Fortaleza e Bahia protagonizaram um empate eletrizante por 1 a 1 na Arena Castelão, em Fortaleza, neste sábado, 19 de julho de 2025, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo, marcado por polêmicas e quatro gols anulados, teve como destaque um lance controverso do atacante Adam Bareiro, do Fortaleza, que tentou marcar com a mão nos acréscimos, mas teve o gol invalidado. Marinho abriu o placar para o Leão do Pici com um golaço, enquanto Rodrigo Nestor garantiu a igualdade para o Bahia com um gol validado após revisão do VAR. A partida marcou a estreia do técnico Renato Paiva no comando do Fortaleza, que segue na zona de rebaixamento com 11 pontos, enquanto o Bahia, com 25 pontos, mantém-se no G-4, mas pode perder posições até o fim da rodada. O confronto, assistido por 15.558 pagantes, refletiu a intensidade do Brasileirão e a pressão sobre as equipes.
O jogo começou com o Fortaleza buscando o ataque desde o primeiro minuto, pressionado pela necessidade de sair da vice-lanterna. Marinho quase abriu o placar logo no início, mas sua finalização foi bloqueada pela defesa baiana. O Bahia respondeu com uma chance clara aos 24 minutos, quando Erick Pulga aproveitou um erro na saída de bola do Fortaleza, mas Lucho Rodríguez desperdiçou a oportunidade chutando para fora.
- Momentos-chave do primeiro tempo:
- Marinho abriu o placar aos 29 minutos com um chute preciso após rebote de escanteio.
- Breno Lopes acertou a trave aos 37 minutos, quase ampliando para o Fortaleza.
- Lucho Rodríguez perdeu duas chances claras para o Bahia, incluindo uma com o gol livre.
O segundo tempo trouxe ainda mais emoções, com o Bahia voltando mais agressivo e dominando a posse de bola. A partida ganhou contornos de dramaticidade com uma série de gols anulados e revisões do VAR, mantendo torcedores e jogadores em suspense até os minutos finais.
Golaço de Marinho abre o caminho
O Fortaleza encontrou seu momento de brilho aos 29 minutos do primeiro tempo. Após um escanteio cobrado pela esquerda, o goleiro Marcos Felipe, do Bahia, afastou a bola com um soco, mas ela sobrou para Marinho na entrada da área. O atacante, conhecido por sua potência, emendou um chute de primeira com a perna esquerda, acertando o canto superior do gol. O lance, apelidado de “mini míssil” nas redes sociais, inflamou a torcida no Castelão e trouxe confiança ao time cearense, que buscava encerrar uma sequência de seis jogos sem vitórias.
Marinho, autor do gol, foi o destaque do primeiro tempo, participando ativamente das jogadas ofensivas. Sua finalização precisa, sem deixar a bola tocar o chão, lembrou lances icônicos de sua carreira, como os tempos de Santos, onde criou a expressão “mini míssil aleatório”. A vantagem, no entanto, não foi ampliada, já que Breno Lopes parou na trave em uma arrancada pela esquerda, e o Bahia começou a equilibrar as ações com maior posse de bola.
O primeiro tempo terminou com o Fortaleza à frente, mas com o Bahia mostrando sinais de reação. A equipe baiana, sob o comando de Rogério Ceni, ajustou sua marcação e passou a explorar erros na saída de bola do adversário, criando chances com Pulga e Rodríguez, mas sem eficácia.
Polêmica de Bareiro nos acréscimos
Nos minutos finais, o Fortaleza esteve perto de conquistar a vitória, mas um lance polêmico envolvendo Adam Bareiro mudou o rumo da partida. Aos 44 minutos do segundo tempo, após um escanteio cobrado por Yago Pikachu, a bola desviou na área, e Bareiro, com um toque intencional de mão, empurrou-a para o fundo da rede. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, atento ao lance, anulou o gol imediatamente, sem necessidade de revisão do VAR. Surpreendentemente, Bareiro escapou de receber um cartão amarelo, o que gerou reclamações por parte da comissão técnica do Bahia.
- Detalhes do lance anulado:
- Bareiro usou a mão direita para desviar a bola após um escanteio.
- A decisão do árbitro foi confirmada em campo, sem consulta ao monitor do VAR.
- O Bahia quase virou o jogo aos 48 minutos, com Ademir finalizando travado na área.
O lance reacendeu debates sobre a arbitragem no Brasileirão, com torcedores do Fortaleza defendendo a decisão e os do Bahia questionando a falta de punição disciplinar ao atacante. A anulação do gol foi a quarta do jogo, que já havia tido tentos invalidados de Ademir e Everton Ribeiro (Bahia) e Breno Lopes (Fortaleza), todos por impedimento ou infrações.
