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Novo tremor de magnitude 5 atinge o Tibete uma semana após avalanche no Himalaia

Epicentro de terremoto de magnitude 5.0 no Tibete - Reprodução/Google Maps
Foto: Epicentro de terremoto de magnitude 5.0 no Tibete - Reprodução/Google Maps
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Um tremor de magnitude 5 sacudiu a região de Xizang, no Tibete, na China, em 3 de setembro de 2026. O epicentro foi localizado próximo à fronteira com a Índia, segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou a ocorrência e apontou a mesma área do planalto tibetano como ponto de origem do abalo. A profundidade registrada pelo instituto alemão foi de 10 quilômetros.

Terremoto

Foto: Terremoto – New Africa
/ Shutterstock.com

Horas depois, um segundo tremor, de magnitude 4.8, foi sentido na cidade de Mianyang, na província de Sichuan, também no sudoeste chinês. O Centro de Redes Sismológicas da China divulgou o registro do novo evento.

Não há vítimas ou danos confirmados até o momento.

O primeiro abalo atingiu uma encosta da cordilheira do Himalaia às 2h16, no horário de Brasília. A área não coincide com o trecho onde ocorreram as enchentes na fronteira entre o Tibete e o Nepal, na semana anterior.

O desastre começou em 26 de agosto de 2026 e já soma 1.252 mortes e 4.216 desaparecidos no Nepal. Do lado chinês, foram contabilizadas 21 vítimas fatais e 541 pessoas seguem sem paradeiro.

Após o colapso da geleira que originou as enchentes, autoridades chinesas alertaram para o risco de um lago formado pelo desmoronamento se romper e provocar novas avalanches na região.

Agências de monitoramento sísmico chegaram a atribuir as enchentes no Nepal a um terremoto. O USGS havia registrado inicialmente um evento de magnitude 4,4 na fronteira entre os dois países.

Uma análise mais detalhada de estações sísmicas, ondas de baixa frequência e imagens de satélite mudou essa conclusão. O órgão revisou o episódio e afirmou que não houve terremoto na origem das enchentes.

Pesquisadores atribuíram o sinal captado pelos sismógrafos ao colapso de uma geleira e ao deslocamento de gelo, rochas e detritos pela montanha. O USGS reclassificou o evento para magnitude equivalente a 5,2, atribuída à energia liberada pelo deslizamento de gelo.

Uma grande porção da geleira se desprendeu de uma encosta a cerca de 5.200 metros de altitude. A massa despencou pelo vale, atingiu o rio na região de Lhende Khola e formou uma enxurrada de detritos que avançou até áreas habitadas.

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