Mercado de motos usadas: As 10 mais vendidas no Brasil em abril de 2025
A comercialização de motos usadas e seminovas no Brasil registrou números expressivos em abril de 2025, alcançando 334.120 unidades transferidas. Esse volume representa um crescimento de 6,7% em relação a março do mesmo ano e um salto de 13,4% quando comparado a abril de 2024, que teve 294.758 emplacamentos. A força do segmento de duas rodas no mercado de veículos usados é evidente, com as motos respondendo por 22,5% do total de 1.487.401 unidades transferidas no último mês.
O destaque do período foi a Honda, que consolidou sua liderança com 70% dos modelos no ranking das dez motos mais vendidas. A Honda CG 150, em particular, dominou as transferências, com 78.989 unidades, mais que o dobro do segundo colocado. O cenário reflete a preferência dos consumidores por modelos consolidados, econômicos e versáteis, em um mercado que segue aquecido.
- Liderança consolidada: A Honda CG 150 mantém a primeira posição pelo quarto mês consecutivo.
- Crescimento anual: O acumulado de vendas de motos usadas em 2025 já supera 1,2 milhão de unidades.
- Participação de mercado: As motos representam mais de um quinto das transferências de veículos usados.
Preços impulsionam escolhas
Os valores acessíveis da Honda CG 150, com preços médios entre R$ 8.000 e R$ 12.000 no mercado de usados, explicam parte de seu sucesso. Em abril, o modelo atraiu consumidores que buscam economia em manutenção e combustível, especialmente em regiões urbanas. A moto, conhecida por sua durabilidade, é frequentemente escolhida por trabalhadores que dependem do veículo para deslocamentos diários.
A Honda Biz, segunda colocada com 38.575 unidades, também se beneficia de preços competitivos, com valores entre R$ 7.500 e R$ 10.000. Seu design compacto e a facilidade de pilotagem a tornam popular entre iniciantes e entregadores. Já a Honda NXR 150, com 29.555 unidades, é valorizada por sua versatilidade em terrenos mistos, com preços variando de R$ 9.000 a R$ 13.000.
- CG 150: Preço médio de R$ 10.000, ideal para uso urbano.
- Biz: Custa cerca de R$ 8.500, preferida por iniciantes.
- NXR 150: Média de R$ 11.000, versátil para estradas e cidades.
- Tendência: Modelos abaixo de R$ 15.000 dominam as vendas.
Yamaha ganha espaço
Embora a Honda lidere com folga, a Yamaha conquistou espaço no ranking com três modelos entre os dez mais vendidos. A Yamaha YBR 125, com 8.273 unidades, ocupou a sétima posição, atraindo consumidores que buscam uma alternativa econômica à linha CG. Seu preço médio, próximo de R$ 7.000, é um diferencial em um mercado onde o custo é fator decisivo.
A Yamaha XTZ 250, com 5.188 unidades, e a Yamaha FZ25 Fazer, com 4.194 unidades, completam a presença da marca no ranking. A XTZ 250, voltada para uso misto, tem preços entre R$ 12.000 e R$ 15.000, enquanto a FZ25 Fazer, com apelo esportivo, varia de R$ 14.000 a R$ 17.000. Esses modelos atraem um público que busca desempenho sem abrir mão da economia.

Fatores por trás do crescimento
O aumento de 6,7% nas vendas de motos usadas em abril reflete uma combinação de fatores econômicos e sociais. A alta nos preços dos combustíveis incentivou a busca por veículos de duas rodas, que oferecem maior eficiência no consumo. Além disso, o crescimento de aplicativos de entrega ampliou a demanda por motos acessíveis, especialmente entre trabalhadores autônomos.
Outro ponto relevante é a facilidade de financiamento. Bancos e instituições financeiras têm oferecido condições atrativas, com parcelas a partir de R$ 200 mensais para modelos populares como a CG 150 e a Biz. Essa acessibilidade tem impulsionado as transferências, especialmente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, que lideram o volume de emplacamentos.
Preferências regionais
As vendas de motos usadas variam significativamente por região. Em São Paulo, maior mercado do país, a Honda CG 150 e a Biz dominam, representando 40% das transferências. No Nordeste, a Honda Pop 100, quinta colocada com 13.300 unidades, é destaque devido a seu baixo custo, com preços entre R$ 5.000 e R$ 7.000.
