A disputa pelo controle da fábrica de lingeries Boaz promete agitar a trama de Dona de Mim, novela que estreia no dia 28 de abril na faixa das sete da Globo. No centro dessa batalha estão Jaques, Tânia e Ricardo, um trio de vilões interpretado por Marcello Novaes, Aline Borges e Marcos Pasquim, respectivamente. Movidos por ambição, ressentimentos e um desejo implacável de poder, eles planejam destronar Abel, o patriarca da família Boaz, vivido por Tony Ramos. A história, ambientada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, mistura dramas familiares, intrigas corporativas e paixões intensas, trazendo à tona os conflitos de uma elite decadente em busca de reafirmação. Com 221 capítulos previstos, a novela escrita por Rosane Svartman já desperta curiosidade entre os fãs do horário por sua promessa de reviravoltas e personagens cativantes.
Jaques, o irmão caçula de Abel, carrega um passado de frustrações e um profundo ressentimento por nunca ter sido o escolhido para liderar a empresa da família. Formado em Economia em uma universidade no exterior, ele acredita que suas ideias modernas podem revolucionar a Boaz, mas sua ambição vai além: ele quer o controle total. Ao seu lado, Tânia, sua esposa, é o cérebro por trás das estratégias, uma mulher calculista e manipuladora que usa inteligência e charme para alcançar seus objetivos. Completa o trio Ricardo, advogado da empresa, que esconde uma agenda própria enquanto auxilia nas falcatruas financeiras. Juntos, eles formam uma aliança perigosa que vai desafiar a estabilidade da família Boaz.
A dinâmica entre os três personagens será um dos pilares da narrativa. Enquanto Jaques traz o peso emocional de sua rivalidade com Abel, Tânia injeta paixão e astúcia ao plano, e Ricardo adiciona uma camada de pragmatismo frio. A novela, que substitui Volta por Cima, terá sua duração esticada de 173 para 221 capítulos, com o final previsto para 9 de janeiro de 2026, sinalizando a confiança da emissora no potencial da trama para conquistar o público. Além dos vilões, a história acompanha Leona, interpretada por Clara Moneke, uma jovem babá que se envolve com a família Boaz, trazendo temas como maternidade e superação ao enredo.
Quem são os vilões que ameaçam a família Boaz?
Marcello Novaes dá vida a Jaques, um homem que vive à sombra do irmão mais velho, Abel. Orgulhoso de sua formação acadêmica internacional, ele sente que foi injustiçado na divisão de poder da família. Sua personalidade debochada e irônica esconde uma ambição feroz, alimentada pela certeza de que merece o comando da Boaz. Nos momentos de tensão, Jaques recorre à guitarra, tocando em alto volume para desestressar ou provocar quem está ao seu redor, um traço que reflete seu passado como artista reprimido.
A esposa de Jaques, Tânia, interpretada por Aline Borges, é uma figura igualmente marcante. Determinada e sexy, ela exerce um poder sutil, mas avassalador, sobre o marido. Sua inteligência a torna a mente por trás das tramoias do casal, que planeja tomar a fábrica e o dinheiro dos Boaz. A relação entre os dois é uma mistura de amor e cumplicidade, consolidada por anos de parceria e códigos próprios que os unem em busca de ascensão.
Já Ricardo, vivido por Marcos Pasquim, entra como o terceiro elemento dessa aliança. Advogado experiente e pouco ético, ele trabalha há anos ao lado de Jaques, ajudando a manipular as finanças da empresa. Competente e sério, Ricardo tem seus próprios interesses, que mantém em segredo, o que sugere que sua lealdade ao plano pode não ser tão sólida quanto parece. A atuação do trio será essencial para criar os conflitos que vão movimentar a trama.
O que motiva Jaques na luta pelo poder?
Jaques carrega uma mágoa profunda contra Abel, o atual presidente da Boaz. Filho mais novo de Rosa, personagem de Suely Franco, ele cresceu sentindo-se preterido, enquanto o irmão mais velho assumia o comando da fábrica de lingeries que leva o nome da família. Sua formação em Economia no exterior é um ponto de orgulho, mas também de frustração, já que nunca teve a chance de aplicar suas ideias. Para Jaques, assumir a presidência é mais do que uma questão de poder: é uma forma de corrigir o que considera uma injustiça histórica.
