Desafios da era digital: Eliana revela estratégias para cuidar da segurança online de Arthur

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Eliana Foto: Eliana - Foto: Reprodução

A apresentadora Eliana, conhecida por décadas de sucesso na televisão brasileira, trouxe à tona uma preocupação que ecoa entre pais de adolescentes em todo o país: os perigos da internet para jovens em plena fase de desenvolvimento. Aos 13 anos, seu filho Arthur está na faixa etária em que a curiosidade e a busca por autonomia colidem com os riscos de um ambiente digital em constante expansão. Durante uma conversa recente, ela destacou como o crescimento do acesso às redes sociais e a exposição precoce a conteúdos online têm exigido uma postura mais ativa dos responsáveis. O tema, que vai além de sua experiência pessoal, reflete uma realidade global, amplificada no Brasil pelo aumento no uso de dispositivos conectados por crianças e adolescentes.

Essa inquietação não é isolada. Dados recentes apontam que o número de jovens brasileiros conectados cresce a cada ano, com 43% das crianças entre 9 e 10 anos já possuindo perfis em plataformas digitais. Entre adolescentes mais velhos, como Arthur, esse índice é ainda maior, o que intensifica os desafios de segurança online. A combinação de redes sociais acessíveis, conteúdos variados e a falta de preparo de muitas famílias para lidar com esse cenário cria um ambiente propício a riscos como assédio virtual, exposição a materiais impróprios e pressões psicológicas. A situação exige um equilíbrio delicado entre permitir a liberdade digital e garantir proteção.

O caso de Eliana ilustra uma questão que transcende o universo das celebridades. Famílias em diferentes contextos sociais enfrentam dilemas semelhantes, especialmente em um país onde o acesso à internet se democratizou rapidamente nas últimas décadas. Enquanto a tecnologia oferece oportunidades de aprendizado e conexão, ela também expõe os jovens a ameaças que evoluem tão rápido quanto as próprias plataformas. A seguir, o texto explora os perigos do ambiente online, estratégias práticas de supervisão e o impacto do uso excessivo de redes sociais na vida dos adolescentes.

Cresce a presença de adolescentes no mundo digital

Nos últimos anos, o Brasil testemunhou uma explosão no uso de redes sociais por crianças e adolescentes. A facilidade de acesso a smartphones e a popularização de aplicativos como Instagram, TikTok e WhatsApp transformaram a maneira como os jovens interagem com o mundo. Pesquisas mostram que mais da metade dos adolescentes brasileiros passa pelo menos três horas diárias conectada, um número que preocupa especialistas em desenvolvimento infantil. Esse tempo prolongado na internet não apenas aumenta a exposição a conteúdos inadequados, mas também amplia os riscos de interações perigosas com desconhecidos.

Eliana e Filhos
Eliana e Filhos- Foto: Instagram

A apresentadora Eliana, ao falar sobre Arthur, apontou uma “falsa sensação de segurança” que muitos pais compartilham. Essa percepção decorre da ideia de que o ambiente doméstico, onde o acesso ocorre, seria suficiente para proteger os filhos. No entanto, a realidade é bem diferente. Casos de cyberbullying, golpes online e até aliciamento têm se tornado mais frequentes, especialmente em plataformas que os jovens dominam melhor que os adultos. O crescimento no uso precoce de redes sociais, muitas vezes antes dos 13 anos — idade mínima estipulada por muitas plataformas —, agrava ainda mais esse quadro.

Outro fator que contribui para essa tendência é a pressão social exercida pelo ambiente digital. Jovens sentem a necessidade de estar presentes online para se integrar a grupos de amigos ou acompanhar tendências, o que os leva a criar perfis cada vez mais cedo. Essa dinâmica, somada à falta de supervisão adequada, torna o controle parental uma tarefa complexa, mas essencial para minimizar os riscos.

