Estudantes da EJA recebem R$ 225 do Pé-de-Meia a partir de 23/06; veja cronogramaPor Manuela
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A partir de 23 de junho de 2025, o programa Pé-de-Meia, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), começa a pagar a terceira parcela do Incentivo-Frequência para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Voltado para jovens de 19 a 24 anos em situação de baixa renda, o programa deposita R$ 225 por parcela, totalizando R$ 900 por semestre, desde que os alunos mantenham 80% de frequência escolar. Os pagamentos, escalonados por mês de nascimento, seguem até 30 de junho e são realizados em contas digitais da Caixa Econômica Federal. A medida, que beneficia cerca de 4 milhões de estudantes em 2025, busca reduzir a evasão escolar e apoiar quem concilia estudo e trabalho. Desde 2024, o programa já diminuiu a evasão em 18%, reforçando a educação como ferramenta de inclusão social.
O programa abrange tanto o ensino médio regular quanto a EJA, mas em junho o foco está nos alunos da modalidade semestral, que enfrentam desafios específicos para permanecer na escola. A estrutura dos incentivos, que inclui matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem, garante suporte financeiro contínuo. Para 2025, o MEC ampliou o alcance, incluindo 1,3 milhão de novos beneficiários.
- Principais pontos do pagamento de junho:
- Incentivo-Frequência de R$ 225 por parcela.
- Exige 80% de frequência escolar verificada pelas escolas.
- Depósitos em contas digitais via Caixa Tem.
- Cronograma baseado no mês de nascimento.

Estrutura financeira da EJA no Pé-de-Meia
Os incentivos financeiros do Pé-de-Meia para a EJA são organizados em quatro categorias, adaptadas à estrutura semestral da modalidade. Cada estudante pode acumular até R$ 9.200 ao longo do ensino médio, dependendo do cumprimento dos requisitos. O Incentivo-Frequência, destaque em junho, paga R$ 900 por semestre, divididos em quatro parcelas de R$ 225. Já o Incentivo-Matrícula, de R$ 200, é depositado no início de cada semestre, enquanto o Incentivo-Conclusão, de R$ 1.000 por semestre aprovado, é reservado em poupança até a formatura.
A flexibilidade da EJA, com aulas em horários noturnos ou adaptados, é essencial para jovens que trabalham. O suporte financeiro alivia pressões econômicas, permitindo foco nos estudos. Em 2025, o programa investe R$ 13 bilhões, atendendo cerca de 4 milhões de alunos, incluindo 1,3 milhão na EJA. A prioridade é dada a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até R$ 759.
Cronograma detalhado para junho
O pagamento do Incentivo-Frequência em junho segue um calendário escalonado por mês de nascimento, garantindo organização e eficiência nos repasses. As datas são distribuídas ao longo de uma semana para evitar sobrecarga no sistema bancário:
- 23 de junho: Nascidos em janeiro e fevereiro.
- 24 de junho: Nascidos em março e abril.
- 25 de junho: Nascidos em maio e junho.
- 26 de junho: Nascidos em julho e agosto.
- 27 de junho: Nascidos em setembro e outubro.
- 30 de junho: Nascidos em novembro e dezembro.
Esse cronograma permite que os estudantes planejem o uso dos recursos, que podem ser aplicados em despesas como transporte, material escolar ou necessidades básicas. A quarta parcela do primeiro semestre será paga entre 21 e 28 de julho, enquanto o segundo semestre começa em setembro com o Incentivo-Matrícula.
Requisitos rigorosos para elegibilidade
Para receber o Incentivo-Frequência, os alunos da EJA devem cumprir critérios que asseguram o foco em famílias vulneráveis. A frequência mínima de 80% é monitorada mensalmente pelas escolas, que enviam os dados ao MEC via Sistema Gestão Presente (SGP). Além disso, é necessário:
- Estar matriculado na EJA em escola pública.
- Ter entre 19 e 24 anos.
- Possuir CadÚnico atualizado.
- Renda familiar per capita de até meio salário mínimo.
- Comprovar frequência escolar regular.
O cruzamento de dados entre o CadÚnico e as redes de ensino garante a inclusão automática dos elegíveis, sem necessidade de inscrição manual. No entanto, alunos registrados como família unipessoal no CadÚnico não são contemplados, e a prioridade é dada a beneficiários do Bolsa Família.
