Dólar americano sobe 0,34% e atinge 5,3238 contra real nesta sexta-feira de setembroPor Luís Henrique Costa
Atualizado 7 min de leitura
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Dólar americano registra leve alta de 0,34% e atinge 5,3238 contra o real brasileiro nesta sexta-feira, 19 de setembro, refletindo movimentos moderados no mercado de câmbio internacional. A variação positiva de +0,0180 pontos ocorre em um contexto de estabilidade relativa nos índices americanos, com o S&P 500 avançando 0,32% para 6.653,19 pontos. Investidores acompanham de perto as decisões recentes do Federal Reserve, que influenciam o fluxo de capitais emergentes.
O fechamento anterior ficava em 5,3058, e essa elevação diária sinaliza uma correção sutil após quedas recentes da moeda norte-americana. Analistas apontam para o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos como fator chave, com a Selic em 15% atraindo aplicações estrangeiras.
- Fluxo cambial positivo de US$ 114 milhões em setembro até o dia 12 impulsiona confiança no real.
- Queda acumulada de 13% do dólar em 2025 favorece importadores brasileiros.
- Tarifas impostas por Trump a produtos nacionais adicionam volatilidade ao par USD/BRL.
Movimentos iniciais no pregão
O pregão de hoje começou com o dólar testando níveis acima de 5,31, impulsionado por uma recuperação do índice Nasdaq, que subiu 0,47% para 22.576,66 pontos. Essa dinâmica reflete otimismo seletivo em setores de tecnologia, enquanto o Russell 2000, de pequenas empresas, recuou 0,52% para 2.454,90 pontos, indicando cautela em ativos de risco menores.
Traders observam que o VIX, índice de volatilidade, avançou apenas 0,19% para 15,73, sugerindo que o mercado não antecipa turbulências imediatas. No Brasil, o Banco Central registra entrada de dólares via investimentos em títulos públicos, o que mitiga pressões de depreciação do real.
A cotação do euro contra o real, em 6,2578 com variação de 0,063%, acompanha o par EUR/USD, que corrige para baixo após pausa do Fed. Já o iene japonês, a 0,0360 com alta de 0,37%, reflete atualizações do Banco do Japão sobre política monetária.
Influências externas no câmbio
Decisões do Federal Reserve dominam as atenções, com o corte de juros para 4% a 4,25% ao ano estimulando carry trades, onde investidores tomam empréstimos baratos nos EUA para aplicar em ativos brasileiros de maior rendimento. Esse fluxo explica parte da resiliência do real, apesar da alta pontual do dólar hoje.
O petróleo Brent, em queda recente de mais de 2%, afeta exportadores nacionais, mas o minério de ferro, a US$ 111,71, mantém equilíbrio nas commodities. A libra esterlina, a 7,1767 com 0,24%, e o dólar australiano, a 3,5123 com 0,085%, mostram padrões semelhantes de moderação.
No âmbito global, a libra avança 0,33% contra o dólar americano, enquanto o iene recua 0,18%, destacando divergências entre moedas desenvolvidas. Esses padrões influenciam indiretamente o real, via fluxos de capital para emergentes.
- Corte de 0,25 ponto no Fed reduz diferencial de juros em 11 pontos percentuais.
- Projeções do BC indicam Selic em 15% até o fim do ano, atraindo US$ 114 milhões em fluxos.
- Ouro sobe 0,88% para US$ 3.719,00, sinalizando busca por refúgios em meio a incertezas fiscais.
Desempenho de moedas paralelas
O franco suíço, a 6,6967 com 0,043%, e o yuan offshore, a 0,7479 com 0,19%, registram ganhos modestos contra o real, alinhados à força do dólar em pares cruzados. Já a coroa sueca, a 0,5658 com 0,33%, reflete fortalecimento escandinavo pós-dados de emprego positivos na Europa.
Esses movimentos ocorrem em um dia de baixa liquidez, com feriados em Ásia reduzindo volumes. O dólar canadense, a 3,8657 com 0,52%, destaca-se pela maior variação, ligada a preços de energia.
Investidores em criptomoedas notam paralelos, com exchanges unificando forex e ativos digitais, mas o foco permanece em moedas fiduciárias tradicionais.
A nova zelândia, a 3,1200 com 0,20%, fecha o painel de moedas principais, mostrando estabilidade geral no G10 contra o real.
Reações no mercado de ações brasileiro
Ações de empresas como Petrobras, a R$ 31,01 com 1,27%, e Vale, a R$ 57,82 com 0,23%, respondem à alta do dólar com ganhos moderados, beneficiadas por receitas em moeda estrangeira. Itaú Unibanco, a R$ 38,78 com 0,75%, e Bradesco, a R$ 17,71 com 1,78%, veem influxos de capital estrangeiro.
