João Fonseca vira contra Tsitsipas e garante Brasil nos qualifiers da Copa Davis 2026 em Atenas

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João Fonseca Foto: João Fonseca - Foto: André Gemmer/CBT

Em Atenas, no complexo olímpico OAKA Spyros Louis, o tenista brasileiro João Fonseca protagonizou uma virada eletrizante ao derrotar o grego Stefanos Tsitsipas por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 3/6 e 7/5, neste domingo (14 de setembro de 2025), garantindo a vitória do Brasil sobre a Grécia por 3 a 1 no Grupo Mundial I da Copa Davis. O jovem de 19 anos, atual 42º do ranking ATP, enfrentou pressão da torcida local e um adversário ex-número 3 do mundo, mas reagiu no terceiro set para classificar a seleção aos qualifiers de 2026. A partida, que durou 2 horas e 7 minutos, aconteceu sob os olhares atentos de Novak Djokovic, lenda sérvia que aplaudiu o desempenho do carioca. O resultado recoloca o Brasil na elite da competição após rebaixamento anterior, com Fonseca responsável por duas das três vitórias brasileiras no confronto.

A campanha brasileira em Atenas começou no sábado (13), com Fonseca abrindo o placar ao vencer Stefanos Sakellaridis por 2 sets a 0. Thiago Seyboth Wild, porém, caiu para Tsitsipas, empatando a série.

  • Vitória de Fonseca na estreia: parciais 7/5 e 6/3 em 1 hora e 14 minutos.
  • Derrota de Wild: sets diretos de 6/2 e 6/1, em apenas 1 hora e 7 minutos.

No domingo, as duplas Rafael Matos e Marcelo Melo selaram o 2 a 1 com duplo 6/2 sobre Petros Tsitsipas e Aristotelis Thanos, em 1 hora e 13 minutos, antes da decisão.

Virada no set decisivo define o herói brasileiro

João Fonseca entrou em quadra pressionado, sabendo que uma vitória sobre Tsitsipas, ídolo local e atual 27º do mundo, era essencial para evitar um quinto jogo. O brasileiro começou dominante, com saques potentes e devoluções profundas que geraram dois break points logo no primeiro game. Tsitsipas, visivelmente irritado com erros no primeiro saque, viu o carioca confirmar seus serviços com 83% de aproveitamento, fechando o set inicial em 6/4 após alternância de quebras.

O equilíbrio marcou o segundo set, com ambos alternando saques fortes. No quarto game, Tsitsipas pediu atendimento médico por dores nas costas, o que esfriou o ritmo de Fonseca e permitiu uma quebra no sexto game. O grego, apoiado pela torcida, abriu 4/2 e administrou para vencer por 6/3, forçando o terceiro set.

Fonseca admitiu após a partida que o momento exigiu resiliência mental. Ele ajustou o jogo, reduzindo erros não forçados de 12 no segundo set para apenas 5 no decisivo.

Duplas brasileiras dominam e pavimentam o caminho

A parceria de Matos e Melo, experiente em Grand Slams, não deu chances aos gregos nas duplas. Apesar de um início atrás, os brasileiros viraram para 5/1 no primeiro set com duas quebras rápidas, explorando falhas no saque de Petros Tsitsipas. Melo, em sua 27ª convocação para a Davis aos 41 anos, destacou a importância da união do time.

  • Quebras decisivas: Duas no primeiro set e duas no segundo, totalizando quatro breaks.
  • Duração curta: 1h13 de jogo, com 73% de pontos ganhos na rede.
  • Histórico de Melo: 15 vitórias em 20 jogos de duplas na Davis.

Thanos, substituto de Stefanos para poupar o irmão, não conseguiu impor ritmo, enquanto Matos variou slices e voleios para neutralizar os retornos gregos. Essa vitória abriu 2 a 1 para o Brasil, aliviando a pressão sobre Fonseca.

O confronto contra a Grécia representava redenção após a derrota para a França em fevereiro, que rebaixou o Brasil ao Grupo Mundial I. Agora, com a classificação, a seleção mira os playoffs de fevereiro de 2026.

Destaques do jovem fenômeno carioca

João Fonseca, nascido em 2006 no Rio de Janeiro, surge como a maior promessa do tênis brasileiro desde Thomaz Bellucci. Seu ranking de 42º é o melhor de um carioca na ATP em anos, alcançado após títulos em challengers este ano. Em Atenas, ele somou duas vitórias em dois jogos, incluindo a estreia sólida contra Sakellaridis.

O jogo contra Tsitsipas expôs a maturidade de Fonseca. No terceiro set, após ser quebrado no quinto game (3/2 para o grego), ele empatou em 5/5 com uma devolução vencedora e quebrou o saque do anfitrião no décimo game. Dois match points selaram o 7/5, com um drop shot que silenciou a torcida.

