Um pediatra de 34 anos foi preso em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, suspeito de abusar sexualmente de um menino de 6 anos durante uma consulta na Unimed de Conselheiro Lafaiete, região Central de Minas Gerais, em junho de 2025. A prisão ocorreu na segunda-feira, 4 de agosto, após denúncia da mãe da criança, que relatou o crime à Polícia Militar. O caso, investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), gerou revolta na comunidade local. O médico, afastado de suas funções pela Unimed, nega as acusações, mas está detido preventivamente. O inquérito segue em andamento para apurar possíveis outras vítimas.
A denúncia partiu da mãe, que levou o filho ao hospital devido a uma dor de garganta. Durante a consulta, o profissional pediu que ela saísse para preencher um documento, deixando a criança sozinha. Ao retornar, a mãe notou o filho em proximidade incomum com o médico, que alegou estar recebendo ajuda do menino para elaborar a receita.
- Detalhes do caso: A criança relatou à mãe que o médico abriu sua calça e realizou ato libidinoso, cobrindo os olhos do menino durante o abuso.
- Ação policial: Após a denúncia, a PM foi acionada, e o suspeito foi levado à delegacia.
- Resposta da Unimed: O hospital abriu sindicância e afastou o médico imediatamente.
A comunidade de Conselheiro Lafaiete está em choque, enquanto a Polícia Civil intensifica as investigações.
Detalhes da denúncia e contexto do crime
A mãe da vítima relatou que o abuso ocorreu em 24 de junho, durante uma consulta de rotina na Unimed Conselheiro Lafaiete. Segundo o depoimento, o pediatra aproveitou o momento em que a mãe saiu do consultório para preencher uma ficha na recepção. A criança, ao sair do hospital, descreveu o ocorrido de forma detalhada, mencionando que o médico justificou o ato como uma tentativa de “desentupir o piu piu”. A mãe, revoltada, acionou imediatamente o número de emergência 190, levando à rápida intervenção da Polícia Militar.
O suspeito, identificado como Fabrício Martins Ribeiro, foi detido em Juiz de Fora, após articulação entre as polícias de Conselheiro Lafaiete e da Zona da Mata. A prisão preventiva foi decretada com base em indícios coletados pela Deam, que conduz o inquérito. A investigação busca agora determinar se há outras vítimas, já que casos semelhantes podem permanecer não denunciados por medo ou constrangimento.
- Relato da vítima: A criança descreveu o abuso com detalhes que chocaram os investigadores.
- Comportamento do suspeito: O médico tentou minimizar o contato físico, oferecendo um balão de luva cirúrgica como “presente”.
- Impacto na família: A mãe da vítima está recebendo apoio psicológico, segundo a polícia.
Investigação em curso e atuação policial
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Deam em Conselheiro Lafaiete, assumiu a investigação logo após a denúncia. O inquérito reuniu depoimentos, incluindo o da criança, que passou por avaliação com técnicas de leitura corporal. Apesar de o abuso não ter sido confirmado no mesmo dia pelo corpo clínico do hospital, as evidências colhidas posteriormente embasaram o pedido de prisão preventiva, formalizado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
A operação que resultou na prisão envolveu cooperação entre as forças policiais de Conselheiro Lafaiete e Juiz de Fora. O mandado judicial foi cumprido com rapidez, e o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde aguarda decisão da Justiça. A Deam continua apurando o caso, com foco em identificar possíveis padrões de comportamento do médico em outras consultas.
- Procedimentos investigativos: Depoimentos e análises de comportamento da vítima foram cruciais.
- Cooperação policial: A articulação entre cidades agilizou a prisão do suspeito.
- Busca por outras vítimas: A polícia solicita que possíveis denunciantes procurem a delegacia.
- Apoio à vítima: A criança e a família estão sob acompanhamento especializado.
Posicionamento da Unimed e medidas internas
A Unimed Conselheiro Lafaiete emitiu nota oficial afirmando que colabora plenamente com as autoridades desde o início das investigações. O hospital destacou que o médico foi afastado de suas funções no mesmo dia da denúncia, e uma sindicância interna foi aberta pela Comissão Ética para apurar o caso. A cooperativa reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes, mas não detalhou se outras medidas preventivas serão adotadas.
A instituição também informou que está à disposição da Justiça para esclarecimentos adicionais. A sindicância interna busca avaliar se houve falhas nos protocolos de atendimento, especialmente no que diz respeito à supervisão de consultas pediátricas. A comunidade local, no entanto, cobra maior transparência sobre os procedimentos adotados pelo hospital.
- Afastamento imediato: O médico foi suspenso assim que a denúncia foi registrada.
- Sindicância ética: A Unimed investiga possíveis irregularidades no atendimento.
- Compromisso público: A cooperativa enfatiza a prioridade na segurança dos beneficiários.
Repercussão na comunidade local
O caso gerou grande comoção em Conselheiro Lafaiete, cidade de cerca de 130 mil habitantes. Moradores expressaram indignação nas redes sociais, exigindo justiça e maior rigor na fiscalização de profissionais de saúde. O episódio reacendeu debates sobre a segurança de crianças em ambientes médicos e a necessidade de protocolos mais rígidos para consultas pediátricas, como a presença obrigatória de um acompanhante durante todo o atendimento.
Entidades locais, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, manifestaram apoio à família e cobraram ações preventivas. A população também questiona como o médico, que segundo sua defesa possui 10 anos de carreira sem registros de denúncias anteriores, pôde agir sem levantar suspeitas.
- Reação popular: Moradores pedem punição severa e mudanças nos protocolos médicos.
- Debate sobre segurança: A presença de acompanhantes em consultas é discutida.
- Apoio à família: Entidades locais oferecem suporte psicológico e jurídico.
- Questionamentos éticos: A reputação do médico é colocada em xeque pela comunidade.
Prevenção e orientações para denúncias
Casos de abuso sexual infantil, como o relatado, reforçam a importância de medidas preventivas e da denúncia imediata. Especialistas em proteção à infância recomendam que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento das crianças após consultas médicas. A denúncia pode ser feita de forma anônima, garantindo a segurança de quem relata.
A Polícia Civil orienta que qualquer suspeita de abuso seja comunicada pelo telefone 197 ou pelo Disque 100, serviço nacional de proteção aos direitos humanos. Em situações de emergência, o 190 deve ser acionado. A Deam de Conselheiro Lafaiete também disponibiliza canais específicos para atender vítimas e familiares, garantindo acolhimento e sigilo.
- Atenção a sinais: Mudanças no comportamento da criança podem indicar abuso.
- Canais de denúncia: Disque 100 e 197 são opções seguras e anônimas.
- Apoio especializado: A Deam oferece suporte psicológico e jurídico às vítimas.
- Prevenção: Acompanhantes devem permanecer durante consultas pediátricas.
