Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) anunciou, em 13 de agosto de 2025, um lucro líquido regulatório de R$ 299,4 milhões no segundo trimestre, alta de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024. A companhia, listada na B3 sob o código TAEE11, também divulgou a distribuição de R$ 299,4 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), a serem pagos em 27 de novembro, com data de corte em 18 de agosto. A receita operacional líquida atingiu R$ 621,3 milhões, crescimento de 7,2% ano a ano, enquanto o Ebitda regulatório alcançou R$ 521,7 milhões, avanço de 7,5%. Com sede em São Paulo, a Taesa opera no setor de transmissão de energia, e os resultados refletem a entrada de novos projetos e ajustes inflacionários. O desempenho reforça a posição da empresa como uma das principais escolhas para investidores em busca de renda passiva.

Os números do segundo trimestre mostram consistência operacional, com destaque para a entrada em operação do projeto Pitiguari, que adicionou receita anual permitida (RAP) ao portfólio da companhia. A Taesa também se beneficiou de ajustes inflacionários no ciclo RAP 2025-2026, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A política de distribuição de 90% a 100% do lucro regulatório mantém o papel atrativo para investidores focados em dividendos.

  • Principais indicadores do 2T25:
    • Lucro líquido regulatório: R$ 299,4 milhões (+1,8% a/a).
    • Receita operacional líquida: R$ 621,3 milhões (+7,2% a/a).
    • Ebitda regulatório: R$ 521,7 milhões (+7,5% a/a).
    • Dividendos e JCP: R$ 299,4 milhões (R$ 0,87 por unit).

Resultados financeiros em destaque

O desempenho financeiro da Taesa no segundo trimestre de 2025 reflete a solidez do modelo de negócios da companhia, focado em contratos de longo prazo e receitas previsíveis. A receita operacional líquida de R$ 621,3 milhões foi impulsionada pela entrada do projeto Pitiguari, concluído em 22 meses, e por reforços em ativos como Novatrans. A inflação positiva no índice IPCA, que corrige parte dos contratos, também contribuiu para o crescimento, apesar de um impacto negativo do IGP-M. O Ebitda regulatório de R$ 521,7 milhões, com margem de 84%, demonstra eficiência operacional, mesmo com custos e despesas totais subindo 10,9%, para R$ 201,7 milhões.

O aumento nos custos foi puxado principalmente pela depreciação e amortização, que cresceram 17% em relação ao 2T24, enquanto os custos operacionais (PMSO) subiram 5,3%, para R$ 99,5 milhões, abaixo da inflação do período. A despesa financeira líquida, que atingiu R$ 227,1 milhões (+11,9%), reflete o maior endividamento médio e a atualização de dívidas atreladas ao IPCA e CDI. Apesar disso, a companhia conseguiu reduzir o impacto fiscal, com uma queda de 12,9% no imposto de renda e contribuição social, devido a deduções de JCP e benefícios fiscais.

  • Fatores que impulsionaram o resultado:
    • Entrada em operação do projeto Pitiguari, adicionando R$ 22,2 milhões à RAP.
    • Reajustes inflacionários no ciclo RAP 2024-2025.
    • Redução da parcela variável, melhorando a receita líquida.
    • Gestão eficiente de custos operacionais, com PMSO controlado.

Dividendos e atratividade para investidores

A aprovação de R$ 299,4 milhões em proventos, equivalente a R$ 0,87 por unit, reforça a reputação da Taesa como uma “máquina de dividendos”. O pagamento, dividido entre R$ 79,3 milhões em dividendos intercalares e R$ 220,1 milhões em JCP, será realizado em 27 de novembro, com base na posição acionária de 18 de agosto. A partir de 19 de agosto, as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”. O dividend yield estimado para o período é de cerca de 2,3%, mas projeções apontam para um yield anual entre 8% e 9%, considerando a política de distribuir 90% a 100% do lucro regulatório.

A consistência nos pagamentos trimestrais e a previsibilidade de receitas, garantidas por contratos regulados, tornam a Taesa uma opção atrativa para investidores de renda. A data de corte próxima, em 18 de agosto, deve gerar movimentação no mercado, com investidores buscando se posicionar para receber os proventos. No entanto, a alta alavancagem, com dívida líquida de R$ 11,5 bilhões e relação dívida líquida/EBITDA de 4,1x, exige atenção, especialmente em um cenário de juros elevados.

