Ancelotti surpreende e exclui Neymar em primeira convocação da seleção para Eliminatórias

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Neymar Foto: Neymar - Foto: A.RICARDO / Shutterstock.com

O avião que trouxe Carlo Ancelotti ao Brasil aterrissou no Rio de Janeiro na noite de domingo, 26 de maio de 2025, sob olhares atentos de torcedores e jornalistas. O técnico italiano, conhecido por conquistas em clubes como Real Madrid e Milan, assumiu o comando da seleção brasileira com a missão de liderar o time nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Sua primeira convocação, anunciada na segunda-feira, trouxe surpresas e sinalizou mudanças no elenco. A ausência de Neymar, recém-recuperado de lesão, foi o destaque imediato.

A lista de 23 jogadores para os jogos contra Equador, em 5 de junho, e Paraguai, em 10 de junho, reflete a visão de Ancelotti para o futuro da seleção. O treinador optou por mesclar jovens talentos com nomes experientes, dando espaço a atletas do futebol brasileiro, especialmente do Flamengo. A convocação também marca o retorno de figuras como Casemiro e Richarlison, que voltam ao grupo após períodos de ausência.

Entre os pontos que chamam atenção na lista estão:

  • Foco no Campeonato Brasileiro: Cinco jogadores do Flamengo foram chamados, mostrando atenção ao futebol local.
  • Retorno de veteranos: Casemiro e Richarlison reaparecem como opções de liderança e experiência.
  • Novidades no elenco: Atletas como Andrey Santos e Alexsandro Ribeiro ganham chance de mostrar serviço.
  • Ausência de Neymar: A decisão de não convocar o astro do Santos gerou debates entre torcedores e analistas.

A seleção brasileira, atualmente na quarta posição das Eliminatórias com 21 pontos, enfrenta pressão para melhorar seu desempenho. Ancelotti, em sua primeira coletiva, destacou a importância de construir um time competitivo para a Copa de 2026.

Primeira convocação define tom do novo ciclo

Ancelotti chegou ao Brasil com status de um dos maiores técnicos do mundo. Sua experiência em clubes europeus, com cinco títulos da Liga dos Campeões, eleva as expectativas para a seleção. A lista de convocados, anunciada no Rio de Janeiro, trouxe 23 nomes que estarão em campo contra Equador, em Guayaquil, e Paraguai, na Neo Química Arena. A escolha dos atletas reflete um equilíbrio entre continuidade e renovação, com 15 jogadores mantidos da última convocação de Dorival Júnior e oito novidades.

A forte presença do Flamengo, com cinco convocados, evidencia o peso do clube no cenário nacional. Danilo, Léo Ortiz, Alex Sandro, Wesley e Gérson foram chamados, reforçando a influência do futebol carioca. Fora do Flamengo, apenas dois atletas do Campeonato Brasileiro aparecem: Hugo Souza, do Corinthians, e Estêvão, do Palmeiras. Essa seleção indica que Ancelotti acompanha de perto o desempenho dos jogadores locais, mas sem abrir mão de estrelas que atuam na Europa, como Vinicius Júnior e Alisson.

A ausência de Neymar, no entanto, dominou as discussões. O jogador, que voltou ao Santos após longo período de recuperação, não foi incluído. Ancelotti justificou a decisão apontando a necessidade de avaliar o ritmo de jogo do atacante, mas deixou claro que conta com ele no futuro. A escolha gerou reações mistas, com alguns elogiando a cautela do treinador e outros questionando a exclusão de um dos maiores nomes do futebol brasileiro.

Retornos marcam nova fase da seleção

A volta de Casemiro ao elenco é um dos pontos altos da convocação. O volante, que não era chamado desde março de 2024, retorna após recuperar espaço no Manchester United. Sua experiência, com mais de 70 jogos pela seleção, é vista como essencial para liderar o meio-campo. Ancelotti destacou a capacidade de Casemiro de atuar em momentos decisivos, o que pode ser crucial nos jogos das Eliminatórias.

Richarlison, outro retorno importante, aparece como opção para o ataque. O jogador do Tottenham, que enfrentou lesões na última temporada, está em boa forma física e deve disputar posição com nomes como Matheus Cunha e Vinicius Júnior. A escolha de Richarlison reforça a busca por um ataque versátil, capaz de enfrentar defesas sólidas como as de Equador e Paraguai.

Entre os convocados, Vinicius Júnior segue como peça central. O atacante do Real Madrid, que vive grande fase na Europa, é apontado como o principal nome do novo ciclo. Sua velocidade e habilidade no um contra um são armas que Ancelotti pretende explorar. Além dele, Raphinha, do Barcelona, e Martinelli, do Arsenal, completam um setor ofensivo repleto de opções.

