Jurassic World Rebirth estreia com nota B no CinemaScore e abre caminho para Superman

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Jurassic World Rebirth Foto: Jurassic World Rebirth - Foto: Divulgação

Jurassic World Rebirth, o mais recente capítulo da icônica franquia de dinossauros, estreou nos cinemas norte-americanos em 2 de julho de 2025, conquistando uma nota B no CinemaScore, a segunda mais baixa da série. Dirigido por Gareth Edwards e estrelado por Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey, o filme arrecadou US$ 28 milhões em seu primeiro dia nos Estados Unidos, projetando uma abertura de US$ 127 milhões no feriado prolongado de 4 de julho. Apesar das críticas mistas, com 54% de aprovação no Rotten Tomatoes, a recepção do público indica um desempenho sólido, que pode beneficiar a estreia de Superman, próximo grande lançamento da temporada. A combinação de ação, suspense e novos dinossauros mutantes atraiu multidões, enquanto o mercado cinematográfico se prepara para um julho competitivo.

A franquia Jurassic Park, que já arrecadou mais de US$ 6,1 bilhões globalmente, continua a atrair público mesmo com avaliações medianas. A nota B, embora inferior à média da série, reflete uma recepção aceitável, superando apenas Jurassic Park III, que marcou B-. O filme, descrito como uma reinvenção, foca em uma missão de extração de DNA em uma ilha repleta de criaturas mutantes, trazendo uma abordagem mais sombria, com elementos de horror e suspense. A bilheteria inicial sugere que o apelo dos dinossauros permanece forte, especialmente em um fim de semana festivo.

  • Principais destaques da estreia:
    • Arrecadação de US$ 28 milhões no primeiro dia nos EUA.
    • Projeção de US$ 127 milhões no feriado de 4 de julho.
    • Nota B no CinemaScore, a segunda mais baixa da franquia.
    • Elenco estelar liderado por Scarlett Johansson e Mahershala Ali.

O desempenho de Rebirth é um termômetro para o mercado cinematográfico, que aguarda a chegada de Superman na semana seguinte, seguido por The Fantastic Four: First Steps. A capacidade do filme de atrair público, mesmo com críticas divisivas, sinaliza um cenário otimista para blockbusters de julho.

Recepção do público e crítica
A nota B no CinemaScore, embora não excepcional, indica que o público encontrou qualidades no filme, como as sequências de ação e os efeitos visuais. Diferentemente dos filmes anteriores, que frequentemente alcançavam A ou A-, Rebirth apostou em uma narrativa independente, sem conexão direta com a trilogia Jurassic World. Críticos, por outro lado, apontaram a falta de desenvolvimento dos personagens e a reciclagem de ideias dos filmes anteriores, resultando em uma aprovação de 54% no Rotten Tomatoes, com 95 avaliações registradas até o momento. Apesar disso, a bilheteria inicial demonstra que o fascínio por dinossauros ainda impulsiona as vendas de ingressos.

Alguns espectadores elogiaram a direção de Gareth Edwards, conhecido por Rogue One, que trouxe uma estética mais sombria, com influências de Jaws e Alien. A presença de dinossauros menos conhecidos, como o Mosasaurus e o Quetzalcoatlus, também foi um diferencial, reduzindo o foco em velociraptors e T-Rex. No entanto, a audiência no Rotten Tomatoes deu ao filme uma pontuação de 74%, inferior à de Jurassic World Dominion (77%), sugerindo que o entusiasmo do público é moderado.

Bilheteria e projeções
Jurassic World Rebirth estreou em 4.308 cinemas nos Estados Unidos, aproveitando o feriado prolongado de 4 de julho. A arrecadação de US$ 28 milhões na quarta-feira inicial é um indicativo de força, com projeções apontando para uma abertura doméstica de US$ 127 milhões e mais de US$ 250 milhões globalmente até o fim do fim de semana. Comparado aos filmes anteriores da franquia, o desempenho está dentro das expectativas, embora abaixo dos US$ 145 milhões de Jurassic World Dominion em 2022.