O Ibovespa toca 145.594 pontos com avanço de 1,06%, impulsionado por blue chips. Eletrobras, a R$ 50,60 com 3,27%, destaca-se em utilities, enquanto Magazine Luiza, a R$ 11,12 com 0,98%, reflete varejo resiliente.
Esses ganhos contrastam com o Russell 2000 nos EUA, sugerindo apetite por risco em emergentes. Fundos imobiliários como XPML11, a R$ 105,00 com 0,24%, atraem yields altos em meio a juros elevados.
- Petrobras ganha com dólar mais forte, elevando receitas de exportação em 1,27%.
- Vale mantém estabilidade apesar de minério em queda, com foco em demanda chinesa.
- Itaú e Bradesco captam carry trade, somando 2,53% em valorizações diárias.
- Eletrobras impulsiona setor de energia com alta de 3,27% em ações ordinárias.
Fatores domésticos de suporte
O Copom mantém Selic em 15%, sinalizando restrição prolongada para conter inflação em 4,83% projetada para 2025. Esse patamar atrai yields de 13,80% em NTN-F de longo prazo, vendidas pelo Tesouro.
Fluxos positivos de setembro reforçam reservas internacionais, acima de US$ 350 bilhões. A condenação recente de figuras políticas adiciona ruído, mas mercados priorizam fundamentals econômicos.
O PIB projetado em 2,16% para o ano sustenta otimismo, com agro e indústria compensando serviços. Desemprego em queda para 7,5% impulsiona consumo interno.
Esses elementos internos contrabalançam pressões externas, como tarifas de Trump a celulose e aço, isentadas parcialmente.
Perspectivas de curto prazo para o par
O par USD/BRL testa resistências em 5,35, com suporte em 5,29 após mínima de 5,291 em 18 de setembro. Analistas precificam três cortes do Fed em 2025, enfraquecendo o dólar globalmente.
O real acumula 14% de valorização no ano, terceira melhor entre emergentes, atrás de rublo e coroa sueca. Essa performance decorre de fraqueza americana pós-tarifas, questionando o dólar como reserva.
Projeções do Focus veem dólar em R$ 5,50 ao fim de 2025, com Selic em 15%. Cenários otimistas apontam para R$ 5,00, pessimistas para R$ 6,30.
- Boletim Focus ajusta IPCA para 4,83% e PIB para 2,16% em 2025.
- Carry trade favorece real com diferencial de 11 pontos nos juros.
- Reservas em US$ 350 bilhões amortecem volatilidades externas.
Impactos em setores importadores
Importadores de eletrônicos e insumos enfrentam custos ligeiramente maiores com dólar em 5,3238, mas queda anual de 13% mitiga efeitos. Setor de turismo vê dólar turismo em R$ 5,56, acessível para viagens.
Agricultura beneficia-se de real mais forte em compras de fertilizantes, com soja a US$ 1.043,25 em baixa de 0,29%. Café, a US$ 416,75 com 5,01%, impulsiona exportações.
Açúcar, a US$ 15,96 com 1,08%, reflete demanda global estável. Esses ajustes setoriais equilibram a economia.
Bancos como Itaúsa, a R$ 11,36 estável, e IRB, a R$ 48,54 com 0,98%, veem spreads favoráveis em operações cambiais.
Dinâmica de commodities associadas
O petróleo WTI, a US$ 63,30 com 0,97%, e Brent a US$ 67,44 com 0,67%, pressionam balança via exportações. Prata, a US$ 43,185 com 0,83%, acompanha ouro em alta.
Essas commodities ligam câmbio a termos de troca, com Brasil exportando US$ 40 bilhões em setembro projetados. Minério em queda de 0,31% desafia siderúrgicas como CSN, a R$ 7,98 com 0,88%.
Grendene, a R$ 5,25 com 0,57%, e Ultra, a R$ 21,05 com 0,99%, diversificam riscos cambiais.
Ajustes em fundos e FIIs
Fundos como MXRF11, a R$ 9,77 com 0,41%, e GGRC11, a R$ 9,89 com 0,10%, atraem aluguéis em real forte. HGLG11, a R$ 159,09 com 0,22%, beneficia logística.
KNCR11, a R$ 104,94 com 0,20%, e TRBL11, a R$ 63,23 com 0,52%, mostram yields acima de 10%. Esses ativos captam poupança interna em cenário de juros altos.







