Alerta vermelho no Centro-Oeste e Sudeste eleva riscos de incêndios e problemas de saúde (95) Inmet emite alerta vermelho para baixa umidade em 200 cidades do Centro-Oeste e Sudeste (92) Calor e seca intensificam riscos de incêndios no Centro-Oeste e Sudeste, alerta Inmet (90) Baixa umidade ameaça saúde e aumenta incêndios no Centro-Oeste e Sudeste, diz Inmet (91) 200 cidades em alerta vermelho por baixa umidade e alto risco de incêndios, avisa Inmet (94)
Inmet alerta para umidade abaixo de 12% em 200 cidades, elevando riscos de incêndios e problemas de saúde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (14/8/2025), um alerta vermelho para mais de 200 cidades nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, incluindo leste do Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, Goiás, oeste de Minas Gerais e norte de São Paulo. A umidade relativa do ar caiu para níveis críticos, abaixo de 12%, aumentando significativamente os riscos de incêndios florestais e problemas de saúde, como doenças respiratórias e desidratação. O aviso, válido até às 17h, reforça a necessidade de cuidados como hidratação constante e evitar exposição ao sol. A condição de calor intenso e tempo seco tem agravado a situação, especialmente no Brasil Central.
A persistência do tempo seco tem colocado autoridades em alerta, com estações meteorológicas registrando índices de umidade considerados “perigosíssimos”. O fenômeno, típico do inverno, é agravado por altas temperaturas, como os 34°C previstos para Cuiabá. A combinação de calor e baixa umidade potencializa o risco de queimadas, que já têm causado preocupação em diversas regiões. Medidas preventivas são cruciais para minimizar impactos à saúde e ao meio ambiente.
- Riscos à saúde: Problemas respiratórios, dores de cabeça e ressecamento da pele.
- Prevenção: Hidratação constante, uso de umidificadores e evitar atividades ao ar livre.
- Áreas afetadas: Mais de 200 cidades, incluindo capitais como Goiânia e Brasília.
- Período crítico: Das 13h às 17h, com umidade abaixo de 12%.
Medidas preventivas contra a baixa umidade
A população nas áreas afetadas deve adotar cuidados específicos para enfrentar as condições adversas. A baixa umidade relativa do ar, inferior a 12%, é considerada crítica pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda níveis mínimos de 60% para conforto humano. Autoridades orientam ações práticas para reduzir os impactos. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros reforçam a importância de evitar queimadas e monitorar sintomas de desidratação.
Hidratar o corpo é a principal recomendação. Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, ajuda a prevenir problemas como dores de cabeça e irritações nas vias respiratórias. Evitar bebidas diuréticas, como café e álcool, também é essencial, pois elas podem agravar a desidratação. Além disso, o uso de hidratantes corporais e umidificadores de ambiente pode aliviar o ressecamento da pele e das mucosas.
- Beba água: Consuma pelo menos 2 litros de água por dia, em pequenos goles.
- Evite o sol: Reduza a exposição entre 10h e 16h, período de maior calor.
- Umidifique o ambiente: Use umidificadores ou coloque toalhas molhadas em casa.
- Proteja a pele: Aplique hidratantes para evitar ressecamento e rachaduras.
- Atenção aos sintomas: Procure ajuda médica em caso de tontura ou dificuldade respiratória.

Riscos de incêndios florestais em alta
O alerta vermelho emitido pelo Inmet destaca o elevado risco de incêndios florestais, especialmente no Centro-Oeste. A combinação de baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca cria condições ideais para a propagação de queimadas. Regiões como o sul de Mato Grosso e o leste de Mato Grosso do Sul enfrentam índices de umidade que potencializam focos de fogo, dificultando o controle.
No último mês, o Brasil Central registrou aumento significativo de queimadas, com impacto em áreas rurais e urbanas. A fumaça gerada por esses incêndios já compromete a qualidade do ar em cidades como Brasília e Goiânia, agravando problemas respiratórios na população. O Inmet alerta que as condições atuais podem persistir nas próximas semanas, exigindo maior vigilância.
- Áreas críticas: Centro-sul mato-grossense, leste goiano e Triângulo Mineiro.
- Impacto ambiental: Queimadas destroem vegetação e afetam a fauna local.
