Filipe Luís explode contra árbitro Rojas após vitória do Flamengo por 2 a 1 no Maracanã e pede exclusão da LibertadoresPor Maria
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Filipe Luís, técnico do Flamengo, não conteve a indignação logo após o apito final no Maracanã. A vitória por 2 a 1 sobre o Estudiantes, válida pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores, poderia ter sido mais tranquila para o time rubro-negro. Em vez disso, decisões controversas do árbitro Andres Rojas, da Colômbia, dominaram as discussões na coletiva de imprensa. O treinador colombiano aplicou cartões amarelos de forma desproporcional aos jogadores do Flamengo e ignorou faltas claras dos argentinos, culminando na expulsão de Gonzalo Plata nos minutos finais.
O placar inicial de 2 a 0, construído com gols rápidos de Pedro e Varela, refletia o domínio rubro-negro nos primeiros instantes. No entanto, o Estudiantes reagiu nos acréscimos com um gol de Carrillo, aproveitando o momento de desequilíbrio causado pela arbitragem. Rojas, que apitou sua primeira partida de mata-mata na competição continental este ano, acumulou erros que alteraram o fluxo do confronto. Segundo relatos de jogadores, o juiz exibiu uma postura que priorizava o espetáculo pessoal em detrimento da imparcialidade.
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- Pênalti não marcado sobre Samuel Lino no primeiro tempo, em dividida na área argentina;
- Faltas revertidas que beneficiaram o Estudiantes, permitindo contra-ataques perigosos;
- Amarelos excessivos para o Flamengo, totalizando três cartões antes da expulsão;
- Toque de mão ignorado no lance do gol de Carrillo, sem intervenção do VAR.
Esses incidentes não passaram despercebidos pela comissão técnica rubro-negra, que viu o jogo escapar do controle nos minutos derradeiros.
Decisões controversas de Rojas no centro das polêmicas
Andres Rojas assumiu o apito em um confronto de alta tensão, com o Flamengo buscando consolidar sua campanha invicta na fase eliminatória. O árbitro colombiano, com experiência em ligas sul-americanas, enfrentou um Maracanã lotado de 71.977 torcedores, recorde para a Libertadores em 2025. No entanto, sua atuação gerou questionamentos desde os primeiros minutos. O pênalti reclamado sobre Lino, aos 35 do primeiro tempo, representou a primeira grande controvérsia, quando o lateral-esquerdo foi derrubado por Facundo Rodríguez na entrada da área.
A partida prosseguiu com Rojas optando por uma linha mais rígida contra os donos da casa. Samuel Lino recebeu amarelo por uma entrada limpa em meio-campo, enquanto faltas semelhantes dos argentinos passaram sem punição. O Flamengo, que dominava a posse de bola em 62% nos primeiros 45 minutos, viu seu ritmo quebrado por interrupções constantes. Rojas, auxiliado por Alexander Guzmán e John León, além do VAR comandado por Nicolás Gallo, falhou em revisar lances que poderiam ter mudado o cenário.
Gonzalo Plata, substituto no segundo tempo, tornou-se o epicentro da maior polêmica. Aos 36 minutos, o equatoriano dividiu bola com Rodríguez na beira da área. O defensor argentino tocou a bola com o braço antes de o chute de Plata acertar sua canela, em uma jogada que merecia marcação de pênalti. Em vez disso, Rojas interpretou como solada e aplicou o segundo amarelo, resultando na expulsão. Como se tratava de acúmulo de cartões, o VAR não interveio, conforme protocolo da Conmebol. Plata deixou o campo protestando, e o Flamengo jogou com um a menos nos acréscimos, permitindo o gol de Carrillo.
Filipe Luís, em sua análise pós-jogo, destacou a desconcentração do árbitro. Rojas, que já havia sido criticado em jogos da liga colombiana por decisões impulsivas, pareceu buscar o protagonismo ao ignorar apelos dos jogadores rubro-negros. O treinador mencionou uma suposta orientação do quarto árbitro ao banco argentino, sugerindo substituição de Román Gómez, pendurado com cartão, para evitar riscos. Esse episódio, capturado por câmeras de transmissão, alimentou acusações de parcialidade.
