Fim do Morango do Amor: morango tem queda de 44% no preço

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morango - Foto: From_With_Love/Shutterstock.com

A febre do “morango do amor”, doce que viralizou nas redes sociais em julho, perdeu força em Minas Gerais, levando a uma queda de 44,4% no preço do morango na Ceasa Minas. No dia 30 de julho, o quilo da fruta atingiu R$ 37,49 no atacado, mas, na semana de 18 de agosto, já era comercializado a R$ 20,60, segundo o índice UFV/Ceasa Minas. O movimento reflete o aumento da oferta, impulsionado por temperaturas mais altas que aceleraram a maturação, e a redução da demanda após o fim da tendência nas redes. A expectativa é de preços estáveis até setembro, beneficiando consumidores e comerciantes. A estabilização ocorre em um momento estratégico, com a safra em alta no Sul de Minas, maior polo produtor do país. O fenômeno, que mobilizou confeiteiros e atacadistas, marcou o mercado em 2025, mas agora dá sinais de normalização.

A queda de preço alivia o bolso de consumidores e comerciantes, que enfrentaram semanas de alta nos valores. A produção em cidades como Pouso Alegre e Estiva, no Sul de Minas, garante o abastecimento.

  • Fatores da queda: Aumento da oferta com a safra e redução da demanda pós-hype.
  • Impacto no varejo: Supermercados ajustam preços, atraindo mais compradores.
  • Perspectiva da safra: Oferta estável até setembro, segundo a Ceasa Minas.

Dinâmica do mercado após o “morango do amor”

A popularidade do “morango do amor”, um doce feito com morango envolto em brigadeiro branco e calda caramelizada, disparou a demanda em julho, esgotando estoques em várias regiões do país. Em Minas Gerais, principal fornecedor de morangos, os preços subiram rapidamente, com o quilo chegando a R$ 37,49 na Ceasa Minas. A alta foi impulsionada pela procura por morangos graúdos, ideais para o preparo do doce, conforme relatado por produtores em Pouso Alegre. No entanto, com o fim da tendência nas redes sociais, a demanda caiu, e a oferta aumentou, estabilizando o mercado.

O coordenador de informações de mercado da Ceasa Minas, Ricardo Fernandes Martins, explica que a normalização reflete a dinâmica natural do mercado. A safra, que atinge seu pico entre agosto e setembro, trouxe maior volume de frutas, reduzindo os preços. Em cidades como Estiva, a produção intensiva de morangos graúdos tem garantido o abastecimento, mesmo com a demanda inicial elevada.

  • Pico de preços: Quilo atingiu R$ 37,49 em julho, maior valor do ano.
  • Oferta atual: Safra em alta eleva volume disponível no atacado.
  • Regiões produtoras: Pouso Alegre e Estiva lideram a produção nacional.
  • Demanda reduzida: Fim da trend nas redes sociais alivia pressão no mercado.
Morango do amor – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Produção em alta no Sul de Minas

O Sul de Minas, maior polo produtor de morangos do Brasil, enfrenta um momento de transição sazonal, mas com boa perspectiva de oferta. Cidades como Pouso Alegre, Estiva e Espírito Santo do Dourado concentram 97% da produção de agricultura familiar, com cerca de 9.500 produtores envolvidos. As temperaturas mais altas em agosto aceleraram a maturação dos frutos, aumentando a produtividade. Igor Leonardo dos Santos, produtor em Pouso Alegre, destaca que o clima favoreceu a qualidade dos morangos, apesar de um atraso inicial na florada devido ao calor no outono.

A produção local, que movimenta cerca de 15 mil empregos diretos em Pouso Alegre, tem se adaptado à demanda do mercado. Mesmo com a queda nos preços, a rentabilidade permanece atrativa para os agricultores familiares, que investem em tecnologia agrícola para manter a qualidade. A safra atual, segundo a Emater-MG, apresenta frutos de melhor sabor e aparência, ideais tanto para consumo in natura quanto para doces.

Impacto no setor de confeitaria

A febre do “morango do amor” transformou o mercado de confeitaria em julho, com docerias registrando aumento de até 50% nas vendas de produtos à base de morango. O chef Douglas Ribeiro, da Docê Confeitaria Artesanal, afirma que o bombom de morango com chocolate segue sendo um clássico, mesmo com o fim da tendência do “morango do amor”. A queda nos preços da fruta permite que confeiteiros ajustem seus custos, mantendo a fruta no cardápio sem comprometer a margem de lucro.

