Manchester City e Inter de Milão caem cedo no Mundial de Clubes 2025Por Janderson
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A Copa do Mundo de Clubes de 2025, realizada nos Estados Unidos entre 15 de junho e 13 de julho, prometia ser um marco no futebol mundial, reunindo 32 clubes de todos os continentes em um formato renovado. No entanto, o torneio revelou surpresas amargas para alguns gigantes do esporte. Equipes como Atlético de Madrid, Manchester City, Inter de Milão, Porto, River Plate e Boca Juniors, que chegaram com expectativas elevadas, deixaram a competição com atuações abaixo do esperado, seja por eliminações precoces ou desempenhos apáticos. O que levou esses clubes a decepcionarem? Fatores como falta de consistência, falhas táticas e a força de adversários menos cotados explicam o fracasso desses favoritos.
A competição, disputada em moldes semelhantes à antiga Copa do Mundo de seleções, com fase de grupos seguida de mata-mata, expôs vulnerabilidades inesperadas. Times tradicionais, acostumados a brilhar em seus continentes, não conseguiram se adaptar ao ritmo intenso e à diversidade de estilos do torneio. Abaixo, os principais pontos que marcaram as campanhas frustrantes desses gigantes:
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- Goleadas sofridas: O Atlético de Madrid foi humilhado pelo PSG na estreia, sofrendo um 4 a 0 que abalou sua confiança.
- Eliminações inesperadas: Manchester City e Inter de Milão, apesar de campanhas sólidas na fase inicial, caíram nas oitavas de final.
- Desempenho abaixo da crítica: Porto e Boca Juniors deixaram o torneio sem brilho, com o Porto sem uma única vitória e o Boca empatando com um time semiprofissional.
O torneio, que teve brasileiros como Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Flamengo avançando às fases decisivas, revelou que a força do futebol sul-americano e de equipes emergentes, como o Al-Hilal, não pode ser subestimada. A seguir, uma análise detalhada das decepções que marcaram a competição.
Atlético de Madrid: uma estreia para esquecer
O Atlético de Madrid, treinado por Diego Simeone, chegou aos Estados Unidos com a reputação de um time sólido e competitivo, mas sua campanha foi um verdadeiro pesadelo. Na estreia, o clube espanhol sofreu uma goleada de 4 a 0 para o Paris Saint-Germain, o pior resultado de um time europeu na competição. A defesa, normalmente um ponto forte, foi facilmente superada pelos ataques liderados por Dembélé e Doué. A partida expôs falhas táticas e uma falta de intensidade que não condizia com o histórico do clube.
Nos jogos seguintes, o Atlético tentou se recuperar, mas o desempenho continuou abaixo do esperado. Contra o Botafogo, a vitória por 1 a 0 foi insuficiente para garantir a classificação, já que o saldo de gols não favoreceu os espanhóis. A apatia em campo gerou críticas na imprensa local, com torcedores questionando a preparação da equipe para o torneio. Jogadores como Javi Galán e Sorloth, que deveriam ser protagonistas, tiveram atuações apagadas, contribuindo para a eliminação precoce na fase de grupos.
Manchester City: o favorito que não engrenou
O Manchester City, comandado por Pep Guardiola, entrou na Copa do Mundo de Clubes com a missão de superar uma temporada irregular na Premier League. Na fase de grupos, o time inglês foi impecável, conquistando três vitórias e a melhor campanha geral. A expectativa era de que o City, reforçado e motivado, finalmente mostrasse sua força. No entanto, nas oitavas de final, a equipe enfrentou o Al-Hilal, da Arábia Saudita, e foi surpreendentemente derrotada.
A eliminação revelou problemas que já vinham se acumulando. Apesar do elenco estrelado, com nomes como Haaland e De Bruyne, o City mostrou dificuldades para manter a consistência em momentos decisivos. A derrota para o Al-Hilal, impulsionada por uma atuação inspirada de Marcos Leonardo, foi um golpe duro para Guardiola, que viu sua estratégia desmoronar. A imprensa inglesa destacou a falta de criatividade no meio-campo e a incapacidade de reagir sob pressão, reacendendo debates sobre o futuro do técnico no clube.
Inter de Milão: crise após eliminação
A Inter de Milão, vice-campeã da Liga dos Campeões da Uefa, era vista como uma das favoritas ao título. Sob o comando de Cristian Chivu, que assumiu após a saída de Simone Inzaghi, o clube italiano começou a competição com um empate contra o Monterrey, mas conseguiu liderar o Grupo E. A classificação para as oitavas de final trouxe otimismo, mas a derrota por 2 a 0 para o Fluminense acabou com as esperanças nerazzurri.
O jogo contra o Fluminense foi marcado por uma atuação sem inspiração, com o atacante Lautaro Martínez expressando publicamente sua frustração com o desempenho coletivo. A eliminação gerou uma crise interna, com discussões entre jogadores e críticas ao novo treinador. A imprensa italiana apontou a falta de liderança em campo e a dificuldade de adaptação ao estilo de jogo sul-americano como fatores decisivos para o fracasso. A derrota também reacendeu debates sobre a necessidade de reforços para a próxima temporada.
Porto: sem vitórias e com demissão
O Porto teve uma das campanhas mais decepcionantes do torneio. Inserido no Grupo A, ao lado de Palmeiras, Inter Miami e Al Ahly, o clube português não conseguiu nenhuma vitória, somando apenas dois pontos. O desempenho pífio culminou na demissão do técnico Martín Anselmi, que deixou o cargo menos de seis meses após sua contratação. A torcida, furiosa, protestou no desembarque da equipe em Portugal, exigindo mudanças na gestão do clube.
