Apenas duas derrotas em 2025: River Plate chega forte contra Palmeiras nas quartas de final da Copa LibertadoresPor Thiago Lemos
9 min de leitura
![]() |
River Plate e Palmeiras se preparam para um confronto intenso nas quartas de final da Copa Libertadores. O jogo de ida acontece nesta quarta-feira, às 21h30 de Brasília, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A equipe argentina, comandada por Marcelo Gallardo, chega com apenas duas derrotas em 41 partidas disputadas na temporada. Essa marca reflete a solidez defensiva e a consistência do time no campeonato local.
O Palmeiras, por sua vez, avança com a melhor campanha da competição até o momento. O Verdão liderou o Grupo G com aproveitamento de 100% e eliminou o Universitario nas oitavas de final. Abel Ferreira, técnico alviverde, conhece bem o adversário e planeja explorar as transições rápidas. A partida marca o reencontro de dois treinadores experientes em mata-matas continentais.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
- River acumula 20 vitórias e 19 empates na temporada;
- Palmeiras soma 22 gols na Libertadores 2025;
- Monumental recebe mais de 80 mil torcedores;
- Transmissão pela TV Globo, ESPN e Disney+.
Sequência invicta impulsiona confiança argentina
Marcelo Gallardo reforça a preparação do River Plate para o duelo. O treinador argentino destaca a importância de manter o foco defensivo contra o ataque palmeirense. Nos últimos 12 jogos, o time não perdeu, embora seis tenham terminado empatados. Essa regularidade permite ao River liderar o Grupo B do Campeonato Argentino com 18 pontos.
A última derrota ocorreu em junho, por 2 a 0 contra a Inter de Milão na Copa do Mundo de Clubes. Desde então, o elenco se recuperou com vitórias convincentes no torneio local. Gallardo ajusta o esquema tático, possivelmente com três zagueiros, para conter as investidas do Verdão. Jogadores como Enzo Pérez e Nacho Fernández devem ditar o ritmo no meio-campo.
O Palmeiras observa essa sequência com atenção. Abel Ferreira planeja variações entre 4-2-3-1 e 3-4-3 para explorar espaços. O time brasileiro chega embalado por uma goleada de 4 a 1 sobre o Internacional no Brasileirão. Weverton, no gol, e Gustavo Gómez, na defesa, formam a base sólida que o técnico confia.
⚔️🛡️💪 pic.twitter.com/8SD9ih1qYN
— River Plate (@RiverPlate) September 17, 2025
Destaques ofensivos definem o confronto
Sebastián Driussi lidera o ataque do River com dez gols em 29 jogos. O atacante argentino combina velocidade e finalização precisa, preocupando a zaga palmeirense. Facundo Colidio, com nove gols em 36 partidas, complementa o setor ofensivo ao lado de Maximiliano Salas. Esses nomes impulsionam os 63 gols marcados pelo time na temporada.
No Palmeiras, Felipe Anderson e Vitor Roque prometem ameaças constantes. O elenco alviverde ostenta 22 gols na Libertadores, com eficiência em bolas aéreas e transições. Borja, ex-Palmeiras, senta no banco do River e pode entrar para pressionar a antiga equipe. Gallardo elogia a organização defensiva do Verdão, que sofre poucos gols em mata-matas.
- Driussi: 10 gols, principal artilheiro do River;
- Colidio: 9 gols, parceiro ideal no ataque;
- Salas: Recém-contratado, adapta-se rapidamente;
- Anderson: Velocidade para contra-ataques;
- Roque: Força física na área adversária.
O equilíbrio entre os setores ofensivos sugere um jogo truncado. Ambas as equipes priorizam a posse de bola, mas o River aposta no fator casa para impor seu ritmo. O Palmeiras, com elenco profundo, roda jogadores para manter a intensidade.
Histórico de duelos revela equilíbrio
River Plate e Palmeiras se enfrentam pela quinta vez na Libertadores. O retrospecto mostra dois triunfos para cada lado em quatro jogos oficiais. Em 1999, o Verdão eliminou o rival nas semifinais com 3 a 0 no agregado. Vinte e um anos depois, em 2020, o Palmeiras repetiu a façanha, vencendo por 3 a 0 na ida e segurando 2 a 0 na volta.
Esses confrontos definiram caminhos vitoriosos para o time brasileiro. O River, apesar de multicampeão, nunca avançou em mata-mata contra o Palmeiras na competição. No geral, incluindo amistosos e a extinta Copa Mercosul, os argentinos levam vantagem com oito vitórias em 15 partidas. Três empates completam o quadro.
Gallardo, que treinou o River em 2020, recorda a intensidade daqueles jogos. Abel Ferreira, recém-chegado ao Palmeiras na época, usou o duelo para construir sua história no clube. O reencontro nesta quarta-feira renova a rivalidade, com o Monumental como palco de memórias mistas para os argentinos.
O Palmeiras chega com confiança renovada. A campanha impecável na fase de grupos e a eliminação tranquila do Universitario reforçam o otimismo. No entanto, o River, com sua torcida fervente, busca reverter o histórico em casa.
