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Henrique Fogaça, jurado do Masterchef Brasil, revelou em entrevista recente as músicas que marcaram sua vida e influenciam até hoje sua carreira como chef e vocalista da banda Oitão. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, ele descobriu o rock na infância e, desde então, construiu uma relação profunda com o gênero, que vai do punk ao heavy metal. Em 22 de julho de 2025, em conversa com a imprensa, Fogaça detalhou como essas canções moldaram sua visão de mundo e sua abordagem na cozinha e na música. A entrevista, realizada em São Paulo, destacou o impacto do rock em sua personalidade direta e na criação de seus negócios, como o pub Cão Veio. O chef, que também é vocalista, atribui ao gênero musical sua autenticidade e estilo despojado, características que o tornaram conhecido no Brasil.

A trajetória musical de Fogaça começou cedo. Ainda criança, ele ouvia vinis de bandas como Iron Maiden e AC/DC, guardados com carinho em sua casa. Durante a adolescência, em Ribeirão Preto, o punk entrou em sua vida com força, trazendo não apenas sons, mas também uma nova perspectiva sobre desigualdades sociais e contestação. “O punk me abriu os olhos para questões além da música. As letras falavam do cotidiano, da revolta, e isso me tocou profundamente”, afirmou.

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Hoje, aos 50 anos, ele mantém a energia da juventude. Sua playlist atual reflete as raízes roqueiras, com nomes como Sex Pistols, Ramones e Sepultura. Além disso, Fogaça segue ativo na cena musical com a banda Oitão, que já se apresentou em festivais como o Knotfest Brasil.

Raízes do rock na infância e adolescência

A paixão de Fogaça pelo rock começou em casa, com os vinis que ecoavam pelas paredes. Bandas como Iron Maiden, com seu heavy metal épico, e AC/DC, com riffs poderosos, foram suas primeiras influências. “Eu ouvia esses discos sem parar. Era como entrar em outro mundo”, relembra. Ele também se encantou por pioneiros do black metal brasileiro, como Sarcófago, que trouxeram uma sonoridade crua e visceral.

Na adolescência, o punk nacional e internacional ganhou espaço. Bandas como Cólera e The Exploited ofereciam letras que criticavam o sistema e falavam diretamente com o jovem Fogaça. Ele conta que essas canções o fizeram refletir sobre desigualdade e injustiça, temas que ainda ressoam em sua vida.

  • Bandas que marcaram a juventude de Fogaça:
    • Iron Maiden: som épico e letras narrativas.
    • AC/DC: energia crua dos riffs de guitarra.
    • Sarcófago: influência do black metal nacional.
    • Cólera: punk brasileiro com crítica social.

O punk como ferramenta de conscientização

Quando adolescente, Fogaça dividia seu tempo entre escola, trabalho como office boy e idas a shows de rock em Ribeirão Preto. O punk, com sua simplicidade e potência, foi um divisor de águas. “Bandas como Sex Pistols e Ramones tinham letras que falavam do que eu via no dia a dia. Era direto, sem rodeios”, explica. Ele destaca que o gênero trouxe uma nova forma de enxergar o mundo, com letras que questionavam autoridades e expunham desigualdades.

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Essa influência não ficou apenas na música. A atitude contestadora do punk moldou sua personalidade, que hoje é reconhecida por sua franqueza no Masterchef Brasil. “O punk me ensinou a ser verdadeiro, a falar o que penso sem medo”, diz.

A banda Oitão e a vida nos palcos

Em 2008, já em São Paulo, Fogaça transformou sua paixão em ação ao fundar a banda Oitão. Como vocalista, ele se juntou a Tadeu Dias (guitarra), Ed Chavez (baixo) e Marcelo B.A. (bateria). O grupo lançou álbuns e conquistou espaço na cena do rock pesado, com apresentações em festivais renomados. “A música sempre foi minha válvula de escape. Subir no palco é como cozinhar: você coloca tudo o que sente”, compara.

A Oitão reflete o lado mais visceral de Fogaça, com letras que abordam temas intensos e um som que mistura punk, metal e hardcore. A banda já dividiu palco com grandes nomes do gênero e continua ativa, mostrando que o chef não abandonou suas raízes roqueiras.

  • Destaques da trajetória da Oitão:
    • Formação em 2008, em São Paulo.
    • Shows em festivais como o Knotfest Brasil.
    • Letras que misturam crítica social e energia bruta.
    • Influências de punk, metal e hardcore.

O rock na cozinha e nos negócios

O rock não está apenas na playlist de Fogaça, mas também em sua abordagem profissional. No Masterchef Brasil, exibido pela Rede Bandeirantes, ele é conhecido por avaliações diretas e sem rodeios, uma característica que ele atribui à influência do rock. “O rock me deu essa energia de ser autêntico, de não ter filtro quando acredito em algo”, afirma.

Essa essência também aparece em seus restaurantes. O pub Cão Veio, localizado na zona leste de São Paulo, é um reflexo de sua personalidade. A decoração, inspirada no rock, inclui pôsteres de bandas e objetos que remetem ao universo musical. A comida, descomplicada e saborosa, segue o mesmo estilo. “No Cão Veio, a ideia é ser simples, direto, como o rock. Nada de frescura”, explica.

Playlist que define Henrique Fogaça

A seleção musical de Fogaça é um mergulho em diferentes estilos do rock. Ele cita faixas como “Aces High” do Iron Maiden e “Holidays in the Sun” do Sex Pistols como parte de sua trilha sonora diária. Outras canções, como “Refuse/Resist” do Sepultura, representam a força do metal brasileiro, enquanto “She’s Lost Control” do Joy Division traz uma melancolia pós-punk que também o toca.

  • Músicas favoritas de Fogaça:
    • Aces High – Iron Maiden: hino do heavy metal.
    • Holidays in the Sun – Sex Pistols: energia punk.
    • Refuse/Resist – Sepultura: força do metal nacional.
    • She’s Lost Control – Joy Division: introspecção pós-punk.
    • Fuck the System – The Exploited: revolta punk.

Influência do rock na personalidade pública

A autenticidade de Fogaça, tão marcante na televisão, tem raízes no rock. Ele explica que o gênero o ajudou a construir uma postura direta, sem rodeios, seja na cozinha, no palco ou na vida. “O rock é sobre ser verdadeiro, sobre colocar sua energia no que você faz. Isso me guia até hoje”, diz.

No Masterchef, ele conquistou fãs com seu jeito objetivo, muitas vezes comparado ao de um roqueiro no palco. Essa imagem também atrai clientes ao Cão Veio, onde a experiência combina boa comida, drinks criativos e um ambiente que respira rock.

Legado do rock na vida de Fogaça

A música continua sendo uma parte essencial da vida de Fogaça. Ele ainda frequenta shows, coleciona vinis e se dedica à Oitão, mesmo com a agenda cheia de gravações e negócios. “O rock é minha essência. Não importa se estou cozinhando ou cantando, ele está lá”, afirma.

Para o chef, o gênero é mais do que entretenimento: é uma forma de expressão e resistência. Sua trajetória, que une cozinha e música, mostra como paixões podem moldar uma carreira. Seja no palco ou nos restaurantes, Fogaça leva o espírito roqueiro em tudo o que faz.

  • Como o rock molda a vida de Fogaça:
    • Autenticidade: postura direta e sem filtros.
    • Criatividade: inspiração para pratos e drinks no Cão Veio.
    • Resistência: influência do punk na visão de mundo.
    • Energia: shows e cozinha com intensidade.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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