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Ofensiva israelense ocupa Cidade de Gaza após bombardeios intensos e evacuação em massa de civis

Bandeiras da Palestina e Israel
Foto: Bandeiras da Palestina e Israel - Melnikov Dmitriy/ Shutterstock.com
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Forças israelenses avançam com tanques pela Cidade de Gaza após madrugada de bombardeios intensos. Autoridades militares confirmam que as tropas se dirigem ao centro da localidade, considerada o principal reduto do grupo armado. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as operações prosseguem com determinação para eliminar ameaças e resgatar reféns. Milhares de palestinos deixam a área em meio a colapso nas vias de saída.

A ação ocorre um dia após encontro entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Fontes indicam apoio dos Estados Unidos à iniciativa, desde que executada de forma célere. Antes da incursão por terra, aviões de Israel realizaram ataques aéreos contra alvos específicos na região.

  • Bombardeios noturnos atingiram estruturas residenciais e supostas bases do Hamas.
  • Tropas terrestres incluem divisões de infantaria e blindados para controle progressivo.
  • Evacuação ordenada afeta cerca de 40% da população local, estimada em um milhão de habitantes.
  • Reféns israelenses, mantidos desde 2023, representam preocupação central na operação.

O Exército israelense reforça que a missão visa desmantelar a infraestrutura do Hamas na Cidade de Gaza, maior centro urbano da Faixa de Gaza.

Bombardeios precedem avanço das tropas

Aviões israelenses executaram dezenas de sorties durante a noite de segunda-feira, destruindo prédios altos e infraestruturas acusadas de abrigar militantes. Testemunhas relatam explosões que iluminaram o céu e geraram pânico entre os moradores. O cerco à cidade durou semanas, com alertas constantes para evacuação.

Autoridades de saúde em Gaza registram pelo menos 40 mortes nas primeiras horas da operação, concentradas em áreas urbanas densas. Tanques posicionados na fronteira cruzaram limites iniciais, avançando por bairros periféricos. Um oficial militar israelense informou que o número de soldados na zona aumentará nos próximos dias.

A estratégia combina ataques aéreos com manobras terrestres para minimizar riscos às forças. Netanyahu descreveu a Cidade de Gaza como o último obstáculo para neutralizar o Hamas no território.

  • Mais de 30 edifícios residenciais foram atingidos desde o início do cerco.
  • Artilharia naval apoia as tropas com disparos costeiros.
  • Evacuações seguem para o sul, mas estradas apresentam congestionamentos severos.
  • Hamas responde com foguetes esporádicos, interceptados por sistemas de defesa.

Esses preparativos indicam uma fase prolongada de combates urbanos.

Reações internacionais marcam o dia da operação

A ONU emitiu críticas imediatas à incursão, com o alto comissário para Direitos Humanos, Volker Turk, pedindo cessar-fogo urgente. A agência Unicef destacou o impacto sobre crianças, que enfrentam deslocamentos repetidos. Um relatório da organização apontou violações graves em Gaza, refutado pelo governo israelense.

Países europeus, como a França, expressaram preocupação com escalada regional. O presidente Emmanuel Macron alertou para riscos de instabilidade ampla. Mediadores do Catar e Egito, envolvidos em negociações passadas, condenaram o timing da ofensiva.

Os Estados Unidos, por meio de Rubio, reiteraram suporte a Israel na luta contra o terrorismo. Trump, em declaração pública, advertiu o Hamas sobre o uso de reféns como escudos. O vídeo recente divulgado pelo grupo, mostrando dois israelenses em carro pela cidade, intensificou tensões.

  • ONU acusa destruição indiscriminada em territórios palestinos.
  • Unicef relata condições desumanas para famílias em fuga.
  • Qatar critica ataque anterior a líderes do Hamas em seu território.
  • EUA enfatizam necessidade de resgate rápido dos 48 reféns restantes.

Essas vozes globais acompanham o desenrolar dos eventos em tempo real.

Bombardeio em Gaza
Bombardeio em Gaza – Foto: Reprodução/ TV Globo

Reféns em risco durante combates urbanos

O Hamas mantém cerca de 48 reféns desde o ataque de outubro de 2023, com 20 presumivelmente vivos. Relatos indicam movimentação deles para zonas de conflito na Cidade de Gaza, visando deter avanços israelenses. Famílias dos cativos expressam temor por suas vidas em meio aos tiroteios.

Israel prioriza o resgate, mas comandantes alertam para armadilhas potenciais. Um vídeo liberado pelo grupo na semana passada mostrou dois reféns circulando abertamente, o que gerou especulações sobre táticas de intimidação. Trump condenou a prática como atrocidade.

Autoridades militares israelenses afirmam monitorar posições via inteligência. A operação inclui unidades especializadas para buscas precisas. No entanto, densidade populacional complica ações cirúrgicas.

  • Pelo menos oito reféns confirmados na Cidade de Gaza por fontes palestinas.
  • Vídeos do Hamas servem como propaganda e pressão psicológica.
  • Israel convoca 60 mil reservistas para reforçar buscas.
  • Negociações de cessar-fogo estagnadas desde julho.

A situação dos cativos permanece no centro das preocupações operacionais.

