Um segurança de 27 anos, Jailton Pereira Costa Junio, foi morto com um tiro na cabeça, e outro ficou ferido, após uma briga generalizada na Boate Girus, em Pará de Minas, Minas Gerais, na madrugada de 10 de agosto de 2025. A confusão começou com um desentendimento entre clientes, escalando para violência física. Um suspeito de 24 anos, identificado como Weverton Elimar Pereira, conhecido como “Costela”, foi expulso do local, retornou armado com uma pistola 9 mm, disparou quatro vezes para o alto e três contra os seguranças, fugindo em seguida. A Polícia Militar localizou o veículo usado na fuga, um Ford Fusion, mas o atirador segue foragido. A Polícia Civil investiga o caso, que chocou a cidade e reacendeu debates sobre a segurança em casas noturnas.
A violência em ambientes de entretenimento noturno tem gerado preocupação em todo o país. O incidente na Boate Girus expõe a vulnerabilidade de seguranças e frequentadores diante de situações de conflito mal gerenciadas. A tragédia, que resultou na morte de um jovem profissional, levanta questões sobre medidas preventivas e o controle de armas em espaços públicos.
- Detalhes do incidente: A briga envolveu cerca de seis pessoas, segundo a Polícia Militar.
- Arma utilizada: Pistola calibre 9 mm, com disparos para o alto e contra os seguranças.
- Consequências imediatas: Um segurança morto e outro ferido no braço.
A Boate Girus, com 36 anos de história, lamentou o ocorrido e destacou os desafios de conter a violência em um cenário nacional cada vez mais crítico.
Reconstituição dos fatos
A confusão na Boate Girus começou por volta das 3h30, conforme relatos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. Um desentendimento entre frequentadores evoluiu para uma briga generalizada, exigindo a intervenção dos seguranças. Durante a retirada dos envolvidos, um dos profissionais foi atingido no queixo por uma garrafa, o que agravou a tensão. O suspeito, conhecido como “Costela”, deixou o local, mas voltou minutos depois em um Ford Fusion preto. Ele pegou uma pistola cromada debaixo do banco do veículo e disparou sete vezes: quatro para o alto e três contra os seguranças que bloqueavam a entrada da boate.
Jailton Pereira Costa Junio, de 27 anos, foi atingido na cabeça e levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição por uma viatura da Polícia Militar, mas não resistiu. Outro segurança, de 31 anos, sofreu um ferimento no braço e recebeu alta após atendimento médico. Um terceiro segurança, Wesley Mascena Claudino, teve um corte no queixo devido à garrafada, mas não foi baleado. As imagens de segurança foram cruciais para identificar o autor e outros envolvidos, embora ninguém tenha sido preso até o momento.
- Cronologia do crime:
- Desentendimento inicial entre clientes.
- Intervenção dos seguranças e retirada dos envolvidos.
- Retorno do suspeito armado, disparando contra os profissionais.
- Fuga em um Ford Fusion preto.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar o homicídio. Peritos criminais analisaram vestígios no local, incluindo cartuchos de 9 mm e o veículo do suspeito, que foi apreendido junto a um celular. A identificação de Weverton Elimar Pereira, o “Costela”, foi facilitada por câmeras de segurança e testemunhas. O suspeito, que já possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas, segue foragido, e buscas intensivas continuam na região de Pará de Minas.
A Polícia Militar isolou a área logo após o crime, garantindo a preservação da cena para a perícia. A investigação também busca esclarecer a participação de outros envolvidos na briga inicial, que podem ter contribuído para a escalada da violência. A Polícia Civil informou que todas as circunstâncias do caso estão sendo examinadas, com foco na elucidação dos fatos e na responsabilização dos culpados.
- Ações policiais:
- Isolamento da área do crime.
- Apreensão do Ford Fusion e cartuchos de 9 mm.
- Análise de imagens de câmeras de segurança.
- Buscas pelo suspeito foragido.
Reação da boate e da empresa de segurança
A Boate Girus e a Rhino Vigilância Patrimonial, empresa responsável pelos seguranças, emitiram uma nota conjunta lamentando a tragédia. Ambas repudiaram o ato de violência e destacaram que oferecem suporte psicológico, jurídico e logístico às vítimas e suas famílias. A Girus enfatizou que, ao longo de seus 36 anos, sempre priorizou a segurança, mas enfrenta dificuldades em um contexto de violência crescente no país.