Novidades buscam espaço no grupo

A convocação trouxe três nomes que estreiam na seleção principal: Andrey Santos, Alexsandro Ribeiro e Hugo Souza. Andrey, meio-campista do Strasbourg, é uma das promessas do futebol brasileiro. Com passagens pelas seleções de base, o jogador de 21 anos ganha sua primeira oportunidade com Ancelotti. Sua versatilidade no meio-campo, aliada à capacidade de marcar e distribuir jogadas, chamou a atenção do treinador.

Alexsandro Ribeiro, zagueiro do Lille, também é novidade. O defensor, que se destacou na Ligue 1, traz solidez à linha defensiva, que já conta com nomes consolidados como Marquinhos e Lucas Beraldo. Hugo Souza, goleiro do Corinthians, completa o trio de novatos. Sua convocação reflete o bom momento no clube, onde assumiu a titularidade e se destacou por defesas importantes.

A lista de convocados inclui ainda outros nomes menos frequentes, como Matheus Cunha, do Wolverhampton, e Antony, atualmente no Betis. Esses jogadores, embora não sejam titulares absolutos, oferecem opções táticas variadas, permitindo a Ancelotti testar diferentes formações nos próximos jogos.

Flamengo domina presença do futebol local

A presença de cinco jogadores do Flamengo na convocação é um marco para o clube. Danilo, lateral experiente, retorna ao grupo após boas atuações no Brasileirão. Léo Ortiz, zagueiro, consolidou-se como peça-chave na defesa rubro-negra e agora busca espaço na seleção. Alex Sandro, que voltou ao Brasil após longa passagem pela Juventus, traz versatilidade à lateral esquerda.

Wesley, lateral-direito, e Gérson, meio-campista, completam o quinteto. Wesley, de 21 anos, é uma das revelações do Flamengo e ganha sua primeira chance na seleção principal. Gérson, por sua vez, retorna após se destacar pela visão de jogo e capacidade de organizar o meio-campo. A forte presença do clube carioca reforça sua relevância no cenário nacional e aumenta a pressão por resultados no Brasileirão.

Além do Flamengo, o Palmeiras aparece com Estêvão, jovem atacante de 18 anos que já desperta interesse de clubes europeus. Hugo Souza, do Corinthians, é o outro representante do futebol brasileiro. A escolha de apenas sete jogadores do Brasileirão, contra 16 que atuam no exterior, mostra a preferência de Ancelotti por atletas testados em ligas competitivas, mas sem ignorar os talentos locais.

Ausência de Neymar gera debates

A decisão de não convocar Neymar foi o tema mais comentado após o anúncio da lista. O jogador, que retornou ao Santos há menos de uma semana, ainda busca recuperar o ritmo de jogo após longo período afastado por lesão. Ancelotti, em coletiva, explicou que a escolha foi técnica, baseada no momento do atleta, mas enfatizou que Neymar segue nos planos para o futuro.

A ausência do camisa 10 abre espaço para outros atacantes brilharem. Vinicius Júnior, que já assumiu protagonismo na seleção, deve liderar o setor ofensivo. Raphinha, com sua capacidade de criar jogadas, e Martinelli, com velocidade e finalização, também ganham mais responsabilidade. A escolha de Ancelotti sugere uma tentativa de construir um ataque coletivo, menos dependente de um único nome.

Entre os torcedores, as opiniões se dividem. Alguns apoiam a decisão, apontando que Neymar precisa de mais tempo para voltar ao seu melhor nível. Outros, no entanto, veem a exclusão como um risco, considerando a experiência e o talento do jogador. A discussão deve continuar até os jogos de junho, quando o desempenho do time será avaliado.

Desafios nas Eliminatórias pela frente

A seleção brasileira enfrenta o Equador em Guayaquil, no dia 5 de junho, em um jogo que promete dificuldades. O adversário, segundo colocado nas Eliminatórias com 23 pontos, tem se destacado pela organização defensiva e velocidade nos contra-ataques. Ancelotti terá o desafio de montar um time capaz de furar o bloqueio equatoriano, especialmente fora de casa.

No dia 10, o Brasil recebe o Paraguai na Neo Química Arena, em São Paulo. O time paraguaio, que luta por uma vaga na Copa, costuma adotar postura defensiva, exigindo paciência e criatividade do ataque brasileiro. A torcida espera casa cheia para apoiar a seleção no primeiro jogo em casa sob o comando de Ancelotti.

A quarta posição nas Eliminatórias, com 21 pontos, coloca o Brasil em situação confortável, mas a distância para a líder Argentina, com 31 pontos, evidencia a necessidade de vitórias. Os próximos jogos serão cruciais para consolidar a equipe e aproximar o time da classificação para a Copa de 2026.