No Norte, a Honda NXR 150 ganha preferência por sua capacidade de enfrentar estradas menos pavimentadas. Já no Sul, modelos como a Yamaha XTZ 250 têm crescido em popularidade, impulsionados por consumidores que buscam motos para lazer e trabalho. Essas diferenças regionais refletem as necessidades específicas de cada área, influenciadas por infraestrutura e condições econômicas.
- São Paulo: CG 150 e Biz lideram com 40% do mercado.
- Nordeste: Pop 100 é preferida por preços baixos.
- Norte: NXR 150 se destaca em terrenos desafiadores.
- Sul: XTZ 250 cresce entre trabalhadores rurais.
- Tendência nacional: Modelos econômicos dominam em áreas urbanas.
Modelos econômicos em alta
A predominância de motos com motores de até 150 cc no ranking reflete a busca por economia. A Honda CG 125, quarta colocada com 28.934 unidades, é um exemplo. Com preço médio de R$ 8.000, o modelo é uma opção para quem deseja uma moto confiável sem grandes investimentos. Sua manutenção simples e o fácil acesso a peças de reposição ampliam seu apelo.
A Honda Pop 100, com 13.300 unidades, também se destaca nesse segmento. Voltada para o público que prioriza baixo custo, a moto é comum em cidades menores, onde a infraestrutura favorece veículos leves. Seu consumo de até 40 km/l é um atrativo em tempos de combustíveis caros.
Segmento de maior cilindrada
Embora os modelos de baixa cilindrada dominem, motos como a Honda XRE 300, com 8.837 unidades, e a Honda CB 300R, com 5.415 unidades, mostram a força do segmento de maior cilindrada. A XRE 300, com preços entre R$ 15.000 e R$ 20.000, é procurada por quem busca desempenho em viagens longas. Já a CB 300R, com valores similares, atrai um público jovem por seu visual moderno.
Esses modelos representam uma fatia menor do mercado, mas seu crescimento indica uma diversificação nas preferências. Consumidores com maior poder aquisitivo têm optado por motos que combinam economia com características premium, como design arrojado e tecnologia embarcada.
- XRE 300: Ideal para viagens, com preço médio de R$ 18.000.
- CB 300R: Visual esportivo, custa cerca de R$ 17.500.
- Público-alvo: Jovens e profissionais com maior renda.
- Crescimento: Modelos acima de 250 cc ganham espaço.
Influência do mercado de entregas
O boom dos serviços de entrega por aplicativo tem impulsionado as vendas de motos usadas. Modelos como a Honda Biz e a Yamaha YBR 125 são escolhas comuns entre entregadores, que valorizam a agilidade e o baixo custo de manutenção. Em São Paulo, estima-se que 30% das motos usadas vendidas em abril foram destinadas a esse setor.
A demanda por veículos de duas rodas também cresceu em cidades de médio porte, onde os serviços de entrega estão se expandindo. A facilidade de aquisição, com financiamentos acessíveis, tem permitido que trabalhadores autônomos invistam em motos usadas como ferramenta de trabalho.
Manutenção e custos operacionais
A escolha por modelos como a Honda CG 150 e a Biz também é influenciada pelos custos de manutenção. Peças de reposição para essas motos são amplamente disponíveis, com preços acessíveis. Por exemplo, um kit de relação para a CG 150 custa em média R$ 150, enquanto a troca de óleo sai por cerca de R$ 30.
A Yamaha YBR 125 segue a mesma lógica, com manutenção simplificada e peças custando até 20% menos que modelos de maior cilindrada. Esses fatores tornam os modelos econômicos ainda mais atrativos, especialmente para consumidores com orçamentos limitados.
- CG 150: Kit de relação por R$ 150, óleo a R$ 30.
- Biz: Manutenção anual média de R$ 500.
- YBR 125: Peças até 20% mais baratas que concorrentes.
- Vantagem: Baixo custo mantém modelos populares.
Tendências para os próximos meses
O mercado de motos usadas deve manter o ritmo de crescimento nos próximos meses, impulsionado pela demanda contínua por veículos econômicos. A expectativa é que a Honda CG 150 siga na liderança, com a Biz e a NXR 150 mantendo posições de destaque. A Yamaha, por sua vez, pode ganhar terreno com modelos como a XTZ 250, que têm atraído consumidores em busca de versatilidade.
A expansão do financiamento e a consolidação dos serviços de entrega devem continuar a favorecer o segmento. Além disso, a chegada de novos modelos no mercado de motos novas pode pressionar os preços dos usados, tornando-os ainda mais acessíveis.
Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.