Principais ameaças do ambiente online

O universo digital oferece uma infinidade de possibilidades, mas também esconde perigos que afetam diretamente os adolescentes. Um dos problemas mais comuns é o assédio virtual, que pode ocorrer por meio de mensagens indesejadas, comentários maliciosos ou até chantagem com fotos e vídeos. Relatos indicam que uma em cada cinco crianças ou adolescentes já enfrentou algum tipo de abordagem inadequada na internet, muitas vezes sem relatar aos pais por medo ou vergonha.

Além disso, a exposição a conteúdos impróprios é uma preocupação constante. Vídeos, imagens e textos com violência, sexualidade explícita ou discurso de ódio circulam livremente em plataformas mal reguladas, alcançando jovens que ainda não têm maturidade para processar esse tipo de material. A facilidade de acesso a esses conteúdos, muitas vezes por meio de algoritmos que sugerem postagens relacionadas, torna a navegação segura um desafio diário para as famílias.

A seguir, alguns dos riscos mais comuns enfrentados por adolescentes na internet:

  • Cyberbullying: agressões verbais ou psicológicas em redes sociais ou aplicativos de mensagens.
  • Golpes e phishing: tentativas de roubo de dados pessoais por meio de links falsos ou promessas enganosas.
  • Exposição excessiva: compartilhamento de informações pessoais que podem ser usadas por criminosos.
  • Dependência digital: uso compulsivo de redes que prejudica o sono, os estudos e as relações sociais.

Essas ameaças, combinadas com a rapidez com que as plataformas evoluem, exigem que os pais estejam sempre um passo à frente na proteção de seus filhos.

Estratégias práticas para um uso seguro da internet

Proteger adolescentes como Arthur, filho de Eliana, exige mais do que simples proibições. Especialistas recomendam uma abordagem equilibrada, que combine limites claros com diálogo aberto. Estabelecer um tempo máximo de uso diário, por exemplo, é uma medida eficaz para evitar a exposição prolongada aos riscos digitais. A Sociedade Brasileira de Pediatria sugere que adolescentes não ultrapassem duas a três horas por dia em dispositivos conectados, reservando tempo para atividades físicas e interações presenciais.

Ferramentas tecnológicas também desempenham um papel importante. Aplicativos de controle parental permitem bloquear conteúdos inadequados, monitorar o histórico de navegação e até definir horários de uso. Essas soluções ajudam os pais a manter a segurança sem invadir completamente a privacidade dos filhos, um ponto sensível na adolescência. Eliana, por exemplo, enfatizou a importância de respeitar o espaço de Arthur enquanto acompanha de perto suas atividades online.

O diálogo é outro pilar essencial. Conversas regulares sobre os perigos da internet, como o compartilhamento de dados pessoais ou o contato com estranhos, capacitam os jovens a reconhecer situações de risco. Ensinar sobre a importância de senhas fortes e a cautela com links suspeitos são passos simples, mas que fazem diferença na segurança digital.

Impactos psicológicos da conexão constante

Passar horas nas redes sociais não afeta apenas a segurança física dos adolescentes, mas também sua saúde mental. Estudos apontam que o uso excessivo de plataformas digitais está diretamente ligado ao aumento de casos de ansiedade e depressão entre jovens. A exposição a vidas aparentemente perfeitas, exibidas em fotos editadas e stories planejados, cria uma pressão para atingir padrões irreais, abalando a autoestima de muitos adolescentes.

O fenômeno conhecido como FOMO, ou medo de ficar de fora, é um dos agravantes desse quadro. Jovens que passam mais de três horas diárias online têm maior probabilidade de sentir que estão perdendo eventos ou experiências importantes, o que intensifica a sensação de inadequação. Esse ciclo vicioso pode levar à dependência digital, com impactos que vão desde a queda no rendimento escolar até a dificuldade em manter relações presenciais.

Outro problema recorrente é a alteração nos padrões de sono. A luz azul emitida por telas de celulares e computadores, combinada com a estimulação constante de notificações, dificulta o relaxamento noturno. Adolescentes que usam dispositivos até tarde da noite frequentemente relatam insônia ou sono de baixa qualidade, o que compromete sua saúde física e emocional a longo prazo.

