Brasil vira contra China por 3×1 e avança à semifinal da Liga das Nações de Vôlei (VNL)Por Carolina Costa
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Em um jogo eletrizante, a seleção brasileira masculina de vôlei venceu a China por 3 sets a 1 (29-31, 25-19, 25-16, 25-21) nas quartas de final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2025, garantindo vaga na semifinal. A partida, realizada no Ginásio Beilun, em Ningbo, na manhã desta quarta-feira, 30 de julho, marcou a recuperação do Brasil após um primeiro set perdido. Com destaque para o oposto Alan, que anotou 24 pontos, e atuações decisivas de Lucarelli e Matheus Pinta, a equipe comandada por Bernardinho superou momentos de instabilidade e dominou os sets finais. A virada foi construída com ajustes táticos, vibração em quadra e eficiência no bloqueio e ataque, consolidando a força brasileira no torneio.
A partida começou equilibrada, com a China aproveitando erros brasileiros para vencer o primeiro set por 31-29. A seleção verde e amarela reagiu no segundo set, empatando o jogo com 25-19, e dominou o terceiro com 25-16, liderada por Alan e Darlan. No quarto set, o Brasil manteve a vantagem, fechando em 25-21.
- Pontos-chave da virada: bloqueio eficiente, saques precisos e ataques potentes de Alan.
- Destaques individuais: Alan (24 pontos), Lucarelli (ataques e bloqueios) e Matheus Pinta (aces).
- Momento decisivo: sequência de nove pontos no segundo set, que mudou o rumo do jogo.
Ataques fulminantes de Alan
Alan foi o grande nome do Brasil na partida, alcançando a marca de 166 pontos na VNL 2025 e liderando a pontuação da equipe. No quarto set, ele anotou pontos cruciais, incluindo saques e ataques que furaram o bloqueio chinês. Sua performance foi essencial para manter a confiança do time, especialmente nos momentos em que a China ameaçava reagir. O oposto, que já soma 24 pontos apenas neste jogo, mostrou consistência e potência, sendo a principal arma ofensiva da seleção.
O levantador Cachopa também teve papel fundamental, distribuindo bolas com precisão e anotando pontos de saque, como o ace que incendiou o time no segundo set. A vibração de Cachopa em quadra contagiou os companheiros, ajudando a reverter o placar em momentos críticos.
- 24 pontos de Alan, com ataques e saques decisivos.
- Cachopa: levantamentos precisos e um ace que mudou o ritmo do jogo.
- Darlan fechou o terceiro set com ataques que garantiram a vantagem brasileira.
Ajustes táticos de Bernardinho
Bernardinho, técnico da seleção, foi peça-chave na virada. Após um primeiro set marcado por erros de ataque e recepção, ele promoveu mudanças táticas, como a entrada de Lucarelli no lugar de Honorato no segundo set. A alteração trouxe mais consistência ao passe e ao ataque, permitindo que o Brasil explorasse melhor o bloqueio adversário. O treinador também cobrou maior agressividade no saque, o que resultou em aces importantes de Matheus Pinta e Cachopa.
No terceiro set, o Brasil encontrou seu melhor momento, comandando o placar desde o início. A defesa chinesa teve dificuldades para conter os ataques brasileiros, enquanto o bloqueio verde e amarelo neutralizou jogadores como Jiang Chuan, principal pontuador da China.
- Entrada de Lucarelli: trouxe estabilidade ao passe e força no ataque.
- Saques agressivos: Matheus Pinta e Cachopa desestabilizaram a recepção chinesa.
- Bloqueio eficiente: Flávio e Alan foram decisivos em pontos de contenção.
- Vibração em quadra: orientações de Bernardinho elevaram o ânimo do time.
