Brasil vence o primeiro set e briga por vaga na final do Mundial de vôlei contra ItáliaPor Luís Henrique Costa
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Em um confronto emocionante no Indoor Stadium Huamark, em Bangkok, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu o primeiro set contra a Itália por 25 a 22, na semifinal do Mundial de Vôlei Feminino, neste sábado, 6 de setembro de 2025, às 9h30 (horário de Brasília). Com um jogo intenso e equilibrado, o Brasil, liderado por José Roberto Guimarães, mostrou concentração e eficiência para superar a poderosa Itália, que ostenta 34 jogos de invencibilidade e títulos recentes, como o ouro olímpico e duas Ligas das Nações. A partida, que define o adversário da Turquia na grande final, destaca-se pela atuação de atletas como Gabi, Rosamaria e Julia Kudiess, que brilharam no ataque e no bloqueio. A torcida tailandesa, vibrante, apoia o Brasil, gritando “Brasil, Brasil” nas arquibancadas. O jogo segue no segundo set, com a Itália reagindo e o Brasil lutando para manter a vantagem.
O Brasil entrou em quadra com uma estratégia clara: explorar as falhas na recepção italiana e ser eficiente nas viradas de bola. A equipe verde-amarela abriu uma vantagem de sete pontos no primeiro set (17 a 10), mas a Itália, com a entrada de Antropova no lugar de Egonu, reagiu e encostou no placar. Apesar da pressão, um erro de levantamento de Cambi e um toque na rede de Nervini garantiram a vitória brasileira no set inicial.
No segundo set, a partida segue disputada ponto a ponto, com momentos de brilho de ambas as equipes. O Brasil aposta na força de seu bloqueio, liderado por Julia Kudiess e Diana, que lideram o torneio com 18 bloqueios cada, enquanto a Itália confia no ataque potente de Antropova e Sylla. A líbero Marcelle, destaque brasileiro, tem feito defesas cruciais, consolidando-se como peça-chave na equipe.
- Destaques brasileiros no primeiro set: Gabi marcou pontos decisivos no ataque e na defesa, Rosamaria explorou o bloqueio italiano, e Julia Kudiess brilhou no bloqueio.
- Mudanças na Itália: Antropova substituiu Egonu, trazendo nova dinâmica ao ataque italiano.
- Apoio da torcida: A torcida tailandesa tem apoiado o Brasil, criando um ambiente favorável no ginásio.
Ataques e bloqueios definem o ritmo do jogo
O confronto entre Brasil e Itália tem sido marcado por rallies intensos e defesas espetaculares. No primeiro set, o Brasil aproveitou a instabilidade da recepção italiana, especialmente com os saques de Rosamaria, que conquistou um ace importante. Gabi, com ataques precisos na paralela e explorando o bloqueio, foi crucial para manter a liderança. Julia Kudiess, com bloqueios precisos, como o que parou Sylla, reforçou a defesa brasileira.
No segundo set, a Itália voltou mais agressiva, com Antropova liderando o ataque. A oposta italiana, que entrou no lugar de Egonu, tem explorado o bloqueio brasileiro e pontuado em momentos decisivos, como em largadinhas e ataques potentes. O Brasil, por sua vez, respondeu com defesas milagrosas de Marcelle e contra-ataques de Gabi e Rosamaria.
- Pontos-chave do segundo set: Antropova marcou pontos importantes para a Itália, enquanto Gabi e Rosamaria responderam pelo Brasil.
- Bloqueio brasileiro: Julia Kudiess e Roberta têm sido fundamentais na contenção dos ataques italianos.
- Erros cruciais: Ambos os times cometeram erros de saque e toques na rede, mas o Brasil tem aproveitado melhor os contra-ataques.