Por outro lado, o influenciador Lucas Corazza, em um tom bem-humorado, declarou o fim da era do “morango do amor” nas redes sociais, comparando o período a uma “segunda Páscoa” para os confeiteiros. A trend gerou faturamento recorde, com algumas docerias alcançando R$ 20 mil por dia em vendas do doce. A normalização dos preços, porém, traz alívio para o setor, que agora planeja estratégias para manter o morango em alta.

  • Demanda em julho: Vendas de doces com morango cresceram até 50%.
  • Ajuste de custos: Queda de preços beneficia confeiteiros.
  • Clássicos mantidos: Bombom de morango segue popular.
  • Faturamento recorde: Docerias lucraram com a trend viral.

Perspectiva para o consumidor

A redução de 44,4% no preço do morango na Ceasa Minas beneficia diretamente o consumidor final. Supermercados e feiras livres já ajustaram os valores, com bandejas de morango agora vendidas entre R$ 5 e R$ 8 no varejo, contra R$ 10 a R$ 12 no auge da febre. A maior oferta também garante frutas de melhor qualidade, com morangos graúdos e frescos disponíveis em maior quantidade.

Para os consumidores, a estabilização dos preços torna o morango mais acessível para consumo doméstico e preparos caseiros. A dona de casa Ana Clara Mendes, de Belo Horizonte, comemora a queda: “No último mês, evitei comprar morangos por causa do preço, mas agora já posso incluir na lista de compras novamente.” A tendência é que os preços permaneçam acessíveis até o fim de setembro, quando a safra começa a diminuir.

Fatores climáticos e sazonais

O aumento da temperatura em agosto foi decisivo para a maior oferta de morangos. Segundo produtores, o calor acelera a maturação, elevando a produtividade das lavouras. Apesar de um início de outono quente e seco, que atrasou a florada, a safra atual não enfrentou problemas sanitários, garantindo frutos de alta qualidade. A Emater-MG destaca que o clima ameno e o solo fértil do Sul de Minas favorecem a produção, consolidando a região como referência nacional.

A expectativa é que a oferta permaneça estável até o fim de setembro, quando a segunda florada atinge seu pico. Mesmo com chuvas de granizo em algumas áreas, a maioria das lavouras escapou de danos significativos, mantendo a produção em alta.

  • Clima favorável: Temperaturas altas aceleram maturação.
  • Qualidade mantida: Frutos graúdos e sem problemas sanitários.
  • Safra até setembro: Oferta estável garante preços acessíveis.
  • Regiões afetadas: Granizo teve impacto mínimo nas lavouras.

Influência das redes sociais no mercado

A explosão do “morango do amor” nas redes sociais ilustra o poder das tendências digitais no mercado de alimentos. Vídeos no Instagram e TikTok, com influenciadores preparando ou experimentando o doce, impulsionaram a demanda em julho, esgotando estoques em várias Ceasas do país. Em Minas Gerais, o fenômeno elevou os preços em até 35% em algumas semanas, segundo relatos de comerciantes.

Com o arrefecimento da tendência, o mercado se ajustou rapidamente. A queda na procura, aliada ao aumento da oferta, trouxe os preços de volta a patamares normais. O caso do “morango do amor” serve como exemplo de como as redes sociais podem transformar a dinâmica de oferta e demanda em curto prazo, impactando produtores, comerciantes e consumidores.

O futuro da produção de morangos

A safra de morangos no Sul de Minas, que responde por cerca de 40% da produção nacional, continua sendo um pilar econômico da região. Com 1 milhão de pés de morango em 500 hectares em Espírito Santo do Dourado, a agricultura familiar segue investindo em técnicas modernas para aumentar a produtividade. A Emater-MG prevê que a safra de 2025 manterá a qualidade, com potencial para exportação, mesmo com preços mais baixos no mercado interno.

Produtores como Bruno Henrique Pereira Gomes, de Estiva, apostam na diversificação para atender tanto o mercado de doces quanto o consumo in natura. A expectativa é que a estabilização dos preços atraia novos compradores, mantendo a fruta competitiva no mercado.

  • Produção nacional: Sul de Minas lidera com 40% do total.
  • Agricultura familiar: 97% dos produtores são familiares.
  • Investimento em tecnologia: Técnicas modernas elevam qualidade.
  • Exportação em vista: Safra de 2025 pode alcançar mercados externos.
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