O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, foi palco de uma estreia eletrizante para Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Sauber, no primeiro treino livre do GP da Emilia Romagna. O jovem de 25 anos, em sua temporada de estreia na Fórmula 1, impressionou ao conquistar a nona posição com um tempo de 1min16s925. Contudo, a sessão terminou de forma abrupta quando Bortoleto perdeu o controle de seu Sauber C45 na curva Tamburello, a dois minutos do fim, causando uma bandeira vermelha que encerrou o TL1.
O incidente aconteceu durante uma tentativa de volta rápida. Apesar da batida, Bortoleto saiu ileso, e os danos ao carro foram mínimos, garantindo que a Sauber possa prepará-lo para o TL2. Antes do acidente, o brasileiro superou nomes como Charles Leclerc, da Ferrari, e Fernando Alonso, da Aston Martin, mostrando velocidade em um circuito exigente.
- Detalhes da batida: Bortoleto perdeu a traseira na Tamburello, atingindo as barreiras com leveza.
- Impacto na sessão: A bandeira vermelha interrompeu o TL1, limitando melhorias de tempo.
- Destaque do novato: O P9 reforçou o potencial de Bortoleto em sua estreia.
O TL1, liderado pela dobradinha da McLaren com Oscar Piastri e Lando Norris, revelou uma disputa acirrada, mas o incidente de Bortoleto roubou os holofotes, evidenciando os desafios do traçado de Ímola.
Bortoleto hops out of his car after his visit to the Turn 18 barriers
— Formula 1 (@F1) May 16, 2025
That's the end of the session #F1 #ImolaGP pic.twitter.com/VRgRZ03P4t
Acidente na Tamburello
O acidente de Bortoleto ocorreu nos momentos finais do TL1, quando ele buscava melhorar seu tempo com pneus macios C6 da Pirelli. Ao entrar na Tamburello, uma curva rápida à esquerda, o brasileiro perdeu aderência, fazendo a traseira do carro deslizar. O Sauber colidiu com as barreiras, sofrendo danos leves na asa dianteira e na suspensão.
A direção de prova acionou a bandeira vermelha imediatamente, encerrando a sessão com menos de dois minutos no cronômetro. Como a maioria das equipes já realizava simulações de corrida com tanque cheio, a interrupção teve impacto limitado na coleta de dados. A Sauber confirmou que o carro estará pronto para o TL2, após reparos rápidos.
Bortoleto, em breves comentários após a sessão, atribuiu o erro a uma tentativa de explorar os limites do carro. Sua postura tranquila indica confiança para o restante do fim de semana.
Ascensão ao P9
Antes do acidente, Bortoleto foi um dos destaques do TL1. Nos primeiros 20 minutos, ele chegou a ocupar a segunda posição com um tempo de 1min17s548, usando pneus médios, ficando atrás apenas de Lando Norris, da McLaren. Mais tarde, com os pneus macios C6, o brasileiro cravou 1min16s925, garantindo o nono lugar, a apenas 0,380 segundos do líder Piastri.
O desempenho foi impressionante para um piloto em sua primeira temporada na Fórmula 1. Bortoleto, campeão da Fórmula 2 em 2023, adaptou-se rapidamente ao Sauber C45, um carro que tem enfrentado dificuldades para competir com as equipes de ponta em 2025. Ele superou o companheiro Nico Hulkenberg, que terminou em décimo, reforçando seu potencial.
- Velocidade inicial: Bortoleto alcançou o P2 com pneus médios no início.
- Ganho com C6: A troca para pneus macios rendeu um tempo competitivo.
- Contexto na equipe: O brasileiro superou Hulkenberg na sessão.
- Comparação com novatos: Bortoleto se destacou entre outros estreantes, como Franco Colapinto.
Desafios do traçado de Ímola
O circuito de Ímola é conhecido por suas curvas rápidas e áreas de escape reduzidas, exigindo precisão dos pilotos. A Tamburello, onde Bortoleto bateu, é uma curva icônica, marcada pelo acidente fatal de Ayrton Senna em 1994. Apesar das melhorias de segurança, o trecho continua desafiador, testando o equilíbrio dos carros.
O acidente de Bortoleto não foi o único sinal das dificuldades do traçado. Alexander Albon, da Williams, escapou para a brita em duas ocasiões, enquanto Max Verstappen, da Red Bull, reclamou do comportamento de seu carro. O TL1 foi essencial para as equipes ajustarem os acertos às exigências de Ímola.
Temporada da Sauber
A Sauber, competindo como Kick Sauber-Ferrari em 2025, tem enfrentado uma temporada difícil, geralmente posicionada no meio do pelotão. O carro C45, equipado com motores Ferrari, mostra lampejos de velocidade, mas carece de consistência. A chegada de Bortoleto trouxe novo ímpeto, com o brasileiro visto como uma aposta para o futuro, especialmente com a transição da equipe para o projeto da Audi em 2026.
Hulkenberg, o veterano da equipe, oferece estabilidade, mas a velocidade de Bortoleto em Ímola sugere que ele pode se tornar o líder da Sauber. O TL1 foi usado para testar atualizações aerodinâmicas, e os dados de Bortoleto, mesmo com o acidente, serão valiosos para os próximos ajustes.