Histórico favorece o Brasil contra a Itália
O Brasil carrega um retrospecto positivo contra a Itália em Mundiais, com cinco vitórias em cinco confrontos, incluindo um triunfo por 3 a 1 na semifinal de 2022. Essa invencibilidade histórica dá confiança à equipe de Zé Roberto, que busca o título inédito no Mundial feminino. A seleção verde-amarela já conquistou quatro pratas, a mais recente em 2022, quando caiu para a Sérvia na final.
A Itália, por outro lado, é um adversário formidável. Com apenas um set perdido no torneio, contra a Bélgica na primeira fase, as italianas contam com a experiência de Sylla, a precisão de De Gennaro na defesa e a potência de Antropova e Egonu no ataque. A entrada de Antropova no primeiro set trouxe novo fôlego à equipe, que agora tenta reverter a desvantagem no segundo set.
- Retrospecto brasileiro: Cinco vitórias em cinco jogos contra a Itália em Mundiais.
- Força italiana: A equipe europeia tem apenas uma derrota recente, para o Brasil, na Liga das Nações de 2024.
- Destaque individual: Antropova, substituta de Egonu, tem sido crucial na reação italiana.
O papel da torcida e do ambiente em Bangkok
A torcida tailandesa tem transformado o Indoor Stadium Huamark em um caldeirão para o Brasil. Gritos de “Brasil, Brasil” ecoam nas arquibancadas, criando um ambiente favorável às brasileiras. Esse apoio externo é um diferencial, especialmente em um jogo tão equilibrado, onde a concentração é essencial.
O Brasil também conta com a experiência de Zé Roberto Guimarães, que tem ajustado a equipe taticamente em momentos cruciais. No primeiro set, o técnico usou pedidos de tempo para orientar as jogadoras, especialmente após a reação italiana. No segundo set, a estratégia segue focada em neutralizar o ataque adversário e explorar os saques para desestabilizar a recepção italiana.
Momentos decisivos no segundo set
O segundo set tem sido um verdadeiro teste para ambas as equipes. O Brasil começou com dificuldades, vendo a Itália abrir quatro pontos de vantagem (20 a 16) após erros de ataque de Gabi e Kisy. No entanto, a equipe verde-amarela reagiu com pontos de bloqueio de Julia Kudiess e contra-ataques de Gabi, reduzindo a diferença.
A líbero Marcelle, comparada nas redes sociais à bicampeã olímpica Fabi Alvim, tem sido um pilar na defesa, com defesas que levantam a torcida e permitem contra-ataques importantes. Rosamaria, com ataques potentes e largadinhas precisas, também tem se destacado, mantendo o Brasil competitivo.
- Defesas cruciais: Marcelle tem feito defesas milagrosas, permitindo viradas importantes.
- Ataques brasileiros: Gabi e Rosamaria lideram os pontos ofensivos do Brasil.
- Resposta italiana: Antropova e Sylla mantêm a Itália na liderança do segundo set.
- Equilíbrio tático: Ambos os técnicos têm usado pedidos de tempo para ajustar estratégias.
O que está em jogo na semifinal
A vitória na semifinal garante uma vaga na final contra a Turquia, que derrotou o Japão por 3 a 1 neste sábado. O Brasil busca o título inédito, enquanto a Itália tenta consolidar sua hegemonia recente no vôlei mundial. O jogo exige do Brasil uma atuação próxima à perfeição, dado o baixo índice de erros da equipe italiana.
As centrais Diana e Julia Kudiess, líderes em bloqueios no torneio, serão fundamentais para conter as opostas italianas. Gabi e Júlia Bergmann, com 78 e 73 pontos no ataque, respectivamente, precisam manter a eficiência ofensiva. A Itália, por sua vez, aposta na versatilidade de Antropova e na experiência de Sylla para virar o jogo.
- Final em vista: O vencedor enfrentará a Turquia na decisão do Mundial.
- Destaques brasileiros: Diana e Julia Kudiess lideram em bloqueios, com 18 cada.
- Força italiana: Antropova e Sylla são as principais armas no ataque.







