Itália vence Turquia em jogo épico e conquista Mundial de Vôlei 2025Por Carolina Costa
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Em um confronto eletrizante, a Itália derrotou a Turquia por 3 sets a 2 (25/23, 13/25, 26/24, 19/25, 15/8) na final do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei 2025, realizada em 7 de setembro, em Bangkok, Tailândia. A partida, marcada por reviravoltas e atuações brilhantes de Paola Egonu e Melissa Vargas, consagrou as italianas como bicampeãs, repetindo o feito de 2002. O jogo, disputado em um ginásio lotado, foi decidido no tie-break, com a Itália mostrando superioridade técnica e mental. A conquista reforça a hegemonia italiana, que mantém 36 jogos de invencibilidade e unifica os títulos das Olimpíadas, Liga das Nações e Mundial. A Turquia, em sua primeira final, ficou com a prata, mas impressionou pela competitividade. O evento destacou a força do vôlei feminino global e a rivalidade crescente entre as duas seleções.
A final foi um espetáculo de alto nível, com momentos de tensão e jogadas memoráveis. A Itália, liderada pelo técnico Julio Velasco, enfrentou uma Turquia agressiva, comandada por Daniele Santarelli, que buscava seu primeiro ouro. O público tailandês vibrou com cada ponto, especialmente no tie-break, onde as italianas se impuseram.
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- Principais destaques da final:
- Paola Egonu, com 22 pontos, foi decisiva nos momentos cruciais.
- Melissa Vargas, com 33 pontos, liderou a pontuação do jogo.
- O tie-break foi dominado pela Itália, com bloqueios precisos.
- A Turquia chegou à final pela primeira vez na história.
Primeiro set: equilíbrio e técnica italiana
O primeiro set foi um prenúncio da batalha que viria. A Turquia começou agressiva, acionando suas centrais, com destaque para Eda Erdem, que marcou pontos importantes. A Itália, por sua vez, apostou na distribuição de Alessia Orro, que priorizou a ponteira Myriam Sylla. Ambas as equipes trocaram pontos em um set com poucos erros, mas a Itália mostrou maior precisão nos detalhes finais. Um ataque de Egonu e um bloqueio bem posicionado garantiram a vitória por 25 a 23. A parcial demonstrou a força técnica das italianas, que souberam explorar os erros da Turquia no final.
A Turquia, apesar da derrota inicial, manteve a confiança. Vargas começou a aparecer, mas a defesa italiana, liderada pela líbero Monica De Gennaro, segurou os ataques adversários. O set foi marcado por rallies longos, com defesas espetaculares de ambos os lados.
Segundo set: domínio turco com Vargas inspirada
A Turquia voltou com tudo no segundo set, liderada por uma atuação impecável de Melissa Vargas. A oposta converteu bolas variadas com potência e precisão, desestabilizando a defesa italiana. A Itália, por sua vez, cometeu erros incomuns, especialmente na recepção, onde Orro teve dificuldade para organizar o ataque. Egonu e Ekaterina Antropova foram bem marcadas e erraram bolas importantes, permitindo que a Turquia abrisse uma vantagem confortável. O placar de 25 a 13 reflete o domínio turco, que soube neutralizar as principais armas italianas.
- Fatores do domínio turco no segundo set:
- Saques agressivos de Vargas, dificultando a recepção italiana.
- Bloqueio eficiente, parando Egonu em momentos-chave.
- Recepção sólida, com destaque para Gizem Örge.
- Erros não forçados da Itália, especialmente no ataque.
O set foi um recado da Turquia: a equipe não estava na final por acaso. A confiança das turcas cresceu, enquanto a Itália precisava ajustar sua estratégia para recuperar o controle do jogo.
Terceiro set: virada emocionante da Itália
O terceiro set foi o mais equilibrado da partida. A Itália começou dominando, com ataques precisos de Sylla e Antropova, chegando a abrir quatro pontos de vantagem. No entanto, a Turquia ajustou sua recepção e bloqueio, empatando o placar em 16 a 16 com uma atuação brilhante de Vargas. A parcial foi ponto a ponto até o final, com as duas equipes desperdiçando oportunidades. A Itália teve três set points, mas Vargas empatou em 24 a 24 com saques potentes. No momento decisivo, Egonu assumiu a responsabilidade, marcando um ponto de contra-ataque e um ace para fechar em 26 a 24.
A intensidade do set mostrou o preparo físico e mental das equipes. A Itália se beneficiou da experiência de Velasco, que fez ajustes táticos para conter o ímpeto turco. A Turquia, apesar da derrota, manteve a agressividade, prometendo um quarto set disputado.
