Flamengo arrasa com gols em 9 minutos, vence Estudiantes por 2 a 1 e leva vantagem tensa na LibertadoresPor Maria
9 min de leitura
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Flamengo surpreende com velocidade logo no apito inicial. Aos 15 segundos, Pedro gira sobre a marcação e finaliza no canto, abrindo o placar contra o Estudiantes no Maracanã lotado. A torcida explode em euforia, e o time carioca mantém a pressão implacável nos minutos seguintes. Samuel Lino e Gonzalo Plata exploram os flancos com intensidade, forçando erros na defesa argentina. O gol precoce reflete o preparo tático de Filipe Luís, que escalou o time sem surpresas para explorar a velocidade nas transições rápidas.
O segundo tento surge em jogada coletiva precisa. Ayrton Lucas cruza da esquerda, e Varela, recém-recuperado de lesão, finaliza de voleio aos oito minutos. O Estudiantes, ainda atordoado, mal consegue tocar na bola. O Flamengo domina com 66% de posse no primeiro tempo, acumulando dez finalizações. Muslera, goleiro uruguaio dos argentinos, evita um placar ainda mais elástico com defesas milagrosas, como a em chute de Pedro cara a cara. A superioridade rubro-negra fica evidente nas triangulações no meio-campo, onde De La Cruz e Arrascaeta ditam o ritmo.
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A partida ganha contornos de domínio absoluto, mas desperdiça chances claras. Aos 12 minutos, Pedro arrisca de longe vendo o goleiro adiantado, mas a bola vai por cima. Minutos depois, Lino finaliza de primeira rente à trave. Plata tenta uma cavadinha aos 28, mas erra o alvo. Esses lances mostram a fome ofensiva do time, que pressiona alto e recupera bolas na saída adversária. O Estudiantes, com quatro títulos continentais na história, tenta cadenciar o jogo, mas Carrillo só assusta uma vez com cabeçada defendida por Rossi.
- Pedro alcança 150 gols pelo Flamengo com o tento inicial, reforçando seu papel como pivô letal;
- Varela volta de seleção uruguaia e marca de voleio, destacando a profundidade do elenco rubro-negro;
- Flamengo registra 71.977 pagantes, recorde no novo Maracanã para jogos de clubes;
- Estudiantes, vice-líder argentino, oscila na defesa e cede espaços nos primeiros minutos;
- Arbitragem colombiana, com Andrés Rojas, aplica cartões iniciais a ambos os lados, sinalizando jogo truncado.
Início fulminante define tom do confronto
A blitz rubro-negra nos primeiros minutos expõe fragilidades do Estudiantes. O time argentino, treinado para contra-ataques velozes, demora a se reorganizar após os gols rápidos. Flamengo circula a bola com fluidez, com Saúl ancorando o meio e liberando os pontas. Essa estratégia, testada nas oitavas contra o Internacional, rende frutos imediatos. O Maracanã, com lotação máxima, amplifica a intensidade, criando um caldeirão que pressiona os visitantes. O Flamengo finaliza cinco vezes para fora no período, evidenciando fome por mais gols.
Pedro quase amplia com drible na área aos 20 minutos, mas Muslera salva com o pé. O atacante, artilheiro da Libertadores com sete gols na fase anterior, lidera as investidas. Arrascaeta, com passes precisos, conecta o meio ao ataque, forçando a defesa argentina a recuar. O Estudiantes responde com toques curtos, mas sem profundidade, limitando-se a uma cabeçada de Carrillo que passa longe. Essa dinâmica reflete o equilíbrio entre tradição argentina e fome brasileira pela taça, com o Flamengo buscando o tetra após eliminações precoces recentes.
O primeiro tempo termina com sensação de jogo resolvido, mas Filipe Luís alerta no intervalo para manter o foco. A escalação inicial, com Rossi seguro no gol e Léo Pereira na zaga, funciona sem falhas. O time carioca, líder do Brasileirão com 50 pontos, usa a invencibilidade recente para impor respeito. Varela comemora o gol com a torcida, simbolizando a união do grupo após a Data Fifa. Esses elementos constroem uma narrativa de superação, onde o Flamengo transforma o Maracanã em fortaleza continental.
Queda de rendimento abre brechas no segundo tempo
O Flamengo retorna determinado a ampliar, mas desperdiça oportunidades logo aos cinco minutos. Samuel Lino finaliza cara a cara e isola, enquanto Plata chuta fraco após passe de Pedro. Essa ineficiência permite ao Estudiantes ganhar confiança, avançando mais pelo centro. Os argentinos, com Ascacíbar no meio, equilibram as ações e reduzem o volume rubro-negro. Filipe Luís reage com substituição aos 18, trocando Saúl por Allan para reforçar a criação. A mudança dá fôlego, mas o ritmo cai gradualmente.
Arrascaeta e Pedro saem para entradas de Luiz Araújo e Bruno Henrique, visando velocidade nas pontas. As alterações surtem efeito parcial, com o Flamengo criando duas chances em contra-ataques. No entanto, o Estudiantes pressiona bolas paradas, forçando Rossi a trabalhar. Aos 36 minutos, a tensão explode com a expulsão de Plata, que recebe segundo amarelo em disputa com Rodríguez. O equatoriano alega ter sofrido falta, e o lance vira polêmica imediata. Sem VAR para rever cartões duplos, o Flamengo fica com dez, alterando o equilíbrio.
A desvantagem numérica permite ao Estudiantes dominar os minutos finais. Eles cruzam na área e, aos 45, Carrillo desconta em voleio na segunda trave, com desvio de Léo Pereira registrado na súmula. O gol, após defesa anterior de Rossi, reacende esperanças argentinas. O Flamengo, que liderou em posse e finalizações, termina o jogo com sabor de oportunidade perdida. Essas oscilações destacam a necessidade de consistência em mata-matas, onde erros custam caro.