Reações quentes dos jogadores rubro-negros
Samuel Lino, diretamente afetado pelo pênalti não marcado, foi um dos primeiros a se manifestar à beira do gramado. O atacante rubro-negro, em entrevista rápida à ESPN, descreveu o resultado como condicionado pela arbitragem. Ele apontou para a sequência de erros que culminou no gol sofrido, enfatizando a falta de equilíbrio nas punições. Lino, que atuou os 90 minutos pela ala esquerda, recebeu cartão por uma falta tática, mas viu entradas mais duras do Estudiantes passarem impunes.
Bruno Henrique, outro titular exposto às decisões de Rojas, relatou uma conversa tensa com o quarto árbitro. O camisa 27 alegou que o auxiliar colombiano alertou o técnico Eduardo Domínguez sobre o risco de expulsão de Gómez, após uma falta em Arrascaeta. Essa interferência, segundo Henrique, quebrou a neutralidade e permitiu ao Estudiantes reorganizar sua defesa sem perdas. O atacante, autor de assistências em jogos anteriores da Libertadores, terminou a partida com amarelo por protesto, somando-se à lista de advertências rubro-negras.
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, desceu ao gramado minutos após o apito final. O dirigente, conhecido por sua franqueza, confrontou Rojas diretamente, cobrando explicações sobre o toque de mão no gol de Carrillo. Boto classificou a atuação como escandalosa, mencionando que o braço do argentino estava em posição não natural, configurando infração clara. Ele apelou à Conmebol para maior rigor na designação de árbitros em mata-matas, citando precedentes de erros semelhantes em edições passadas do torneio.
Varela, autor do segundo gol com um chute cruzado aos oito minutos, adotou tom mais comedido, mas não poupou críticas. O uruguaio, que celebrou com a torcida, destacou como o Flamengo criou pelo menos cinco chances claras no segundo tempo, desperdiçadas pelo cansaço acumulado e pela pressão argentina após a expulsão. Ele elogiou a resiliência do time, mas admitiu que os erros arbitrais transformaram uma vitória tranquila em um confronto aberto para o jogo de volta.
- Amarelo para Lino por falta em meio-campo, sem equivalência para entradas argentinas;
- Advertência a Saúl por simulação, em lance que gerou dúvidas entre os auxiliares;
- Cartão a Bruno Henrique por protesto, após orientação questionável ao banco rival;
- Expulsão de Plata, ignorando possível pênalti no mesmo lance, sem revisão VAR;
- Falta de intervenção no toque de mão de Rodríguez, decisiva para o gol de Carrillo.
Essas reações ecoaram entre os torcedores, que lotaram as redes sociais com hashtags pedindo revisão da arbitragem.
Domínio inicial rubro-negro e gols relâmpago
O Flamengo impôs seu estilo ofensivo desde o saque inicial, explorando as fragilidades defensivas do Estudiantes. Pedro, o artilheiro da equipe com 12 gols na Libertadores de 2025, abriu o placar aos 15 segundos, marcando o gol mais rápido da história do clube na competição. O centroavante recebeu lançamento de Arrascaeta e finalizou rasteiro, vencendo o goleiro Rodríguez. Esse tento precoce desestabilizou os argentinos, que mal haviam se acomodado em campo.
Seis minutos depois, Varela ampliou com um chute preciso da entrada da área, após tabela com Gerson. O lateral-direito uruguaio, contratado para reforçar a transição ofensiva, celebrou sua importância tática. O Flamengo, sob comando de Filipe Luís, pressionou alto, recuperando bolas no campo adversário e criando volume de jogo. A posse de bola chegou a 68% nos primeiros 15 minutos, com o Estudiantes recuado em bloco baixo, priorizando a marcação sobre Arrascaeta e Pedro.
O meio-campo rubro-negro funcionou como engrenagem precisa, com Gerson ditando o ritmo e Pulgar protegendo a defesa. O chileno, recuperado de lesão, interceptou três passes perigosos no primeiro tempo, evitando contra-ataques. Filipe Luís optou por uma formação 4-2-3-1, com ênfase nas infiltrações pelas laterais, explorando a velocidade de Lino e Varela. Essa estratégia rendeu sete finalizações no primeiro tempo, contra apenas duas dos visitantes.
No entanto, o Estudiantes, vice-líder do Campeonato Argentino, mostrou resiliência. Eduardo Domínguez ajustou a marcação individual sobre Pedro, forçando o Flamengo a buscar espaços centrais. O time argentino, com histórico de quatro títulos na Libertadores, apostou em transições rápidas com Farías e Carrillo, mas esbarrou na solidez defensiva rubro-negra. Rossi, goleiro do Flamengo, teve noite tranquila até os acréscimos.
