Seleção feminina de vôlei estreia Marcelle na VNL 2025 contra BulgáriaPor Beatriz
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A Seleção Brasileira feminina de vôlei embarcou para Tóquio, no Japão, com a líbero Marcelle Arruda como grande novidade para a terceira semana da Volleyball Nations League (VNL) 2025. A atleta de 23 anos, convocada pela primeira vez, se junta ao elenco liderado pelo técnico José Roberto Guimarães para a etapa decisiva da fase classificatória, que ocorre entre 9 e 13 de julho em Chiba. O time, que soma sete vitórias em oito jogos, passará por um período de aclimatação no Japão, visando manter o bom desempenho e garantir vaga nas finais em Łódź, Polônia. A estreia será contra a Bulgária, em um momento crucial para consolidar a terceira posição na tabela geral, com 20 pontos, atrás de Itália e Polônia. A convocação de Marcelle, que superou uma lesão no joelho, reflete a busca por reforços estratégicos na reta final.
Com um histórico de conquistas expressivas, incluindo duas medalhas de ouro olímpicas, o Brasil chega à terceira semana da VNL com confiança. A equipe enfrentou desafios na primeira etapa, no Rio de Janeiro, com uma derrota para a Itália, mas se recuperou na segunda semana, em Istambul, mantendo a invencibilidade. A inclusão de Marcelle, que substitui Kika Motta, é um movimento tático para fortalecer a defesa, setor essencial em confrontos contra adversários como Polônia e Japão.
O período de aclimatação em Tóquio será fundamental para adaptar as jogadoras às condições locais, como fuso horário e clima. Além disso, a escolha de Marcelle, destaque na Superliga, reforça a aposta em novos talentos para manter a competitividade do time.
Preparação para a etapa final
A chegada da Seleção Brasileira em Tóquio marca o início de uma fase crucial na VNL 2025. O período de aclimatação, planejado para ajustar o time ao fuso horário japonês, é uma prática comum em competições internacionais. As jogadoras terão cerca de uma semana para treinos e adaptação antes do primeiro jogo, contra a Bulgária, no dia 9 de julho.
O técnico José Roberto Guimarães, conhecido por sua habilidade em gerenciar elencos sob pressão, optou por mudanças pontuais no grupo. A convocação de Marcelle Arruda, que não participou das duas primeiras semanas devido a uma lesão no joelho, destaca a confiança do treinador em sua recuperação e potencial. A líbero, de 23 anos, teve atuações sólidas na temporada de clubes, o que justifica sua inclusão na lista.
Além disso, a ausência de Kika Motta, que foi reserva nas etapas anteriores, indica uma escolha estratégica para testar novas dinâmicas defensivas. A dupla de líberos, composta por Laís Vasques, titular, e agora Marcelle, será peça-chave para enfrentar adversários com ataques potentes, como a Polônia, atual vice-líder da competição.
A agenda da terceira semana inclui quatro partidas desafiadoras:
- Brasil x Bulgária, em 9 de julho, às 0h (horário de Brasília);
- Brasil x França, em 10 de julho, às 3h30;
- Brasil x Polônia, em 11 de julho, às 7h20;
- Brasil x Japão, em 13 de julho, às 6h45.
Trajetória do Brasil na VNL 2025
O desempenho da Seleção Brasileira nas duas primeiras semanas da VNL 2025 foi marcado por consistência. No Rio de Janeiro, o time venceu três dos quatro jogos disputados, com destaque para a vitória sobre os Estados Unidos, mas sofreu um revés contra a Itália, atual campeã olímpica e líder invicta da competição. A derrota por 3 sets a 1 expôs a necessidade de ajustes na defesa, o que pode ter motivado a convocação de Marcelle.
Na segunda semana, em Istambul, o Brasil enfrentou Bélgica, Turquia, Coreia do Sul e República Dominicana, conquistando quatro vitórias expressivas. A ponteira Júlia Bergmann, uma das principais armas ofensivas, foi destaque, assim como a levantadora Macris Carneiro, que comandou o jogo com precisão. A vitória por 3 sets a 1 contra a Bélgica, em um confronto equilibrado, reforçou a solidez do grupo.
Com 20 pontos na tabela geral, o Brasil está bem posicionado para garantir uma das oito vagas nas finais, que serão disputadas de 23 a 27 de julho em Łódź, Polônia. A Itália lidera com 22 pontos, seguida pela Polônia, com 21, ambas com campanhas sólidas. A consistência do Brasil, que venceu sete dos oito jogos disputados, coloca o time em vantagem, mas os confrontos da terceira semana serão decisivos.
Quem é Marcelle Arruda
Marcelle Arruda, de 23 anos, é uma das promessas do voleibol brasileiro. Natural de São Paulo, a líbero ganhou destaque na Superliga feminina, onde se destacou pela agilidade e eficiência na defesa. Sua convocação para a VNL 2025 é um marco em sua carreira, já que ela nunca havia sido inscrita na competição.
A lesão no joelho, sofrida pouco antes do início da VNL, foi um obstáculo, mas a recuperação rápida permitiu que ela voltasse à lista de Zé Roberto. Sua estreia na competição internacional é vista como uma oportunidade de mostrar seu potencial em um cenário de alta pressão.