Quarto set: Turquia força o tie-break
A Turquia voltou com força total no quarto set, liderada novamente por Vargas e Eda Erdem. As turcas abriram uma vantagem de sete pontos, explorando falhas no ataque italiano. A líbero Gizem Örge brilhou na recepção, permitindo levantamentos precisos de Cansu Özbay. A Itália tentou reagir, mas esbarrou na própria irregularidade, com bolas mal atacadas por Egonu e Antropova. A Turquia administrou a vantagem e fechou o set em 25 a 19, levando a decisão para o tie-break.
- Pontos fortes da Turquia no quarto set:
- Ataques precisos de Vargas e Erdem.
- Recepção sólida, neutralizando o saque italiano.
- Bloqueio bem posicionado, com Zehra Gunes em destaque.
A Itália, apesar do revés, mostrou resiliência. Velasco fez mudanças táticas, inserindo Giovannini para tentar melhorar o ataque, mas a Turquia estava mais consistente.
Tie-break: Itália impõe sua experiência
O tie-break foi o momento em que a Itália mostrou por que é a atual campeã olímpica e da Liga das Nações. A Turquia começou forte, marcando dois pontos rápidos com Karakurt, mas Egonu respondeu com ataques decisivos. A recepção italiana, ajustada por De Gennaro, neutralizou os saques turcos. A partir do 9 a 8, a Itália emplacou uma sequência de seis pontos consecutivos, com bloqueios sólidos de Anna Danesi e ataques precisos de Sylla. O placar final de 15 a 8 coroou a superioridade italiana no momento decisivo.
A experiência de Velasco, que já havia conquistado três Mundiais com a seleção masculina, foi fundamental. A Itália soube manter a calma, enquanto a Turquia, em sua primeira final, sentiu a pressão.
Destaques individuais da final
A final foi marcada por atuações individuais brilhantes. Paola Egonu, com 22 pontos, foi a líder italiana, enquanto Myriam Sylla (19 pontos) e Ekaterina Antropova (14 pontos) complementaram o ataque. Pela Turquia, Melissa Vargas foi a maior pontuadora do jogo, com 33 pontos, seguida por Eda Erdem (19 pontos) e Ilkin Aydin (10 pontos).
- Principais pontuadoras:
- Itália: Egonu (22), Sylla (19), Antropova (14).
- Turquia: Vargas (33), Erdem (19), Aydin (10).
- Destaque defensivo: Monica De Gennaro (Itália) e Gizem Örge (Turquia).
A escolha das melhores jogadoras do torneio também refletiu o impacto das atletas. Gabi Guimarães, do Brasil, foi eleita a melhor ponteira, enquanto Egonu foi destaque como oposta.
Caminho até a final
A Itália chegou à final após uma campanha impecável, derrotando o Brasil por 3 a 2 na semifinal. A Turquia, por sua vez, venceu o Japão por 3 a 1, mostrando consistência ao longo do torneio. Ambas as equipes superaram adversários fortes, como Polônia, Estados Unidos e Sérvia, nas fases eliminatórias.
- Trajetória das finalistas:
- Itália: venceu Alemanha (3-0), Polônia (3-0) e Brasil (3-2).
- Turquia: derrotou Eslovênia (3-0), Estados Unidos (3-1) e Japão (3-1).
- Fator-chave: invencibilidade italiana de 36 jogos.
A campanha italiana reforça sua posição como líder do ranking mundial, enquanto a Turquia, agora terceira colocada, consolidou seu crescimento no cenário internacional.
Reações e legado da final
A vitória italiana foi celebrada como um marco histórico. Julio Velasco se tornou o primeiro técnico a conquistar o Mundial tanto no masculino quanto no feminino. A Turquia, apesar da derrota, saiu fortalecida, com sua primeira medalha de prata e uma atuação que colocou o país entre as potências do vôlei.
A final também destacou a evolução do vôlei feminino. A presença de jogadoras como Vargas e Egonu, aliada à tática de treinadores experientes, elevou o nível técnico da competição. O Mundial de 2025, sediado em quatro cidades tailandesas (Bangkok, Phuket, Chiang Mai e Nakhon Ratchasima), atraiu milhares de torcedores e reforçou a popularidade do esporte.
- Impactos da final:
- Consolidação da Itália como potência absoluta.
- Ascensão da Turquia no ranking mundial.
- Crescimento da audiência global do vôlei feminino.
Momentos memoráveis do jogo
A final ficará marcada por jogadas históricas. Um rali de 45 segundos no quinto set, com defesas espetaculares de ambas as equipes, terminou com um bloqueio turco que empatou a parcial em 3 a 3. A Itália, porém, respondeu com um bloqueio de Danesi que mudou o ritmo do tie-break. Esses momentos de alta intensidade cativaram o público e mostraram a qualidade técnica das seleções.
A partida também foi um duelo de estratégias. Velasco apostou na variação de ataques, enquanto Santarelli explorou a potência de Vargas. A troca constante de liderança no placar manteve os torcedores na ponta da cadeira até o último ponto.















