Fim da Data FIFA agita Copa do Brasil com duelos decisivos de Fluminense x Bahia e Corinthians x Athletico-PR nesta quartaPor Maria
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O calendário do futebol brasileiro ganha novo fôlego nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, com o retorno dos confrontos decisivos das quartas de final da Copa do Brasil, logo após o encerramento da Data FIFA, que paralisou as competições de clubes por cerca de dez dias para compromissos das seleções nacionais. Os jogos em destaque envolvem Fluminense e Corinthians, times que buscam avançar às semifinais em embates que prometem alta intensidade e torcida lotando os estádios. No Maracanã, às 19h, o Fluminense recebe o Bahia, precisando reverter a derrota por 1 a 0 sofrida na ida, em Salvador, para seguir na briga pelo título que conquistou em 2007. Já na Neo Química Arena, às 21h30, o Corinthians, que venceu o Athletico-PR por 1 a 0 fora de casa na partida inicial, joga pelo empate para garantir vaga inédita nas semifinais desde 2022.
Esses duelos marcam o fim da pausa internacional, que viu jogadores como Jean Lucas, do Bahia, e Hugo Souza, do Corinthians, atuando pela Seleção Brasileira em jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. A motivação extra vem da premiação milionária e do prestígio da competição, organizada pela CBF, que distribui cotas crescentes a cada fase e atrai atenção nacional com transmissões ao vivo em canais como SporTV e Premiere. Os confrontos de volta definem os classificados em um mata-mata equilibrado, onde o fator casa pode ser decisivo para times que já acumularam vitórias mínimas na ida.
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A pausa da Data FIFA, realizada entre 3 e 9 de setembro, permitiu que atletas se recuperassem fisicamente, mas também gerou ajustes logísticos para os clubes, como voos fretados para repatriar jogadores convocados. No caso do Fluminense, o técnico Renato Gaúcho conta com o retorno de Germán Cano, que brilhou nas fases anteriores ao eliminar o Internacional nas oitavas com um agregado de 3 a 2. O Bahia, por sua vez, chega embalado pela vitória na ida, marcada por gol de Luciano Juba nos acréscimos, e pela invencibilidade de oito jogos no geral, incluindo o Brasileirão, onde ocupa a quarta posição com 36 pontos. Esses elementos elevam a expectativa para um jogo que pode ir aos pênaltis se o Fluminense vencer por margem mínima.
- Fluminense eliminou Águia de Marabá (8-0 agregado), Caxias (2-1), Aparecidense (5-1) e Internacional (3-2) nas fases iniciais.
- Bahia entrou na terceira fase e passou por Paysandu (agregado 3-2) e Retrô (3-2), mostrando solidez defensiva.
- Histórico recente: Em 32 jogos no Maracanã, Bahia tem 11 vitórias, 12 empates e 9 derrotas para o Fluminense.
- Premiação em jogo: Quartas garantem R$ 4,74 milhões, com semifinais somando R$ 9,92 milhões aos classificados.
Enquanto isso, o Corinthians, sob comando de Dorival Júnior, aproveita a vantagem conquistada na Ligga Arena, onde Gui Negão, revelação de 18 anos, marcou o gol solitário na ida. O time alvinegro, que já arrecadou R$ 10,69 milhões na competição, busca o quarto título da Copa do Brasil, último em 2009. O Athletico-PR, único representante da Série B nas quartas, precisa de uma virada ousada para avançar, repetindo façanhas como a eliminação do São Paulo nas oitavas por pênaltis.
Estratégias táticas para os mandantes
Os times da casa preparam ajustes específicos para explorar fraquezas dos adversários, priorizando posse de bola e transições rápidas. No Fluminense, Renato Gaúcho deve apostar em um 4-2-3-1 com ênfase na velocidade pelas pontas, usando Canobbio e Serna para pressionar a defesa baiana, que sofreu apenas dois gols nos últimos cinco jogos. O Bahia, treinado por Rogério Ceni, adota postura defensiva compacta, com Jean Lucas ancorando o meio e Everton Ribeiro criando jogadas, visando contra-ataques letais com Willian José na frente. A escalação provável do Fluminense inclui Fábio no gol, Guga, Thiago Silva, Freytes e Renê na defesa, Hércules e Martinelli no meio, e Everaldo como referência no ataque. Já o Bahia deve alinhar Ronaldo; Arias, Duarte, Ramos e Juba; Acevedo, Jean Lucas e Ribeiro; Kayky, Pulga e Willian José.
Essa formação reflete a necessidade de remontada, com o Fluminense precisando de pelo menos dois gols para classificar diretamente. A torcida tricolor, esperada em mais de 50 mil no Maracanã, impulsiona o time que venceu 70% dos jogos em casa na temporada. O Bahia, com 32 confrontos históricos no Rio, sabe da dificuldade, mas sua sequência invicta dá confiança para segurar o resultado.
O Corinthians, por outro lado, planeja um esquema conservador em 4-3-3, com Maycon protegendo a zaga e Garro distribuindo passes para Memphis Depay e Yuri Alberto, que retorna de lesão. Dorival Júnior destacou a importância da solidez defensiva, já que o Timão sofreu apenas um gol nas últimas quatro partidas da Copa. O Athletico-PR, comandado interinamente por Fábio Moreno após a suspensão de Odair Hellmann, opta por 4-2-3-1 agressivo, com Zapelli e Luiz Fernando explorando as laterais para buscar a virada. Provável escalação corintiana: Hugo Souza; Matheuzinho, Ramalho, Gustavo Henrique e Bidu; Maycon, Charles e Bidon; Garro, Depay e Yuri Alberto. Para o Furacão: Santos; Benavídez, Aguirre, Arthur Dias e Esquivel; Felipinho, Patrick e Zapelli; Mendoza, Luiz Fernando e Viveros.
