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A seleção brasileira masculina de vôlei assumiu a liderança provisória da Liga das Nações (VNL) 2025 após vencer a China por 3 a 0 (25/22, 25/16, 25/23) em Chicago, no dia 26 de junho de 2025, mas o técnico Bernardinho cobrou maior intensidade para os próximos desafios. Em entrevista após o jogo, ele destacou oscilações no desempenho, especialmente no terceiro set, e enfatizou a necessidade de consistência contra Itália e Polônia, adversários do fim de semana. A partida, válida pela segunda semana da competição, marcou a quinta vitória do Brasil em seis jogos, com destaque para o oposto Alan e o capitão Flávio. Bernardinho, que comanda uma equipe renovada, vê os confrontos em Chicago como testes cruciais para avaliar o estágio do time rumo às Olimpíadas de Los Angeles 2028.

O Brasil, com 15 pontos, lidera a VNL, mas Polônia, Itália e Eslovênia, com uma partida a menos, seguem na cola. A vitória sobre a China, que usou um time alternativo, foi marcada por momentos de instabilidade, como no terceiro set, quando a equipe cedeu pontos em sequência. A seguir, detalhes da campanha, desempenho e expectativas para os próximos jogos.

Intensidade como prioridade

Bernardinho expressou preocupação com os altos e baixos do Brasil contra a China. O primeiro set foi disputado, com vitória por 25 a 22 após bloqueios decisivos de Flávio. O segundo set mostrou domínio brasileiro, fechado em 25 a 16, com Alan e Arthur Bento brilhando. No entanto, o terceiro set revelou falhas, com a China encostando no placar até o Brasil fechar em 25 a 23, graças a um ace de Adriano.

O treinador destacou que a equipe precisa manter a “guarda alta” em todos os momentos, independentemente do adversário. A China, já classificada para a fase final por ser sede, usou jogadores reservas, o que facilitou o jogo, mas Bernardinho alertou que esse cenário não se repetirá contra Itália e Polônia, equipes com histórico de vitórias recentes sobre o Brasil.

  • Primeiro set: 25/22, com bloqueio forte de Flávio e Honorato.
  • Segundo set: 25/16, domínio com Alan e substituições de Bernardinho.
  • Terceiro set: 25/23, instabilidade, mas vitória com ace de Adriano.
  • Pontuadores: Alan (14 pontos), Judson (12 pontos), Flávio (10 pontos).

Campanha na VNL 2025

A seleção brasileira teve um início sólido na VNL, com três vitórias no Maracanãzinho (Irã, Ucrânia e Eslovênia) e uma derrota no tie-break para Cuba. Em Chicago, o Brasil venceu o Canadá por 3 a 0 (25/22, 25/17, 25/17) antes de enfrentar a China, somando 15 pontos e assumindo a liderança provisória. A equipe, renovada após as aposentadorias de Bruninho, Leal e Lucão, conta com jovens como Darlan, Alan e Lukas Bergmann, sob a liderança do capitão Flávio.

A VNL 2025, em sua sétima edição, reúne 18 seleções, com a primeira fase dividida em três semanas. Cada time disputa 12 jogos, e os oito melhores avançam para a fase final, de 30 de julho a 3 de agosto, em Ningbo, China. O Brasil busca o bicampeonato, tendo vencido em 2021, enquanto Rússia e França lideram com dois títulos cada.

Adversários de peso em Chicago

Os próximos jogos em Chicago são vistos como testes cruciais. No sábado, 28 de junho, às 18h, o Brasil enfrenta a Itália, atual campeã mundial, que venceu os dois últimos confrontos em 2024. No domingo, 29 de junho, no mesmo horário, o adversário é a Polônia, campeã em 2023 e líder com 14 pontos. Nos últimos dez anos, o Brasil tem retrospecto equilibrado contra ambos: 9 vitórias contra 8 da Itália em 17 jogos, e 9 contra 10 da Polônia em 19 partidas.

Bernardinho enfatizou a importância de jogar “contra os grandes” para avaliar o progresso do time. A Itália, com jogadores como Giannelli e Michieletto, é conhecida por sua defesa sólida, enquanto a Polônia, liderada por Kurek, aposta na força ofensiva. A seleção brasileira precisará melhorar o saque, apontado como ponto fraco, e manter a consistência no bloqueio.

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Renovação do elenco

A ausência de veteranos como Bruninho, que se aposentou após Paris 2024, e Lucarelli, lesionado, abriu espaço para uma nova geração. Bernardinho convocou 30 jogadores para a VNL, selecionando 17 para Chicago, incluindo jovens como Rhendrick (levantador), Arthur Bento (oposto) e Judson (ponteiro). Flávio, central de 34 anos, assumiu a braçadeira de capitão, trazendo experiência de duas Olimpíadas.