China resiste, mas não suporta a pressão
A seleção chinesa começou o jogo com confiança, liderada por Jiang Chuan e Yu Yuantai, que exploraram falhas no passe brasileiro no primeiro set. A China venceu a parcial inicial por 31-29, aproveitando contra-ataques e erros do Brasil, como saques desperdiçados por Lucarelli e Matheus Pinta. No entanto, a equipe asiática perdeu ritmo a partir do segundo set, com dificuldades para manter a consistência contra o bloqueio brasileiro.
Jogadores como Wen Zihua e Zhang Zhejia tentaram reagir no quarto set, mas a defesa chinesa não conseguiu conter a potência de Alan e Darlan. A China ainda anotou pontos importantes, como aces no quarto set, mas não resistiu à sequência de pontos brasileiros na reta final.
Momentos decisivos da virada
O segundo set foi o turning point do jogo. Após estar atrás por 17-14, o Brasil emplacou uma sequência de nove pontos, com destaque para o bloqueio de Alan e os saques de Cachopa. Essa arrancada mudou a dinâmica da partida, dando confiança à equipe para dominar o terceiro set com facilidade. No quarto set, mesmo com momentos de equilíbrio, como o empate em 16-16, o Brasil manteve a calma e fechou o jogo com ataques precisos de Lucarelli e Alan.
- Segundo set: virada de 14-17 para 23-17, com nove pontos consecutivos.
- Terceiro set: domínio brasileiro com placar de 25-16.
- Quarto set: empate em 16-16 superado com pontos de Lucarelli e Alan.
- Erros chineses: saques desperdiçados e falhas na recepção.
Próximos passos na VNL 2025
Com a vitória, o Brasil avança à semifinal da Liga das Nações, consolidando-se como um dos favoritos ao título. A equipe agora aguarda o adversário, que será definido entre os vencedores das outras quartas de final. A VNL 2025 é uma competição crucial para a preparação olímpica, e o desempenho brasileiro em Ningbo reforça a força do time rumo a Paris 2026.
O Brasil demonstrou resiliência e capacidade de superação, características marcantes de equipes comandadas por Bernardinho. A combinação de jovens talentos, como Matheus Pinta, e jogadores experientes, como Lucarelli, dá ao time um equilíbrio promissor para as próximas fases.
- Semifinal: Brasil aguarda adversário das quartas de final.
- Preparação olímpica: VNL serve como teste para Paris 2026.
- Equilíbrio do elenco: mescla de juventude e experiência.
Curiosidades do confronto
O jogo contra a China trouxe momentos que ficarão marcados na campanha brasileira na VNL 2025. Além da atuação de gala de Alan, a partida destacou a força mental do time, que soube reverter um set inicial desfavorável. A torcida em Ningbo, majoritariamente chinesa, criou um ambiente desafiador, mas os brasileiros usaram a pressão a seu favor, vibrando a cada ponto conquistado.
- Alan: chegou a 166 pontos na competição, liderando o Brasil.
- Lucarelli: entrou no segundo set e mudou o ritmo do jogo.
- Matheus Pinta: dois aces no terceiro set, quebrando a recepção chinesa.
- Vibração: gritos de “Bora, Brasil!” ecoaram entre os jogadores.
Histórico na Liga das Nações
O Brasil tem um histórico sólido na Liga das Nações, com pódios frequentes desde a criação do torneio. A vitória contra a China reforça a tradição da seleção masculina, que busca o título em 2025 para consolidar sua hegemonia no vôlei mundial. Nos confrontos diretos contra a China, o Brasil mantém vantagem, mas jogos como o de hoje mostram que os asiáticos podem surpreender quando aproveitam erros adversários.
A campanha brasileira na VNL 2025 tem sido marcada por atuações consistentes, com Alan se destacando como o maior pontuador da equipe. A semifinal será um teste crucial para as ambições do time, que visa o ouro no torneio e a preparação para os Jogos Olímpicos.
- Brasil: pódios regulares na VNL desde 2018.
- China: adversário competitivo, mas com histórico inferior ao Brasil.
- Alan: maior pontuador brasileiro na competição.







