Sessão da Tarde apresenta Rainha de Katwe, história real de superação no xadrez

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Rainha de Katwe Foto: Rainha de Katwe - Foto: Divulgação

Em uma tarde de segunda-feira, a TV Globo traz uma história de superação que cativou o mundo. Rainha de Katwe, filme de 2016 dirigido por Mira Nair, vai ao ar na Sessão da Tarde, às 15h30, horário de Brasília. A produção, baseada em fatos reais, narra a trajetória de Phiona Mutesi, uma jovem ugandense que desafia adversidades para se tornar uma das maiores jogadoras de xadrez do mundo. Com Lupita Nyong’o no elenco, o longa promete emocionar o público brasileiro.

A narrativa mergulha na vida de Phiona, interpretada por Madina Nalwanga, uma garota de 10 anos que vive na favela de Katwe, em Kampala, Uganda. Órfã de pai e sem acesso à educação formal, ela enfrenta a pobreza extrema ao lado de sua mãe, Nakku Harriet, vivida por Nyong’o. A descoberta do xadrez, por meio do missionário Robert Katende, interpretado por David Oyelowo, transforma sua realidade. O filme destaca não apenas o talento de Phiona, mas também sua determinação em superar barreiras sociais e econômicas.

  • Direção autêntica: Mira Nair, que morou em Kampala por mais de 25 anos, filmou em locações reais para capturar a essência de Katwe.
  • Elenco de peso: Além de Nyong’o, vencedora do Oscar, e Oyelowo, o filme apresenta a estreante Madina Nalwanga como Phiona.
  • História real: O longa é baseado no livro de Tim Crothers, que detalha a ascensão de Phiona no xadrez internacional.

Origem da história de Phiona Mutesi
Phiona Mutesi cresceu em um dos bairros mais pobres de Kampala, onde a sobrevivência diária era um desafio. Aos 9 anos, ela vendia milho nas ruas para ajudar a família, composta pela mãe viúva e irmãos. Sem alfabetização, sua vida parecia destinada a um ciclo de dificuldades. A virada aconteceu quando ela conheceu Robert Katende, um ex-jogador de futebol que liderava um projeto comunitário ensinando xadrez a crianças. Inicialmente atraída pela oferta de uma refeição gratuita, Phiona descobriu no jogo uma paixão que mudaria seu destino.

O xadrez, um esporte que exige estratégia e concentração, revelou o talento natural de Phiona. Em poucos meses, ela superou adversários experientes, incluindo o campeão local do clube de Katende. Sua habilidade chamou a atenção, e aos 11 anos, ela já conquistava o título de campeã júnior de Uganda. A ascensão meteórica de uma menina sem instrução formal em um esporte dominado por elites surpreendeu o país e, mais tarde, o mundo.

Produção e autenticidade cultural
Dirigido por Mira Nair, Rainha de Katwe se destaca pela fidelidade à cultura ugandense. As filmagens ocorreram em locações reais de Katwe, com a participação de moradores locais no elenco. Nair, que tem uma conexão profunda com Uganda, trouxe um olhar sensível à realidade da favela, retratando não apenas a pobreza, mas também a alegria, a solidariedade e as cores vibrantes da comunidade. A escolha de Madina Nalwanga, uma jovem ugandense sem experiência prévia em atuação, reforçou a autenticidade da produção.

Lupita Nyong’o, que interpreta a mãe de Phiona, descreveu o projeto como um marco em sua carreira. A atriz, filha de quenianos, se envolveu profundamente com a história, ajudando a orientar as crianças do elenco. David Oyelowo, no papel de Katende, entrega uma atuação que destaca a importância do mentor na trajetória de Phiona. A combinação de atores consagrados e talentos locais criou um equilíbrio que ressoa com o público global.

  • Locação real: As cenas foram gravadas em Katwe, refletindo a vida cotidiana da favela.
  • Participação comunitária: Moradores locais atuaram como figurantes e em papéis secundários.
  • Direção premiada: Mira Nair já havia explorado temas sociais em filmes como Salaam Bombay!.
  • Estreia de Madina: Nalwanga, descoberta em Kampala, trouxe autenticidade ao papel principal.

Trajetória no xadrez internacional
Aos 14 anos, Phiona Mutesi alcançou um feito histórico ao se tornar Candidata a Mestre pela Federação Internacional de Xadrez, após um desempenho notável nas Olimpíadas de Xadrez. Suas conquistas transcenderam o esporte, inspirando jovens em Uganda e além. O filme retrata suas primeiras competições internacionais, onde ela enfrentou o desafio de competir contra jogadores de realidades privilegiadas. Cada vitória no tabuleiro era também uma vitória contra preconceitos de gênero e classe.

A participação de Phiona em torneios fora de Uganda exigiu adaptação a novos ambientes. Ela aprendeu a ler e escrever com o apoio de Katende, o que ampliou suas perspectivas. Suas viagens, no entanto, geraram tensões familiares, já que sua ausência impactava a renda da família. O filme explora essas dinâmicas, mostrando a relutância inicial de sua mãe em permitir que ela seguisse o xadrez, temendo frustrações.

Impacto do filme na carreira de Phiona
Rainha de Katwe, lançado em setembro de 2016, trouxe visibilidade global à história de Phiona. A estreia no Festival de Toronto contou com a presença da verdadeira Phiona Mutesi, então com cerca de 20 anos. Em entrevistas, ela expressou surpresa ao ver sua vida retratada nas telas, destacando o impacto do xadrez em sua trajetória. A produção da Disney, embora voltada para um público amplo, abordou questões como desigualdade e empoderamento feminino, rompendo com estereótipos sobre a África.

