VNL 2025: Brasil encara quatro jogos decisivos em Chiba a partir de quarta

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Vôlei feminino Foto: Vôlei feminino - Foto: DZ Lab/ Istockphoto.com

A terceira semana da Liga das Nações de Vôlei (VNL) feminina 2025, última etapa classificatória, tem início nesta quarta-feira, 9 de julho, em Chiba, no Japão, com a seleção brasileira feminina estreando contra a Bulgária às 0h (horário de Brasília). A competição, que reúne 18 seleções, definirá as oito equipes classificadas para a fase final, marcada para Lódz, na Polônia, entre 23 e 27 de julho. O Brasil, atualmente na terceira posição com 20 pontos, busca consolidar sua vaga no mata-mata em quatro jogos decisivos. A etapa, realizada simultaneamente no Japão, Países Baixos e Estados Unidos, também determinará a equipe rebaixada da edição. Com transmissão pelo Sportv 2 e VBTV, a VNL promete embates intensos até domingo, 13 de julho.

A competição chega à reta final com a tabela acirrada. A Itália lidera com 22 pontos, seguida pela Polônia, com 21, e o Brasil, com 20. As partidas desta semana serão disputadas em três sedes: Chiba, Apeldoorn (Países Baixos) e Arlington (Estados Unidos). Cada seleção disputará quatro jogos, totalizando 36 confrontos ao longo de cinco dias. A Polônia, por ser anfitriã da fase final, já tem vaga garantida, o que pode limitar a classificação a sete equipes caso termine fora das oito primeiras posições.

  • Principais jogos do Brasil na terceira semana:
    • Bulgária x Brasil (9/7, 0h, Chiba)
    • França x Brasil (10/7, 3h30, Chiba)
    • Polônia x Brasil (11/7, 7h20, Chiba)
    • Japão x Brasil (13/7, 6h45, Chiba)

A campanha brasileira tem sido marcada por consistência, com sete vitórias em oito jogos, incluindo um 3 a 0 contra a Tchéquia e um 3 a 1 sobre a Bélgica na segunda semana, em Istambul. A única derrota foi para a Itália, na estreia, no Rio de Janeiro.

Desafios da última etapa
O Brasil enfrentará adversárias com diferentes níveis de dificuldade. A Bulgária, primeira oponente, ocupa as posições intermediárias da tabela, mas pode surpreender com jogadoras experientes. Já a Polônia, vice-líder, promete um confronto direto pela ponta, enquanto o Japão, jogando em casa, contará com o apoio da torcida. A França, por sua vez, busca evitar o rebaixamento, o que torna o jogo imprevisível. A seleção comandada por José Roberto Guimarães aposta na força de jogadoras como Júlia Bergmann, destaque no ataque, e Macris, precisão nos levantamentos, para manter o ritmo.

O técnico brasileiro ajustou a equipe após a derrota inicial, promovendo maior entrosamento. Na segunda semana, a recepção, liderada por Bergmann, foi um dos pontos altos, enquanto Lorena se consolidou como referência no ataque. A estratégia para Chiba será manter a agressividade no saque e a solidez no bloqueio, que renderam bons resultados contra equipes como Bélgica e Tchéquia.

Estrutura da competição
A VNL feminina 2025 reúne 18 seleções em um formato dinâmico:

  • Cada equipe disputa 12 jogos na fase classificatória, divididos em três semanas.
  • As oito melhores avançam às quartas de final, com confrontos eliminatórios até a decisão.
  • A última colocada será rebaixada, dando lugar a uma nova seleção em 2026.
  • A fase final, em Lódz, terá quartas, semifinais e final em cinco dias.

A divisão geográfica das sedes nesta semana reflete a globalização do torneio. Enquanto Chiba recebe jogos de Brasil, Japão e Polônia, Apeldoorn sedia partidas de Itália, Sérvia e Turquia. Arlington, nos Estados Unidos, concentra confrontos como China x Estados Unidos. Essa logística garante maior visibilidade à competição, que atrai milhões de espectadores em transmissões ao vivo e plataformas de streaming.

Destaques individuais e coletivos
Júlia Bergmann tem se destacado como uma das principais pontuadoras do Brasil, com ataques precisos e presença constante na recepção. Macris, por sua vez, coordena o jogo com levantamentos que exploram a velocidade das centrais e ponteiras. A equipe brasileira também conta com a experiência de Gabi, que retorna após lesão, e a juventude de Lorena, que ganhou espaço na segunda semana. A combinação de veteranas e novatas tem sido um trunfo para Zé Roberto, que busca o primeiro título da VNL para o Brasil.

