Brasnorte vive pânico com assalto a banco e reféns usados como escudo humano

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Assalto Brasnorte Foto: Assalto Brasnorte - Foto: reprodução X

Em uma ação violenta que chocou a população de Brasnorte, a 588 km de Cuiabá, bandidos armados com fuzis invadiram uma agência da cooperativa Sicredi na tarde desta quarta-feira, 31 de julho de 2025, por volta das 13h. Utilizando a tática conhecida como “novo cangaço”, a quadrilha rendeu clientes e funcionários, usando-os como escudos humanos para garantir a execução do roubo e a fuga. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os criminosos, encapuzados e fortemente armados, em uma caminhonete Hilux, com um deles vigiando a entrada da agência para impedir a aproximação policial. A ação gerou pânico na cidade, que tem cerca de 16 mil habitantes, e mobilizou forças de segurança em uma busca intensa pelos suspeitos. O crime expõe a vulnerabilidade de cidades do interior e reacende o debate sobre segurança em Mato Grosso.

A operação foi marcada por uma abordagem agressiva, com os assaltantes disparando tiros para o alto para intimidar moradores e reforçar o controle da situação. Após o roubo, cuja quantia ainda não foi oficialmente divulgada, os criminosos fugiram na mesma caminhonete utilizada na chegada, abandonando os reféns em um ponto próximo à cidade. Até o momento, não há registros de feridos, mas a tensão permanece alta entre os moradores.

  • Tática do novo cangaço: Uso de reféns como escudos humanos para deter a polícia.
  • Armamento pesado: Fuzis e espingardas calibre 12 foram usados na ação.
  • Mobilidade: Caminhonete Hilux facilitou a entrada e a fuga dos criminosos.
  • Impacto local: Moradores relatam medo e insegurança após o crime.

Detalhes da ação criminosa

A invasão à agência do Sicredi em Brasnorte ocorreu em plena luz do dia, o que surpreendeu a população e dificultou a reação imediata das forças policiais. Segundo relatos de testemunhas, pelo menos cinco criminosos participaram da ação, todos encapuzados e vestindo roupas escuras, com coletes balísticos. Um dos bandidos permaneceu na entrada da agência, apontando um fuzil para a rua, enquanto os demais renderam os presentes no interior do banco. Clientes e funcionários foram obrigados a se posicionar em frente às janelas, servindo como barreira contra possíveis intervenções policiais.

A escolha do horário, no início da tarde, sugere um planejamento detalhado, aproveitando o momento de menor movimento nas ruas e a possível redução do efetivo policial na cidade. A tática do “novo cangaço” é conhecida por sua violência e organização, com quadrilhas especializadas em atacar cidades pequenas, onde a estrutura de segurança é limitada. Em Brasnorte, que conta com um contingente reduzido de policiais militares e civis, a resposta inicial foi dificultada pela ousadia dos criminosos.

  • Planejamento: Ação ocorreu em horário estratégico, com menor vigilância.
  • Intimidação: Tiros foram disparados para assustar a população.
  • Reféns: Clientes e funcionários foram usados como escudos por cerca de 20 minutos.
  • Fuga: Criminosos abandonaram reféns antes de deixar a cidade.

Reação das autoridades

A Polícia Militar de Brasnorte foi acionada imediatamente, mas a presença de reféns impediu uma abordagem direta durante o assalto. Após a fuga dos criminosos, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Civil foram mobilizadas para a região, com apoio de uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Barreiras policiais foram montadas nas rodovias que ligam Brasnorte a cidades vizinhas, como Juína e Tangará da Serra, na tentativa de interceptar a quadrilha.

A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar os suspeitos, que podem ter ligação com grupos criminosos especializados em assaltos a bancos no estilo “novo cangaço”. Há suspeitas de que a quadrilha tenha vindo de outra região, possivelmente do Pará ou de outras cidades do norte de Mato Grosso, onde crimes semelhantes têm ocorrido com frequência. Imagens de câmeras de segurança da agência e de comércios próximos estão sendo analisadas para auxiliar na identificação dos envolvidos.

