VNL feminina 2025: Brasil enfrenta Japão em clássico decisivo em ChibaPor Carolina Costa
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A Seleção Brasileira de vôlei feminino entra em quadra neste domingo, 13 de julho, para enfrentar o Japão, em Chiba, pela terceira e última semana da fase classificatória da Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminina 2025. O jogo, marcado para as 7h20 (horário de Brasília), terá transmissão ao vivo pelo SporTV 2 e pela plataforma de streaming VBTV. Já classificada para as quartas de final, a equipe comandada por José Roberto Guimarães busca consolidar sua posição na vice-liderança da tabela, com 25 pontos, atrás apenas da Itália. O confronto é um clássico do vôlei mundial, com histórico de embates intensos, e promete definir os rumos das equipes na reta final antes do mata-mata, que acontece entre 23 e 27 de julho, em Lódz, na Polônia. A ausência da ponteira Ana Cristina, lesionada, é um desafio para o Brasil, que enfrenta um Japão em ascensão, atualmente na terceira posição.
O embate contra as japonesas ocorre em um momento crucial da competição, que reúne 18 seleções pela primeira vez em sua história. A VNL, criada em 2018 pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), é um dos principais torneios do calendário internacional e serve como preparação para grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. O Brasil, com três vice-campeonatos (2019, 2021 e 2022), almeja o título inédito, enquanto o Japão busca surpreender após uma campanha sólida. A rivalidade entre as equipes é marcada por jogos equilibrados, especialmente nos últimos anos, com destaque para a semifinal da VNL 2024, vencida pelas asiáticas.
Além da importância tática, o jogo carrega uma carga emocional para as jogadoras brasileiras, que enfrentam a pressão de manter o bom desempenho em uma competição de alto nível. A torcida, tanto no Brasil quanto em Chiba, espera um espetáculo de técnica e estratégia, com jogadoras como Gabi Guimarães e Julia Kudiess liderando a seleção verde-amarela.
- Pontos-chave do confronto:
- Brasil ocupa a vice-liderança com 25 pontos, atrás da Itália.
- Japão está em terceiro, com um jogo a menos.
- Ana Cristina é desfalque por lesão, mas 14 jogadoras estão relacionadas.
- Transmissão ao vivo pelo SporTV 2 e VBTV, às 7h20 de Brasília.
Rivalidade histórica entre Brasil e Japão
O confronto entre Brasil e Japão na VNL feminina é um dos mais aguardados pelos fãs do vôlei. Nos últimos 14 encontros, a seleção brasileira venceu 11 vezes, mas o Japão conquistou triunfos importantes, incluindo a semifinal da VNL 2024. Esses números mostram a competitividade da rivalidade, que se intensificou nos últimos anos. Em 2024, as equipes se enfrentaram três vezes, com dois jogos decididos no tie-break, evidenciando o equilíbrio técnico entre as seleções.
No histórico geral, o Brasil leva vantagem com 16 vitórias em 20 partidas oficiais nos últimos dez anos, segundo dados da FIVB. No entanto, o Japão tem se mostrado um adversário desafiador, especialmente em casa, onde conta com o apoio da torcida e jogadoras como Sarina Koga e Yoshino Sato, que lideram o ataque asiático. A seleção brasileira, por sua vez, aposta na força do bloqueio, com destaque para Carolana Silva, e na versatilidade de suas ponteiras.
A última vitória brasileira sobre o Japão em Chiba, em 2023, foi por 3 a 2, em um jogo que durou mais de duas horas. Esse retrospecto sugere que o duelo deste domingo pode ser novamente decidido nos detalhes, com ambos os times explorando estratégias defensivas e ataques rápidos.
Desempenho do Brasil na VNL 2025
A campanha brasileira na VNL feminina 2025 tem sido marcada por consistência. Com sete vitórias em oito jogos nas duas primeiras semanas, a seleção sofreu apenas uma derrota, contra a Itália, na etapa do Rio de Janeiro. Na terceira semana, em Chiba, o Brasil venceu Bulgária (3 x 0), França (3 x 0) e Polônia (3 x 1), garantindo a classificação antecipada para o mata-mata.