- Flamengo teve 56% de posse total, contra 44% do Estudiantes;
- 16 finalizações rubro-negras, com cinco grandes chances criadas;
- Expectativa de gols (xG) de 2.01 para o Flamengo, contra 0.51 dos rivais;
- Cartões amarelos distribuídos igualmente, mas vermelho só para Plata;
- Renda de R$ 6,6 milhões, impulsionada pelo recorde de público.
Polêmicas na arbitragem marcam reta final
O cartão vermelho a Plata divide opiniões e muda o rumo da partida. O árbitro Andrés Rojas interpreta solada do equatoriano, ignorando possível falta sofrida. Sem revisão possível, o Flamengo protesta veementemente, com Filipe Luís questionando a decisão pós-jogo. Esse episódio lembra precedentes continentais, como anulações raras de expulsões em edições passadas. O time carioca, já sem o atacante para a volta, vê o placar apertar justamente após o incidente. A Conmebol, pressionada, pode rever o caso em recurso rubro-negro.
Outros lances geram controvérsia, como pênaltis não marcados a favor do Flamengo. Um toque de mão na área argentina passa despercebido, e faltas duras em Arrascaeta escapam sem punição. Esses erros acumulados frustram a torcida, que lotou o estádio em 71.977 pagantes. O Maracanã, reformado desde 2014, vê seu recorde para clubes quebrado, superando a Recopa de 2023. Apesar das falhas, o Flamengo mantém a vantagem do empate na Argentina, onde o Estudiantes joga em casa lotada.
Filipe Luís elogia o esforço inicial, mas cobra mais eficiência. O treinador, ex-jogador rubro-negro, usa a experiência para ajustar o time. Plata, em redes sociais, critica a arbitragem sem VAR, ironizando a entidade. Esses desabafos refletem a paixão do futebol sul-americano, onde decisões influenciam caminhos. O Flamengo, com elenco profundo, planeja retornos como Jorginho para o jogo de 25 de setembro. A preparação foca em neutralizar contra-ataques, explorando fraquezas vistas no Maracanã.
Histórico de confrontos revela equilíbrio antigo
Flamengo e Estudiantes se enfrentam pela primeira vez na Libertadores, mas o passado na Supercopa pesa. Entre 1988 e 1994, foram quatro duelos, com duas vitórias rubro-negras e dois empates. O último, em 1994, terminou 2 a 0 para os argentinos, em La Plata. Essa bagagem adiciona tensão, com o Estudiantes usando tradição para motivar. Quatro vezes campeão continental, o time de La Plata eliminou o Cerro Porteño nas oitavas, mostrando resiliência. O Flamengo, vice em 2019 e campeão em 2022, busca repetir glórias recentes.
O atual formato das quartas, com ida e volta, favorece times equilibrados. Flamengo chega embalado por nove jogos invicto, incluindo 2 a 0 no Juventude pelo Brasileirão. Estudiantes oscila no Argentino, mas cresce em mata-matas. Pedro, com gols decisivos, vira trunfo, enquanto Carrillo ameaça na área. Esses perfis opostos prometem duelo tático na volta. O chaveamento coloca o vencedor contra Racing ou Vélez, com Racing vencendo por 1 a 0 na ida.
A Libertadores 2025 registra públicos crescentes, com Flamengo dominando rankings brasileiros. O jogo no Maracanã supera marcas nacionais, atraindo 66.743 pagantes. Essa adesão reflete o apelo global do torneio, transmitido em múltiplas plataformas. Clubes sul-americanos investem em infraestrutura, como o Jorge Luis Hirschi, casa do Estudiantes para o returno. Esses detalhes enriquecem o contexto, mostrando evolução do futebol continental.
- Estudiantes tem quatro títulos da Libertadores, dois contra brasileiros;
- Flamengo busca tetra, após vice em 2019 e título em 2022;
- Confrontos anteriores na Supercopa: dois empates e vitórias alternadas;
- Oitavas: Flamengo eliminou Internacional; Estudiantes, Cerro Porteño;
- Volta em 25 de setembro, às 21h30, no Estádio Jorge Luis Hirschi.
Destaques individuais impulsionam vitória rubro-negra
Pedro lidera com gol relâmpago e assistências, consolidando-se como referência ofensiva. O camisa 9 pressiona alto e finaliza com precisão, forçando Muslera a brilhar. Varela, em retorno, marca de voleio e defende com garra na lateral. Sua versatilidade equilibra o time, permitindo avanços. Arrascaeta cria com passes milimétricos, somando assistências na temporada. Esses nomes elevam o coletivo, com De La Cruz roubando bolas no meio.
Rossi garante segurança no gol, com defesa crucial em cabeçada de Carrillo. Léo Pereira, apesar do desvio no gol contra, lidera a zaga com interceptações. Ayrton Lucas cruza com qualidade, alimentando os atacantes. No Estudiantes, Muslera salva o time com milagres, enquanto Ascacíbar luta no meio. Carrillo, com o desconto final, mostra oportunismo. Essas atuações individuais definem o placar, com Flamengo superior em criação.
Filipe Luís ajusta o time em tempo real, priorizando posse após os gols. Sua leitura de jogo, forjada em Europa, adapta o esquema 4-2-3-1 para transições rápidas. Substituições como Allan mantêm o equilíbrio, evitando colapso pós-expulsão. O Flamengo, com elenco rotacionado, gerencia fadiga para o Brasileirão. Esses fatores sustentam a vitória, preparando terreno para semifinais.