Bahia reage e empata com gol validado
O Bahia, que voltou para o segundo tempo com Cauly no lugar de Lucho Rodríguez, assumiu o controle da partida e criou diversas chances. Aos 5 minutos, Ademir marcou, mas o gol foi anulado por impedimento. Aos 13 minutos, Everton Ribeiro acertou o travessão em uma bela finalização, e, logo depois, teve outro gol invalidado por uma falta na origem do lance. A persistência baiana foi recompensada aos 38 minutos, quando Rodrigo Nestor cobrou uma falta que desviou em Matheus Pereira, do Fortaleza, e entrou.
Inicialmente, o bandeirinha anulou o gol por um suposto desvio em David Duarte, que estaria impedido. Após revisão do VAR, conduzida por Rodrigo Nunes de Sá, foi constatado que a bola desviou em Pereira, validando o empate. O lance gerou protestos dos jogadores do Fortaleza, mas a decisão foi mantida, garantindo o 1 a 1 no placar.
A igualdade refletiu o equilíbrio da partida, com o Bahia dominando a posse (58% contra 42% do Fortaleza) e finalizando mais vezes (14 contra 10). O Fortaleza, por sua vez, foi mais eficiente nas chances criadas, mas não conseguiu segurar a vantagem.
Estreia de Renato Paiva sob pressão
A partida marcou a estreia de Renato Paiva como técnico do Fortaleza, substituindo Juan Pablo Vojvoda, que deixou o clube após uma derrota no clássico contra o Ceará. Paiva, ex-Botafogo, enfrentou um desafio imediato: tirar o Leão do Pici da zona de rebaixamento. Apesar do empate, o time cearense mostrou organização tática, mas a falta de vitórias, agora em 10 jogos, aumenta a pressão sobre o novo comandante.
O treinador português promoveu mudanças táticas, apostando em Magrão no gol, devido às lesões de João Ricardo e Brenno, e em Adam Bareiro como opção no ataque. A equipe demonstrou intensidade, mas os erros defensivos e a polêmica com Bareiro ofuscaram a estreia. Paiva terá uma semana para ajustes antes do próximo jogo, contra o Red Bull Bragantino, no dia 26 de julho, às 18h30, novamente no Castelão.
- Principais ajustes de Paiva:
- Estreia de Magrão, que fez defesas importantes, como no cabeceio de David Duarte.
- Substituições ofensivas, com entradas de Yago Pikachu e José Herrera.
- Foco na pressão alta, que gerou o gol de Marinho e outras chances.
Cenário do Brasileirão após o empate
O empate mantém o Fortaleza na 19ª posição, com 11 pontos em 14 jogos, à frente apenas do Sport. A equipe cearense quebrou uma sequência de cinco derrotas, mas a posição na tabela exige reação urgente. Já o Bahia, com 25 pontos, segue no G-4, mas pode ser ultrapassado por Palmeiras ou Botafogo até o fim da rodada. O time baiano agora foca na Copa Sul-Americana, onde enfrenta o América de Cali na terça-feira, 22 de julho, fora de casa, em busca de uma vaga nas oitavas de final.
O jogo no Castelão destacou a competitividade do Brasileirão 2025, com lances decisivos e o impacto do VAR nas partidas. A polêmica envolvendo Bareiro, aliada ao golaço de Marinho e à reação do Bahia, tornou o confronto um dos mais comentados da rodada, com torcedores debatendo intensamente nas redes sociais.
Próximos desafios das equipes
O Fortaleza terá uma semana de preparação para o duelo contra o Red Bull Bragantino, uma oportunidade para Paiva implementar sua filosofia de jogo. O Bahia, por sua vez, enfrenta um calendário apertado, com o confronto decisivo pela Sul-Americana e, na sequência, o Juventude, no dia 27 de julho, pela 17ª rodada do Brasileirão.
- Jogos futuros:
- Fortaleza x Red Bull Bragantino, 26/07, 18h30, Arena Castelão (Brasileirão).
- América de Cali x Bahia, 22/07, 21h30, Estádio Pascual Guerrero (Sul-Americana).
- Bahia x Juventude, 27/07, 18h30, Arena Fonte Nova (Brasileirão).
- Fortaleza x Atlético-MG, 29/07, 20h30, Estádio Independência (Brasileirão).
A partida entre Fortaleza e Bahia reforçou a importância de decisões precisas da arbitragem e do uso do VAR, que foi decisivo em quatro momentos do jogo. Para o Fortaleza, o empate é um ponto conquistado em meio à crise, enquanto o Bahia mantém sua consistência na parte de cima da tabela, mas lamenta as chances perdidas.