- Ação das autoridades: Bombeiros intensificam monitoramento em áreas de risco.
- Prevenção: Evitar qualquer tipo de queimada, mesmo controlada.
Impactos na saúde pública
A baixa umidade tem consequências diretas na saúde da população, especialmente em grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias crônicas. Níveis de umidade abaixo de 20% podem causar desconforto nos olhos, boca e nariz, além de aumentar a incidência de alergias e infecções respiratórias. Hospitais em cidades como São José do Rio Preto e Ribeirão Preto já relatam aumento na procura por atendimentos relacionados a esses sintomas.
A situação exige cuidados redobrados em ambientes internos, onde a falta de ventilação pode agravar os efeitos do ar seco. Médicos recomendam o uso de máscaras em áreas com fumaça de queimadas e a manutenção de uma rotina de hidratação. A população também deve estar atenta a sinais de desidratação grave, como tontura e confusão mental.
Como as cidades estão lidando com a crise
Prefeituras de cidades afetadas têm adotado medidas emergenciais para mitigar os impactos da baixa umidade. Em Goiânia, campanhas educativas incentivam a população a economizar água e evitar atividades que possam gerar faíscas ou fogo. Em Brasília, a Defesa Civil distribui alertas por mensagens de texto, orientando sobre cuidados com a saúde e prevenção de incêndios. Já em Belo Horizonte, programas de monitoramento da qualidade do ar foram intensificados.
A resposta das autoridades inclui ainda a ampliação de equipes de bombeiros em áreas de maior risco e a instalação de pontos de hidratação em espaços públicos. Essas ações visam reduzir os danos causados pela combinação de calor intenso e ar seco, que tem afetado a rotina de milhares de moradores.
- Campanhas educativas: Foco na conscientização sobre hidratação e prevenção de queimadas.
- Monitoramento: Estações do Inmet acompanham índices de umidade em tempo real.
- Apoio à população: Pontos de hidratação em praças e locais de grande circulação.
- Ações preventivas: Fiscalização de áreas propensas a incêndios florestais.
Previsão para as próximas semanas
A tendência é que o tempo seco persista no Centro-Oeste e em partes do Sudeste, com índices de umidade permanecendo em níveis críticos. Segundo o Inmet, a falta de chuvas significativas e as temperaturas elevadas devem manter o alerta para queimadas e problemas de saúde. Cidades como Cuiabá e Campo Grande podem registrar máximas acima de 35°C, agravando a situação.
Meteorologistas apontam que o inverno de 2025 tem sido marcado por condições extremas, com pouca nebulosidade e alta pressão atmosférica. A chegada de frentes frias, esperada para o final de agosto, pode trazer alívio ao Sudeste, mas o Centro-Oeste deve continuar enfrentando a seca. A população deve se preparar para um período prolongado de cuidados intensivos.
- Temperaturas: Máximas de até 35°C em cidades como Cuiabá e Goiânia.
- Chuvas: Precipitações significativas só são esperadas a partir de setembro.
- Umidade: Índices devem permanecer abaixo de 20% na maioria das áreas.
- Alerta contínuo: Inmet mantém monitoramento diário para atualizar avisos.
Cuidados com a população vulnerável
Grupos como idosos, crianças e pessoas com condições respiratórias preexistentes são os mais afetados pela baixa umidade. A exposição prolongada ao ar seco pode agravar doenças como asma e bronquite, além de aumentar o risco de infecções. Em cidades como Araçatuba e Presidente Prudente, unidades de saúde estão orientando a população sobre a importância de manter ambientes úmidos e evitar esforços físicos ao ar livre.
A recomendação é que familiares monitorem idosos e crianças, garantindo que eles mantenham uma rotina de hidratação e evitem exposição ao sol. Escolas em algumas cidades adotaram medidas como a suspensão de atividades ao ar livre durante os horários mais secos do dia. Essas ações buscam proteger os mais vulneráveis e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.
- Grupos de risco: Idosos, crianças e portadores de doenças respiratórias.
- Medidas escolares: Suspensão de atividades ao ar livre em horários críticos.
- Saúde pública: Hospitais reforçam estoques de medicamentos para alergias.
- Recomendações: Uso de máscaras em áreas com fumaça e umidificadores em casa.