França derrota Alemanha por 2 a 0 com gols de Mbappé e Olise na Liga das Nações

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Olise frança Foto: Olise frança - Foto: x.com/equipedefrance

A França venceu a Alemanha por 2 a 0 na manhã deste domingo, 8 de junho de 2025, na Mercedes-Benz Arena, em Stuttgart, na disputa pelo terceiro lugar da Liga das Nações 2024/25. Com gols de Kylian Mbappé, aos 44 minutos do primeiro tempo, e Michael Olise, aos 38 minutos do segundo tempo, a seleção francesa superou os anfitriões em um jogo marcado por intensidade e chances desperdiçadas. A partida, iniciada às 10h (horário de Brasília), foi a primeira vez que as duas equipes se enfrentaram em uma disputa de terceiro lugar na história da competição. Após eliminações dramáticas nas semifinais contra Espanha e Portugal, respectivamente, a França garantiu o pódio com uma atuação sólida, enquanto a Alemanha lamentou a falta de precisão nas finalizações.

Apesar da derrota na semifinal por 5 a 4 para a Espanha, a seleção francesa chegou ao confronto com moral elevada, mesmo sem Ousmane Dembélé, lesionado. A escalação inicial contou com nomes como Mbappé, Thuram e Cherki, que pressionaram a defesa alemã desde o início. Já a Alemanha, que caiu por 2 a 1 para Portugal, apostou em jogadores como Füllkrug e Wirtz, mas esbarrou na forte marcação francesa. O jogo foi equilibrado, com momentos de tensão, como um gol anulado da Alemanha após revisão do VAR.

  • Principais momentos da partida:
    • Gol de Mbappé aos 44 minutos do primeiro tempo, com um chute cruzado.
    • Gol de Olise aos 38 minutos do segundo tempo, consolidando a vitória.
    • Revisão do VAR que anulou um gol alemão por falta no início do lance.

O confronto destacou a eficiência da França nas finalizações e a dificuldade alemã em converter chances, mesmo jogando em casa. A torcida presente na Mercedes-Benz Arena viu um espetáculo de alto nível, com substituições estratégicas e cartões amarelos que refletiram a competitividade do duelo.

Ataque francês em destaque

A seleção francesa demonstrou superioridade ofensiva desde os primeiros minutos. Kylian Mbappé, principal nome do time, foi peça-chave ao abrir o placar com um belo gol. Recebendo pela esquerda, o atacante cortou para dentro e finalizou cruzado, sem chances para o goleiro Ter Stegen. A jogada exemplificou a velocidade e precisão que marcaram a atuação do jogador ao longo do torneio. Além de Mbappé, Michael Olise, que entrou no segundo tempo, também deixou sua marca ao aproveitar um espaço na defesa alemã e finalizar com categoria.

Outros jogadores, como Marcus Thuram e Désiré Doué, criaram oportunidades importantes. Thuram, por exemplo, acertou a trave aos 13 minutos do segundo tempo, enquanto Doué teve um chute de fora da área defendido pelo goleiro alemão. A França finalizou 12 vezes ao gol, com cinco chances no alvo, mostrando eficiência em momentos decisivos. A ausência de Dembélé, lesionado na coxa esquerda durante a semifinal, não comprometeu o desempenho do ataque, que soube explorar as falhas da defesa adversária.

Pressão alemã sem resultado

A Alemanha, por outro lado, teve dificuldades para transformar suas chances em gols. Jogadores como Deniz Undav, Niclas Füllkrug e Karim Adeyemi criaram jogadas perigosas, mas esbarraram na defesa francesa e na falta de pontaria. Foram 15 finalizações, sendo apenas quatro no alvo, o que evidencia a ineficiência do ataque alemão. Um momento crucial ocorreu aos 10 minutos do segundo tempo, quando Undav marcou um gol que foi anulado pelo VAR por uma falta de Füllkrug no início da jogada.

A equipe alemã também sofreu com impedimentos, com Adeyemi e Undav sendo pegos em posição irregular em momentos-chave. Substituições como a entrada de Gnabry e Kehrer tentaram mudar o panorama, mas não surtiram efeito. A torcida local, que lotou a Mercedes-Benz Arena, apoiou até o fim, mas viu a equipe sair de campo sem o prêmio de consolação.

  • Jogadores alemães com maior destaque:
    • Joshua Kimmich, com duas finalizações defendidas.
    • Florian Wirtz, que tentou criar jogadas no meio-campo.
    • Deniz Undav, com três finalizações, mas sem acertar o alvo.

