Brasil e Itália vôlei feminino: final da VNL acontece neste domingo em Lodz com transmissão ao vivo às 15hPor Carolina Costa
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A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta a Itália na final da Liga das Nações 2025, neste domingo, 27 de julho, às 15h, em Lodz, Polônia, em busca do título inédito. Após superar o Japão em uma semifinal eletrizante por 3 sets a 2, o time de José Roberto Guimarães desafia as atuais campeãs olímpicas, que venceram a Polônia com facilidade. A partida, transmitida ao vivo pelo sportv2 e com acompanhamento em tempo real pelo ge, promete ser um marco para o Brasil, que tenta quebrar a hegemonia italiana e superar o vice-campeonato de 2022. A decisão carrega a rivalidade histórica entre as equipes, com a ponteira Gabi destacando a pressão sobre as adversárias. A torcida espera um jogo intenso, com o bloqueio brasileiro e a força ofensiva sendo peças-chave.
O Brasil chega à final com uma campanha sólida, tendo perdido apenas uma partida na fase preliminar, justamente para a Itália. A vitória sobre o Japão na semifinal, com parciais de 23/25, 25/21, 25/18, 19/25 e 15/8, trouxe confiança ao grupo, que superou a eliminação sofrida no mesmo estágio em 2024. A Itália, invicta na competição e com 28 vitórias consecutivas, é liderada pela estrela Paola Egonu, maior pontuadora da semifinal contra a Polônia. O confronto decisivo coloca em jogo não apenas o título, mas também a chance de o Brasil consolidar sua evolução após a medalha de bronze em Paris 2024.
- Destaques da semifinal brasileira: Gabi, com 25 pontos, foi crucial na vitória contra o Japão.
- Força italiana: Egonu liderou com 17 pontos na vitória por 3 a 0 sobre a Polônia.
- Histórico: Brasil e Itália já se enfrentaram na final da VNL em 2022, com vitória italiana.
- Transmissão: A final será exibida ao vivo pelo sportv2, com início às 15h (horário de Brasília).
Rivalidade histórica em quadra
A final da Liga das Nações 2025 reedita um confronto marcante entre Brasil e Itália, que já decidiram o título em 2022, quando as italianas venceram por 3 a 0. A seleção brasileira, comandada por José Roberto Guimarães, busca reverter esse resultado e conquistar o primeiro troféu da competição, iniciada em 2018. O Brasil acumula três vice-campeonatos (2019, 2021 e 2022), enquanto a Itália, atual campeã, tenta manter a supremacia. A rivalidade é intensificada pelo retrospecto recente, com as italianas levando vantagem em confrontos diretos, incluindo uma vitória por 3 a 0 na fase preliminar deste ano.
O Brasil aposta na força coletiva para superar o favoritismo adversário. A ponteira Gabi, capitã e maior pontuadora na semifinal, destacou a resiliência da equipe após a batalha contra o Japão. A central Júlia Kudiess, maior bloqueadora da competição, é outra arma importante, especialmente contra o ataque potente de Egonu. A Itália, por sua vez, demonstrou consistência ao longo do torneio, com um jogo equilibrado entre ataque e defesa, comandado por uma levantadora precisa e uma defesa sólida.
Estratégias e destaques táticos
O Brasil entra em quadra com um elenco versátil, mesclando experiência e juventude. A levantadora Macris, com sua distribuição precisa, tem sido fundamental para explorar as pontas, especialmente Gabi e Julia Bergmann. O bloqueio, liderado por Júlia Kudiess, será essencial para conter o ataque italiano, que depende muito da oposta Egonu. A seleção brasileira também conta com a líbero Laís, que tem se destacado na defesa, garantindo estabilidade no fundo de quadra.
- Pontos fortes do Brasil: Bloqueio eficiente, ataque variado e defesa consistente.
- Desafios contra a Itália: Neutralizar Egonu e manter a recepção sob o saque agressivo adversário.
- Jogadoras-chave: Gabi (ataque), Júlia Kudiess (bloqueio) e Macris (levantamento).
- Fator emocional: A vitória na semifinal trouxe confiança, mas a pressão da final exige foco.
A Itália, por outro lado, aposta em sua invencibilidade e no entrosamento do time. A oposta Paola Egonu é a principal referência ofensiva, com uma média de 20 pontos por jogo na competição. A levantadora Alessia Orro tem distribuído bem as jogadas, explorando também as centrais, que são eficazes no ataque rápido. A defesa italiana, com destaque para a líbero Monica De Gennaro, dificulta a pontuação adversária, especialmente em contra-ataques.
