Crime em residência de luxo no México: menino de 6 anos sobrevive a chacina em AtizapánPor Jeronimo Santos
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Uma tragédia chocou a região de Atizapán de Zaragoza, nos arredores da Cidade do México, no último 1º de setembro. Um menino de seis anos foi o único a escapar de uma chacina em uma cobertura de alto padrão, permanecendo vivo ao se esconder sob uma cama. O evento de violência extrema gerou intensa comoção e debate no país, destacando a brutalidade do crime em um ambiente que deveria ser seguro.
O autor do crime invadiu a casa de Jonathan Meléndez, tecladista da banda de indie rock Camilo Séptimo, e assassinou a babá com um disparo nas costas logo na entrada. A investigação policial aponta que o criminoso teria obrigado Ana Paula Barragan, esposa grávida do músico, a amordaçar o cachorro da família, impedindo que ruídos alertassem os moradores próximos.
Em seguida, Ana Paula e Sofi, a filha de apenas três anos do casal, foram rendidas e mortas com tiros na cabeça. A arma utilizada possuía um silenciador, e o cão da família também não sobreviveu ao ataque.
Ao retornar para casa, o músico Jonathan Meléndez encontrou sua esposa e filha já sem vida e ensanguentadas. Ele confrontou o agressor, mas foi dominado e igualmente executado com disparos.
A criança sobrevivente, aterrorizada pelos acontecimentos, foi descoberta por policiais sem ferimentos, permanecendo em segurança debaixo de uma cama.
As autoridades prenderam dois indivíduos suspeitos de envolvimento nos assassinatos brutais. Entre eles está Diego Sebastián Rosen Ferlini, um argentino de 51 anos, apontado pela promotoria como o provável executor dos crimes.
A investigação sugere que Diego Sebastián conhecia o músico, e ambos teriam sido sócios em um negócio de aluguel de imóveis para temporada. Nesse empreendimento, Diego era alvo de acusações de golpes por parte de clientes. Acredita-se que a motivação para a chacina tenha sido uma discussão por dívidas, com Jonathan cobrando 300 mil pesos, o equivalente a cerca de R$ 92 mil, do argentino.
Outro homem, identificado como Gerardo “N”, também é alvo de investigação por sua possível participação nos fatos.
Os suspeitos, conforme apurado, usaram uma “relação de confiança” que mantinham com as vítimas para conseguir entrar na residência, localizada em um condomínio que dispunha de segurança reforçada, quebrando a expectativa de segurança do local.
A banda Camilo Séptimo, onde Jonathan era conhecido pelo apelido de Jonas, publicou uma homenagem em suas redes sociais, manifestando carinho pelo músico e por seus familiares: “Sempre nos lembraremos de Jonas com imenso amor e gratidão.”








