A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos Concursos”, está marcada para outubro de 2025, com provas objetivas agendadas para o dia 5 em 228 cidades brasileiras. Organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o certame oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais, com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 18,7 mil, incluindo benefícios como vale-alimentação. As inscrições, encerradas em 20 de julho, atraíram cerca de 500 mil candidatos, que agora se preparam para a primeira fase do processo seletivo. Realizado em todas as regiões do país, o CNU busca agilizar a contratação de servidores públicos e democratizar o acesso a cargos federais. A prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, será o primeiro passo para os candidatos que almejam uma carreira no serviço público federal.
O certame é estruturado em nove blocos temáticos, permitindo que os candidatos escolham cargos dentro de uma mesma área de atuação com uma única inscrição. As vagas contemplam níveis médio, técnico e superior, com destaque para oportunidades em saúde, educação, tecnologia e regulação. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), reforça a equidade no acesso ao serviço público, com medidas como cotas para pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência.
- Principais destaques do CNU 2025:
- Provas objetivas em 5 de outubro e discursivas em 7 de dezembro.
- 3.652 vagas, sendo 2.480 imediatas e 1.172 para cadastro reserva.
- Remunerações iniciais de até R$ 18,7 mil com reajustes previstos para 2026.
- Aplicação em 228 cidades, abrangendo todas as regiões do Brasil.
Estrutura da prova objetiva
A prova objetiva do CNU 2025, marcada para 5 de outubro, será realizada em um único dia, com horários distintos para níveis de escolaridade. Candidatos a cargos de nível superior terão cinco horas, das 13h às 18h, para responder a 90 questões de múltipla escolha, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Para níveis médio e técnico, a duração é de três horas e meia, das 13h às 16h30, com 68 questões, divididas em 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos. Cada questão apresenta cinco alternativas, com apenas uma correta, e a pontuação varia conforme o nível do cargo e os eixos temáticos.
Para nível superior, as questões de conhecimentos gerais têm peso 1, valendo até 30 pontos no total. Já as questões de conhecimentos específicos são distribuídas em cinco eixos temáticos, com pesos que variam de 1 a 5, dependendo do cargo e do órgão. No nível intermediário, todas as questões de conhecimentos gerais têm peso igual, enquanto as específicas seguem uma distribuição semelhante, mas com pontuação total ajustada. A FGV, responsável pela elaboração, adota um sistema rigoroso para evitar fraudes, incluindo códigos de barras em todas as páginas das provas, uma evolução em relação à primeira edição.
- Detalhes da prova objetiva:
- Nível superior: 90 questões (30 gerais, 60 específicas).
- Nível intermediário: 68 questões (20 gerais, 48 específicas).
- Pesos variáveis nos eixos temáticos para cargos de nível superior.
- Código de barras para identificação individual nas provas.
Requisitos para o dia do exame
No dia da prova, os candidatos devem chegar com antecedência, portando caneta esferográfica de tinta preta ou azul em material transparente, documento de identificação com foto e o comprovante de inscrição. É obrigatório permanecer na sala por pelo menos duas horas após o início do exame. Para levar o caderno de questões, o candidato só poderá sair na última hora da prova. Lactantes que solicitaram tempo adicional durante a inscrição terão o pedido atendido, desde que formalizado corretamente.
A organização reforça a importância de conferir o Cartão de Confirmação de Inscrição, que detalha o local e horário do exame. Falhas como marcar mais de uma alternativa, deixar questões em branco ou rasurar o cartão de respostas resultarão em nota zero na questão, comprometendo o desempenho do candidato.
Critérios de eliminação e pontuação
A pontuação da prova objetiva é calculada com base no número de acertos, mas com pesos diferenciados para os cargos de nível superior. Para ser aprovado, o candidato precisa alcançar no mínimo 36 acertos em cargos de nível superior e 28 em cargos de nível intermediário. A eliminação ocorre automaticamente caso esses patamares não sejam atingidos. Além disso, a FGV estabeleceu regras claras para anulação de questões, como marcações incorretas ou rasuras no cartão de respostas, que impossibilitam a leitura ótica.
Os candidatos aprovados na prova objetiva avançam para a fase discursiva, marcada para 7 de dezembro. Essa etapa exige a elaboração de textos, com formatos que variam conforme o nível de escolaridade: duas questões discursivas para nível superior e uma redação dissertativa-argumentativa para nível intermediário, com limite de 30 linhas.
- Critérios eliminatórios:
- Menos de 36 acertos (nível superior) ou 28 acertos (nível intermediário).
- Rasuras ou marcações múltiplas no cartão de respostas.
- Não cumprimento do tempo mínimo de permanência na sala.
Distribuição das vagas por blocos temáticos
As 3.652 vagas do CNU 2025 estão organizadas em nove blocos temáticos, sendo sete para nível superior e dois para nível intermediário, abrangendo áreas como seguridade social, saúde, educação, tecnologia e regulação. A divisão permite que o candidato concorra a múltiplos cargos dentro de um mesmo bloco, indicando sua ordem de preferência no momento da inscrição. A maioria das vagas está concentrada em Brasília, mas há oportunidades em todas as regiões, incluindo 145 no Norte, 173 no Nordeste, 820 no Sudeste, 58 no Sul e 1.012 no Centro-Oeste.
Alguns cargos, como especialista em regulação na Agência Nacional de Petróleo (ANP), oferecem salários iniciais de R$ 16.413,35, que podem chegar a R$ 18,7 mil com benefícios e reajustes previstos para 2026. Outros, como os de nível intermediário, partem de R$ 4 mil, garantindo opções para diferentes perfis de candidatos.
- Distribuição regional das vagas:
- Norte: 145 vagas.
- Nordeste: 173 vagas.
- Sudeste: 820 vagas.
- Sul: 58 vagas.
- Centro-Oeste: 1.012 vagas.
Medidas de inclusão e equidade
O CNU 2025 destaca-se por avanços em inclusão, com regras mais rigorosas para cotas destinadas a pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência. Um sorteio foi realizado para definir a reserva proporcional em cargos com poucas vagas, garantindo equidade. Além disso, uma ação inédita visa equilibrar a participação de mulheres na segunda fase, ajustando a classificação caso o percentual de candidatas aprovadas na prova objetiva seja inferior a 50%.
A isenção da taxa de inscrição, no valor de R$ 70, foi concedida a 252.707 candidatos, incluindo inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea e beneficiários do Prouni e Fies. Essas medidas reforçam o compromisso do governo com a democratização do acesso ao serviço público, ampliando a representatividade nos cargos federais.
Preparação para o sucesso no CNU
A preparação para o CNU exige atenção ao modelo de provas da FGV, conhecida por questões que testam raciocínio lógico e conhecimento aplicado. Especialistas recomendam focar em simulados e revisões dos eixos temáticos, especialmente em áreas como diversidade, inclusão e conhecimentos específicos do bloco escolhido. A análise de provas anteriores da FGV pode ajudar a identificar padrões e evitar pegadinhas comuns.
Os candidatos também devem se organizar para cumprir os prazos do cronograma, que prevê a divulgação dos resultados em fevereiro de 2026 e a convocação dos aprovados entre março e abril do mesmo ano. A prova discursiva e a avaliação de títulos, exigida para alguns cargos, serão etapas cruciais para a classificação final.
- Dicas para a preparação:
- Estude o edital e os eixos temáticos do bloco escolhido.
- Pratique com questões de provas anteriores da FGV.
- Revise temas de diversidade e inclusão, comuns nas provas.
- Gerencie o tempo durante a prova para evitar erros por pressa.
