O técnico Juan Pablo Vojvoda observou atentamente o desempenho do jovem atacante Robinho Jr durante o empate do Santos contra o Atlético-MG, na Arena MRV, e sinalizou confiança no garoto para as próximas rodadas do Brasileirão. Com apenas 17 anos, o camisa 7 entrou em campo no segundo tempo e ajudou a mudar o ritmo da partida, contribuindo para o ponto conquistado fora de casa. Essa atuação reforça a tendência de maior integração de promessas da base no elenco principal, especialmente em um momento de instabilidade ofensiva para o Peixe.
A partida, disputada no domingo anterior, terminou em 1 a 1, com gol de Tiquinho Soares de pênalti garantindo o resultado. Apesar das adversidades, como a expulsão de Zé Ivaldo e a lesão grave de Gabriel Brazão, o time mostrou resiliência. Robinho Jr, promovido recentemente, demonstrou velocidade e ousadia em suas jogadas, características que chamaram a atenção da comissão técnica. Nos treinos subsequentes, o treinador argentino dedicou sessões específicas para refinar o posicionamento do jovem nas alas.
O contexto do jogo destacou a importância de opções frescas no ataque santista, que acumula apenas 18 gols na competição até agora. Vojvoda, em sua curta passagem pelo clube, prioriza um rodízio equilibrado entre veteranos e novatos para evitar desgaste e fomentar crescimento. Essa estratégia já rendeu elogios internos, com o presidente Marcelo Teixeira destacando a evolução coletiva sob o novo comando.
- Robinho Jr acumulou 45 minutos em campo na partida contra o Atlético-MG, sua terceira aparição no profissional este mês.
- O jovem marcou um gol na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, sinalizando potencial precoce.
- Sua promoção ao elenco principal ocorreu em abril, após avaliações positivas na base sub-20.
- Apoio de Neymar tem sido fundamental, com orientações diárias para adaptação ao ritmo profissional.
Trajetória ascendente de Robinho Jr na Vila Belmiro
Robinho Jr iniciou o ano no sub-20 do Santos, onde disputou poucas partidas na Copinha e chamou atenção com dribles rápidos e finalizações precisas. Sua evolução acelerou com a crise ofensiva do time principal, que perdeu peças importantes e registrou médias baixas de gols por jogo. Em julho, o garoto estreou oficialmente contra o Flamengo, entrando no segundo tempo e gerando expectativa entre os torcedores.
A falta de profundidade no setor de ataque, agravada por lesões e saídas, abriu portas para o filho do ídolo Robinho. Diferente de contratações externas recentes, como o argelino Bilal Brahimi, que chegou em setembro para disputar vaga, o jovem representa a tradição dos Meninos da Vila. Treinadores anteriores, como Cléber Xavier, já o testavam em amistosos, mas foi Vojvoda quem o integrou de forma mais sistemática, elogiando sua maturidade em entrevistas pós-jogo.
Essa ascensão não passa despercebida nos bastidores. Clubes europeus monitoram o atacante, mas a diretoria santista adota postura cautelosa, priorizando desenvolvimento interno antes de negociações. Com menos de 200 minutos no profissional até o momento, Robinho Jr foca em consistência, participando de treinos táticos que simulam contra-ataques velozes, seu ponto forte.
O apoio familiar e de companheiros, como Neymar, que retribui o carinho recebido do pai em 2010, fortalece sua mentalidade. Sessões de ambientação incluem marcação alta e posse de bola, adaptando o estilo europeu do garoto ao futebol brasileiro mais físico. Essa base sólida posiciona Robinho Jr como peça chave para os próximos desafios.
Estratégia de Vojvoda prioriza juventude no setor ofensivo
Juan Pablo Vojvoda, contratado em agosto após deixar o Fortaleza, trouxe um método de trabalho que equilibra experiência e potencial. Sua estreia contra o Fluminense, empate sem gols, já indicava preferência por veteranos como Barreal e Tiquinho, mas ele garantiu chances aos jovens em coletiva. Contra o Atlético-MG, a entrada de Robinho Jr no segundo tempo exemplificou essa filosofia, com o time pressionando mesmo com um a menos.
O treinador argentino enfatiza treinos intensos para integração, dedicando tempo extra a Robinho Jr e pares como Souza e Gabriel Bontempo. Esses garotos, elogiados publicamente, formam um núcleo promissor que pode elevar o ataque santista, atualmente com média de 0,78 gols por partida. Vojvoda planeja variações táticas, como pontas abertos para explorar velocidade, área onde o camisa 7 se destaca.
- Integração gradual: Robinho Jr treina diariamente com o grupo principal desde setembro.
- Foco em rodízio: Pelo menos duas oportunidades por rodada para base, alternando com titulares.
- Ajustes táticos: Ênfase em contra-ataques, com o jovem atuando pela direita ou esquerda.
- Monitoramento físico: Preparadores evitam sobrecarga, visando longevidade na temporada.
