A adaptação live-action de Como treinar o seu dragão estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 12 de junho de 2025, com pré-estreias a partir de 7 de junho. Dirigido por Dean DeBlois, que comandou a trilogia animada, o filme traz Mason Thames como Soluço, Nico Parker como Astrid e Gerard Butler reprisando o papel de Stoico, agora em carne e osso. Filmado na Irlanda, o longa mantém a essência da animação da DreamWorks, com dragões visualmente impressionantes e uma narrativa que equilibra fidelidade ao original e novas camadas emocionais. A produção, que enfrentou atrasos devido à paralisação de Hollywood em 2023, promete conquistar tanto os fãs da franquia quanto novos espectadores. O filme é baseado nos livros de Cressida Cowell e já desperta expectativa por sua abordagem cuidadosa e visualmente rica.
A história, ambientada na ilha viking de Berk, segue Soluço, um jovem que desafia tradições ao formar um laço com Banguela, um dragão da espécie Fúria da Noite. A adaptação busca recriar momentos icônicos, como o primeiro contato entre os dois, com uma abordagem que valoriza a emoção e a conexão entre os personagens. A produção também investiu em efeitos visuais para dar vida aos dragões, mantendo o charme de Banguela e a tensão das cenas de batalha.
- Fidelidade à animação: O filme preserva diálogos e cenas clássicas, como o toque de Soluço em Banguela.
- Elenco estelar: Além de Thames, Parker e Butler, nomes como Nick Frost e Julian Dennison enriquecem a trama.
- Estreia estratégica: A pré-estreia no dia 7 de junho visa atrair fãs antes do lançamento oficial.
- Atrasos superados: A produção foi adiada de março para junho de 2025 devido a paralisações em 2023.
O live-action chega em um momento em que adaptações de animações enfrentam escrutínio, mas as primeiras impressões indicam que o filme acerta ao honrar a história original sem tentar reinventá-la.
Origem de uma franquia de sucesso
A franquia Como treinar o seu dragão começou em 2010 com a animação da DreamWorks, que arrecadou quase 500 milhões de dólares globalmente. Inspirada nos livros de Cressida Cowell, a trilogia animada, composta por filmes lançados em 2010, 2014 e 2019, conquistou o público com sua mistura de aventura, humor e emoção. O terceiro filme, Como treinar o seu dragão: O mundo oculto, liderou bilheterias no Brasil em 2019, impulsionado por formatos como drive-ins durante a pandemia. A série também gerou spin-offs, como a animação Dragões: Corrida até o limite, disponível na Netflix, e atrações em parques temáticos, como o recém-inaugurado Epic Universe, em Orlando.
O live-action, anunciado em 2023, foi recebido com cautela pelos fãs, que temiam uma repetição de adaptações mal-sucedidas. No entanto, a escolha de Dean DeBlois como diretor trouxe confiança. Ele, que também escreveu os roteiros da trilogia animada, optou por uma abordagem que respeita a essência da história, mas adiciona nuances para um público mais amplo. A produção, orçada em valores não divulgados, enfrentou desafios logísticos, como as filmagens em condições climáticas adversas na Irlanda, mas o resultado parece ter valido o esforço.
Banguela ganha vida com tecnologia avançada
Um dos maiores destaques do live-action é a recriação dos dragões, especialmente Banguela. Diferentemente de adaptações como O rei leão, que buscou um realismo extremo, o filme equilibra traços realistas com a fofura característica da animação. Banguela mantém seus olhos verdes expressivos e movimentos que lembram um gato, mas ganha texturas mais detalhadas, como escamas e uma aparência corpulenta. A tecnologia utilizada, embora não especificada, parece combinar CGI com motion capture, garantindo fluidez nas cenas de voo e batalhas.
Os efeitos visuais também reforçam a imersão na ilha de Berk. As paisagens, inspiradas em locações reais da Irlanda, trazem um tom épico, comparado por alguns críticos a O senhor dos anéis ou Avatar. As sequências de ação, como os confrontos entre vikings e dragões, são descritas como intensas, mas sem perder o foco na relação entre Soluço e Banguela. A trilha sonora, composta por John Powell, que também trabalhou na trilogia animada, reforça a conexão emocional com o original.
Elenco traz carisma e familiaridade
O elenco é um dos pontos altos do filme. Mason Thames, conhecido por O telefone preto, interpreta Soluço com uma mistura de vulnerabilidade e determinação. Nico Parker, vista em The Last of Us, dá vida a Astrid, trazendo força e carisma à personagem. Gerard Butler, que dublou Stoico na animação, enfrenta o desafio de interpretar o mesmo papel em live-action, apesar de ter relatado desconforto com o figurino pesado e as condições frias do set na Irlanda. Outros nomes, como Nick Frost e Julian Dennison, adicionam humor e profundidade aos papéis secundários.
- Mason Thames como Soluço: O jovem ator captura a essência do protagonista desajeitado, mas corajoso.
- Nico Parker como Astrid: A atriz entrega uma versão fiel, com química notável com Thames.
- Gerard Butler como Stoico: Sua experiência prévia com o personagem agrega autenticidade.
- Atores coadjuvantes: Frost e Dennison trazem leveza e momentos cômicos.
A escolha de manter Butler no elenco foi estratégica, reforçando a continuidade com a animação. No entanto, o ator revelou em entrevistas que as filmagens foram desafiadoras, especialmente pelo uso de várias camadas de roupas e maquiagem para compor o visual viking.