A líbero se junta a um elenco experiente, que inclui nomes como:
- Gabi Guimarães, capitã e ponteira referência no ataque;
- Macris Carneiro, levantadora com passagens marcantes pela seleção;
- Júlia Bergmann, jovem ponteira em ascensão;
- Lorena, central com forte presença no bloqueio.
A inclusão de Marcelle reforça a aposta em renovação, sem abrir mão da experiência de jogadoras consagradas.
Desafios da terceira semana
A etapa de Chiba apresenta adversários com diferentes estilos de jogo. A Bulgária, primeira adversária, não está entre as favoritas, mas pode surpreender com jogadoras jovens e agressivas. A França, em seguida, busca consolidar sua posição no cenário internacional, enquanto a Polônia, vice-líder da VNL, é um dos maiores desafios, com destaque para a oposta Magdalena Stysiak.
O confronto contra o Japão, anfitrião da etapa, encerra a participação brasileira na fase classificatória. A equipe japonesa, conhecida pela velocidade e precisão, conta com o apoio da torcida e promete um jogo equilibrado. A aclimatação em Tóquio será essencial para que o Brasil mantenha o ritmo contra essas equipes.
O sistema de pontuação da VNL, que concede 3 pontos para vitórias por 3-0 ou 3-1, 2 pontos para 3-2 e 1 ponto para derrotas por 2-3, exige que o Brasil maximize seus resultados. Cada set disputado pode influenciar a classificação final, especialmente em um cenário de empate com outras equipes.
Elenco brasileiro em Chiba
O Brasil viajou com um elenco de 14 jogadoras, mantendo a base das semanas anteriores, com a exceção da saída de Kika Motta e da ponteira Aline Segato. A lista completa é composta por:
- Levantadoras: Macris Carneiro e Roberta Ratzke;
- Opostas: Jheovana, Kisy Nascimento, Rosamaria Montibeller e Tainara Santos;
- Ponteiras: Ana Cristina, Gabi Guimarães, Helena Wenk e Júlia Bergmann;
- Centrais: Diana Alecrim, Julia Kudiess, Lorena Viezel e Luzia Batista;
- Líberos: Laís Vasques e Marcelle Arruda.
A combinação de youth e experiência é uma das forças do time, que busca o primeiro título da VNL, após três vice-campeonatos (2019, 2021 e 2022). A presença de jogadoras como Gabi, bicampeã olímpica, e jovens como Ana Cristina, eleita a melhor ponteira da última Superliga, dá ao Brasil um equilíbrio tático.
Importância da VNL 2025
A Volleyball Nations League é uma das principais competições do calendário internacional, reunindo as 18 melhores seleções do mundo. Além de ser uma preparação para o ciclo olímpico de 2028, a VNL 2025 é uma oportunidade para consolidar posições no ranking mundial da FIVB. O Brasil, atualmente na segunda posição, atrás apenas da Itália, busca manter sua relevância no cenário global.
A competição, que começou em 4 de junho, já passou por cidades como Rio de Janeiro, Ottawa e Pequim na primeira semana, e Istambul, Hong Kong e Belgrado na segunda. A expansão para 18 equipes, com a inclusão de República Tcheca e Bélgica, aumentou a competitividade, com 216 partidas na fase preliminar.
As finais, em Łódź, contarão com as oito melhores equipes, sendo a Polônia, anfitriã, já garantida. O Brasil precisa de pelo menos duas vitórias na terceira semana para assegurar sua vaga sem depender de outros resultados.
Adaptação ao Japão
O fuso horário de 12 horas à frente de Brasília é um dos maiores desafios para a equipe brasileira. A aclimatação, que inclui treinos leves e ajustes no sono, visa minimizar o impacto do jet lag. O ginásio de Chiba, palco dos jogos, é conhecido por sua estrutura moderna, o que facilita a preparação das equipes.
A escolha de Tóquio como base para a aclimatação reflete a estratégia de antecipar a adaptação ao clima úmido e às condições do verão japonês. A experiência de Zé Roberto, que comanda a seleção desde 2004, será crucial para gerenciar o desgaste físico das atletas em uma competição tão intensa.
Histórico do Brasil na VNL
Desde a criação da VNL, em 2018, o Brasil é uma das equipes mais consistentes, alcançando as finais em quatro edições (2019, 2021, 2022 e 2024). Apesar dos três vice-campeonatos, o título ainda é uma meta não alcançada. Em 2024, a equipe terminou em quarto lugar, perdendo para a Polônia na disputa pelo bronze.
A campanha de 2025, até o momento, é uma das melhores do Brasil na história da competição, com 87,5% de aproveitamento. A derrota para a Itália na primeira semana foi um alerta, mas a recuperação em Istambul mostrou a resiliência do grupo. A terceira semana será um teste definitivo para as ambições brasileiras.
Expectativas para Chiba
A torcida brasileira espera que o time mantenha o nível apresentado nas etapas anteriores. A estreia de Marcelle Arruda é um dos pontos de atenção, já que sua atuação pode influenciar a confiança da equipe na defesa. A liderança de Gabi Guimarães, tanto dentro quanto fora de quadra, será fundamental para motivar o grupo em um ambiente competitivo.
Os confrontos contra Polônia e Japão são vistos como os mais difíceis, mas a Bulgária e a França também exigirão concentração. A VNL 2025 é uma oportunidade para o Brasil consolidar sua posição como uma das potências do voleibol mundial, especialmente após a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.







