A fase final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminino 2025 promete agitar os fãs do esporte entre os dias 23 e 27 de julho, na cidade de Lodz, Polônia. Oito seleções classificadas, incluindo potências como Itália, Brasil e Polônia, disputarão o título em confrontos eliminatórios que começam nas quartas de final. A Itália, atual campeã e líder invicta da fase classificatória, enfrenta os Estados Unidos, enquanto o Brasil encara a Alemanha em um duelo crucial. Organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), a competição reúne as melhores equipes do mundo, com jogos transmitidos pela plataforma Volleyball World. A fase final marca o ápice de um torneio que combina técnica, estratégia e emoção, atraindo milhões de espectadores globais. Este evento, que substituiu o antigo Grand Prix em 2018, consolida-se como um dos principais do calendário do vôlei internacional.
A competição, que teve sua primeira fase disputada entre 4 de junho e 13 de julho, contou com 18 seleções, uma novidade em relação às edições anteriores, que tinham 16 equipes. A inclusão de Bélgica e República Tcheca ampliou a competitividade, com cada time jogando 12 partidas na fase inicial. As oito melhores avançaram para o mata-mata, com a Polônia garantindo vaga por ser a anfitriã. O Brasil, com sete vitórias em oito jogos na fase classificatória, chega como um dos favoritos após uma campanha sólida, marcada por apenas uma derrota para a Itália.
- Principais confrontos das quartas de final:
- Itália x Estados Unidos
- Polônia x China
- Japão x Turquia
- Brasil x Alemanha
A emoção da fase final está garantida, com partidas que reúnem estrelas olímpicas e estratégias táticas de alto nível. A VNL 2025 também serve como preparação para o Campeonato Mundial, que, a partir deste ano, será disputado a cada dois anos.
Quartas de final em destaque
A tabela das quartas de final, divulgada pela FIVB no dia 14 de julho, organiza os confrontos com base na classificação da fase inicial. A Itália, que dominou a primeira etapa sem derrotas, abre a disputa contra os Estados Unidos, oitavo colocado, no dia 23 de julho, às 11h30 (horário de Brasília). A força italiana, atual campeã olímpica e da VNL, torna o duelo um dos mais aguardados. Por outro lado, os Estados Unidos, tricampeões do torneio (2018, 2019 e 2021), buscam surpreender com sua experiência. A partida promete um confronto de estilos, com a precisão italiana contra a potência ofensiva americana.
No mesmo dia, às 15h, a Polônia, jogando em casa, enfrenta a China. A seleção anfitriã, vice-líder na fase classificatória, conta com o apoio da torcida para avançar às semifinais. A China, com oito vitórias na primeira fase, aposta em sua consistência defensiva para superar as polonesas. No dia 24, o Japão enfrenta a Turquia às 11h30, em um jogo que coloca frente a frente duas equipes conhecidas por sua velocidade e criatividade tática. O Brasil fecha as quartas contra a Alemanha, às 15h, em busca de uma vaga nas semifinais e do sonho do primeiro título na VNL.
Caminho do Brasil na competição
A seleção brasileira feminina chega à fase final com uma campanha sólida. Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, o time conquistou sete vitórias em 12 jogos, sofrendo apenas uma derrota para a Itália na primeira semana, disputada no Rio de Janeiro. A equipe enfrentou adversários como República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha na fase inicial, mostrando consistência em momentos decisivos. Na segunda semana, em Istambul, o Brasil manteve a invencibilidade, vencendo Turquia, Canadá, República Dominicana e Bélgica. Já na terceira semana, em Chiba, no Japão, a seleção superou Bulgária, França, Polônia e Japão, consolidando sua posição entre as favoritas.
A vitória por 3 sets a 0 contra o Japão, no dia 13 de julho, foi um dos destaques da campanha brasileira, com parciais de 25/17, 25/18 e 25/20. Jogadoras como Júlia Bergmann e Macris têm sido peças-chave, com atuações que equilibram potência no ataque e precisão nos levantamentos. O confronto contra a Alemanha, nas quartas de final, será um teste importante, já que as alemãs, apesar de terem sete vitórias na fase inicial, mostraram evolução tática ao longo do torneio.
Histórico da VNL e sua relevância
Criada em 2018, a Liga das Nações substituiu o Grand Prix com um formato mais dinâmico e competitivo. O torneio reúne as principais seleções do mundo, com partidas que servem como vitrine para estrelas do vôlei e preparação para eventos como Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. O Brasil, que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, busca na VNL 2025 seu primeiro título, após três vice-campeonatos (2019, 2021 e 2022). A Itália, com duas conquistas (2022 e 2024), e os Estados Unidos, com três títulos, são os maiores vencedores da competição.
A VNL também introduziu mudanças significativas em 2025. A expansão para 18 equipes, com a entrada da República Tcheca e da Bélgica, aumentou a competitividade. Além disso, a extinção da Challenger Cup e a introdução de um sistema de rebaixamento, onde a equipe com pior desempenho será substituída pela mais bem ranqueada no ano seguinte, trouxeram maior dinamismo ao torneio. A FIVB também testa uma nova regra, permitindo “dois toques” no levantamento, desde que a bola permaneça no mesmo lado da quadra, o que pode influenciar estratégias de jogo.
