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Petrobras (PETR4) paga dividendos nesta semana; veja quem mais. A estatal brasileira anunciou a distribuição da segunda parcela de dividendos adicionais, totalizando R$ 9,1 bilhões, com pagamento marcado para 20 de junho de 2025. Acionistas que detinham ações até 16 de abril de 2025 têm direito aos proventos, ajustados pela taxa Selic. A operação, realizada via Banco Bradesco para ações na B3 e JP Morgan Chase para ADRs na NYSE, reforça a posição da Petrobras como uma das maiores pagadoras de dividendos no mercado. O valor por ação, atualizado, é de R$ 0,376, impactando diretamente o retorno dos investidores. A notícia chega em um momento de alta volatilidade no mercado de petróleo, influenciando expectativas de novos pagamentos.

A Petrobras anunciou a distribuição em abril, com a primeira parcela paga em 20 de maio. A segunda parcela, agora confirmada, reflete o compromisso da empresa em remunerar seus acionistas, mesmo em um cenário de incertezas econômicas globais. A estatal lidera a lista de empresas que distribuem proventos nesta semana, superando outras companhias como Ferbasa.

Os investidores acompanham de perto os desdobramentos, especialmente após recentes altas no preço do petróleo Brent. A valorização da commodity, impulsionada por tensões no Oriente Médio, elevou as ações PETR4 em mais de 2% em pregões recentes.

  • Principais pontos do pagamento:
    • Valor total: R$ 9,1 bilhões.
    • Data de pagamento: 20 de junho de 2025.
    • Ajuste pela taxa Selic, com incidência de imposto de renda sobre a atualização monetária.
    • Elegibilidade: acionistas posicionados até 16 de abril de 2025.
Petrobras mudará abordagem em relação ao Cade, avalia trabalhar com Bolívia em gás
FILE PHOTO: A logo of Brazil’s state-run Petrobras oil company is seen at their headquarters in Rio de Janeiro

Dividendos ajustados pela Selic
A Petrobras informou que o valor por ação da segunda parcela foi corrigido com base na taxa básica de juros, resultando em R$ 0,376 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4). Essa atualização reflete a política da estatal de alinhar os proventos aos indicadores macroeconômicos do país. O processo, segundo a companhia, garante maior transparência e previsibilidade aos investidores.

O ajuste pela Selic é uma prática comum em empresas estatais, mas a Petrobras destaca-se pelo volume distribuído. Em 2024, a companhia pagou cerca de R$ 100 bilhões em dividendos, dos quais aproximadamente 40% foram destinados à União, acionista majoritária. A distribuição atual reforça a percepção de solidez financeira, mesmo com desafios como a volatilidade do preço do petróleo.

A operação de pagamento será conduzida pelo Banco Bradesco para os detentores de ações negociadas na B3. Já os investidores com American Depositary Receipts (ADRs) na Bolsa de Nova York receberão via JP Morgan Chase. A logística reflete a capilaridade da Petrobras no mercado global.

Alta do petróleo e expectativas
A recente valorização de 16% no preço do petróleo Brent, após uma fase de baixa, trouxe otimismo aos acionistas da Petrobras. O barril, cotado próximo a US$ 65, sugere uma estabilização que pode sustentar dividendos atrativos ao longo de 2025. Analistas apontam que, mesmo sem dividendos extraordinários, o dividend yield da estatal pode variar entre 10% e 11% ao ano.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo conflitos que elevaram os preços da commodity, impactam diretamente as projeções. A Petrobras, sensível às oscilações do mercado global, viu suas ações PETR4 subirem 1,27% em um único pregão, conforme reportado por portais financeiros.

O cenário, no entanto, não é isento de riscos. A possibilidade de aumento na produção pela OPEC+ pode pressionar os preços do petróleo, afetando a rentabilidade da estatal. Mesmo assim, a empresa mantém uma política de dividendos robusta, comparável a gigantes globais do setor.

Outras empresas na semana
Além da Petrobras, outras companhias também distribuem proventos nesta semana. A Ferbasa, por exemplo, aparece entre as principais pagadoras, embora com valores significativamente menores. A lista inclui empresas de setores variados, como mineração e energia, mas a estatal petrolífera domina o volume total.