Mistura de juventude e experiência no elenco

A lista de Ancelotti combina jogadores em diferentes fases da carreira. Alisson, com 32 anos, segue como referência na meta, trazendo segurança e liderança. Marquinhos, aos 31, é outro pilar do time, com mais de 80 jogos pela seleção. No meio-campo, Bruno Guimarães, de 27 anos, vive seu auge e deve ser o maestro do time, ao lado de Casemiro.

Entre os mais jovens, Estêvão, de 18 anos, e Andrey Santos, de 21, representam a nova geração. A convocação de atletas com idades variadas sugere que Ancelotti busca um elenco equilibrado, capaz de evoluir ao longo do ciclo até 2026. A integração entre novatos e veteranos será um dos pontos de observação nos próximos jogos.

Os convocados para as posições de ataque, como Vinicius Júnior, Raphinha e Martinelli, têm média de idade de 26 anos, indicando um setor ofensivo jovem e dinâmico. A escolha de Ancelotti privilegia jogadores em boa fase nos clubes, com potencial para decidir partidas.

Expectativas para o novo ciclo

A chegada de Ancelotti ao comando da seleção trouxe novo ânimo aos torcedores. Sua primeira convocação, embora polêmica pela ausência de Neymar, foi bem recebida por analistas que destacaram a mescla de experiência e juventude. A coletiva do treinador, realizada no Rio, reforçou sua confiança no projeto e na capacidade do elenco para alcançar resultados.

Os jogos contra Equador e Paraguai serão os primeiros testes reais do italiano à frente do time. A torcida espera ver um Brasil mais organizado e ofensivo, aproveitando o talento de jogadores como Vinicius Júnior e Raphinha. A pressão por vitórias é alta, especialmente após campanhas irregulares nas últimas Eliminatórias.

A lista de convocados também sinaliza a intenção de Ancelotti de testar novas formações. Com jogadores versáteis como Gérson e Andrey Santos, o treinador pode experimentar esquemas táticos diferentes, adaptando-se aos adversários. A flexibilidade do elenco será um trunfo nos desafios que estão por vir.

Preparação para os jogos de junho

A seleção brasileira se reunirá no início de junho para treinos no Rio de Janeiro antes de viajar ao Equador. Ancelotti terá poucos dias para ajustar o time, o que torna a escolha de jogadores em boa fase ainda mais importante. A comissão técnica, que inclui auxiliares brasileiros, trabalha para implementar o estilo de jogo do treinador, baseado em posse de bola e transições rápidas.

O confronto com o Equador será o primeiro grande desafio. O estádio em Guayaquil, com altitude e clima quente, exige preparo físico e mental. A escalação titular ainda não foi confirmada, mas nomes como Alisson, Marquinhos, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior são praticamente certos.

Para o jogo contra o Paraguai, a expectativa é de um Brasil mais solto, apoiado pela torcida. A Neo Química Arena, que já recebeu grandes jogos da seleção, deve ser palco de um espetáculo. A venda de ingressos começou na semana do anúncio da convocação, com alta procura por parte dos torcedores.

Números da convocação em destaque

A lista de Ancelotti traz dados que ajudam a entender suas escolhas:

  • Clubes representados: 16 clubes diferentes, com destaque para o Flamengo (5 jogadores).
  • Média de idade: 27 anos, com equilíbrio entre jovens e experientes.
  • Jogadores no exterior: 16 dos 23 convocados atuam fora do Brasil.
  • Novatos: Três estreantes (Andrey Santos, Alexsandro Ribeiro e Hugo Souza).
  • Retornos: Casemiro e Richarlison voltam após ausência nas últimas convocações.

Esses números mostram a diversidade do elenco e a tentativa de Ancelotti de construir um time competitivo. A presença de jogadores de diferentes ligas europeias reforça a qualidade técnica do grupo, enquanto os atletas do Brasileirão trazem energia e identificação com a torcida.

Jogos decisivos no horizonte

As Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 estão em fase decisiva, e o Brasil precisa somar pontos para garantir vaga no torneio. A Argentina, líder isolada, é o principal adversário na disputa pela ponta da tabela. Equador e Uruguai, que estão à frente do Brasil nos critérios de desempate, também são concorrentes diretos.

Os confrontos de junho serão acompanhados de perto por torcedores e analistas. A estreia de Ancelotti no comando da seleção é vista como um marco para o novo ciclo, que visa recuperar o protagonismo brasileiro no futebol mundial. A torcida espera que o treinador consiga extrair o melhor do elenco e iniciar sua trajetória com vitórias.

A preparação para os jogos inclui análise detalhada dos adversários. O Equador, com jogadores rápidos como Moisés Caicedo, exige atenção nas laterais. Já o Paraguai, com seu estilo físico, demanda paciência para criar espaços. Ancelotti, conhecido por sua leitura tática, terá a chance de mostrar por que foi escolhido para o cargo.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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