O mercado internacional também contribuiu significativamente, com estreias em países como Reino Unido, China, Alemanha e Coreia do Sul. A Universal, estúdio por trás do filme, promoveu exibições antecipadas em eventos como o CineEurope, em Barcelona, e estreias em Londres, Berlim e Paris, gerando buzz antes do lançamento. A combinação de formatos premium, como telas IMAX e PLF, impulsionou a venda de ingressos, especialmente para famílias e fãs da franquia.

Influência de Steven Spielberg
Steven Spielberg, produtor executivo de Rebirth, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do filme. Trabalhando com o roteirista David Koepp, que escreveu os dois primeiros filmes da franquia, Spielberg enfatizou a importância de manter o espírito do Jurassic Park original, com foco em suspense e maravilha. Koepp revelou que Spielberg sugeriu elementos específicos, como a exploração de uma ilha abandonada e o uso de dinossauros mutantes, para diferenciar Rebirth dos capítulos anteriores. Essa abordagem buscou resgatar a essência da franquia, embora alguns críticos tenham apontado que o filme não alcança a inovação do clássico de 1993.

A influência de Spielberg também se reflete na escolha de Gareth Edwards como diretor. Conhecido por sua habilidade em criar visuais impactantes, Edwards trouxe uma perspectiva fresca, com sequências aquáticas e aéreas que destacam novos dinossauros. A trilha sonora, composta por Alexandre Desplat, adapta temas de John Williams, mas com uma intensidade que amplifica o tom de aventura e perigo.

Dinossauros mutantes em destaque
Rebirth introduz dinossauros geneticamente modificados, como o Distortus Rex, descrito como uma fusão de T-Rex com elementos de design reminiscentes de criaturas de H.R. Giger. Outra novidade é o Mutadon, uma combinação de raptor e pterossauro, que adiciona camadas de terror à narrativa. Essas criaturas, resultado de experimentos científicos abandonados, habitam uma ilha onde a equipe de Zora Bennett, interpretada por Scarlett Johansson, busca amostras de DNA para desenvolver uma droga revolucionária.

  • Dinossauros em foco:
    • Distortus Rex: Um predador de seis membros, com aparência alienígena.
    • Mutadon: Híbrido de raptor e pterossauro, ágil e letal.
    • Mosasaurus: Domina sequências aquáticas, com maior tempo de tela.
    • Quetzalcoatlus: Dinossauro voador que protagoniza momentos aéreos.

A escolha de dinossauros menos familiares reflete a intenção de inovar, mas alguns fãs expressaram saudades dos ícones tradicionais da franquia, como o T-Rex, que aparece apenas em cameos.

Elenco estelar e personagens
O filme apresenta um elenco de peso, liderado por Scarlett Johansson como Zora Bennett, uma agente de operações secretas. Mahershala Ali interpreta Duncan, um membro da equipe de extração, enquanto Jonathan Bailey, com 5,4 milhões de seguidores no Instagram, atraiu atenção como uma das estrelas de maior apelo nas redes sociais. Outros nomes, como Rupert Friend, Manuel Garcia-Rulfo e Ed Skrein, completam o time, que enfrenta os perigos da ilha. Apesar do talento, críticos apontaram que os personagens carecem de profundidade, com motivações centradas em recompensas financeiras, o que limitou a conexão emocional com o público.

A narrativa foca em uma missão para coletar DNA de dinossauros, que poderia salvar milhões de vidas por meio de uma nova droga. A trama, embora simples, mantém o ritmo com sequências de ação intensas, como o confronto com o Distortus Rex e a fuga de um naufrágio. A escolha de um enredo independente, sem laços com os personagens de Dominion, foi uma decisão arriscada, mas permitiu que Rebirth se destacasse como um ponto de partida para novos fãs.

