BYD Dolphin GT inicia testes no Brasil e mira posto de híbrido plug-in mais barato do mercado

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BYD Dolphin Foto: BYD Dolphin - TY Lim/ Shutterstock.com

O BYD Dolphin GT começou a rodar em testes no Brasil com camuflagem pesada para preparar sua estreia no mercado nacional em 2027. O modelo hatchback com conjunto híbrido plug-in flex tem a projeção de ocupar o posto de veículo com recarga externa mais acessível do país, com valores estimados em torno de R$ 130 mil.

A unidade camuflada foi registrada em vias públicas nacionais na terça-feira (27 de outubro de 2026). A proposta da montadora chinesa com o veículo foca a expansão da linha eletrificada com tecnologia bicombustível desenvolvida para a frota brasileira.

Visual do hatch adota linhas retas e nova dianteira

O desenho da carroceria do Dolphin GT traz diferenças estruturais em relação ao Dolphin elétrico convencional já comercializado no país. As linhas externas apresentam menor quantidade de vincos curvos, priorizando superfícies planas na lataria e nos para-choques.

A dianteira adota conjunto óptico estreito conectado por uma moldura preta horizontal na grade superior. A área traseira repete a assinatura luminosa da marca com lanternas em LED que atravessam toda a tampa do porta-malas.

Interior mantém central giratória e painel digital

A cabine preserva o arranjo tecnológico característico dos modelos da marca, reunindo comandos concentrados em telas digitais. Os bancos dianteiros trazem regulagem elétrica de posição e o acabamento utiliza revestimentos sintéticos suaves nas portas e no console central.

O compartimento de bagagens alcança 425 litros de capacidade volumétrica na configuração padrão de assentos. Teto panorâmico e quadro de instrumentos digital compõem os equipamentos internos do habitáculo.

Motor híbrido plug-in flex e autonomia projetada

O trem de força nacional utilizará a base do sistema híbrido DM-i acoplada a propulsor adaptado para queimar etanol e gasolina em qualquer proporção. As especificações oficiais de potência para o mercado brasileiro ainda dependem de homologação técnica.

No continente europeu, o veículo opera com motor 1.5 a gasolina de 95 cv associado a motor elétrico de 163 cv no eixo dianteiro. Esse conjunto mecânico entrega potência combinada entre 176 cv e 212 cv conforme a versão configurada de fábrica.

A capacidade do conjunto elétrico internacional reúne:

  • Baterias químicas Blade com capacidade de armazenamento entre 7,42 kWh e 18,3 kWh
  • Autonomia em modo puramente elétrico de 40 km até 105 km pelo padrão WLTP
  • Alcance total combinado com tanque de combustível superior a 1.000 km
  • Conector próprio para recarga rápida em tomadas e estações elétricas externas

Mercado e produção nacional do modelo

A faixa de preço prevista para o hatch no Brasil mira valores inferiores aos do Dolphin puramente elétrico. O mercado europeu comercializa versões do automóvel a partir de 25 mil euros, patamar correspondente a cerca de R$ 150 mil em conversão direta.

A montadora estuda a montagem local das unidades no complexo fabril de Camaçari, no estado da Bahia. Os modelos híbridos flex da empresa contam com desenvolvimento industrial voltado ao parque produtivo brasileiro para abastecer a rede de concessionárias credenciadas a partir de 2027.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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