Outros incidentes no TL1
A batida de Bortoleto não foi o único momento de tensão. Logo no início, Charles Leclerc, da Ferrari, quase colidiu com Fernando Alonso, da Aston Martin, na curva Villeneuve. Leclerc, lento em uma volta de saída, pediu desculpas pelo rádio, e a FIA decidiu não investigar.
Outro episódio envolveu Yuki Tsunoda, da Red Bull, e Franco Colapinto, da Alpine. Tsunoda, em volta rápida, ficou irritado com a lentidão do argentino e fez um gesto obsceno ao ultrapassá-lo. Apesar da tensão, não houve punições, mas os incidentes destacaram a competitividade do TL1.
- Momento Leclerc-Alonso: Um quase acidente na Villeneuve gerou alerta, mas sem sanções.
- Frustração de Tsunoda: O japonês demonstrou irritação com Colapinto.
- Sem punições: A FIA adotou uma abordagem leve nos incidentes.
- Desafios da pista: Ímola amplificou os riscos de disputas na pista.
Trajetória de Bortoleto
Nascido em São Paulo, Bortoleto trilhou um caminho sólido nas categorias de base. Sua conquista do título da Fórmula 2 em 2023, com atuações consistentes, garantiu sua vaga na Sauber para 2025. Gerenciado pela mesma equipe que apoiou Bruno Senna, Bortoleto carrega as esperanças dos fãs brasileiros por um novo destaque na Fórmula 1.
Seus testes de pré-temporada foram elogiados pela Sauber, que destacou sua capacidade de fornecer feedback técnico. Em Ímola, a velocidade de Bortoleto lembrou as estreias de brasileiros como Felipe Massa, e a batida, embora indesejada, não deve abalar sua confiança.
Reações no paddock
Dirigentes e pilotos comentaram o desempenho de Bortoleto. Alessandro Alunni Bravi, chefe da Sauber, elogiou a velocidade do brasileiro, classificando o acidente como um contratempo menor. Equipes rivais, como Alpine e Williams, reconheceram o ritmo de Bortoleto, com alguns sugerindo que ele pode pontuar na corrida de domingo.
Nas redes sociais, especialmente no X, os fãs brasileiros celebraram o P9, comparando Bortoleto a Senna devido ao local da batida. O tom foi de otimismo, com destaque para sua competitividade em uma pista tão desafiadora.
Estratégia de pneus
O TL1 viu as equipes testarem intensamente os pneus C6 da Pirelli, usados por Bortoleto em sua volta mais rápida. O composto ofereceu aderência ideal, mas apresentou desgaste elevado, um fator crucial para a corrida. Os dados de Bortoleto ajudarão a Sauber a planejar uma estratégia de duas paradas, provavelmente com pneus macios e médios.
A maioria das equipes passou para simulações de corrida nos minutos finais, mas a batida de Bortoleto limitou a coleta de dados sobre desgaste. O TL2 será essencial para avaliar compostos médios e duros em longas sequências de voltas.
Domínio da McLaren
Embora o acidente de Bortoleto tenha atraído atenção, a McLaren dominou o TL1 com uma dobradinha. Oscar Piastri liderou com 1min16s545, seguido por Lando Norris, a 0,032 segundos. Carlos Sainz, da Williams, foi o único a se infiltrar no top 3 entre as equipes de ponta, enquanto Max Verstappen, da Red Bull, terminou em sétimo, frustrado.
A diferença de menos de 0,4 segundos entre os nove primeiros colocou o P9 de Bortoleto em perspectiva, mostrando que o brasileiro esteve no ritmo dos líderes antes do acidente.
Preparação para o TL2
A Sauber agora se prepara para o TL2, onde Bortoleto buscará consolidar seu desempenho inicial. A equipe planeja ajustar o acerto do C45, corrigindo o sobresterço que causou a batida na Tamburello. A telemetria do acidente será analisada para melhorar a estabilidade do carro nas curvas de alta velocidade.
Bortoleto deve focar em simulações de corrida para complementar sua velocidade de quali. Sua capacidade de aprender com o erro será crucial para a Sauber, que almeja uma boa posição no grid de sábado.
Condições da pista
Ímola apresentou condições secas, com temperaturas do ar a 22°C e do asfalto a 38°C. Isso favoreceu voltas rápidas, mas destacou a importância de gerenciar os pneus para a corrida. A Tamburello e a Acque Minerali, onde Albon também enfrentou dificuldades, exigem controle preciso, e o acidente de Bortoleto reforçou os desafios do circuito.
A Pirelli prevê alto desgaste, especialmente nos pneus C6. A Sauber usará o TL2 para testar compostos médios e duros, buscando equilíbrio entre velocidade e durabilidade para as 63 voltas da corrida.
Contexto geral do TL1
Além do incidente de Bortoleto, o TL1 revelou um grid competitivo. George Russell, da Mercedes, e Lewis Hamilton, da Ferrari, ficaram próximos do ritmo da McLaren, enquanto Pierre Gasly, da Alpine, surpreendeu em sexto. As dificuldades da Red Bull, com Verstappen e Tsunoda fora do top 10, levantaram dúvidas sobre suas atualizações.
O bom desempenho da Williams, liderado por Sainz, e a adaptação de outros novatos, como Colapinto, adicionaram camadas à sessão. Bortoleto, mesmo com a batida, destacou-se entre os estreantes de 2025.
