Balanço do McDonald’s aponta desaceleração global e investimento de US$ 5 bilhões até 2030Por Luís Henrique Costa
3 min de leitura
![]() |
O balanço do McDonald’s revelou um crescimento global de vendas em ritmo mais lento no terceiro trimestre de 2026, com alta de 1,5% nas vendas de mesmas lojas na comparação anual. O indicador superou ligeiramente a expectativa de mercado de 1,4%, mas marcou forte arrefecimento frente ao avanço de 3,6% registrado no mesmo intervalo do ano anterior. Nos Estados Unidos, o faturamento comparável caiu 0,2%, demonstrando a pressão inflacionária sobre o orçamento dos consumidores, embora a queda tenha sido menor do que o recuo de 0,5% previsto por analistas de Wall Street.
A receita da multinacional alcançou quase US$ 7,2 bilhões no trimestre, abaixo da projeção de US$ 7,4 bilhões projetada pelo mercado financeiro. O lucro líquido ajustado por ação atingiu US$ 3,57, ficando acima da estimativa de US$ 3,40 traçada por analistas. O movimento acionário no pré-mercado de Nova York reagiu aos números operacionais com avanço de 2,32%, cotado a US$ 269,19. O fluxo de clientes nas lanchonetes apresentou retração em relação ao ano passado, com o tíquete médio sustentado pelo aumento nos valores gastos por visita.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Vendas menores nos EUA impulsionam novo cardápio para 2027
A presidente do McDonald’s USA, Skye Anderson, com 26 anos de atuação na corporação, assumiu o comando da divisão regional com a missão de reestruturar a grade promocional de preços baixos. Franquias e clientes demonstraram baixa adesão às alternativas de lanches abaixo de US$ 3,00, o que exigiu a elaboração de uma nova tabela de valor econômico para entrar em vigor no início de 2027.
O diretor-executivo do McDonald’s, Chris Kempczinski, declarou que as iniciativas adotadas ao longo do trimestre geraram respostas positivas e apontou recuperação gradual no volume comercializado.
Bebidas energéticas e café sustentam estratégia sazonal de fim de ano
O segmento de bebidas tornou-se o destaque positivo da rede durante o período de retração no consumo de lanches tradicionais. A empresa formalizou parceria com a marca Red Bull para distribuição de energéticos nas lojas e disponibilizou, a partir de 3 de novembro de 2026, um menu sazonal composto por café sabor biscoito amanteigado, refrigerante com infusão de oxicoco e versões aromatizadas de bebidas com cafeína.
A nova frente comercial busca ampliar o fluxo de clientes diante do encarecimento dos custos básicos de alimentação para famílias de baixa renda.
Plano tecnológico de US$ 8,5 bilhões prevê modernização até 2036
A corporação comunicou o compromisso de aplicar US$ 8,5 bilhões até o ano de 2036 para atualizar equipamentos operacionais e sistemas internos das unidades franqueadas. O projeto prevê a liberação de US$ 5 bilhões até o ano de 2030, incluindo alívio financeiro em aluguéis e repasses de capital para adoção de recursos de inteligência artificial nas cozinhas e totens de atendimento. O planejamento contempla ainda a reintrodução do estilo visual arquitetônico dos anos 1990 nos salões de refeição e o reforço da produção de frango empanado artesanal para competir com redes concorrentes.