A Rhino Vigilância Patrimonial, legalmente autorizada pela Polícia Federal, reforçou que os profissionais atingidos eram qualificados e seguiam protocolos de segurança. A empresa informou que colabora plenamente com as autoridades, fornecendo imagens e informações para a investigação. A nota também expressou condolências à família de Jailton e desejos de recuperação ao segurança ferido.
- Medidas da boate e da empresa:
- Suporte às vítimas e familiares.
- Colaboração com a investigação policial.
- Repúdio ao uso de arma de fogo.
Impacto na comunidade local
A morte de Jailton Pereira Costa Junio, enterrado em 11 de agosto sob forte comoção, abalou a comunidade de Pará de Minas, uma cidade de cerca de 90 mil habitantes. Amigos e familiares descreveram o segurança como um profissional dedicado e querido. O caso gerou debates sobre a segurança em espaços de entretenimento e a necessidade de medidas mais rígidas para evitar conflitos violentos.
Moradores expressaram preocupação com a escalada da violência em eventos noturnos, cobrando maior fiscalização e treinamento para equipes de segurança. O incidente também reacendeu discussões sobre o porte de armas por civis, especialmente em locais de grande circulação. A Boate Girus, conhecida por atrair jovens da região, enfrenta agora o desafio de restaurar a confiança do público.
- Repercussões locais:
- Comoção no enterro de Jailton Pereira.
- Debate sobre segurança em casas noturnas.
- Questionamentos sobre controle de armas.
Contexto de violência em boates
Casos de violência em casas noturnas não são isolados em Minas Gerais. Em Contagem, em fevereiro de 2023, uma briga generalizada em uma boate resultou em um policial militar ferido. Em Uberlândia, em maio de 2025, um PM de folga sacou uma arma e deu uma coronhada em um homem durante uma discussão em outra boate. Esses episódios evidenciam a dificuldade de manter a segurança em ambientes de grande aglomeração.
Especialistas apontam que a combinação de álcool, rivalidades pessoais e acesso a armas contribui para a escalada de conflitos. A falta de regulamentação mais rígida para o porte de armas em locais públicos é outro fator crítico. Em Pará de Minas, a tragédia na Boate Girus reforça a necessidade de revisar protocolos de segurança e investir em prevenção.
- Fatores que contribuem para a violência:
- Consumo de álcool em ambientes noturnos.
- Acesso a armas de fogo por civis.
- Falta de treinamento específico para seguranças em situações de crise.
Medidas preventivas em discussão
Autoridades locais e estaduais discutem formas de evitar novos casos como o da Boate Girus. Entre as propostas, estão o aumento da fiscalização em casas noturnas, a exigência de detectores de metais na entrada e a capacitação contínua de seguranças para lidar com conflitos. A Polícia Militar planeja intensificar rondas em áreas de grande movimento noturno, enquanto a Polícia Civil cobra maior controle sobre o comércio e porte de armas.
A sociedade civil também pressiona por mudanças. Grupos de moradores de Pará de Minas organizam reuniões para discutir a segurança pública, pedindo mais diálogo entre a polícia, donos de estabelecimentos e a comunidade. A tragédia serve como alerta para a importância de políticas públicas que promovam a convivência pacífica em espaços de lazer.
- Propostas para prevenção:
- Instalação de detectores de metais em boates.
- Treinamento avançado para seguranças.
- Fiscalização mais rigorosa do porte de armas.
- Diálogo com a comunidade para ações preventivas.
Legado de Jailton Pereira
Jailton Pereira Costa Junio, de 27 anos, era conhecido por sua dedicação ao trabalho e carisma. Colegas da Rhino Vigilância Patrimonial destacaram sua coragem ao intervir na briga, mesmo enfrentando riscos. Sua morte deixa um vazio em Pará de Minas e reforça a necessidade de proteger profissionais que atuam na linha de frente da segurança privada.
A família de Jailton recebe apoio psicológico e jurídico, mas a perda irreparável alimenta pedidos por justiça. A captura de “Costela” é aguardada com expectativa, enquanto a comunidade reflete sobre como evitar que tragédias semelhantes se repitam. O caso segue em investigação, com a promessa das autoridades de esclarecer todos os detalhes.
- Homenagens à vítima:
- Enterro marcado por comoção em 11 de agosto.
- Reconhecimento da dedicação de Jailton como segurança.
- Apoio contínuo à família pela empresa e comunidade.