  • Capitão: Flávio, com 10 pontos contra a China.
  • Jovens destaques: Alan (oposto), Judson (ponteiro), Arthur Bento (oposto).
  • Ausências: Bruninho (aposentado), Lucarelli (lesionado), Leal (aposentado).
  • Convocados: 17 jogadores, com mix de veteranos e novatos.

A renovação é parte do ciclo para Los Angeles 2028. Bernardinho, que voltou ao comando em 2023 após liderar o time entre 2001 e 2016, adapta sua abordagem para conectar-se com a nova geração, evitando métodos rígidos do passado, como ele mesmo admitiu.

Desempenho individual

Alan consolidou-se como oposto titular, liderando a pontuação contra a China com 14 acertos. Judson, aos 26 anos, surpreendeu com 12 pontos, enquanto Flávio contribuiu com 10, sendo crucial no bloqueio. Arthur Bento, em sua primeira convocação, marcou os últimos pontos do segundo set, mostrando potencial. Adriano, entrando apenas para sacar, fechou o jogo com um ace, demonstrando a profundidade do elenco.

Bernardinho elogiou a consistência de Lukas Bergmann e Honorato, mas cobrou maior regularidade de todo o grupo. O saque, identificado como o “tendão de Aquiles” da equipe, precisa melhorar para enfrentar defesas fortes como a italiana.

Preparação para os jogos

Após a vitória sobre a China, o Brasil teve folga na sexta-feira, 27 de junho, para treinos táticos. Bernardinho focou em ajustes no passe e no saque, além de estratégias para neutralizar os principais atacantes de Itália e Polônia. A equipe treinou no Wintrust Arena, em Chicago, adaptando-se à quadra que sediará os jogos de sábado e domingo.

A comissão técnica também usou vídeos para estudar adversários, identificando padrões de jogo. A Polônia, por exemplo, tem média de 12 pontos por set no ataque, enquanto a Itália lidera em eficiência defensiva, com 40% de bolas defendidas, segundo dados da FIVB.

Transmissão e apoio da torcida

Os jogos contra Itália e Polônia serão transmitidos ao vivo pelo Sportv2, Globoplay e VBTV, com início às 18h (horário de Brasília). No Brasil, a torcida tem lotado o Maracanãzinho na primeira semana, com mais de 17 mil espectadores contra a Eslovênia. Em Chicago, brasileiros expatriados devem marcar presença, reforçando o apoio à seleção.

A CBV lançou promoções para engajar fãs, como jantares com atletas e ingressos com descontos para a etapa do Rio. Os preços em Chicago variam de US$ 20 a US$ 100, com meia-entrada para estudantes.

Histórico na VNL

O Brasil conquistou a VNL em 2021, derrotando a Polônia na final. Desde então, acumulou eliminações nas quartas em 2022 (França), 2023 (EUA) e 2024 (EUA). A edição de 2025 é a primeira com 18 equipes, incluindo novatas como China e Ucrânia. O formato mantém 12 jogos na fase inicial, com as oito melhores avançando para o mata-mata.

A liderança atual reflete o bom início, mas Bernardinho mantém os pés no chão, destacando que “resultados passados não garantem vitórias futuras”. A equipe soma 15 pontos, com 16 sets vencidos e 5 perdidos, liderando em eficiência de ataque (48%) e bloqueio (2,8 por set).

Papel de Bernardinho

Bernardinho, com dois ouros olímpicos (2004 e 2016), é conhecido por sua intensidade. Após a derrota nas quartas de Paris 2024, ele assumiu a missão de renovar o time, mesclando experiência e juventude. Sua volta, após o pedido de demissão de Renan Dal Zotto, trouxe uma abordagem mais reflexiva, com foco em proteger os jovens das pressões das redes sociais, como ele mencionou com a hashtag “#aculpaedobernardinho”.

O treinador ajustou sua liderança, evitando métodos agressivos do passado, como “chacoalhar” jogadores, e priorizando a conexão com a nova geração. Ele vê o grupo como “esponjas”, ansiosas por aprender, mas alerta para a necessidade de paciência com a inexperiência.

Expectativas para a fase final

A fase final da VNL, em Ningbo, reunirá as oito melhores equipes em confrontos de quartas, semifinais e final. O Brasil, terceiro colocado após a primeira semana, precisa manter-se entre os líderes para garantir uma vaga. A China, como sede, já está classificada, o que aumenta a disputa pelas demais sete posições.

Os jogos contra Itália e Polônia serão decisivos para consolidar a campanha. Uma vitória contra qualquer um dos dois pode garantir ao Brasil uma posição confortável antes da terceira semana, em Chiba, Japão, onde enfrentará Argentina, Japão, Alemanha e Turquia.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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