Ajustes táticos e substituições decisivas
Filipe Luís promoveu mudanças no intervalo para manter o controle, mas o Estudiantes reagiu com uma linha de cinco defensores. Plata entrou no lugar de Arrascaeta, aos 20 do segundo tempo, trazendo frescura à ala direita. O equatoriano, com dribles curtos, ajudou a esticar o campo, mas sua expulsão prematura alterou os planos. Luís Araújo substituiu Pedro, exausto após 70 minutos de pressão constante, priorizando pernas frescas para o contra-ataque.
A escolha por Araújo sobre Carrascal, investimento de 100 milhões de euros, gerou debates internos. O treinador justificou a decisão pela necessidade de intensidade territorial, ignorando valores de mercado. Bruno Henrique, que entrou por Gerson, recuperou o domínio rubro-negro por breves minutos, pressionando a defesa argentina. No entanto, com 10 jogadores, o Flamengo recuou, permitindo que o Estudiantes avançasse e empatasse numericamente a pressão.
Domínguez, do lado argentino, sacou Gómez por Zuqui aos 30 do segundo tempo, evitando riscos após o alerta do quarto árbitro. Essa substituição estabilizou o meio-campo visitante, que passou a circular a bola com mais paciência. Carrillo, autor do gol de honra, explorou o espaço deixado pela expulsão, finalizando de fora da área nos acréscimos. O Estudiantes terminou com 42% de posse, mas criou três chances claras no final, contra nove do Flamengo ao longo do jogo.
Filipe Luís elogiou a adaptação de seus atletas, destacando como o time manteve 14 chutes a gol apesar das adversidades. A renda de R$ 6,6 milhões reflete o impacto da torcida, que incentivou até o fim. Para o jogo de volta, em La Plata, no Estádio Jorge Luis Hirschi, o Flamengo carrega a vantagem do empate, mas precisa de cautela contra um adversário que venceu seus últimos três mata-matas em casa.
Histórico de confrontos e tradição na Libertadores
Flamengo e Estudiantes se enfrentaram oito vezes na história, com vantagem rubro-negra de três vitórias e quatro empates. Os duelos ocorreram na Supercopa Libertadores dos anos 90, com o Mengão avançando em duas ocasiões. Em 2025, o Flamengo soma 13 triunfos contra argentinos na competição, com apenas três derrotas, reforçando sua hegemonia regional. Pedro, com o gol inicial, igualou-se ao terceiro lugar entre artilheiros brasileiros na Libertadores, atrás apenas de Borja e Calleri.
O Estudiantes, tetracampeão em 1968, 1969, 1970 e 2009, chega às quartas após eliminar o Bolívar na fase anterior. Os argentinos, sob Domínguez, adotam um futebol pragmático, com ênfase em bolas paradas – recurso que quase rendeu empate no Maracanã. Carrillo, com 18 gols na temporada, representa ameaça concreta para o jogo de volta. O Flamengo, por sua vez, ostenta invencibilidade em casa na Libertadores desde 2023, com 12 jogos sem derrota.
Antes do confronto sul-americano, o Rubro-Negro encara o Vasco no Brasileirão, no domingo, pelo clássico carioca. Filipe Luís deve poupar titulares para preservar energias, considerando o calendário apertado. A Conmebol, pressionada por queixas semelhantes em edições recentes, monitora o caso Rojas, que apitou 15 jogos em 2025 sem suspensões anteriores. A entidade sul-americana enfatiza treinamentos para árbitros, mas incidentes como esse testam a credibilidade do VAR na competição.
- Flamengo: 13 vitórias, 9 empates e 3 derrotas contra argentinos na Libertadores;
- Estudiantes: 4 títulos, com finais contra Palmeiras (1968) e Cruzeiro (2009);
- Pedro: 12 gols em 2025, terceiro maior artilheiro brasileiro histórico;
- Varela: 5 assistências na competição, líder em cruzamentos precisos;
- Carrillo: 18 gols no ano, ameaça em transições rápidas para o jogo de volta.
Esses números ilustram o equilíbrio histórico, mas o Flamengo busca repetir campanhas vitoriosas de 1981 e 2019.