Cronologia dos jogos em Lodz
A fase final da VNL 2025 será disputada em cinco dias intensos, com jogos decisivos em formato eliminatório. A programação, no horário de Brasília, inclui:
- 23 de julho: Quartas de final (Itália x EUA às 11h30; Polônia x China às 15h)
- 24 de julho: Quartas de final (Japão x Turquia às 11h30; Brasil x Alemanha às 15h)
- 26 de julho: Semifinais (16h e 20h)
- 27 de julho: Disputa pelo bronze (16h) e final (20h)
Todos os jogos serão realizados na Atlas Arena, em Lodz, um dos principais ginásios da Polônia, conhecido por sua atmosfera vibrante. A transmissão ao vivo estará disponível na plataforma Volleyball World, com opções de reprises e highlights para os fãs acompanharem cada momento.
Seleções em foco na fase final
Além do Brasil, outras equipes chegam com grandes expectativas. A Itália, liderada por jogadoras como Paola Egonu, é a principal favorita, com uma campanha invicta na fase classificatória. A Polônia, impulsionada pela torcida local, busca surpreender após uma campanha consistente. O Japão, conhecido por sua velocidade e precisão, enfrenta a Turquia, que venceu a VNL em 2023 e aposta em sua força ofensiva. A China, com um jogo defensivo sólido, é outra candidata a avançar longe no torneio.
Cada seleção traz um estilo único. A Itália combina potência e técnica, enquanto o Japão privilegia a agilidade. O Brasil destaca-se pela versatilidade, com jogadoras capazes de atuar em múltiplas posições. A Alemanha, adversária do Brasil nas quartas, aposta em um bloqueio forte e ataques pelas extremidades, o que exigirá atenção redobrada da equipe brasileira.
Mudanças no formato da competição
A edição de 2025 trouxe inovações importantes. A ampliação para 18 equipes foi anunciada em 13 de fevereiro de 2024, com base no ranking mundial da FIVB. A República Tcheca, vencedora da última Challenger Cup, e a Bélgica, melhor ranqueada entre as não classificadas, estrearam no torneio. Outra novidade é o sistema de rebaixamento, que substitui a antiga proteção às equipes principais, garantindo maior rotatividade e competitividade. A última colocada na fase inicial será substituída na edição de 2026 pela seleção mais bem ranqueada fora da VNL.
A fase classificatória foi dividida em três semanas, com jogos em sedes como Rio de Janeiro, Istambul e Chiba. Cada equipe disputou 12 partidas, com o número de vitórias como principal critério de classificação. Em caso de empate, o resultado do último confronto direto define a posição, com pontuação específica para placares (3-0 ou 3-1: 3 pontos para o vencedor; 3-2: 2 pontos para o vencedor e 1 para o perdedor).
Transmissão e engajamento dos fãs
A Volleyball World, plataforma oficial da FIVB, oferece cobertura completa da VNL 2025, com transmissões ao vivo, reprises e vídeos de melhores momentos. No Brasil, os jogos também são exibidos pelos canais Sportv e, em alguns casos, pela Rede Globo. A plataforma Globoplay disponibiliza streaming ao vivo, enquanto o site ge.globo acompanha partidas selecionadas em tempo real. A interação com os fãs é reforçada por fantasy games e conteúdos exclusivos, como perfis detalhados de jogadoras e análises táticas.
Os ingressos para a fase final em Lodz estão disponíveis no site da Volleyball World, permitindo que torcedores vivenciem a emoção no ginásio. A expectativa é de lotação máxima na Atlas Arena, com a torcida polonesa criando um ambiente eletrizante para as partidas.
Curiosidades sobre a VNL 2025
A edição deste ano traz detalhes que enriquecem a experiência dos fãs:
- A Polônia sedia a fase final feminina pela primeira vez desde a criação da VNL.
- O Brasil enfrentou a Alemanha em cinco sets na primeira semana, vencendo por 3 a 2.
- A Itália é a única equipe invicta na fase classificatória, com 12 vitórias.
- A nova regra dos “dois toques” no levantamento está sendo testada pela primeira vez.
- A VNL 2025 é a última grande competição antes do Campeonato Mundial de 2026.
Jogadoras para ficar de olho
A VNL 2025 reúne algumas das maiores estrelas do vôlei mundial. No Brasil, nomes como Júlia Bergmann, com sua potência no ataque, e Macris, com levantamentos precisos, são destaques. Na Itália, Paola Egonu continua sendo uma das principais pontuadoras do torneio. A Polônia conta com a liderança de Joanna Wolosz, enquanto a Turquia aposta na versatilidade de Eda Erdem. Essas atletas, muitas delas campeãs olímpicas, elevam o nível técnico e a emoção de cada partida.
As semifinais, marcadas para 26 de julho, colocarão frente a frente as vencedoras das quartas. O Brasil, caso supere a Alemanha, enfrentará a vencedora de Japão x Turquia, em um duelo que promete testar a capacidade tática da equipe. A final, no dia 27 de julho, às 20h, definirá a campeã de 2025, enquanto a disputa pelo bronze ocorre às 16h. A expectativa é de jogos equilibrados, com possibilidade de surpresas, já que a natureza dinâmica do vôlei permite viradas e resultados imprevisíveis.