A falta de competitividade do Porto foi evidente em todos os jogos. Contra o Palmeiras, o empate em 0 a 0 foi um reflexo da incapacidade ofensiva da equipe. A derrota para o Inter Miami, liderado por Lionel Messi, expôs ainda mais as fragilidades defensivas. A imprensa portuguesa classificou a campanha como uma das piores da história recente do clube, levantando questões sobre o planejamento para a competição global.
River Plate: a queda do gigante argentino
O futebol sul-americano brilhou na fase de grupos, mas o River Plate não conseguiu acompanhar o ritmo dos brasileiros. O clube argentino, que venceu a Libertadores em 2018, teve uma campanha irregular no Grupo E. A única vitória veio contra o Urawa Reds, seguida por um empate com o Monterrey e uma derrota para a Inter de Milão. O terceiro lugar no grupo marcou a eliminação precoce de uma equipe que era cotada para avançar.
Jogadores como Miguel Borja, que assumiu a titularidade após a lesão de Driussi, desperdiçaram chances claras, comprometendo o desempenho ofensivo. A falta de consistência tática e a dificuldade em lidar com adversários mais organizados foram apontadas como as principais razões para o fracasso. A eliminação gerou críticas da torcida, que esperava uma campanha mais robusta em um torneio de tamanha visibilidade.
Boca Juniors: empate humilhante
O Boca Juniors, outro gigante argentino, também decepcionou no Mundial de Clubes. No Grupo B, ao lado de Bayern de Munique, Benfica e Auckland City, o clube terminou em terceiro lugar. A eliminação não foi uma surpresa completa, dado o nível dos adversários europeus, mas o empate em 1 a 1 com o Auckland City, um time semiprofissional, foi um golpe na reputação do clube.
A campanha do Boca foi marcada por problemas internos e lesões. Edinson Cavani, principal estrela da equipe, perdeu os dois primeiros jogos e teve uma atuação apagada contra o Auckland. A falta de entrosamento e a incapacidade de impor seu jogo contra adversários mais fracos geraram críticas na Argentina. A imprensa local destacou que o clube precisa de uma reformulação para voltar a competir em alto nível internacionalmente.
Fatores que explicam as decepções
As eliminações precoces de equipes como Atlético de Madrid, Manchester City, Inter de Milão, Porto, River Plate e Boca Juniors revelam padrões comuns. Abaixo, alguns dos principais fatores que contribuíram para o fracasso desses gigantes:
- Falta de adaptação: O formato intenso do torneio, com jogos em sequência e adversários de estilos variados, pegou algumas equipes desprevenidas.
- Problemas táticos: Times como Atlético de Madrid e Porto sofreram com estratégias mal executadas, especialmente na defesa.
- Lesões e desfalques: Jogadores-chave, como Cavani no Boca e Mbappé no Real Madrid (em outros contextos), não estavam em plenas condições.
- Subestimação de adversários: Equipes como Al-Hilal e Fluminense mostraram que clubes de fora da Europa podem ser letais.
- Pressão interna: Crises de vestiário, como na Inter de Milão, e protestos de torcedores, como no Porto, afetaram o desempenho.
Reações e consequências
A eliminação precoce gerou consequências imediatas para alguns clubes. No Porto, a demissão de Martín Anselmi foi apenas o começo de uma reformulação prometida pela diretoria. No Botafogo, que também enfrentou críticas após a derrota nas oitavas para o Palmeiras, o técnico Renato Paiva foi dispensado, com o dono da SAF, John Textor, sendo alvo de polêmicas. A Inter de Milão, por sua vez, viu o clima entre os jogadores se deteriorar, com discussões públicas que podem impactar a temporada europeia.
Na Argentina, River Plate e Boca Juniors enfrentam pressão para explicar suas campanhas abaixo do esperado. A imprensa local questiona a preparação física e tática das equipes, enquanto os torcedores exigem mudanças nos elencos. Já o Manchester City, apesar da eliminação, mantém Pep Guardiola no comando, mas o técnico enfrenta o desafio de recuperar a confiança do elenco para a Premier League.
O brilho dos brasileiros e emergentes
Enquanto os gigantes tropeçavam, equipes brasileiras como Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Flamengo se destacaram. O Fluminense, por exemplo, eliminou a Inter de Milão com uma vitória convincente, enquanto o Palmeiras avançou com solidez. O Al-Hilal, da Arábia Saudita, também surpreendeu ao derrotar o Manchester City, mostrando o crescimento do futebol asiático. Essas atuações reforçam que o Mundial de Clubes é um torneio imprevisível, onde a preparação e a adaptação são tão importantes quanto a tradição.
Legado do torneio
A Copa do Mundo de Clubes de 2025, apesar das decepções de alguns favoritos, consolidou-se como um evento de alto nível competitivo. A presença de 32 equipes, representando todas as confederações, trouxe diversidade e emoção. Os estádios americanos registraram uma média de 42 mil torcedores por jogo nas oitavas de final, refletindo o interesse global na competição. Para os clubes eliminados, o torneio serve como um alerta: em um cenário cada vez mais globalizado, subestimar adversários ou negligenciar a preparação pode custar caro.