Taesa
Taesa – Foto: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Novo ciclo de receita anual permitida

A homologação do ciclo RAP 2025-2026 pela ANEEL trouxe um reajuste de 7,03% para contratos indexados ao IGP-M e 5,32% para os atrelados ao IPCA. Com isso, a RAP total da Taesa, incluindo projetos operacionais e em construção, alcançou R$ 4,4 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões já estão em operação. Esse incremento deve começar a impactar os resultados a partir do terceiro trimestre, sustentando o crescimento da receita operacional.

A entrada de novos projetos, como Pitiguari, e reforços em ativos existentes, como Novatrans, fortalecem a capacidade da companhia de gerar caixa recorrente. A Taesa também concluiu a 18ª emissão de debêntures verdes, no valor de R$ 800 milhões, com duas séries indexadas ao IPCA e swap para CDI, otimizando o custo do financiamento. Esses recursos são direcionados para investimentos em expansão, que atingiram R$ 747,7 milhões no primeiro semestre de 2025, alta de 105,4% em relação ao mesmo período de 2024.

  • Detalhes do ciclo RAP 2025-2026:
    • RAP total: R$ 4,4 bilhões, com R$ 4 bilhões operacionais.
    • Reajuste de 7,03% (IGP-M) e 5,32% (IPCA).
    • Entrada de novos ativos e reforços, como Pitiguari e Novatrans.
    • Emissão de debêntures verdes de R$ 800 milhões para funding.

Gestão operacional e investimentos

A Taesa mantém uma operação resiliente, com destaque para a baixa parcela variável (0,51% da receita de transmissão no primeiro semestre), refletindo alta disponibilidade de seus ativos. O projeto Pitiguari, concluído antes do prazo, adicionou R$ 22,2 milhões à RAP, evidenciando a capacidade da companhia de executar obras de forma eficiente. No primeiro semestre, os investimentos em projetos como Tangará, Saira e Pitiguari impulsionaram o CAPEX, que deve continuar elevado no curto prazo, mas com tendência de redução à medida que os projetos entram em operação.

A equivalência patrimonial também contribuiu positivamente, com alta de 8,3% no trimestre, reflexo do desempenho de ativos não consolidados. A companhia segue focada em reforços e greenfields, que garantem crescimento sustentável da RAP. A gestão de custos operacionais, com PMSO abaixo da inflação, reforça a eficiência, mas a pressão das despesas financeiras, devido à alavancagem, segue como um ponto de atenção.

Cenário de mercado e perspectivas

O setor de transmissão de energia no Brasil continua atrativo devido à sua natureza regulada, que garante receitas estáveis independentemente do volume de energia transportado. A Taesa, como uma das maiores concessionárias do país, se beneficia desse modelo, com contratos longos e reajustes inflacionários. A cotação da TAEE11, em torno de R$ 33,18, reflete uma valorização de 0,79% em 12 meses, com um P/L de 6,38 e um dividend yield anual de 8,23%.

A combinação de resultados sólidos, dividendos robustos e um novo ciclo de RAP favorece a Taesa no curto e médio prazo. A empresa também se destaca por sua estratégia de expansão, com foco em projetos que agregam valor ao portfólio. A redução da alavancagem, esperada com a entrada de novos ativos em operação, pode ampliar a capacidade de distribuição de proventos nos próximos trimestres.

  • Indicadores de mercado da TAEE11:
    • Cotação: R$ 33,18 (14/08/2025).
    • Dividend yield: 8,23% (12 meses).
    • P/L: 6,38.
    • P/VP: 1,50.
    • Variação em 12 meses: +0,79%.

Estratégia de expansão e sustentabilidade

A Taesa tem intensificado esforços em sustentabilidade, com a emissão de debêntures verdes para financiar projetos alinhados a práticas ESG. A 18ª emissão, de R$ 800 milhões, reflete o compromisso com a transição energética e a eficiência na alocação de capital. A companhia também participa de leilões de transmissão, buscando novos projetos que complementem seu portfólio, atualmente composto por 33 concessões em operação e outras em desenvolvimento.

A entrada de reforços e greenfields, como os projetos Tangará e Saira, deve sustentar o crescimento da RAP nos próximos anos. A Taesa também mantém um cronograma rigoroso de entregas, com destaque para a antecipação de Pitiguari, que reforça sua reputação de execução eficiente. A baixa parcela variável, que mede interrupções no serviço, evidencia a qualidade operacional da companhia.

  • Destaques da estratégia de expansão:
    • Emissão de debêntures verdes: R$ 800 milhões.
    • 33 concessões em operação, com novos projetos em andamento.
    • Foco em leilões de transmissão para crescimento futuro.
    • Antecipação de projetos, como Pitiguari, concluído em 22 meses.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  5. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  6. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  7. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  8. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  9. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  10. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.