A rivalidade entre os irmãos será um dos grandes motores da novela. Abel, um patriarca tradicional e autoritário, representa a estabilidade que Jaques quer derrubar. Nos bastidores, o vilão planeja usar suas habilidades e contatos para minar a posição do irmão, contando com o apoio de Tânia e Ricardo. Sua personalidade vibrante, marcada por sarcasmos e explosões emocionais, promete torná-lo um antagonista complexo, que pode até conquistar a simpatia do público em alguns momentos.
Além disso, Jaques traz uma dualidade interessante à trama. Antes de se render ao mundo corporativo, ele viveu uma fase artística, tocando em uma banda e sonhando com uma vida diferente. Esse passado reaparece em pequenos gestos, como quando ele pega a guitarra para aliviar a tensão, sugerindo que há mais camadas em sua história do que apenas a busca por poder. Essa faceta pode ser explorada ao longo dos 221 capítulos, adicionando profundidade ao personagem.
Tânia: a força manipuladora por trás de Jaques
Enquanto Jaques é movido por emoção e ressentimento, Tânia age com frieza e estratégia. A personagem de Aline Borges é descrita como uma mulher forte, que abandonou os estudos em Ciências Sociais ao conhecer Jaques, então um roqueiro sonhador. Juntos, eles construíram uma relação baseada em paixão e ambição, mas é Tânia quem mantém o controle. Sua capacidade de manipular as pessoas ao seu redor será um trunfo na guerra pela Boaz.
Tânia enxerga na fábrica não apenas uma fonte de riqueza, mas um símbolo de conquista pessoal. Ela acredita que o dinheiro e o prestígio dos Boaz são seu direito, e não hesita em usar sua eloquência e sensualidade para alcançar esse objetivo. Nos primeiros capítulos, o público verá como ela influencia Jaques, guiando-o em decisões que ele talvez não tomaria sozinho. A parceria do casal é um dos pontos altos da trama, mostrando como amor e interesses podem coexistir.
A atriz Aline Borges, conhecida por papéis marcantes como Zuleica em Pantanal, traz uma energia intensa à personagem. Aos 49 anos, ela encara Tânia como um desafio, explorando suas camadas de inteligência e calculismo. As gravações, iniciadas em janeiro nos Estúdios Globo, já mostram a química entre ela e Marcello Novaes, prometendo cenas carregadas de tensão e paixão.
Ricardo e seus interesses ocultos
Ricardo, o advogado interpretado por Marcos Pasquim, completa o trio com uma postura mais reservada, mas igualmente perigosa. Há anos trabalhando para a Boaz, ele conhece os segredos financeiros da empresa e sabe como manipulá-los em benefício de Jaques. Sua seriedade e competência são fachadas que escondem uma ambição pessoal: enriquecer a qualquer custo. Diferente de Tânia e Jaques, que têm uma conexão emocional, Ricardo age por pragmatismo.
O personagem traz uma reviravolta potencial à trama. Embora seja um aliado essencial nos esquemas de Jaques, ele guarda uma agenda própria, o que pode levar a traições ou alianças inesperadas ao longo dos capítulos. Sua falta de ética como advogado será explorada em detalhes, com cenas que mostram como ele altera documentos e movimenta dinheiro para enfraquecer Abel. A interpretação de Marcos Pasquim, que retorna à Globo após um período afastado das novelas das sete, adiciona peso a esse papel.
A dinâmica entre Ricardo e os outros vilões será um dos aspectos mais intrigantes de Dona de Mim. Enquanto Jaques e Tânia formam um casal unido por objetivos comuns, Ricardo parece jogar sozinho, o que pode gerar conflitos dentro do próprio grupo. Essa tensão interna promete manter o público atento às suas próximas jogadas.
Como o trio planeja derrubar Abel?