  • Mobilização: Bope e Ciopaer reforçam buscas na região.
  • Investigação: Câmeras de segurança são peça-chave para identificar criminosos.
  • Suspeitas: Quadrilha pode ter origem em outros estados ou cidades próximas.

Histórico de crimes na região

Brasnorte não é a primeira cidade de Mato Grosso a sofrer com a violência do “novo cangaço”. Em 2021, um assalto semelhante em Nova Bandeirantes, a 980 km de Cuiabá, resultou em mais de 30 reféns e um prejuízo estimado em R$ 800 mil. Naquela ocasião, 22 criminosos participaram da ação, que mobilizou forças policiais por 58 dias até a captura de parte da quadrilha. Casos como esse revelam a sofisticação das quadrilhas, que utilizam armamento pesado, veículos roubados e táticas de intimidação para dominar pequenas cidades.

A região norte de Mato Grosso, próxima às divisas com Amazonas e Pará, é considerada vulnerável devido à sua localização remota e à dificuldade de acesso policial. A falta de efetivo e de infraestrutura de segurança tem atraído grupos criminosos, que planejam suas ações com meses de antecedência, muitas vezes se infiltrando nas comunidades para mapear alvos. Em Brasnorte, a agência do Sicredi já havia sido alvo de tentativas de furto em anos anteriores, mas nunca com tamanha violência.

  • Nova Bandeirantes (2021): 22 criminosos, 30 reféns, R$ 573 mil recuperados.
  • Vulnerabilidade: Cidades remotas são alvos frequentes de quadrilhas.
  • Planejamento: Criminosos estudam alvos por semanas ou meses.

Impacto na comunidade local

O assalto deixou a população de Brasnorte em estado de choque. Moradores relatam que o clima de insegurança aumentou, especialmente em uma cidade onde crimes violentos são raros. Comércios próximos à agência fecharam as portas durante a tarde, e muitos pais buscaram seus filhos nas escolas por medo de novos ataques. A agência do Sicredi, danificada durante a ação, permanecerá fechada até que os reparos sejam concluídos, o que pode afetar o acesso dos moradores a serviços bancários.

O prefeito de Brasnorte, em entrevista à imprensa local, destacou a necessidade de reforço na segurança pública. Ele afirmou que a cidade, com apenas um pequeno contingente policial, não está preparada para enfrentar quadrilhas tão organizadas. A população também cobra medidas do governo estadual, como a instalação de bases policiais mais equipadas e o aumento do efetivo na região.

  • Reação da comunidade: Medo e interrupção das atividades locais.
  • Danos: Agência bancária fechada por tempo indeterminado.
  • Demandas: Prefeito e moradores pedem mais segurança.

Ações preventivas em debate

O recrudescimento de assaltos no estilo “novo cangaço” em Mato Grosso tem levado autoridades a discutir estratégias de prevenção. Entre as medidas propostas estão o fortalecimento do policiamento em cidades do interior, a instalação de sistemas de monitoramento mais robustos e a cooperação entre estados vizinhos, como Amazonas e Pará, para combater quadrilhas que atuam em áreas de divisa. Bancos e cooperativas também têm investido em tecnologias de segurança, como cofres com dispositivos de retardo e alarmes conectados diretamente às forças policiais.

Especialistas em segurança pública apontam que a redução da circulação de dinheiro em espécie, impulsionada por sistemas como o Pix, pode diminuir a atratividade de agências bancárias para os criminosos. No entanto, enquanto a infraestrutura de segurança não for ampliada, cidades como Brasnorte continuarão sendo alvos vulneráveis.

  • Reforço policial: Proposta de aumento do efetivo nas cidades do interior.
  • Tecnologia: Cofres com retardo e câmeras de alta resolução em bancos.
  • Cooperação: Parcerias entre estados para rastrear quadrilhas.
  • Pix: Pagamentos digitais podem reduzir assaltos a bancos.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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