplo e familiar. A escolha por uma abordagem leve, mas significativa, reflete a intenção da emissora de ampliar o diálogo sobre diversidade sem perder a essência de uma trama acessível a todos.
Com o fim da novela se aproximando, o legado de Gigi e Bernardo já está garantido. Eles se juntam a uma lista crescente de personagens que desafiam padrões e abrem caminho para uma teledramaturgia mais inclusiva, provando que o amor, em todas as suas formas, merece ser celebrado na tela.