Como os pais podem dar o exemplo

O comportamento dos adultos em casa tem um peso significativo na forma como os jovens encaram a tecnologia. Pais que passam horas grudados em seus celulares ou que priorizam redes sociais em vez de interações familiares dificilmente conseguirão impor limites eficazes aos filhos. Eliana, ao abordar o tema, sugeriu que o exemplo começa com os próprios responsáveis, que devem demonstrar equilíbrio no uso da internet.

Estabelecer momentos livres de tecnologia, como durante as refeições ou em passeios em família, é uma prática que reforça a importância do convívio presencial. Além disso, pais que compartilham suas próprias experiências online — como evitar golpes ou gerenciar o tempo de tela — ajudam os adolescentes a desenvolver uma postura mais consciente diante da tecnologia.

A educação digital familiar não se resume a regras, mas a valores. Mostrar que o mundo real oferece recompensas que as redes sociais não conseguem replicar, como conversas genuínas ou hobbies criativos, é uma forma de incentivar os jovens a encontrar equilíbrio entre o online e o offline.

Papel da sociedade na segurança digital

Embora a família tenha um papel central, a proteção dos adolescentes na internet não pode depender apenas dos pais. Escolas têm ampliado sua responsabilidade ao incluir temas como cidadania digital em seus currículos. Programas educacionais ensinam desde o uso ético das redes sociais até a identificação de conteúdos manipulativos, preparando os jovens para navegar com mais segurança.

Campanhas públicas também ganham espaço. Iniciativas voltadas para conscientizar pais e adolescentes sobre os riscos do ambiente online têm se multiplicado, oferecendo orientações práticas e alertas sobre os impactos do uso excessivo de tecnologia. Essas ações ajudam a criar uma cultura de responsabilidade digital que vai além do âmbito doméstico.

Parcerias entre governos, empresas de tecnologia e organizações sociais também são fundamentais. Ferramentas como filtros de conteúdo mais rigorosos e políticas de privacidade transparentes nas plataformas podem reduzir os riscos enfrentados pelos jovens, complementando os esforços de famílias e escolas.

Ferramentas e recursos para pais e adolescentes

Existem diversas opções disponíveis para quem busca proteger os adolescentes no ambiente digital. Aplicativos como Google Family Link, Qustodio e Net Nanny permitem que os pais configurem restrições de acesso e monitorem atividades online em tempo real. Essas ferramentas são fáceis de usar e adaptáveis às necessidades de cada família, oferecendo um suporte tecnológico à supervisão parental.

Abaixo, uma lista de recursos úteis para garantir a segurança digital:

  • Google Family Link: controla o tempo de uso e bloqueia apps específicos.
  • Qustodio: monitora mensagens e redes sociais com relatórios detalhados.
  • Net Nanny: filtra conteúdos impróprios e alerta sobre buscas arriscadas.
  • Configurações nativas: sistemas como iOS e Android oferecem opções de controle integradas.

Esses recursos, aliados a uma comunicação aberta, formam uma rede de proteção que permite aos jovens explorar a internet com mais segurança.

Educação digital como prevenção

Ensinar os adolescentes a usar a internet de forma responsável é tão importante quanto protegê-los dos riscos. Aulas sobre privacidade online, como evitar o compartilhamento excessivo de informações pessoais, ajudam a criar uma geração mais consciente dos perigos digitais. Escolas que investem nesse tipo de educação relatam menos casos de problemas relacionados ao uso inadequado da internet entre os alunos.

Programas que abordam temas como cyberbullying e segurança de dados também capacitam os jovens a reagir a situações de risco. Saber denunciar conteúdos impróprios ou bloquear contatos suspeitos são habilidades práticas que fazem diferença no dia a dia online. Essa abordagem preventiva reduz a dependência de controles externos e dá mais autonomia aos adolescentes.

A preocupação de Eliana com Arthur reflete um desafio compartilhado por milhões de famílias. O aumento no uso de redes sociais por jovens exige uma resposta coletiva, que una pais, educadores e a sociedade em torno de um objetivo comum: tornar o ambiente digital um espaço seguro e proveitoso para a próxima geração.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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