Uso estratégico do VAR

O Árbitro de Vídeo (VAR) teve papel decisivo na partida. Além do gol anulado da Alemanha aos 10 minutos do segundo tempo, outro lance importante ocorreu no primeiro tempo, aos 34 minutos, quando Adeyemi pediu pênalti após disputa na área. Após mais de três minutos de análise, o VAR confirmou a decisão de campo, anulando a penalidade. Esses momentos geraram tensão entre os jogadores e a torcida, mas reforçaram a precisão das decisões arbitrais.

A influência do VAR na Liga das Nações tem sido constante, especialmente em jogos eliminatórios. Na semifinal contra a Espanha, a França também teve lances revisados, o que mostra a importância da tecnologia em competições de alto nível. No confronto deste domingo, as decisões foram bem recebidas pelos treinadores, que destacaram a imparcialidade da arbitragem.

Substituições que mudaram o jogo

As alterações feitas pelos técnicos foram fundamentais para o desenrolar da partida. Na França, a entrada de Michael Olise, Désiré Doué e Manu Koné no segundo tempo trouxe frescor ao time. Olise, em especial, foi decisivo ao marcar o segundo gol, enquanto Doué criou jogadas pela ponta esquerda. Essas mudanças permitiram que a França mantivesse a pressão mesmo após abrir o placar.

Já a Alemanha tentou reagir com as entradas de Gnabry, Kehrer e Bischof, mas as substituições não conseguiram reverter o placar. A saída de Woltemade, que teve atuação apagada, e a entrada de Undav no início do segundo tempo foram tentativas de aumentar o poder ofensivo, mas a defesa francesa se manteve sólida. O técnico alemão optou por mudanças táticas, como a troca de laterais com Mittelstädt no lugar de Raum, mas o time não encontrou o caminho do gol.

Confronto histórico na competição

A disputa pelo terceiro lugar entre Alemanha e França marcou um momento inédito na Liga das Nações. Pela primeira vez, as duas potências europeias se enfrentaram nesta fase da competição, o que adicionou ainda mais peso ao duelo. Ambas as equipes chegaram à partida após eliminações frustrantes nas semifinais, o que tornou o jogo uma oportunidade de redenção.

A França, que perdeu por 5 a 4 para a Espanha em um jogo de nove gols, mostrou resiliência ao se recompor para o confronto. Já a Alemanha, derrotada por 2 a 1 por Portugal em casa, buscava o apoio da torcida para encerrar a competição com uma vitória. O histórico recente entre as duas seleções, com confrontos equilibrados em amistosos e torneios, aumentou a expectativa para o jogo.

Números que definiram a partida

Os dados da partida refletem o equilíbrio tático, mas também a eficiência francesa. A França teve 48% de posse de bola, contra 52% da Alemanha, mas foi mais objetiva nas finalizações. A seleção francesa cometeu 10 faltas, enquanto a Alemanha fez 12, o que resultou em cinco cartões amarelos no total (três para a França e dois para a Alemanha).

  • Estatísticas-chave:
    • Finalizações: França 12, Alemanha 15.
    • Posse de bola: França 48%, Alemanha 52%.
    • Passes certos: França 420, Alemanha 465.
    • Cartões amarelos: Digne, Lucas Hernández, Adeyemi, Raum, Tah.

Atuação dos goleiros

Os goleiros Mike Maignan, da França, e Marc-André Ter Stegen, da Alemanha, tiveram atuações destacadas. Maignan fez quatro defesas importantes, incluindo chutes de Adeyemi e Wirtz, garantindo a segurança do gol francês. Ter Stegen, por sua vez, evitou um placar mais elástico ao defender finalizações de Mbappé, Thuram e Doué, mas não conseguiu impedir os gols de Mbappé e Olise.

A solidez de Maignan foi um dos fatores que mantiveram a França à frente, especialmente no segundo tempo, quando a Alemanha pressionou. A atuação dos goleiros reforçou a qualidade técnica das duas equipes, que contaram com nomes experientes em suas metas.

Importância do terceiro lugar

A conquista do terceiro lugar na Liga das Nações, embora não seja o título principal, tem relevância para o ranking da UEFA e para a preparação das seleções para competições futuras, como a Copa do Mundo. Para a França, a vitória serve como um impulso após a derrota na semifinal, enquanto a Alemanha busca corrigir falhas para os próximos desafios. O jogo também foi uma oportunidade para jovens jogadores, como Olise e Doué, ganharem experiência em um palco internacional.

A torcida francesa, presente em Stuttgart, celebrou a vitória com entusiasmo, enquanto os alemães reconheceram o esforço da equipe, apesar do resultado adverso. A partida encerrou a participação das duas seleções na Liga das Nações 2024/25, com a França levando a melhor em um duelo de gigantes.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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