Caminho até a final
O Brasil teve uma trajetória de superação na Liga das Nações 2025. Na fase preliminar, disputada entre 4 de junho e 13 de julho, a seleção venceu 11 de seus 12 jogos, com a única derrota sendo para a Itália, por 3 a 0, em 8 de junho, no Rio de Janeiro. A campanha incluiu vitórias expressivas contra equipes como Polônia, Turquia e Estados Unidos, consolidando a vice-liderança na tabela. Nas quartas de final, o Brasil superou a Alemanha por 3 a 1, garantindo a vaga na semifinal contra o Japão.
- Resultados marcantes do Brasil:
- Vitória por 3 a 1 contra a Polônia em Chiba, Japão.
- Triunfo por 3 a 2 sobre a França, com virada no tie-break.
- Derrota por 3 a 0 para a Itália, único revés na fase preliminar.
- Semifinal épica: O jogo contra o Japão teve 25 pontos de Gabi e um tie-break dominante (15/8).
A Itália, por sua vez, teve um desempenho impecável, vencendo todas as 12 partidas da fase preliminar. Nas quartas, derrotou os Estados Unidos por 3 a 0, com parciais de 25/22, 25/21 e 28/26. Na semifinal, o time italiano arrasou a Polônia, anfitriã do torneio, por 3 a 0, com parciais de 25/18, 25/16 e 25/14, diante de mais de 10 mil torcedores na Atlas Arena. A consistência italiana é um desafio para o Brasil, que precisará de um desempenho quase perfeito para conquistar o título.
Expectativas da torcida e impacto do jogo
A final da Liga das Nações 2025 mobiliza torcedores no Brasil e na Polônia, onde a partida será disputada na Atlas Arena, com capacidade para 13 mil pessoas. A torcida brasileira, que acompanhou a campanha vibrante da seleção, espera que o time supere o favoritismo italiano e conquiste o tão sonhado título. A rivalidade com a Itália, intensificada pela final de 2022 e pela derrota na fase preliminar, adiciona um componente emocional ao confronto.
Para os brasileiros, a partida é uma oportunidade de consolidar o vôlei feminino como potência mundial. Após a medalha de bronze em Paris 2024, a seleção busca um título expressivo para marcar a temporada. A transmissão ao vivo pelo sportv2 e o acompanhamento em tempo real pelo ge garantem que milhões de torcedores acompanhem cada lance. A disputa pelo terceiro lugar, entre Polônia e Japão, às 11h, também atrai atenção, mas o foco está na decisão pelo ouro.
Preparação e contexto do torneio
A Liga das Nações 2025, sétima edição do torneio, trouxe novidades, como a ampliação para 18 equipes, com a estreia da República Tcheca e o retorno da Bélgica. A fase final, disputada em Lodz, reuniu as oito melhores seleções, com confrontos intensos desde as quartas de final. O Brasil, que já havia garantido a classificação antecipadamente, enfrentou desafios como a ausência da ponteira Ana Cristina, lesionada, mas soube se adaptar com a versatilidade do elenco.
- Mudanças na VNL 2025:
- Expansão para 18 equipes, com base no ranking mundial.
- Extinção da Challenger Cup, com rebaixamento da última colocada (Coreia do Sul).
- Fase final em Lodz, Polônia, entre 23 e 27 de julho.
- Desempenho brasileiro: 11 vitórias em 12 jogos na fase preliminar, vice-liderança.
A Itália, liderada por Egonu, chega como favorita, mas o Brasil tem mostrado evolução tática e mental. O técnico José Roberto Guimarães, com vasta experiência, aposta na união do grupo e na força do bloqueio para surpreender as adversárias. A final é vista como um teste decisivo para a preparação rumo ao Mundial de Vôlei Feminino 2025, que será realizado na Tailândia, entre agosto e setembro.
Momentos decisivos e jogadores a observar
O confronto promete momentos de alta intensidade, com duelos individuais que podem definir o resultado. No lado brasileiro, Gabi é a principal referência ofensiva, com sua capacidade de pontuar em momentos cruciais. Júlia Kudiess, com seu bloqueio imponente, será fundamental para conter Egonu. A levantadora Macris, com sua visão de jogo, terá a missão de variar as jogadas para explorar as fraquezas da defesa italiana.
- Jogadoras a observar:
- Gabi (Brasil): Capitã e maior pontuadora na semifinal.
- Paola Egonu (Itália): Principal arma ofensiva, com média de 20 pontos por jogo.
- Júlia Kudiess (Brasil): Líder em bloqueios na competição.
- Alessia Orro (Itália): Levantadora com distribuição precisa.
- Fatores decisivos: Recepção sob pressão, eficiência no ataque e controle emocional.
A Itália, com sua defesa sólida e contra-ataques rápidos, tentará impor seu ritmo desde o início. O Brasil, por sua vez, aposta na torcida virtual e na garra para superar o favoritismo adversário. A final da Liga das Nações 2025 é mais do que uma disputa por um título: é a chance de o Brasil marcar seu nome na história do vôlei mundial.