Fidelidade que emociona os fãs
A adaptação se destaca por sua fidelidade ao material original. Cenas icônicas, como o momento em que Soluço toca Banguela pela primeira vez, foram recriadas com atenção aos detalhes, incluindo a paleta de cores e a iluminação da animação. Essa abordagem contrasta com outras adaptações live-action, como A pequena sereia, que introduziram mudanças significativas na trama. Aqui, as alterações são sutis, focando em aprofundar a conexão emocional entre os personagens e o público.
Os diálogos também preservam piadas e momentos memoráveis da animação, mas com ajustes para soar naturais em live-action. A cena do “toque”, por exemplo, ganha força com a atuação de Thames, que reflete a emoção nos olhos, algo que a crítica destacou como um dos pontos mais comoventes do filme. A decisão de manter a essência da história, sem grandes inovações, parece ter agradado os fãs, que já expressam entusiasmo nas redes sociais.
Estratégia de lançamento e expectativas
O filme estreia em um período competitivo, com outras grandes produções previstas para junho de 2025. A pré-estreia no dia 7 de junho, em cinemas selecionados, visa gerar boca a boca positivo antes do lançamento oficial. A Universal Pictures, responsável pela distribuição, aposta em formatos premium, como IMAX e 3D, para destacar os efeitos visuais e as sequências de voo. A duração do filme, de 2 horas e 5 minutos, é 27 minutos mais longa que a animação original, permitindo maior desenvolvimento dos personagens e da ambientação.
A expectativa é alta, especialmente após as primeiras impressões de críticos e fãs que assistiram a sessões antecipadas. Alguns destacaram a fotografia, comparada a blockbusters épicos, enquanto outros elogiaram a capacidade do filme de atrair tanto crianças quanto adultos. A produção também se beneficia da popularidade contínua da franquia, que mantém uma base de fãs fiel graças aos filmes, séries e parques temáticos.
Desafios de produção superados
As filmagens, iniciadas em maio de 2023, enfrentaram obstáculos significativos. A paralisação de Hollywood, causada por greves de roteiristas e atores, atrasou a produção, adiando a estreia de março para junho de 2025. As condições climáticas na Irlanda, onde o filme foi gravado, também complicaram o processo, com Butler mencionando o frio intenso e figurinos pesados. Apesar disso, a equipe conseguiu concluir as filmagens no primeiro semestre de 2024, com pós-produção focada em refinar os efeitos visuais dos dragões e da ilha de Berk.
O orçamento, embora não divulgado, deve ser considerável, dado o uso intensivo de CGI e locações internacionais. A escolha de filmar na Irlanda, em vez de estúdios fechados, adicionou autenticidade às paisagens, mas aumentou os custos logísticos. A Universal parece confiante no retorno, considerando o sucesso da trilogia animada, que arrecadou mais de 1,6 bilhão de dólares globalmente.
Um filme para diferentes gerações
O live-action de Como treinar o seu dragão busca atrair um público amplo. Crianças, que conhecem a franquia por meio das animações e séries, devem se encantar com os dragões e o humor leve. Já os adolescentes e adultos, que cresceram com os filmes originais, encontrarão uma narrativa mais madura, com temas de amizade, coragem e aceitação. A classificação etária, ainda não confirmada no Brasil, deve ser livre ou para maiores de 10 anos, seguindo o padrão da animação.
A produção também dialoga com o momento atual do cinema, em que adaptações live-action são frequentes, mas nem sempre bem-recebidas. Ao evitar mudanças drásticas na trama, o filme se posiciona como uma homenagem à animação, em vez de uma reinvenção. Essa estratégia pode ser um diferencial em um mercado saturado de remakes.
Curiosidades da adaptação
O processo de criação do live-action revelou detalhes interessantes sobre a dedicação da equipe.
- Inspiração real: As paisagens de Berk foram baseadas em falésias e campos da Irlanda, capturadas em locações reais.
- Banguela realista: O dragão passou por mais de 50 versões de design antes de chegar ao visual final.
- Música nostálgica: John Powell reutilizou temas da trilogia animada, mas com novos arranjos.
- Elenco internacional: A produção reuniu atores de diferentes países, como Reino Unido, Nova Zelândia e Estados Unidos.
- Parque temático: O Epic Universe, em Orlando, inaugurou uma área temática da franquia em maio de 2025, coincidindo com a promoção do filme.
Esses elementos reforçam o cuidado da produção em conectar o live-action à história original, enquanto oferecem algo novo para os espectadores.
Aposta em um clássico moderno
A chegada do live-action de Como treinar o seu dragão marca um momento importante para a franquia, que se consolidou como um clássico moderno. A história de Soluço e Banguela, que começou como uma série de livros e se expandiu para o cinema, séries e parques, agora ganha uma nova dimensão com atores reais e efeitos visuais de ponta. A fidelidade à animação, aliada a um elenco carismático e uma direção experiente, sugere que o filme tem potencial para repetir o sucesso dos antecessores.
A estreia no Brasil, com pré-estreias em 7 de junho e lançamento oficial em 12 de junho, é aguardada com entusiasmo. As primeiras reações destacam a emoção de ver Banguela em live-action e a habilidade do filme em capturar a magia da história original. Resta saber se o público abraçará essa nova versão com o mesmo carinho que dedicou à trilogia animada.