Estratégia militar foca em desmantelamento total

O plano aprovado pelo gabinete de Netanyahu em agosto visa controle integral da Cidade de Gaza. Tropas operam em Zeitoun e Jabalia, preparando terreno para incursão central. O ministro Katz descreveu ataques como “punho de ferro” contra estruturas terroristas.

Blindados e infantaria avançam coordenados, com suporte aéreo contínuo. Um mês de cerco prévio derrubou dezenas de arranha-céus, alegadamente usados como bases. O Exército estima 3 mil combatentes do Hamas na área.

A operação “Gideon’s Chariots II” marca a fase mais ambiciosa desde maio. Comandantes preveem combates prolongados, mas afirmam preparação para vitória decisiva. Evacuações humanitárias são prometidas, com zonas seguras no sul.

  • Convocação de reservistas libera forças ativas para o front.
  • Inteligência identifica túneis subterrâneos como alvos prioritários.
  • Ataques combinam drones, mísseis e artilharia para precisão.
  • Hamas lança contraofensiva “Operation Moses’ Staff” com emboscadas.

Essa abordagem busca eliminar capacidades militares do adversário.

Deslocamentos massivos sobrecarregam rotas de fuga

Milhares de palestinos abandonam a Cidade de Gaza por estradas costeiras rumo ao sul. Filas de veículos e pedestres criam caos, com famílias carregando poucos pertences. Cerca de 320 mil já saíram, mas 650 mil permanecem, segundo estimativas israelenses.

A ONU alerta para crise humanitária agravada, com fome confirmada na cidade desde agosto. Acampamentos no sul estão superlotados, e hospitais operam além da capacidade. A IPC projeta expansão da fome para áreas centrais até o fim do mês.

Moradores descrevem bombardeios como os mais intensos em dois anos de conflito. Um idoso de 70 anos relatou destruição de mesquitas, escolas e vias. O Exército israelense reitera ordens de evacuação para proteção civil.

  • Mais de 500 mil deslocados desde o início da guerra em 2023.
  • Cruz Vermelha destaca riscos em rotas de escape sob fogo.
  • Fome afeta bairros periféricos com falta de suprimentos básicos.
  • Hospitais no sul recebem vítimas de ataques iniciais.

Esses movimentos populacionais definem o cenário logístico da ofensiva.

Ataques aéreos intensificam pressão inicial

Durante a madrugada, jatos israelenses atingiram alvos em múltiplos bairros da Cidade de Gaza. Explosões destruíram complexos residenciais próximos à praça Al Shawa, deixando dezenas de feridos. A Defesa Civil local conta 27 mortes confirmadas nas primeiras horas.

Navios de guerra apoiam com disparos de longo alcance. Um complexo residencial sofreu impactos diretos, gerando colunas de fumaça visíveis da fronteira. O porta-voz militar Avichay Adraee classificou a área como zona de combate perigosa.

Israel acusa o Hamas de usar civis como escudos em prédios civis. A resposta do grupo inclui foguetes, mas a maioria é interceptada. A operação prossegue com foco em infraestruturas subterrâneas.

  • Drones realizam vigilância e ataques cirúrgicos contra líderes.
  • Mais de 95 palestinos mortos em strikes desde meia-noite.
  • Tanques avançam por subúrbios com cobertura aérea.
  • Hamas acusa obstrução a propostas de trégua.

A coordenação aérea-terrestre acelera o ritmo da incursão.

Histórico do conflito impulsiona decisão atual

O confronto iniciou em 7 de outubro de 2023, com ataque do Hamas que matou 1.200 israelenses e sequestrou 251. A retaliação israelense causou mais de 64 mil mortes em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. A Cidade de Gaza emergiu como foco após controle de 75% do território.

Em agosto, plano de ocupação total ganhou aprovação. Ataques em Doha contra líderes do Hamas geraram condenações regionais. Negociações de reféns pararam em julho, com propostas egípcias e qataris rejeitadas.

Israel convocou reservistas para “decisive victory”, conforme o chefe de Estado-Maior Eyal Zamir. O Hamas respondeu com transferências de reféns para zonas quentes, confirmadas em 29 de agosto.

  • Fome declarada em Gaza City desde 22 de agosto pela IPC.
  • 60 mil reservistas mobilizados para fase avançada.
  • Vídeo de reféns filmado em 28 de agosto mostra mobilidade do Hamas.
  • Ataque em Qatar em setembro provocou crise diplomática.

Esses eventos precedem a ofensiva de setembro.

Operações em bairros periféricos avançam

Tropas israelenses consolidam posições em Zeitoun e Sabra, expulsando militantes entrincheirados. Emboscadas do Hamas causam baixas, mas forças respondem com fogo pesado. Um militar confirmou avanço rumo ao centro urbano.

Bairros como Jabalia servem de base para preparativos. Inteligência mapeia túneis usados para suprimentos. A operação inclui demolições controladas de estruturas suspeitas.

Palestinos em Zeitoun relatam tiroteios intensos desde o amanhecer. O Exército estima confronto com até 3 mil combatentes. Reforços chegam para sustentar momentum.

  • Demolição de 30 prédios desde o cerco inicial.
  • Unidades de engenharia neutralizam explosivos improvisados.
  • Hamas usa drones para contra-ataques limitados.
  • Evacuações parciais em bairros periféricos.

O controle gradual define o progresso tático.

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