A vitória contra a Polônia, vice-líder até então, foi um marco. Julia Kudiess, jovem central, bateu o recorde de Carolana Silva ao marcar 18 pontos em bloqueios, demonstrando a força defensiva da equipe. O desempenho coletivo também impressiona: o Brasil lidera as estatísticas de bloqueio e é o segundo em eficiência de ataque, atrás apenas da Itália.
Apesar do bom momento, a lesão de Ana Cristina, principal pontuadora do time com 134 pontos na competição, é uma preocupação. A jogadora de 21 anos se machucou durante o jogo contra a França e não estará disponível contra o Japão. José Roberto Guimarães, no entanto, confia na profundidade do elenco, com nomes como Rosamaria Montibeller e Thaisa Daher prontas para assumir a responsabilidade.
O que está em jogo na terceira semana
A terceira semana da VNL feminina 2025 é decisiva para definir as posições finais na tabela e os confrontos das quartas de final. As oito melhores equipes avançam para o mata-mata, que será disputado em Lódz, na Polônia. A seleção polonesa, por ser anfitriã, já tem vaga garantida, o que significa que apenas as sete melhores equipes da fase classificatória se juntarão a ela.
Para o Brasil, o jogo contra o Japão é uma oportunidade de consolidar a vice-liderança e evitar confrontos mais difíceis nas quartas de final. A tabela da FIVB estabelece que o primeiro colocado enfrenta o oitavo, o segundo enfrenta o sétimo, e assim por diante. Com 25 pontos, o Brasil está à frente do Japão, que tem um jogo a menos, mas a diferença é pequena, o que torna o duelo ainda mais relevante.
Além disso, a última semana também define a equipe que será rebaixada. A seleção que terminar em último lugar na tabela será substituída por uma nova equipe na VNL 2026, com base no ranking mundial da FIVB. Atualmente, a Bulgária, com apenas três vitórias, está entre as equipes em risco.
- Estrutura da fase final:
- Quartas de final: 23 e 24 de julho.
- Semifinais: 26 de julho.
- Disputa de bronze e final: 27 de julho.
- Sede: Atlas Arena, em Lódz, Polônia.
Destaques individuais na competição
A VNL feminina 2025 tem revelado talentos e consolidado estrelas do vôlei mundial. Pelo lado do Brasil, Gabi Guimarães é um dos pilares da equipe, com 112 pontos e liderança em recepção. Julia Kudiess, com seu recorde de bloqueios, também se destaca como uma das revelações da temporada. No Japão, Yoshino Sato impressiona com 19 pontos no jogo contra a França, enquanto Sarina Koga é a principal referência ofensiva, com 105 pontos na competição.
A ausência de Ana Cristina força o Brasil a redistribuir suas jogadas ofensivas. Rosamaria Montibeller, que marcou 15 pontos contra a Polônia, deve assumir um papel maior no ataque, enquanto Thaisa Daher, experiente central, reforça o bloqueio. No lado japonês, a velocidade de Koga e a precisão de Sato no ataque lateral são as principais armas contra a defesa brasileira.
A força do Japão em casa
Jogar em Chiba dá ao Japão uma vantagem significativa. A torcida japonesa é conhecida por criar uma atmosfera vibrante, o que pode pressionar o Brasil em momentos cruciais. Além disso, a seleção asiática tem um estilo de jogo caracterizado por defesas rápidas e ataques precisos, o que exige do Brasil uma estratégia agressiva no saque para desestabilizar a recepção adversária.
Na VNL 2025, o Japão venceu seis de seus nove jogos, com destaque para a vitória por 3 x 0 contra a França na terceira semana. A equipe aposta na consistência de suas jogadoras e na experiência de sua comissão técnica para superar o Brasil. O técnico Masayoshi Manabe, que comanda a seleção desde 2021, é conhecido por sua abordagem tática, explorando fraquezas específicas dos adversários.