Essa abordagem contrasta com propostas anteriores, como a de Jorge Sampaoli, que sugeria rebaixamento de jovens. Vojvoda, ao contrário, vê neles soluções imediatas para a carência ofensiva, que soma apenas 18 gols em 23 rodadas. O elenco, com reforços como Lautaro Díaz, ganha versatilidade, mas a juventude impulsiona a competitividade.
Desempenho coletivo no empate expõe forças e fragilidades
O confronto na Arena MRV revelou um Santos dominante no primeiro tempo, com 58% de posse e chances claras criadas por Neymar e Guilherme. O gol atleticano, marcado por Igor Gomes aos 14 minutos do segundo tempo, veio após a expulsão de Zé Ivaldo, que fragilizou a defesa. A lesão de Brazão, com joelhada no rosto e saída de ambulância, adicionou tensão, mas Diógenes segurou o 1 a 1 nos 16 minutos de acréscimos.
Tiquinho Soares, jejum de cinco meses quebrado com o pênalti decisivo, exemplifica a recuperação coletiva sob Vojvoda. O centroavante, bem avaliado pelo técnico, pressionou a zaga mineira e finalizou com precisão, reacendendo esperanças no ataque. Robinho Jr, acionado logo após o gol sofrido, trouxe fôlego com corridas pela ponta, forçando faltas e abrindo espaços.
A partida, assistida por 38 mil torcedores e rendendo R$ 2 milhões em bilheteria, destacou a resiliência santista. Apesar da proximidade do Z-4, com 23 pontos na 16ª posição, o ponto fora soma valioso na luta contra o rebaixamento. Vojvoda cobrou manutenção do ritmo no intervalo, e o time respondeu com espírito de luta, mesmo com 10 em campo.
Neymar, em sua primeira experiência em gramado sintético desde o retorno, sentiu o tornozelo mas seguiu, criticando o VAR por um pênalti não marcado. Sua liderança, aliada à entrada de jovens como Robinho Jr, sugere um time mais coeso. O próximo teste, contra o São Paulo na Vila, pode consolidar essa dinâmica.
Apoio de ídolos impulsiona confiança de Robinho Jr
Neymar assumiu papel mentor para Robinho Jr, oferecendo conselhos diários sobre pressão e mídia, ecoando o apoio que recebeu do pai do garoto anos atrás. Essa conexão fortalece o vestiário, com o camisa 10 incentivando o jovem em treinos e jogos. Outros veteranos, como Tiquinho, compartilham experiências de finalização sob pressão.
A diretoria, sob Marcelo Teixeira, investe em estrutura para jovens, com sessões psicológicas e monitoramento nutricional. Alexandre Mattos, diretor executivo, monitora propostas externas mas prioriza retenção, vendo em Robinho Jr um ativo para o futuro. Essa rede de suporte mitiga desafios como a herança do sobrenome, transformando-a em motivação.
- Mentoria de Neymar: Diálogos semanais sobre adaptação ao profissional.
- Treinos personalizados: Foco em dribles e cruzamentos, pontos fortes do atacante.
- Integração social: Jantares de equipe para fortalecer laços no elenco.
- Avaliações semanais: Relatórios de desempenho guiam minutos em campo.
- Plano de carreira: Contrato até 2028, com cláusulas de progressão salarial.
Essa estrutura holística acelera o amadurecimento, preparando Robinho Jr para demandas maiores. Com Vojvoda de olho, o garoto pode disputar titularidade ao lado de Guilherme e Díaz, elevando o nível ofensivo.
Preparação para o clássico reforça otimismo interno
O Santos retorna aos treinos no CT Rei Pelé com foco no clássico contra o São Paulo, marcado para o domingo seguinte na Vila Belmiro. Vojvoda planeja sessões táticas para explorar fraquezas rivais, com Robinho Jr testado em cenários de posse e transição. A recuperação de Brazão, alta hospitalar confirmada, alivia a meta.
O elenco, com 23 pontos, precisa de vitórias para distanciar do Vitória, que abre o Z-4 com 22. Reforços como Victor Hugo, estreante no jogo anterior, adicionam opções no meio, facilitando inserções ofensivas. Teixeira elogia o método de Vojvoda, destacando intensidade e organização perceptíveis em duas semanas.
Robinho Jr participa ativamente das atividades, simulando jogadas com Neymar e Tiquinho. Sua velocidade, medida em 34 km/h nos treinos, o torna arma letal em contra-ataques. O técnico argentino, em conversa interna, reforça a importância de paciência, prometendo mais minutos para quem responde bem.
A torcida, mobilizada pela tradição da base, lota as redes com apoio ao garoto. Postagens destacam sua entrada contra o Atlético-MG como turning point, gerando buzz positivo. Esse engajamento impulsiona o Peixe rumo ao clássico, onde Robinho Jr pode brilhar como titular pela primeira vez.
