Confronto Brasil x Sérvia pelo Mundial de vôlei masculino ocorre às 23h e pode selar topo da Chave H

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Lucarelli Foto: Lucarelli - Foto: Celso Pupo / Shutterstock.com

A seleção brasileira masculina de vôlei chega ao terceiro jogo da fase de grupos do Mundial 2025 com duas vitórias convincentes já no currículo. O time comandado por Bernardinho superou a China por 3 a 1 na estreia e atropelou a República Tcheca por 3 a 0 na sequência, garantindo antecipadamente a vaga nas oitavas de final. Agora, o foco vira para o duelo contra a Sérvia, marcado para esta quarta-feira, 17 de setembro, às 23h, horário de Brasília, na Mall of Asia Arena, em Pasay, nas Filipinas.

O confronto representa a última rodada da Chave H, que inclui ainda China e República Tcheca. Com seis pontos acumulados, o Brasil lidera isolado e precisa de apenas um ponto para assegurar a primeira posição, evitando confrontos mais duros nas fases eliminatórias. A Sérvia, por sua vez, soma três pontos após derrota na estreia para a Tchéquia e vitória sobre a China por 3 a 0, o que torna o jogo decisivo para os europeus também.

  • Vitória sobre China: 3-1, com virada no terceiro set e destaque para o bloqueio brasileiro.
  • Triunfo contra Tchéquia: 3-0, com parciais de 25/11, 25/22 e 25/18, mostrando superioridade no ataque.
  • Posição atual: Brasil em primeiro com 100% de aproveitamento; Sérvia em segundo, precisando vencer para ultrapassar.

A transmissão do jogo ocorre pelo canal SporTV 2, em TV fechada, e pela plataforma Volleyball World TV, via streaming pago pela Federação Internacional de Voleibol. Os fãs podem acompanhar todos os lances ao vivo, com narração especializada e análises em tempo real.

Preparação recente da seleção brasileira

Bernardinho ajustou o time durante os treinos em Saquarema, no Rio de Janeiro, antes da viagem às Filipinas. A equipe chegou ao torneio após uma campanha sólida na Liga das Nações de 2025, onde conquistou o bronze ao bater a Eslovênia na disputa pelo terceiro lugar. Essa base permitiu uma renovação gradual, com jovens assumindo papéis centrais após as aposentadorias de veteranos como Bruno Rezende e Lucão.

O elenco de 14 jogadores reflete um equilíbrio entre experiência e velocidade. Levantadores como Fernando Cachopa e Matheus Brasília comandam o passe, enquanto opostos como Alan Souza e Darlan Souza garantem o poder de fogo no ataque. Centrais como Flávio e Judson fortalecem o bloqueio, e ponteiros como Lucarelli e Arthur Bento adicionam versatilidade. O líbero Maique fecha a defesa com eficiência comprovada.

A preparação incluiu amistosos contra Polônia, Argentina e Sérvia no Memorial Hubert Jerzy Wagner, na Polônia. Nesses jogos, o Brasil testou formações e identificou pontos fortes, como a recepção estável e o saque agressivo. Cachopa, em particular, se adaptou rapidamente ao papel de titular, distribuindo bolas com precisão acima de 45% de eficiência na VNL.

Histórico de confrontos entre Brasil e Sérvia

As duas seleções se enfrentam desde os anos 2000, com o Brasil mantendo domínio claro em Mundiais. Nos últimos dez jogos desde 2016, a vantagem verde-amarela é de nove vitórias contra apenas uma dos sérvios, ocorrida na final da Liga Mundial de 2016. Em competições oficiais, o Brasil eliminou a Sérvia nas semifinais dos Mundiais de 2002 e 2006, ambos por 3 a 1.

Este ano, as equipes já se cruzaram no torneio preparatório Memorial Wagner. O Brasil venceu por 3 a 1, com sets de 25/22, 25/20, 18/25 e 25/19, destacando o ataque de Alan e o bloqueio de Flávio. A Sérvia mostrou força no contra-ataque, mas errou em momentos chave na recepção, um ponto que Bernardinho planeja explorar novamente.

No Mundial de 2022, o Brasil terminou com bronze, enquanto a Sérvia não avançou além da fase de grupos. A única medalha sérvia no torneio é o bronze de 2010, quando o Brasil conquistou o tri. Esses números reforçam a tradição brasileira, mas os europeus evoluíram com jogadores como o oposto Drazen Luburić e o levantador Nikola Jovović.

  • 2002 Mundial: Brasil 3-1 Sérvia (semifinal), com 22 pontos de Giba.
  • 2006 Mundial: Brasil 3-1 Sérvia e Montenegro (semifinal), liderança de Dante.
  • 2016 Liga Mundial: Sérvia 3-0 Brasil (final), único revés recente.
  • 2025 Memorial Wagner: Brasil 3-1 Sérvia, foco em saques de Darlan.

O retrospecto indica equilíbrio em sets disputados, mas o Brasil converte mais oportunidades em pontos decisivos.

Destaques do elenco brasileiro no torneio

Fernando Cachopa assumiu a titularidade como levantador após a saída de Bruninho. Na VNL 2025, ele liderou as estatísticas da posição com 45,23% de sucesso em assistências, superando nomes como Simone Giannelli, da Itália. No Mundial, Cachopa já soma dois aces e distribuições precisas, permitindo variações no ataque que confundem as defesas adversárias.