Comparação com a franquia
A franquia Jurassic Park é conhecida por sua consistência em atrair público, mesmo com altos e baixos na qualidade. O primeiro filme, de 1993, e Jurassic World, de 2015, são os únicos com pontuações “Fresh” no Rotten Tomatoes, com 91% e 72%, respectivamente. Os demais variam entre 29% (Dominion) e 56% (The Lost World). Rebirth, com 54%, posiciona-se como o quarto melhor avaliado, superando Fallen Kingdom (47%) e Dominion. No CinemaScore, apenas Jurassic Park e Jurassic World alcançaram nota A, enquanto Rebirth se alinha com a média da série.

  • Pontuações no CinemaScore:
    • Jurassic Park (1993): A
    • Jurassic World (2015): A
    • Jurassic World: Fallen Kingdom (2018): A-
    • Jurassic World Dominion (2022): A-
    • Jurassic World Rebirth (2025): B

A queda na pontuação reflete uma mudança no tom do filme, que abandona a grandiosidade dos parques temáticos em favor de uma aventura mais contida e sombria. Ainda assim, a bilheteria sugere que a marca Jurassic continua relevante.

Expectativas para Superman
A estreia de Rebirth é vista como um indicativo do apetite do público por blockbusters em julho de 2025, um mês repleto de grandes lançamentos. Superman, dirigido por James Gunn, chega aos cinemas na semana seguinte, seguido por The Fantastic Four: First Steps. A capacidade de Rebirth de atrair multidões, mesmo com uma nota B, sugere que o público está disposto a comparecer às salas de cinema, especialmente em um feriado. A Universal aposta que o desempenho inicial de Rebirth, aliado ao boca-a-boca, manterá o filme competitivo, enquanto Superman se beneficia do hype gerado por um mercado aquecido.

O filme de Gunn, que promete uma abordagem renovada do herói, enfrenta menos pressão crítica inicial, já que não carrega o peso de uma franquia com sete filmes. A presença de Rebirth como um “aquecimento” pode ajudar a sustentar o interesse por grandes produções, especialmente entre o público jovem e famílias, que formam a base de espectadores de ambos os filmes.

Futuro da franquia Jurassic
Embora concebido como um filme independente, Rebirth deixa espaço para sequências, com um final que preserva os protagonistas e introduz questões éticas sobre o uso do DNA dos dinossauros. Gareth Edwards expressou interesse em explorar um novo “Jurassic Age”, inspirado em narrativas como Planeta dos Macacos, mas destacou que não há planos concretos para uma continuação. A Universal, no entanto, tem histórico de capitalizar o sucesso da franquia, e a bilheteria global projetada em US$ 260 milhões reforça a viabilidade de novos projetos.

A ausência de cenas pós-créditos, uma novidade na franquia, reforça a intenção de Rebirth como um capítulo fechado. Ainda assim, o estúdio pode considerar o retorno de personagens como Zora Bennett, especialmente com o apelo comercial de Scarlett Johansson. O foco em dinossauros mutantes também abre possibilidades narrativas, como a exploração de novas ilhas ou o impacto do DNA liberado no final do filme.

Curiosidades da produção
A produção de Rebirth foi marcada por um cronograma apertado, com menos tempo para pós-produção do que os filmes anteriores. Isso resultou em críticas sobre o design de algumas criaturas, descritas como menos polidas em comparação com os dinossauros clássicos. Apesar disso, a Universal investiu em uma campanha de marketing robusta, com exibições em eventos globais e uma trilha sonora que resgata a nostalgia da franquia.

  • Fatos sobre a produção:
    • Filmado em menos de um ano, sob pressão para a estreia de julho.
    • Gareth Edwards alterou o final para preservar um personagem importante.
    • Spielberg supervisionou o roteiro, garantindo fidelidade à visão original.
    • Trilha de Alexandre Desplat amplifica temas de John Williams.

O envolvimento de David Koepp, que retorna após escrever os dois primeiros filmes, foi um esforço para reconectar Rebirth com as raízes da franquia, embora o resultado tenha dividido opiniões.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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