A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, prepara-se para um confronto decisivo contra o Paraguai na próxima terça-feira, 10 de junho de 2025, na Arena Corinthians, em São Paulo. Após um empate sem gols contra o Equador em Guayaquil, o técnico italiano busca ajustes táticos para melhorar o desempenho ofensivo do time nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com o Brasil na quarta posição da tabela, a pressão por resultados aumenta, e Ancelotti aposta em mudanças estratégicas para garantir a vitória em casa. O jogo é crucial para manter a equipe no caminho da classificação direta para o Mundial.
O desempenho em Guayaquil, embora sólido na defesa, revelou fragilidades no ataque, com poucas chances criadas. Ancelotti, conhecido por sua habilidade em extrair o melhor de jogadores em clubes como Real Madrid e Milan, enfrenta o desafio de adaptar sua filosofia a uma seleção nacional. A torcida espera ver um time mais agressivo e eficiente.
A convocação recente, sem Neymar, lesionado até recentemente, trouxe nomes como Vinícius Júnior, Raphinha e Richarlison, mas o rendimento coletivo ainda não convenceu. Para o duelo contra o Paraguai, Ancelotti estuda alterações no meio-campo e no ataque, com foco em maior criatividade e finalização.
- Principais pontos de atenção para o jogo:
- Reforçar a criação de jogadas no meio-campo.
- Aproveitar a velocidade de Vinícius Júnior nas laterais.
- Testar novas opções no comando do ataque.
Reformulação no meio-campo
Ancelotti demonstrou, nos treinos em São Paulo, uma preocupação especial com o meio-campo. Durante a preparação no CT Joaquim Grava, do Corinthians, o treinador testou formações com Bruno Guimarães e Gerson, buscando maior dinamismo na transição entre defesa e ataque. A ideia é liberar jogadores como Estêvão e Raphinha para ações ofensivas, reduzindo a dependência de jogadas individuais.
No jogo contra o Equador, a escalação inicial incluiu Casemiro, Andrey Santos e Andreas Pereira, mas a falta de fluidez nas jogadas levou Ancelotti a reconsiderar suas escolhas. Bruno Guimarães, destaque no Newcastle, é visto como peça-chave para dar equilíbrio e visão de jogo. Gerson, do Flamengo, pode trazer versatilidade, atuando tanto na contenção quanto na criação.
A imprensa teve acesso a apenas 15 minutos do treino, mas fontes próximas à comissão técnica indicam que Ancelotti prioriza um meio-campo mais compacto, capaz de pressionar o Paraguai na saída de bola. A mudança reflete a necessidade de controlar o jogo em casa, onde a torcida espera uma atuação dominante.
Vinícius Júnior sob os holofotes
Vinícius Júnior, eleito o melhor jogador do mundo em 2024, é uma das grandes apostas de Ancelotti para o confronto. Sob o comando do italiano no Real Madrid, o atacante evoluiu de promessa a protagonista, e agora a expectativa é que ele replique esse desempenho na Seleção. No empate contra o Equador, Vini teve atuação apagada, com dificuldades para superar a marcação adversária.
Para o jogo em São Paulo, Ancelotti planeja posicionar Vinícius em uma faixa do campo que maximize sua velocidade e dribles. A comissão técnica estuda jogadas ensaiadas que explorem a conexão entre Vini, Raphinha e o meio-campo. O jogador, que já marcou 12 gols na temporada pelo Real Madrid, precisa responder às críticas sobre sua irregularidade com a amarelinha.
- Fatores que podem ajudar Vinícius a brilhar:
- Maior liberdade para jogadas individuais.
- Apoio constante dos laterais, como Vanderson.
- Conexão com Estêvão ou Raphinha no ataque.
- Pressão alta para recuperar a bola em zonas ofensivas.
Questão do centroavante
A posição de centroavante é um dos maiores desafios de Ancelotti na Seleção. Richarlison, titular contra o Equador, não conseguiu ser efetivo, reacendendo o debate sobre a falta de um camisa 9 de peso. O Brasil, historicamente conhecido por atacantes como Ronaldo e Romário, enfrenta dificuldades para encontrar um jogador com a mesma capacidade de decisão.
Matheus Cunha, do Wolverhampton, surge como uma possível alternativa para o jogo contra o Paraguai. O jogador, que tem sete gols na temporada inglesa, oferece mobilidade e versatilidade, características que podem complementar o estilo de jogo de Ancelotti. Outra possibilidade é a ausência de um centroavante fixo, com o treinador optando por um esquema com atacantes mais leves, como Estêvão, para confundir a defesa paraguaia.