A estratégia de Jaques, Tânia e Ricardo para tomar o controle da Boaz envolve uma combinação de manipulação financeira e pressão psicológica sobre Abel. Nos primeiros capítulos, eles começam a agir nos bastidores, aproveitando falhas na gestão da empresa para criar instabilidade. Ricardo, com seu acesso às contas, será o responsável por desviar recursos e plantar dúvidas sobre a competência do patriarca, enquanto Tânia trabalha para minar a confiança da família em Abel.
Jaques, por sua vez, usará sua posição como irmão para desafiar Abel diretamente, questionando suas decisões e propondo mudanças radicais na fábrica. A rivalidade entre os dois será intensificada por flashbacks que mostram como a preferência do pai por Abel moldou o ressentimento de Jaques. Já Tânia buscará aliados dentro da própria família Boaz, como os filhos de Abel – Samuel, Davi, Ayla e Sofia –, tentando explorar suas fraquezas e ambições pessoais.
Os planos do trio incluem:
- Desviar dinheiro da empresa para criar uma crise financeira.
- Espalhar rumores que abalem a reputação de Abel como presidente.
- Aproveitar a chegada de Leona, a babá interpretada por Clara Moneke, para desestabilizar a dinâmica familiar.
- Usar a influência de Ricardo no meio jurídico para proteger suas ações.
A fábrica Boaz como palco de disputas
Localizada em São Cristóvão, a fábrica de lingeries Boaz é mais do que um negócio: é o coração da trama. Representa o legado da família e o objeto de desejo de Jaques, Tânia e Ricardo. Abel, como presidente, luta para manter a tradição, mas enfrenta uma empresa que reflete os desafios de uma elite em decadência. A chegada do trio de vilões transforma o local em um campo de batalha, onde cada decisão pode alterar o rumo da história.
A Boaz também será o cenário de conflitos sociais. Samuel, filho de Abel interpretado por Juan Paiva, quer mudar a imagem machista da fábrica, criticando a falta de diversidade nas propagandas. Essa visão progressista pode colocá-lo em choque com Jaques, que prioriza lucros acima de tudo. A tensão entre tradição e modernidade será um tema recorrente, ampliando o escopo da novela para além das intrigas familiares.
As gravações externas em São Cristóvão e na Feira de São Cristóvão darão um toque realista à ambientação, enquanto os estúdios da Globo abrigam a maior parte das cenas da fábrica. A riqueza de detalhes no cenário promete enriquecer a narrativa, mostrando como o espaço reflete as ambições e os fracassos dos personagens.
O impacto de Leona na trama dos vilões
Leona, a protagonista vivida por Clara Moneke, entra na história como babá da pequena Sofia, filha adotiva de Abel. Sua chegada à mansão Boaz coincide com o início das tramoias de Jaques, Tânia e Ricardo, e sua presença pode complicar os planos do trio. Determinada e alto astral, Leona carrega um trauma do passado – a perda de uma filha durante a gravidez –, mas encontra em Sofia uma conexão especial que a ajuda a se reinventar.
A relação entre Leona e Sofia será um obstáculo para os vilões. Tânia, em especial, pode tentar manipular a babá para desestabilizar Abel, mas a força da jovem pode surpreender o casal. Já Ricardo verá em Leona uma peça imprevisível, alguém que não se encaixa em seus cálculos frios. A interação entre a protagonista e os antagonistas promete momentos de tensão e emoção, especialmente quando os interesses da família Boaz começarem a se entrelaçar com os dela.
A jornada de Leona também traz temas como amor-próprio e resiliência, contrastando com a ganância do trio. Sua influência sobre Sofia e os outros filhos de Abel – Samuel, Davi e Ayla – pode mudar o equilíbrio de poder dentro da mansão, desafiando as estratégias de Jaques e seus aliados.
Os desafios de Abel contra os vilões
Abel, interpretado por Tony Ramos, é o pilar da família Boaz e o principal alvo de Jaques, Tânia e Ricardo. Como presidente da fábrica, ele enfrenta não apenas a ameaça externa do trio, mas também os conflitos internos entre seus filhos. Samuel quer modernizar a empresa, Davi busca poder, Ayla explora sua criatividade, e Sofia, ainda criança, exige atenção em meio ao caos. Essa fragmentação familiar será explorada pelos vilões como uma brecha para seus planos.