  • Empresas com pagamento de dividendos:
    • Ferbasa: dividendos confirmados, com data-com em abril.
    • Outras companhias: distribuições menores, com foco em setores industriais.
    • Petrobras: maior volume, com R$ 9,1 bilhões.

A presença de múltiplas empresas pagando dividendos reflete um momento de aquecimento no mercado financeiro brasileiro. Investidores buscam ativos com fluxo de caixa consistente, especialmente em tempos de incerteza econômica.

Política de dividendos da Petrobras
A Petrobras adota uma política de remuneração que destina pelo menos 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas. Em 2024, a estatal superou essa meta, distribuindo valores que posicionaram PETR4 como uma das ações mais atrativas da B3. O conselho de administração, responsável pela aprovação dos proventos, avalia constantemente o equilíbrio entre investimentos e retorno aos investidores.

Em maio de 2025, a companhia anunciou um pagamento de R$ 11,72 bilhões, equivalente a R$ 0,909 por ação, dividido em duas parcelas. A primeira, paga em agosto, foi integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio. A segunda, prevista para setembro, combina dividendos e JCP.

A consistência nos pagamentos reforça a confiança do mercado. Analistas do Santander estimam um dividend yield de 12% para 2025, com potencial de alcançar 14% em 2026, caso a produção mensal da Petrobras continue a melhorar.

Riscos e volatilidade no mercado
Apesar do otimismo, a Petrobras enfrenta desafios que podem influenciar sua política de dividendos. A volatilidade nos preços do petróleo, aliada a riscos regulatórios, preocupa analistas. O Bank of America, por exemplo, rebaixou a recomendação de PETR4 de “compra” para “neutra”, citando a possibilidade de revisão nos proventos caso os preços do barril permaneçam baixos.

A estatal também lida com pressões internas. O governo federal, por meio do ministro Fernando Haddad, sinalizou negociações para dividendos extraordinários, visando reforçar o caixa público. Essa estratégia, embora benéfica para a União, gera temores de interferência na gestão da companhia.

A redução de 9,1% no preço do querosene de aviação, anunciada pela presidente Magda Chambriard, é outro fator que pode impactar a rentabilidade. A medida, voltada para apoiar o setor aéreo, reflete o papel da Petrobras como pilar da economia nacional, mas divide opiniões entre investidores.

Projeções para o futuro
A Petrobras planeja distribuir R$ 2,23 por ação em proventos ao longo de 2025, além dos R$ 0,91 já pagos no primeiro trimestre. O dividend yield projetado, de até 10,7%, posiciona PETR4 como uma das ações mais atrativas do mercado brasileiro. As ações, negociadas a R$ 29,36, estão abaixo do valor patrimonial de R$ 30,71, o que sugere um desconto de 4% para investidores.

A retomada de projetos estratégicos, como o programa de renovação da frota naval, também fortalece a posição da estatal. A iniciativa, celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa impulsionar a indústria offshore e consolidar a Petrobras no mercado global.

Cronograma de pagamentos recentes
A Petrobras mantém um calendário estruturado para suas distribuições, garantindo previsibilidade aos acionistas.

  • Pagamentos realizados ou previstos:
    • 20 de maio de 2025: primeira parcela de R$ 0,3718 por ação.
    • 20 de junho de 2025: segunda parcela de R$ 0,376 por ação.
    • Agosto e setembro de 2025: parcelas de R$ 0,454 cada, aprovadas em maio.

O cronograma reflete a capacidade da estatal de gerenciar grandes distribuições, mesmo em um contexto de alta volatilidade. A empresa continua a atrair investidores que buscam retorno consistente e exposição ao setor de energia.

Ações e desempenho no mercado
As ações PETR4 registraram alta de 1,22% em 12 de junho, impulsionadas pelas expectativas de dividendos e pela valorização do petróleo. Os ADRs negociados nos Estados Unidos também avançaram, com ganhos superiores a 3% em pregões recentes. O desempenho reflete a percepção positiva do mercado em relação à estatal.

A Petrobras, no entanto, enfrenta um cenário de sinais mistos. Enquanto analistas como os da Empiricus recomendam PETR4 para carteiras de dividendos, outros, como o Bradesco BBI, reduziram o preço-alvo para R$ 42, mantendo a recomendação de compra. A estatal segue como uma das favoritas de 15 analistas consultados pelo Money Times, aparecendo em 93% das carteiras de dividendos para junho.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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