Preparação tática para o clássico
José Roberto Guimarães, técnico do Brasil, tem ajustado a equipe para compensar a ausência de Ana Cristina. Durante os treinos em Chiba, o foco foi reforçar o sistema defensivo e melhorar a eficiência no contra-ataque. A estratégia brasileira deve priorizar o saque forçado para dificultar a organização japonesa, além de explorar o bloqueio, ponto forte da equipe.
Por outro lado, o Japão deve apostar em sua velocidade e na variação de jogadas para superar a defesa brasileira. A líbero Akari Yamamoto, uma das melhores da competição, é peça-chave para manter a estabilidade na recepção e permitir ataques rápidos. O confronto entre as centrais brasileiras e as atacantes japonesas será um dos pontos altos do jogo.
Importância do torneio para o vôlei mundial
A VNL feminina 2025 é mais do que uma competição anual: ela é um termômetro do nível das seleções antes de eventos como o Campeonato Mundial e os Jogos Olímpicos. Para o Brasil, que conquistou o bronze em Paris 2024, a competição é uma chance de afirmar sua posição entre as potências do vôlei. O torneio também destaca a evolução de equipes emergentes, como a Bélgica e a Tchéquia, que estreiam na edição deste ano.
Com 18 equipes, a VNL 2025 é a mais inclusiva de sua história, refletindo a expansão do vôlei global. A FIVB eliminou a Challenger Cup e integrou todas as seleções ao torneio principal, com base no ranking mundial. Essa mudança aumentou a competitividade e deu mais visibilidade a seleções menos tradicionais.
Como acompanhar o jogo
Os fãs do vôlei podem acompanhar Brasil x Japão ao vivo pelo SporTV 2, que transmite todas as partidas do Brasil na VNL 2025. A plataforma VBTV, especializada em vôlei, também oferece streaming ao vivo e reprises, permitindo que os torcedores assistam em qualquer horário. O site da Volleyball World disponibiliza estatísticas em tempo real, perfis das jogadoras e vídeos de melhores momentos, enriquecendo a experiência dos espectadores.
- Canais para assistir:
- SporTV 2: canal por assinatura, disponível em pacotes de TV.
- VBTV: streaming pago, com assinatura mensal ou anual.
- Volleyball World: plataforma oficial com estatísticas e highlights.
Expectativas para o mata-mata
Com a classificação garantida, o Brasil já mira as quartas de final, que começam em 23 de julho. A definição dos confrontos depende dos resultados da terceira semana, mas a seleção brasileira está bem posicionada para enfrentar um adversário do meio da tabela. A Itália, atual campeã e líder invicta, é a principal favorita, mas equipes como Polônia, Turquia e Estados Unidos também estão na briga pelo título.
O formato eliminatório da VNL exige consistência e preparo físico, especialmente após uma longa fase classificatória. Para o Brasil, a experiência de José Roberto Guimarães, que comanda a seleção desde 2003, será fundamental para navegar os desafios do mata-mata. A equipe busca superar as campanhas de 2019, 2021 e 2022, quando terminou com o vice-campeonato, e finalmente conquistar o troféu.
Curiosidades sobre a VNL feminina 2025
A edição deste ano trouxe inovações que aumentaram o interesse pelo torneio. A inclusão de 18 equipes, a eliminação da Challenger Cup e a garantia de vaga para a Polônia na fase final são algumas das mudanças implementadas pela FIVB. Além disso, a VNL 2025 é a primeira a adotar um sistema de rebaixamento, no qual a última colocada será substituída por uma nova seleção em 2026.
- Fatos marcantes da VNL 2025:
- Estreia da Tchéquia, vencedora da Challenger Cup 2024.
- Retorno da Bélgica, última participação em 2022.
- Itália busca o tricampeonato, após títulos em 2022 e 2024.
- Estados Unidos lidera o ranking histórico com três títulos.