O técnico italiano já sinalizou que a escolha do camisa 9 depende do plano tático. Em entrevistas, ele destacou a importância de um ataque que combine velocidade, técnica e eficiência nas finalizações, algo que o Brasil ainda não conseguiu em 2025.
Preparação intensa em São Paulo
A Seleção chegou a São Paulo no dia 6 de junho, após o empate em Guayaquil, e iniciou os treinos no CT do Corinthians. A estrutura de ponta do clube foi escolhida para oferecer as melhores condições de trabalho. Ancelotti, acompanhado de sua comissão técnica, tem se reunido diariamente com os jogadores para reforçar conceitos táticos e corrigir falhas observadas no último jogo.
Além dos treinos táticos, o italiano dedica tempo a conversas individuais com os atletas. A proximidade com os jogadores é uma marca de sua carreira, e nomes como Casemiro e Vinícius Júnior, que já trabalharam com ele no Real Madrid, destacam sua habilidade de motivar o grupo. A torcida, por sua vez, espera que essa liderança tranquila resulte em um desempenho mais convincente na Arena Corinthians.
Histórico contra o Paraguai
O Brasil tem um retrospecto favorável contra o Paraguai nas Eliminatórias, com 11 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota em 16 jogos. No entanto, os confrontos recentes mostram equilíbrio, com empates em 2016 e 2021. O Paraguai, atualmente na sétima posição da tabela, aposta em um jogo físico e defensivo para surpreender o Brasil em São Paulo.
Ancelotti está ciente do estilo de jogo do adversário, que costuma explorar contra-ataques e bolas paradas. Nos treinos, o treinador trabalhou situações específicas para neutralizar essas ameaças, com ênfase na marcação em jogadas aéreas. A solidez defensiva, um ponto positivo contra o Equador, será fundamental para evitar surpresas.
- Números do confronto Brasil x Paraguai nas Eliminatórias:
- 16 jogos disputados.
- 11 vitórias do Brasil, 4 empates, 1 derrota.
- 35 gols marcados pelo Brasil, 10 sofridos.
- Último jogo: empate por 1 a 1, em 2021.
Expectativas da torcida
A chegada de Ancelotti ao comando da Seleção, anunciada em maio de 2025, gerou grande expectativa entre os torcedores. O italiano, com cinco títulos da Liga dos Campeões e passagens vitoriosas por Milan, Real Madrid e outros gigantes, é visto como o nome ideal para resgatar o prestígio do futebol brasileiro. No entanto, o empate na estreia contra o Equador aumentou a pressão por resultados imediatos.
Nas redes sociais, os torcedores cobram um time mais ofensivo e criticam a falta de criatividade no ataque. A escolha de Richarlison como titular e a ausência de Neymar, ainda em recuperação, também dividem opiniões. O jogo contra o Paraguai será um teste crucial para Ancelotti mostrar que pode transformar a Seleção em uma equipe competitiva.
Foco na classificação
Com apenas quatro rodadas restantes nas Eliminatórias, o Brasil precisa somar pontos para garantir a vaga direta na Copa do Mundo de 2026. A Argentina lidera a tabela com 31 pontos, seguida por Equador (23), Colômbia (20) e Brasil (18). O Paraguai, com 13 pontos, ainda sonha com a classificação, o que torna o confronto em São Paulo ainda mais importante.
Ancelotti sabe que a margem de erro é pequena. Uma vitória contra o Paraguai pode consolidar o Brasil entre os quatro primeiros e aliviar a pressão sobre o elenco. O treinador, que nunca comandou uma seleção nacional antes, enfrenta o desafio de adaptar sua experiência em clubes ao contexto das Eliminatórias, onde o tempo de preparação é limitado.
Detalhes logísticos do jogo
A partida contra o Paraguai está marcada para as 20h do dia 10 de junho, na Arena Corinthians, com capacidade para 47 mil torcedores. A CBF espera casa cheia, e os ingressos começaram a ser vendidos na semana passada, com preços entre R$ 80 e R$ 400. A transmissão será feita por emissoras de TV aberta e fechada, além de plataformas de streaming.
A escolha da Arena Corinthians como palco reflete a estratégia da CBF de aproximar a Seleção do público paulista, que tem comparecido em peso aos jogos da equipe. A logística do evento inclui reforço na segurança e no transporte público, com linhas de metrô e ônibus funcionando em horário estendido.