Maique, líbero de 27 anos, participa de seu terceiro Mundial consecutivo. Ele foi prata em 2018 e bronze em 2022, e na VNL se destacou como melhor defensor e segundo melhor recebedor. Suas coberturas de ataque salvam bolas difíceis, e sua recepção atinge 60% de eficiência, essencial para contra-ataques rápidos. No jogo contra a Tchéquia, Maique defendeu 15 ataques, mantendo o passe favorável.

Alan Souza terminou a VNL como nono melhor pontuador, com 157 pontos marcados. Como oposto titular desde o segundo jogo da competição, ele assumiu a liderança no ataque brasileiro. Na Liga, foi 13º em saques, com oito aces, e no Mundial já contribuiu com bloqueios decisivos. Seu irmão Darlan, reserva, adiciona velocidade nos saques, com 15 aces na VNL, e comemorações que motivam o time.

  • Cachopa: Melhor levantador da VNL, com foco em variações táticas.
  • Maique: Líder em defesas, experiência em três Mundiais.
  • Alan: 157 pontos na VNL, titular no ataque com oito aces.
  • Darlan: Reserva veloz, oitavo em saques com 15 aces.

Outros nomes como Lucarelli, no ponteiro, e Flávio, no central, complementam o grupo com versatilidade.

Estratégias táticas para o duelo contra a Sérvia

Bernardinho planeja neutralizar o ataque sérvio explorando fraquezas no passe dos europeus, vistas na derrota para a Tchéquia. Saques agressivos de Cachopa e Darlan visam desestabilizar a recepção, forçando erros e abrindo espaços para contra-ataques. O bloqueio brasileiro, com Judson e Flávio, deve focar em Luburić, principal pontuador sérvio.

A rotação do time permite profundidade, com substituições como Adriano e Honorato mantendo o ritmo. Na defesa, Maique e os centrais priorizam coberturas rápidas, enquanto o ataque varia entre pipes de ponteiros e ataques rápidos de opostos. Contra a China, o Brasil usou 12 bloqueios, e espera repetir o número para conter os sérvios.

A Sérvia, renovada após saídas de veteranos, depende de Jovović para distribuições criativas. No entanto, sua recepção mostrou vulnerabilidades, com 40% de erros na partida contra a Tchéquia. O Brasil treina transições velozes para explorar isso, mantendo pressão constante nos sets iniciais.

Formato e calendário do Mundial 2025

O torneio reúne 32 seleções pela primeira vez, divididas em oito grupos de quatro times. Os dois melhores de cada chave avançam às oitavas de final, disputadas em jogos únicos a partir de 20 de setembro. As semifinais e a final ocorrem em Manila, entre 25 e 28 de setembro, com a Itália como atual campeã de 2022.

O Brasil, tricampeão em 2002, 2006 e 2010, busca o tetra. Na história, o país soma sete medalhas, incluindo três ouros e três pratas. A Chave H viu jogos equilibrados, com a Tchéquia surpreendendo na estreia. Após o Brasil x Sérvia, os oitavos podem trazer adversários como Irã ou Egito, do Grupo mais fraco.

  • Fase de grupos: 12 a 17 de setembro, oito chaves em paralelo.
  • Oitavas: 20 e 21 de setembro, cruzamento de líderes.
  • Quartas: 23 de setembro, em arenas centrais nas Filipinas.
  • Semifinais: 25 de setembro, definição dos finalistas.

A logística nas Filipinas inclui adaptação ao fuso horário, com jogos noturnos para o Brasil. A Mall of Asia Arena, com capacidade para 15 mil, cria atmosfera neutra mas vibrante.

Elenco completo e papéis no time

O grupo de 14 atletas mistura juventude e maturidade. Além dos titulares, reservas como Chizoba, no oposto, e Matheus Pinta, central, garantem opções táticas. Ponteiros como Lukas Bergmann e Henrique Honorato entram para variações ofensivas, enquanto Brasília apoia Cachopa no levantamento.

Lucarelli, capitão informal, lidera com experiência olímpica e pontuações altas em ataques de linha. Flávio, central, foi chave nos bloqueios contra a China, somando cinco pontos diretos. Judson adiciona altura e força no fundamento. Adriano, ponteiro reserva, brilha em saques viagem.

A preparação física foca em endurance para sets longos, comum em Mundiais. Na VNL, o Brasil liderou em bloqueios com 150 toques, e espera manter o padrão. Darlan Souza, irmão de Alan, traz energia com saques velozes e ataques potentes.

  • Levantadores: Cachopa (titular), Brasília (reserva).
  • Opostos: Alan (titular), Darlan e Chizoba (opções).
  • Ponteiros: Lucarelli, Arthur Bento, Adriano, Honorato, Bergmann.
  • Centrais: Flávio, Judson, Pinta.
  • Líbero: Maique (único na posição).

Essa composição permite rodízio sem perda de qualidade, essencial para o mata-mata.

Importância do jogo para a classificação

Com a vaga nas oitavas garantida, o foco brasileiro vira a liderança do grupo. Um ponto basta para isso, mas Bernardinho visa a vitória para ganhar confiança e evitar um cruzamento desfavorável. Os oitavos contra times como Tunísia ou Filipinas facilitam o caminho às quartas.

A Sérvia precisa dos três pontos para sonhar com o topo, mas enfrenta um Brasil em ascensão. Após o 3-0 na Tchéquia, o time mostrou concentração total, com erros reduzidos a 15 por jogo. Cachopa destacou a importância de manter o ritmo desde o início.

O Mundial 2025 marca a primeira edição nas Filipinas, com público local impulsionando o esporte. O Brasil, terceiro no ranking mundial, usa o torneio para consolidar a transição pós-Olimpíadas de Paris 2024.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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