Com quase cinco décadas de Globo, Tony Ramos traz ao papel uma mistura de autoridade e fragilidade. Abel é um homem que luta para manter o controle, mas suas decisões podem ser questionadas à medida que a crise na Boaz se intensifica. A relação com Jaques, marcada por anos de rivalidade, ganhará contornos dramáticos, especialmente quando o irmão caçula revelar suas intenções abertamente.
A resistência de Abel será testada em cenas que prometem emocionar o público. Sua esposa, Filipa, vivida por Cláudia Abreu, também terá um papel crucial, enfrentando problemas de saúde mental enquanto tenta manter a família unida. O embate entre o patriarca e os vilões será um dos fios condutores da novela, com reviravoltas que podem redefinir o destino da Boaz.
Curiosidades sobre os vilões de Dona de Mim
Os personagens de Jaques, Tânia e Ricardo trazem camadas que vão além da vilania tradicional. Aqui estão alguns detalhes que enriquecem suas histórias:
- Jaques já foi um roqueiro antes de se dedicar ao mundo corporativo, e sua guitarra será um símbolo de sua rebeldia.
- Tânia abandonou os estudos em Ciências Sociais por amor, mas transformou essa frustração em ambição.
- Ricardo mantém uma fachada de seriedade, mas sua ganância pode levá-lo a trair até mesmo seus aliados.
Esses traços mostram como os vilões são construídos com profundidade, misturando motivações pessoais e ações questionáveis. A química entre Marcello Novaes, Aline Borges e Marcos Pasquim nas gravações já indica que o trio será um dos destaques da trama.
O calendário de Dona de Mim
A produção de Dona de Mim segue um cronograma bem definido, refletindo o cuidado da Globo com a novela. Veja as principais datas:
- Janeiro: Elenco se reúne para workshops e início das gravações nos Estúdios Globo.
- Fevereiro: Primeiras cenas externas são filmadas em São Cristóvão.
- 28 de abril: Estreia na faixa das sete, substituindo Volta por Cima.
- 9 de janeiro de 2026: Previsão do último capítulo, após 221 episódios.
Esse planejamento destaca a aposta da emissora no sucesso da trama, que ganhou 48 capítulos extras em relação ao projeto inicial. A extensão reflete a expectativa de que os conflitos entre Jaques, Tânia, Ricardo e a família Boaz mantenham o público engajado por meses.
A química do trio nas telas
Marcello Novaes, Aline Borges e Marcos Pasquim formam um time de peso para dar vida aos vilões. Novaes, com sua experiência em papéis intensos, traz a Jaques uma energia debochada que contrasta com a frieza de Tânia, interpretada por Borges. Já Pasquim, que celebra seu retorno às novelas das sete, adiciona um tom calculista a Ricardo, completando a dinâmica do grupo. As primeiras imagens divulgadas mostram os três em cenas de confronto e cumplicidade, sugerindo que a interação entre eles será um dos pontos fortes da novela.
Aline Borges destaca a paixão que une Tânia e Jaques, enquanto Novaes aposta no carisma do vilão para conquistar o público. Pasquim, por sua vez, enfatiza a ambição de Ricardo como motor de suas ações. Essa combinação de personalidades promete levar os telespectadores por uma montanha-russa de emoções, com momentos de tensão, traição e até humor.
Expectativas para os 221 capítulos
Com a extensão para 221 capítulos, Dona de Mim terá tempo de sobra para explorar as nuances de seus vilões e os impactos de suas ações na família Boaz. A trama, criada por Rosane Svartman, mistura elementos populares como batalhas de rima, kickboxing e forró com os dramas da elite carioca, criando um universo rico e acessível. A direção artística de Allan Fiterman garante um ritmo ágil, enquanto a produção de Mariana Pinheiro cuida dos detalhes visuais que darão vida à história.
Os embates entre Jaques, Tânia e Ricardo e os Boaz devem ganhar ainda mais intensidade nos meses finais, com alianças desfeitas e segredos revelados. A presença de Leona como catalisadora de mudanças adiciona uma camada emocional que pode equilibrar a ganância dos vilões. Para os fãs de novelas, a promessa é de uma narrativa vibrante, cheia de reviravoltas e personagens memoráveis.