  • Estatísticas chave: 12 aces contra 8 de Tsitsipas; 68% de pontos no primeiro saque.
  • Erros controlados: Apenas 22 não forçados em 2h07, contra 28 do grego.
  • Elogio de Djokovic: O sérvio, na arquibancada, comparou o estilo agressivo de Fonseca ao seu próprio jovem.

Fonseca treinou na IMG Academy nos EUA desde os 12 anos, o que aprimorou sua consistência em quadras duras como a de Atenas. Sua vitória sobre Tsitsipas, que soma apenas duas derrotas em 15 jogos de Davis, marca o segundo triunfo brasileiro sobre o grego em confrontos diretos.

Tsitsipas sente pressão em casa e comete deslizes

Stefanos Tsitsipas, de 27 anos, carregava o peso de representar a Grécia em Atenas pela primeira vez na Davis desde 2018. Ele venceu Wild com facilidade no sábado, mas contra Fonseca mostrou vulnerabilidades. O atendimento médico no segundo set revelou dores crônicas nas costas, que o forçaram a uma injeção pré-jogo.

No terceiro set, Tsitsipas abriu vantagem com slices e bolas curtas, mas errou em momentos cruciais. Quando sacou para vencer em 5/4, cedeu a quebra com duplo falt, permitindo a reação brasileira. O grego, que defendeu bem 75% dos break points, admitiu pós-jogo a frustração com a torcida e o desgaste físico.

A derrota é a segunda de Tsitsipas na Davis em casa, onde ele tem 80% de aproveitamento. Seu ranking caiu para 27º após uma temporada irregular, com semifinais em Roland Garros, mas eliminações precoces em outros majors.

  • Pontos fracos expostos: 56% de primeiro saque no set decisivo; 15 erros não forçados.
  • Apoio familiar: Irmão Petros e irmã Elisavet na torcida, mas pressão local pesou.
  • Futuro na Davis: Grécia rebaixada ao Grupo II, com Tsitsipas questionando calendário.

Apesar do revés, Tsitsipas elogiou Fonseca, chamando-o de “tempestade em quadra”. O grego planeja foco em ATP Finals para recuperar forma.

Histórico da Copa Davis impulsiona ambições brasileiras

O Brasil soma 110 participações na Davis desde 1937, com melhor campanha em 2000, quando chegou às semifinais. A vitória em Atenas interrompe uma sequência de três derrotas em Grupos Mundiais, revivendo esperanças de elite. Fonseca, Wild, Pucinelli, Matos e Melo formam um time equilibrado, com média de idade de 26 anos.

A classificação aos qualifiers de 2026, em fevereiro, coloca o Brasil contra um dos vencedores dos playoffs, possivelmente potências como Espanha ou Alemanha. A ITF reformulou o formato em 2019, com fase de grupos e finais em novembro, e o Brasil busca vaga nas oitavas.

No contexto global, a Davis 2025 tem Itália como atual bicampeã, com Jannik Sinner liderando. O Brasil, sem título, usa essa campanha para atrair investimentos em base, com Fonseca como embaixador.

  • Participações históricas: 8 vitórias em 25 confrontos contra europeus no exterior.
  • Jogadores chave: Melo com 27 convocações; Fonseca como top 50 mais jovem desde 2005.
  • Próximos passos: Treinos em novembro para playoffs, com foco em consistência.

A torcida brasileira, presente em Atenas, vibrou com hinos e bandeiras, reforçando o orgulho nacional. Fonseca dedicou a vitória à família e ao técnico João Zwetsch, capitão da equipe.

Repercussão eleva status de Fonseca no circuito

A vitória ecoou no mundo do tênis, com Djokovic postando elogios nas redes, brincando sobre “adotá-lo como pupilo”. Analistas destacam o potencial de Fonseca para top 20 em 2026, com poucos pontos a defender até Australian Open. Ele acumula 1.200 pontos na ATP este ano, graças a semifinais em Buenos Aires e Santiago.

No Brasil, a Confederação Brasileira de Tênis celebra o retorno à elite, com planos para torneios de base inspirados no carioca. Wild, apesar da derrota, contribuiu com treinos intensos, enquanto Pucinelli espera chances em 2026.

  • Elogios internacionais: Carlos Alcaraz chamou de “virada de campeão”; Rafael Nadal citou em coletiva.
  • Calendário de Fonseca: Davis de Bósnia em novembro; ATP 500 de Viena em outubro.
  • Impacto local: Aumento de 30% em inscrições para escolinhas de tênis no Rio pós-vitória.

O confronto em Atenas reforça a Davis como palco de surpresas, onde nações emergentes desafiam gigantes. O Brasil, com Fonseca à frente, sonha alto na edição de 2026, em Bolonha.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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