Transformação educacional pela EJA
A modalidade EJA tem se beneficiado significativamente do Pé-de-Meia. Desde 2024, o programa registrou um aumento de 25% nas matrículas e uma redução de 18% na evasão escolar no ensino médio público. A possibilidade de concluir o ensino médio em até dois anos, aliada aos incentivos financeiros, atrai jovens que abandonaram os estudos por necessidade de trabalho.
Muitos alunos da EJA são chefes de família ou trabalhadores informais, enfrentando barreiras financeiras para continuar estudando. O pagamento de R$ 225 por parcela, embora modesto, cobre despesas essenciais, como passagens de ônibus ou alimentação. O Incentivo-Conclusão, que acumula R$ 1.000 por semestre, também motiva a permanência, pois representa uma reserva financeira significativa ao fim do curso.
Obstáculos na implementação
Apesar dos avanços, o Pé-de-Meia enfrenta desafios operacionais que afetam os pagamentos de junho. A atualização do CadÚnico é um obstáculo recorrente, já que dados desatualizados podem bloquear o acesso ao benefício. Estima-se que 443 mil contas de beneficiários menores de idade ainda estejam bloqueadas por falta de autorização dos responsáveis legais.
Outro problema é a dependência de informações enviadas pelas redes de ensino. Algumas escolas atrasam o envio de dados de frequência, o que pode adiar os depósitos. O MEC orienta que os alunos verifiquem pendências no aplicativo Jornada do Estudante e regularizem a situação com as escolas. A falta de divulgação também limita o alcance, especialmente em comunidades rurais ou periferias, onde o acesso à internet é restrito.
Estratégias para garantir o pagamento
Para assegurar o recebimento do Incentivo-Frequência em junho, os estudantes da EJA devem adotar algumas medidas práticas. Manter o CadÚnico atualizado é fundamental, com informações corretas sobre renda e composição familiar. A frequência escolar deve ser monitorada regularmente, e qualquer inconsistência deve ser comunicada à escola.
O aplicativo Jornada do Estudante é uma ferramenta essencial, permitindo que os alunos acompanhem o status dos pagamentos e identifiquem eventuais bloqueios. Para menores de idade, o responsável legal precisa autorizar o saque no aplicativo Caixa Tem ou em uma agência da Caixa. Estudantes com 18 anos ou mais têm acesso imediato aos valores depositados.
Ampliação do alcance em 2025
O Pé-de-Meia planeja expandir seu alcance em 2025, incluindo novos beneficiários da EJA até julho. O MEC trabalha para aprimorar a logística de pagamentos, reduzindo atrasos e melhorando a comunicação com as famílias. Campanhas de conscientização estão sendo intensificadas, com foco em regiões onde a evasão escolar é mais alta, como o Norte e o Nordeste.
A iniciativa já cobre 54% dos 7 milhões de alunos do ensino médio público, mas a meta é atingir ainda mais estudantes vulneráveis. A inclusão da EJA no programa é estratégica, pois atende a um público que historicamente enfrenta exclusão educacional. O suporte financeiro, combinado com a flexibilidade da modalidade, cria condições para que esses jovens concluam os estudos e busquem melhores oportunidades.
Integração com o Enem
Além dos incentivos regulares, o Pé-de-Meia oferece R$ 200 para alunos do último ano da EJA que participarem dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esse benefício, pago entre dezembro e janeiro, estimula a continuidade dos estudos no ensino superior. Em 2024, a participação no Enem entre beneficiários do programa aumentou 12%, refletindo o impacto do incentivo.
A integração com o Enem reforça o objetivo do Pé-de-Meia de promover mobilidade social. Para muitos alunos da EJA, o exame é uma porta de entrada para universidades públicas ou programas de bolsas, como o Prouni. O incentivo financeiro ajuda a custear despesas relacionadas à prova, como transporte ou materiais de estudo.
Investimento e sustentabilidade
O orçamento do Pé-de-Meia para 2025, de R$ 13 bilhões, reflete o compromisso do governo federal com a educação. No entanto, a sustentabilidade do programa enfrenta questionamentos. Em janeiro de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou R$ 6 bilhões por irregularidades fiscais, embora a Advocacia-Geral da União (AGU) tenha recorrido da decisão. A ampliação do programa, com a inclusão de novos beneficiários, elevou os custos em R$ 5,1 bilhões, totalizando R$ 12,5 bilhões.
Apesar das controvérsias, o impacto do Pé-de-Meia na redução da evasão e no aumento das matrículas justifica o investimento. A iniciativa é vista como um pilar para combater desigualdades educacionais, especialmente para a população atendida pela EJA, que enfrenta barreiras estruturais para permanecer na escola.