A história de Phiona inspirou iniciativas educacionais e esportivas em Uganda. Após o filme, ela continuou competindo, mas também passou a atuar como palestrante motivacional, compartilhando sua jornada com jovens de comunidades marginalizadas. Sua mensagem enfatiza o xadrez como uma ferramenta de esperança, capaz de abrir caminhos mesmo em contextos adversos.

  • Reconhecimento global: O filme foi elogiado por sua representatividade e narrativa inspiradora.
  • Empoderamento feminino: Phiona desafiou normas de gênero em um esporte majoritariamente masculino.
  • Legado educacional: Sua história motivou programas de xadrez em escolas ugandesas.

Elenco e atuações marcantes
Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar por 12 Anos de Escravidão, entrega uma performance emocionante como Nakku Harriet. Sua personagem reflete a força de uma mãe solo enfrentando a pobreza enquanto tenta proteger os filhos. David Oyelowo, conhecido por Selma, interpreta Katende com carisma, destacando o papel do mentor como catalisador de mudanças. Madina Nalwanga, em seu primeiro papel, surpreende pela naturalidade, capturando a essência de Phiona.

A jovem Nikita Waligwa, que interpretou Gloria, amiga de Phiona, marcou o filme com sua energia. Tragicamente, Nikita faleceu em 2020, aos 15 anos, vítima de um tumor cerebral. Mira Nair mobilizou esforços para financiar seu tratamento na Índia, mas os cuidados não foram suficientes. A perda de Nikita adicionou uma camada de emoção à história do filme, que continua a ser lembrado por sua humanidade.

Recepção e exibições na TV Globo
Rainha de Katwe já foi exibido diversas vezes na TV Globo, incluindo na Tela Quente e em edições anteriores da Sessão da Tarde. Em 6 de novembro de 2024, o filme integrou a programação vespertina, atraindo espectadores com sua mensagem de resiliência. A escolha para a Sessão da Tarde de 19 de maio de 2025 reforça o apelo do longa em datas que celebram histórias de superação, como o Dia da Consciência Negra, quando foi exibido em 20 de novembro de 2023.

A audiência brasileira tem respondido positivamente ao filme, especialmente pela identificação com temas de luta contra adversidades. A Sessão da Tarde, conhecida por filmes familiares, encontra em Rainha de Katwe uma oportunidade de oferecer entretenimento com profundidade. A duração de duas horas permite uma narrativa detalhada, ideal para o horário vespertino.

  • Exibições anteriores: O filme passou na Tela Quente em 14 de setembro de 2020 e na Sessão da Tarde em 2023 e 2024.
  • Horário estratégico: Às 15h30, a Sessão da Tarde atinge famílias e jovens em casa.
  • Apelo emocional: A história de Phiona ressoa com o público brasileiro por sua universalidade.
  • Relevância cultural: A narrativa aborda questões de raça, gênero e pobreza de forma acessível.

Detalhes técnicos da produção
O filme, com orçamento estimado em 15 milhões de dólares, foi produzido pela Disney em parceria com a ESPN Films. O roteiro, escrito por William Wheeler, adapta o livro de Tim Crothers, publicado em 2012. A trilha sonora, composta por Alex Heffes, combina ritmos africanos com tons emocionais, reforçando a atmosfera do longa. A fotografia, assinada por Sean Bobbitt, destaca as cores vibrantes de Katwe, contrastando com os desafios enfrentados pelos personagens.

A produção enfrentou o desafio de equilibrar uma história real com o formato de fábula da Disney. Críticas elogiaram a autenticidade cultural, mas apontaram que o filme, em alguns momentos, simplifica a complexidade da pobreza em prol de um tom otimista. Ainda assim, a narrativa mantém o foco na jornada de Phiona, evitando estereótipos sobre a África.

Curiosidades sobre o xadrez em Uganda
O xadrez, embora menos popular em Uganda do que esportes como futebol, ganhou força em comunidades carentes graças a iniciativas como a de Katende. Projetos comunitários usam o jogo para ensinar habilidades como pensamento crítico e planejamento. Após o sucesso de Phiona, o xadrez passou a ser visto como uma ferramenta de transformação social no país. Escolas locais começaram a incorporar o esporte em seus currículos, inspiradas pela história da jovem enxadrista.

Phiona, hoje na casa dos 30 anos, mantém uma relação com o xadrez, mas prioriza sua carreira como palestrante. Sua trajetória abriu portas para outras jovens ugandesas, que veem no esporte uma forma de superar barreiras. O filme destaca como o xadrez, um jogo de reis, encontrou espaço em uma favela, provando que talento não tem fronteiras.

  • Crescimento do xadrez: Após o filme, clubes de xadrez se multiplicaram em Kampala.
  • Impacto social: O esporte é usado para promover educação e autoestima entre jovens.
  • Modelo de inspiração: Phiona é referência para meninas em comunidades marginalizadas.

Programação da Sessão da Tarde
A exibição de Rainha de Katwe na Sessão da Tarde de 19 de maio de 2025 reforça a aposta da Globo em filmes com mensagens positivas. O horário das 15h30 é estratégico, alcançando um público diversificado, de crianças a idosos. A escolha do filme para uma segunda-feira sugere uma intenção de começar a semana com uma história motivadora. A Globo frequentemente seleciona Rainha de Katwe para datas que valorizam a diversidade, como o Dia da Consciência Negra, mas sua exibição em maio indica versatilidade na programação.

A Sessão da Tarde, um dos programas mais tradicionais da emissora, mantém sua relevância ao combinar entretenimento com narrativas que emocionam. Rainha de Katwe, com sua história real e elenco estelar, se alinha a essa proposta, oferecendo duas horas de uma jornada que mistura drama, esperança e superação.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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