Pressão das arquibancadas eleva tensão
Mais de 82 mil torcedores lotam o Monumental nesta quarta-feira. As organizadas do River preparam uma recepção calorosa, com papéis picados, faixas e bandeirões. A festa lembra o Superclássico recente contra o Boca Juniors, onde o time saiu vitorioso. Essa atmosfera impulsiona os jogadores e pressiona o visitante.
O Palmeiras acostumou-se a jogos grandes fora de casa. Abel Ferreira orienta o grupo a ignorar o barulho e focar na estratégia. A delegação brasileira realiza o último treino em Buenos Aires, ajustando marcação e saídas de bola. A ausência de Paulinho por lesão não abala o elenco, que mantém profundidade.
Gallardo valoriza o apoio da torcida como diferencial. O técnico argentino alerta para a fisicalidade do Palmeiras, que converte chances com eficiência. O River, com 26 gols sofridos na temporada, reforça a defesa para evitar surpresas. Armani, no gol, vive grande fase e pode ser decisivo.
- Torcida: Esperados 82 mil no Monumental;
- Festa: Similar ao clássico contra Boca;
- Treino: Últimos ajustes em Buenos Aires;
- Ausência: Paulinho lesionado no Verdão;
- Foco: Marcação e contra-ataques.
A pressão externa testa a maturidade de ambos os lados. O River busca a vantagem no agregado para o jogo de volta, marcado para 24 de setembro no Allianz Parque. O Palmeiras visa pelo menos o empate para decidir em casa.
Preparação tática revela estratégias
Marcelo Gallardo opta por um 3-5-2 para equilibrar defesa e ataque. Gonzalo Montiel e Marcos Acuña atuam como alas, liberando espaço para Enzo Pérez no meio. Kevin Castaño e Nacho Fernández controlam a transição, enquanto Driussi e Salas finalizam. O treinador elogia a evolução técnica recente, apesar dos empates frequentes.
Abel Ferreira mantém o padrão competitivo do Palmeiras. O time varia entre linhas de quatro e três defensores, priorizando bolas longas para os atacantes. Maurício e Aníbal Moreno ancoram o meio, com Lucas Evangelista distribuindo. A profundidade do elenco permite rotações, preservando energia para o Brasileirão.
O jogo de ida das quartas exige paciência. O River, invicto na Libertadores com três vitórias e cinco empates, avança nos pênaltis contra o Libertad nas oitavas. O Palmeiras, com sete vitórias e um empate, despacha o Universitario por 6 a 1 no agregado. Essas classificações moldam as expectativas para o confronto.
Gallardo conhece Abel de duelos passados. O argentino descreve o Palmeiras como direto e forte fisicamente, capaz de converter poucas chances. O Verdão, por outro lado, respeita a organização do River em casa. A arbitragem, comandada por Esteban Ostojich, do Uruguai, garante imparcialidade em um duelo de alto calibre.
Números da temporada guiam expectativas
O River Plate acumula 63 gols marcados e 26 sofridos em 41 jogos. Essa eficiência ofensiva contrasta com os 19 empates, que indicam equilíbrio em partidas duras. No Campeonato Argentino, o time briga pelo título com 36 pontos em 20 rodadas. A liderança no Clausura reforça a motivação para a Libertadores.
Palmeiras registra 22 gols na competição continental, com defesa sólida. No Brasileirão, o Verdão ocupa posição alta após a vitória sobre o Internacional. A versatilidade tática de Abel permite adaptações rápidas, como visto nas oitavas. O elenco completo, exceto por lesões pontuais, favorece o planejamento.
- River: 20 vitórias, 19 empates, 2 derrotas;
- Palmeiras: 100% na fase de grupos;
- Gols River: 63 marcados na temporada;
- Empates River: Seis nos últimos 12 jogos;
- Classificações: Ambas avançam com autoridade.
Esses dados destacam a paridade. O River aposta na regularidade em casa, enquanto o Palmeiras explora a experiência em mata-matas. O Monumental, com capacidade para 84 mil, amplifica a intensidade do espetáculo.
Jogadores chave ditam o ritmo
Enzo Pérez, veterano do River, organiza o meio-campo com passes precisos. Aos 39 anos, o argentino mantém liderança e visão de jogo, essencial contra a marcação palmeirense. Nacho Fernández complementa com criatividade, criando chances para os atacantes. A dupla forma a espinha dorsal do esquema de Gallardo.
No Palmeiras, Gustavo Gómez lidera a defesa com interceptações e bolas aéreas. O paraguaio, capitão, neutraliza ameaças como Driussi. Joaquín Piquerez, lateral uruguaio, sobe ao ataque com cruzamentos perigosos. Andreas Pereira, recém-apresentado, pode estrear como titular, adicionando técnica ao setor ofensivo.
A suspensão de Giuliano Galoppo no River limita opções no meio. Gallardo compensa com a volta de jogadores como Paulo Díaz na zaga. No Verdão, a lesão de Paulinho abre espaço para Maurício, que ganha ritmo em treinos. Essas movimentações influenciam o equilíbrio do jogo.
O confronto testa não só táticas, mas também individualidades. Driussi busca ampliar seus gols contra uma zaga experiente. Roque, no Palmeiras, usa força para pressionar Armani. A qualidade desses nomes eleva o nível da partida.