Outras seleções também apresentam estrelas. A Itália, invicta, conta com a oposta Egonu, maior pontuadora do torneio. A Polônia aposta na central Stysiak, enquanto o Japão tem a levantadora Hayashi como referência. Esses nomes elevam o nível técnico da competição, que se consolida como um dos principais eventos do vôlei mundial.

Jogos em outras sedes
Além dos confrontos em Chiba, Apeldoorn será palco de duelos decisivos. A Itália enfrenta Bélgica e Sérvia, enquanto a Turquia encara a Tchéquia. Nos Estados Unidos, a China, que busca recuperação após resultados irregulares, mede forças com a República Dominicana e os Estados Unidos. A Alemanha, em ascensão, enfrenta o Canadá em Arlington, num jogo que pode definir posições intermediárias na tabela.

A distribuição geográfica dos jogos exige adaptação das equipes a fusos horários e condições locais. Para o Brasil, atuar no Japão representa um desafio logístico, mas também uma oportunidade de se conectar com a torcida asiática, que lota ginásios em partidas da VNL.

Histórico recente do Brasil
A seleção brasileira feminina tem um retrospecto sólido na VNL. Em 2024, o Brasil terminou em terceiro lugar, com destaque para a vitória sobre a Turquia nas quartas de final. A edição de 2025 marca a sétima participação consecutiva do país na competição, que substituiu a antiga Grand Prix em 2018. Desde então, o Brasil acumula duas medalhas de bronze, mas ainda busca o ouro, que escapou nas finais de 2021 e 2022.

A derrota para a Itália na primeira semana expôs fragilidades no passe, corrigidas na etapa de Istambul. A evolução do time é evidente, com maior equilíbrio entre defesa e ataque. Zé Roberto, tricampeão olímpico, aposta na experiência de suas jogadoras para superar a pressão da reta final.

Equipes na luta contra o rebaixamento
A Coreia do Sul, lanterna com apenas uma vitória, é a principal candidata ao rebaixamento. A França, penúltima, enfrenta um calendário difícil, incluindo jogos contra Brasil e Japão. A Bulgária, adversária da estreia brasileira, também está na zona de risco, o que torna o confronto inicial ainda mais estratégico. A equipe rebaixada perderá o direito de disputar a VNL 2026, sendo substituída por uma seleção da Challenger Cup, torneio de acesso.

Transmissão e engajamento
Os jogos do Brasil terão transmissão ao vivo no Sportv 2, com narração e comentários especializados. A plataforma VBTV oferece streaming de todas as partidas, mediante assinatura, enquanto o portal GE acompanha alguns jogos em tempo real. A audiência da VNL cresce a cada edição, impulsionada por redes sociais e campanhas da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). No Brasil, a torcida se mobiliza em plataformas como o X, compartilhando lances e apoio às jogadoras.

Equilíbrio na tabela
A classificação atual reflete o equilíbrio da VNL 2025. Após a Itália (22 pontos), Polônia (21) e Brasil (20), aparecem Turquia (19), Japão (18) e Estados Unidos (17). Sérvia e China, com 16 pontos cada, completam o grupo das oito primeiras. A proximidade na pontuação torna cada jogo decisivo, especialmente para equipes como Canadá e Alemanha, que ainda sonham com a classificação.

Preparação para a fase final
As equipes classificadas para Lódz enfrentarão um mata-mata intenso, com jogos diários entre 23 e 27 de julho. A Polônia, garantida, planeja usar a torcida local como vantagem, enquanto Itália e Brasil despontam como favoritas ao título. A VNL feminina 2025 é vista como um termômetro para os Jogos Olímpicos de 2028, já que muitas seleções testam formações e estratégias na competição.

Calendário apertado
A terceira semana tem jogos distribuídos em horários variados, com destaque para:

  • Itália x Sérvia (10/7, 12h, Apeldoorn)
  • China x Estados Unidos (13/7, 21h, Arlington)
  • Japão x Polônia (12/7, 7h20, Chiba)
    A maratona de partidas exige preparo físico e mental, especialmente para equipes como o Brasil, que enfrentam adversárias em sequência com pouco intervalo.

A edição deste ano trouxe inovações, como o uso ampliado do vídeo-desafio, que reduz erros de arbitragem. A FIVB também investiu em sustentabilidade, com ginásios equipados com energia renovável. A presença de 18 seleções, um recorde, reflete a expansão do vôlei feminino, com países como a República Tcheca ganhando espaço no cenário internacional.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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