Polícia investiga mortes de PM e empresária em banheira de motel em SCPor Maria
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A Polícia Civil de Santa Catarina trabalha para desvendar a morte do cabo da Polícia Militar Jeferson Luiz Sagaz, de 37 anos, e da empresária Ana Carolina Silva, de 41 anos, encontrados sem vida na madrugada de 12 de agosto de 2025, dentro da banheira de um motel em São José, na Grande Florianópolis. O casal, que celebrava o aniversário de 4 anos da filha no domingo anterior, estava desaparecido desde a noite de 10 de agosto. Sem sinais aparentes de violência nos corpos, as autoridades investigam todas as hipóteses, de homicídio a morte acidental, enquanto aguardam os resultados de exames periciais. A tragédia abalou familiares e amigos, que destacam a união do casal, junto há quase 20 anos. A ausência de pistas claras torna o caso um desafio para os investigadores.
A descoberta dos corpos ocorreu por volta das 22h15 de segunda-feira, no bairro Roçado, às margens da BR-101. Jeferson e Ana Carolina passaram o domingo em um food park, comemorando com a filha, e depois seguiram para um bar no bairro Coqueiros, em Florianópolis, onde foram vistos pela última vez por volta das 23h30. A filha do casal ficou com a irmã de Jeferson, mas eles não apareceram para buscá-la no dia seguinte, levantando preocupações.
- Cronologia inicial: O casal celebrou o aniversário da filha no domingo, 10 de agosto.
- Último avistamento: Vistos em um bar em Coqueiros por volta das 23h30.
- Descoberta: Corpos encontrados na banheira do motel na noite de segunda-feira.
- Investigação: Perícias no quarto, no carro e em câmeras de segurança estão em andamento.
Detalhes da investigação policial
A Delegacia de Homicídios de São José, sob comando do delegado Felipe Simão, conduz as investigações com cautela. A ausência de sinais de violência nos corpos levou a polícia a considerar múltiplas possibilidades, incluindo homicídio, suicídio ou morte acidental. A Polícia Científica realiza exames toxicológicos e de autópsia para determinar a causa exata das mortes, com resultados esperados em até uma semana. O quarto do motel, o veículo do casal e as câmeras de segurança foram periciados, mas nenhum vestígio inicial aponta para uma resposta definitiva.
A arma funcional de Jeferson, que ele deixou em casa, não estava no local, descartando, por ora, a possibilidade de uso de arma de fogo. A polícia também analisa dispositivos eletrônicos e registros de comunicação para buscar pistas sobre os últimos momentos do casal. Testemunhas, como funcionários do motel e amigos próximos, estão sendo ouvidas para esclarecer o comportamento do casal antes do ocorrido.
Quem eram Jeferson e Ana Carolina
Jeferson Luiz Sagaz ingressou na Polícia Militar de Santa Catarina em 2014 e atuava na Academia de Polícia Militar da Trindade, em Florianópolis. Conhecido como “CB Sagaz”, era descrito por colegas como dedicado e querido. Ana Carolina Silva, conhecida nas redes sociais como Ana Mood, era empresária no ramo da beleza, dona da esmalteria MoodNails, em São José, que atendeu mais de 24 mil clientes em nove anos. Ela também oferecia mentoria empresarial, com o lema “te ensino a ter um negócio estruturado que não dependa apenas de você”.
- Jeferson Luiz Sagaz: Cabo da PM, 37 anos, atuava na formação de novos policiais.
- Ana Carolina Silva: Empresária, 41 anos, dona de uma esmalteria e mentora de negócios.
- Vida pessoal: Juntos há quase 20 anos, deixam uma filha de 4 anos.
- Legado: Esmalteria anunciou fechamento temporário em luto pela morte de Ana.
O casal era conhecido pela união e pela vida familiar estável. A morte de ambos gerou comoção, com homenagens nas redes sociais. O velório de Ana Carolina ocorreu no Cemitério Itacorubi, em Florianópolis, na terça-feira, 12 de agosto.
Possíveis cenários analisados
A ausência de marcas de violência direciona a investigação para cenários menos evidentes. A polícia considera a possibilidade de intoxicação, seja por substâncias ingeridas ou por fatores ambientais, como monóxido de carbono, já que o quarto estava com ar-condicionado ligado em alta temperatura e a banheira com água quente. Um laudo preliminar mencionado por algumas fontes sugere a possibilidade de eletrocução, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente.
A investigação também avalia se terceiros podem ter influenciado o ocorrido, mesmo sem sinais claros de intervenção. A análise de câmeras de segurança e do histórico de comunicação do casal pode revelar interações ou movimentações suspeitas. O delegado Felipe Simão enfatizou que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a possibilidade de um crime disfarçado ou uma fatalidade acidental.

Repercussão na comunidade
A morte de Jeferson e Ana Carolina chocou São José e Florianópolis. A Associação de Praças de Santa Catarina lamentou a perda do “irmão de farda”, enquanto a MoodNails publicou uma nota de pesar, destacando Ana como “uma mãe, esposa e empresária excepcional”. A comunidade local se mobilizou nas redes sociais, compartilhando mensagens de apoio à família e pedidos por justiça ou esclarecimentos.
- Luto coletivo: Velório de Ana reuniu familiares, amigos e clientes.
- Homenagens: Publicações nas redes sociais exaltam a dedicação do casal.
- Impacto local: Esmalteria suspendeu atividades até 19 de agosto.
A filha de 4 anos, agora sob os cuidados de familiares, tornou-se o centro das atenções emocionais da comunidade, que se solidariza com a perda dos pais.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais para avançar no caso. Exames toxicológicos são cruciais para verificar a presença de substâncias no organismo do casal, enquanto a análise do ambiente do motel pode apontar falhas estruturais, como problemas elétricos. A oitiva de testemunhas continua, com foco em amigos e funcionários que possam esclarecer os eventos da noite de domingo.
A investigação também busca reconstruir a cronologia exata dos últimos momentos do casal, desde a saída do bar até a chegada ao motel. A análise de câmeras de segurança do estabelecimento e da BR-101 pode fornecer informações sobre a movimentação no local. A polícia mantém sigilo sobre detalhes preliminares para evitar especulações, mas a pressão por respostas cresce entre familiares e a população.
Reações e apoio à família
A tragédia mobilizou a comunidade de São José, com mensagens de apoio circulando nas redes sociais. A esmalteria de Ana Carolina anunciou que permanecerá fechada até 19 de agosto, em respeito à memória da empresária. Colegas de Jeferson na Polícia Militar organizaram homenagens internas, destacando seu papel na formação de novos policiais.
A família do casal, especialmente a irmã de Jeferson, que cuidava da filha durante o ocorrido, enfrenta o luto enquanto busca respostas. A comunidade local se organiza para oferecer suporte emocional e financeiro à criança de 4 anos, que perdeu os pais de forma abrupta.
- Solidariedade: Moradores de São José criaram correntes de apoio nas redes.
- Homenagens póstumas: PM e esmalteria publicaram notas de pesar.
- Futuro da filha: Familiares assumem cuidado da criança de 4 anos.
O caso segue como um mistério, com a Polícia Civil trabalhando para esclarecer as circunstâncias e trazer respostas à família e à sociedade.