Essas escolhas táticas visam equilibrar ataque e defesa, especialmente para o Corinthians, que joga pelo empate e tem retrospecto favorável: em 64 duelos históricos, 25 vitórias alvinegras contra 17 do Athletico.
Histórico e momentos marcantes dos confrontos
Os embates entre esses times carregam rivalidades regionais e memórias de eliminações passadas, adicionando emoção aos jogos de volta. Fluminense e Bahia se enfrentam pela 33ª vez na história da Copa do Brasil, com o Tricolor carioca levando vantagem em 14 vitórias contra 10 do baiano, além de oito empates. Na ida deste ano, o gol tardio de Juba decidiu, mas o Fluminense anulou uma chance clara com um pênalti anulado pelo VAR. Em 2023, os times se cruzaram nas oitavas, com o Flu avançando por 2 a 1 no agregado, graças a um gol de Arias no Maracanã. O Bahia nunca passou das quartas na competição, mas sua campanha atual, com nove jogos sem derrota, sugere maturidade.
Já Corinthians e Athletico-PR têm um histórico de 64 partidas, com o Timão superior em vitórias, incluindo a final de 2009, vencida por 4 a 2 no agregado. Na ida de 2025, Gui Negão, artilheiro da base corintiana, repetiu o brilho de Ronaldo Fenômeno naquela decisão. O Athletico, que eliminou o São Paulo nos pênaltis nas oitavas, busca quebrar o tabu de nunca eliminar o Corinthians na Copa, apesar de campanhas fortes como a de 2019, quando chegou à final. Esses precedentes mostram duelos equilibrados, com médias de 2,5 gols por jogo.
- Em 2007, Fluminense conquistou o título batendo o Figueirense na final, com Cano marcando em semifinais semelhantes.
- Corinthians tem três taças (1995, 2002, 2009), com vitórias sobre rivais paranaenses em mata-matas.
- Bahia alcançou quartas pela décima vez, mas semifinais seriam inéditas desde a criação da competição em 1989.
- Athletico-PR, da Série B, é o único não-elitizado nesta fase, ecoando sua campanha de 2019 como vice-campeão.
Jogadores em destaque e desfalques
Atletas chave definem o rumo desses confrontos, com retornos pós-Data FIFA elevando o nível. Pelo Fluminense, Germán Cano, com sete gols na Copa, é o principal articulador, enquanto Thiago Silva, aos 40 anos, garante liderança na zaga. Desfalques incluem Nonato, lesionado no joelho, forçando Martinelli a improvisar no meio. No Bahia, Jean Lucas, convocado para a Seleção, deu assistência na ida e deve ser o motor criativo, ao lado de Luciano Juba, autor do gol decisivo. Rogério Ceni não conta com Cauly, suspenso, mas ganha com o retorno de Erick Pulga, que marcou três nas fases anteriores.
No Corinthians, Yuri Alberto volta como titular após ausência na Data FIFA, formando dupla letal com Memphis Depay, que criou cinco chances na ida. Hugo Souza, repatriado em voo fretado, reforça o gol com defesas cruciais. Desfalque é Cacá, com problema muscular, abrindo espaço para Charles. Pelo Athletico-PR, Mastriani, artilheiro com quatro gols na competição, pressiona a defesa corintiana, mas o time sofre sem Odair Hellmann, expulso na ida, e com dúvida em Thiago Heleno, em recuperação. Esses perfis influenciam o ritmo, com o Fluminense apostando em experiência e o Corinthians em velocidade.
A arbitragem também chama atenção: Matheus Candançan apita Fluminense x Bahia, conhecido por rigor em faltas, enquanto Davi Lacerda comanda Corinthians x Athletico, com bom histórico em jogos equilibrados. O VAR, com Wagner Reway no primeiro e Diego Pombo no segundo, garante precisão em lances polêmicos.
Premiações e calendário adiante
A Copa do Brasil 2025 distribui valores recordes, com o campeão podendo faturar até R$ 101 milhões se disputar desde a primeira fase, incentivando investimentos em elencos. Os classificados às semifinais recebem R$ 9,92 milhões, além das cotas por fase, totalizando mais de R$ 20 milhões para finalistas. Fluminense e Vasco, que entraram cedo, já acumularam extras por rodadas iniciais, enquanto Bahia e Corinthians, da terceira fase, somam R$ 10,69 milhões cada.
Os vencedores desses duelos enfrentam rivais definidos no chaveamento: o classificado de Fluminense x Bahia pega Botafogo ou Vasco na semi, enquanto Corinthians ou Athletico encara Cruzeiro ou Atlético-MG. As semifinais estão marcadas para dezembro, após o Brasileirão, em 10 e 14, com final em 17 e 21, mudança no calendário da CBF para evitar conflitos com a Copa Intercontinental da FIFA. Essa estrutura garante visibilidade máxima, com jogos televisionados e públicos recordes, como os 40 mil esperados na Neo Química Arena.
- Semifinais: Ida em 10/12, volta em 14/12, com mando alternado.
- Final: Dois jogos, 17/12 e 21/12, em sedes neutras ou por sorteio.
- Chaveamento: Vencedor de cariocas x baiano/carioca enfrenta mineiros x paulista/paranaense.
- Total de clubes: Dos 92 iniciais, oito restam, com premiação total de R$ 300 milhões na edição.
Esses jogos de quarta-feira não só definem semifinalistas, mas impulsionam o futebol nacional pós-pausa, com times ajustando elencos para o Brasileirão e internacionais. O equilíbrio visto na ida sugere narrativas imprevisíveis, onde um gol pode alterar trajetórias inteiras.















