Álvaro Montoro desfalca Botafogo por um mês devido a convocação argentina e terceiro amareloPor Jeronimo Santos
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Álvaro Montoro, o jovem meia argentino de 18 anos que rapidamente se tornou peça-chave no meio-campo do Botafogo, enfrenta um desfalque inesperado logo após uma atuação destacada. No último sábado, ele deu a assistência para o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, mas recebeu seu terceiro cartão amarelo ao sair de campo pelo lado errado, conforme determinado pelo árbitro. Essa advertência o suspende automaticamente para o confronto contra o Grêmio, marcado para esta quarta-feira em Porto Alegre. O incidente ocorreu no fim da partida no Nilton Santos, onde o time alvinegro jogou com um homem a menos após a expulsão de Chris Ramos, mas segurou o resultado positivo.
A suspensão acelera a saída de Montoro do elenco carioca, que já havia sido liberado pela diretoria para defender a seleção argentina na Copa do Mundo sub-20. O torneio, sediado no Chile a partir do dia 27 de setembro, representa um marco na carreira do jogador, contratado pelo Botafogo em junho deste ano. Apesar de um acordo inicial para que ele permanecesse até após o jogo com o Grêmio, a punição muda o cronograma e força sua apresentação antecipada à equipe nacional. Davide Ancelotti, técnico italiano do clube, confirmou que a decisão partiu da diretoria, priorizando o desenvolvimento do atleta.
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O impacto imediato se reflete nos próximos compromissos do Brasileirão. Montoro, com três gols e duas assistências em 18 jogos pelo time principal, deixa um vazio no setor criativo. Sua ausência coincide com um período crítico da competição, onde o Botafogo busca consolidar sua posição na tabela. O clube, que recusou propostas acima do dobro do valor pago por ele, vê na convocação uma oportunidade de valorização, mas precisa lidar com ajustes táticos urgentes.
- Vitória sobre Atlético-MG: Assistência decisiva de Montoro para Santi Rodríguez.
- Cartão amarelo: Terceiro no Brasileirão, recebido por saída irregular do campo.
- Convocação argentina: Anunciada em setembro, para Mundial sub-20 no Chile.
- Acordo rompido: Suspensão acelera viagem, sem jogo contra Grêmio.
Desempenho recente impulsiona carreira de Montoro
Montoro chegou ao Botafogo como uma aposta da SAF comandada por John Textor, vindo de categorias de base argentinas. Em poucos meses, o jogador se adaptou ao ritmo intenso do futebol brasileiro, disputando 13 partidas como titular. Seus números impressionam: média de 1,2 passes decisivos por jogo e participação direta em gols nos últimos três confrontos. Contra o Mirassol, marcou um dos tentos em empate por 3 a 3, consolidando sua versatilidade como meia-atacante. O argentino alterna entre armação e finalizações, com dribles precisos que desequilibram defesas adversárias.

A vitória sobre o Atlético-MG exemplifica sua evolução. Com o time reduzido a 10 jogadores, Montoro cobriu espaços no meio-campo, distribuindo bolas com visão de jogo apurada. Ele driblou o lateral Natanael antes de cruzar para o cabeceio de Santi Rodríguez, garantindo os três pontos. Ancelotti elogiou a maturidade do jovem, destacando como ele preencheu lacunas deixadas pela expulsão precoce de Ramos. Essa partida, válida pela 24ª rodada, elevou o Botafogo na classificação, mas também expôs fragilidades defensivas que a ausência de Montoro pode agravar.
Além dos números individuais, Montoro contribui para a coesão do elenco. Sua parceria com Santiago Rodríguez, outro estrangeiro, tem gerado jogadas fluidas no ataque. O uruguaio, autor do gol contra o Galo, soma agora quatro tentos na temporada, muitos assistidos pelo compatriota argentino. O técnico italiano implementou treinos específicos para duplas como essa, focando em transições rápidas. No entanto, com a suspensão e a convocação, o departamento de futebol precisa acelerar a integração de reservas como Marlon Freitas ou Gregore, que assumem responsabilidades extras.
A adaptação de Montoro ao Brasileirão reflete o trabalho de olheiros do clube. Recrutado por R$ 5 milhões, ele superou o período inicial de ambientação, comum a sul-americanos em ligas mais físicas. Seus toques de bola curtos e lançamentos longos lembram ídolos como Ángel Di María, com quem compartilha origens no futebol argentino. A torcida alvinegra, conhecida por paixão intensa, já o apelidou de “Pequeno Maestro”, ecoando em redes sociais após atuações recentes.
Preparação argentina para o torneio no Chile
A seleção sub-20 da Argentina, comandada por Diego Placente, inicia sua trajetória no Mundial com otimismo renovado. Montoro integra o Grupo D, ao lado de Itália, Austrália e Cuba, em uma chave equilibrada que exige consistência desde a fase inicial. Os jogos de estreia estão marcados para 28 de setembro, com confrontos em sedes como Viña del Mar e Santiago. O torneio, segunda edição chilena após 1987, conta com 24 equipes e formato de grupos seguidos de mata-mata, culminando na final em 19 de outubro.
Placente convocou 21 jogadores, priorizando talentos de clubes europeus e sul-americanos. Montoro destaca-se como o único atuante no Brasil, superando nomes como Franco Mastantuono, do Real Madrid, retido por compromissos na seleção principal. A lista inclui atletas como Claudio Echeverri e Valentín Carboni, mas o meia do Botafogo ganha espaço pela versatilidade. Treinos em Ezeiza, Buenos Aires, serviram de base, com foco em posse de bola e contra-ataques, estilos que se alinham ao futebol de Ancelotti no Rio.
O calendário argentino prevê duelos iniciais contra Austrália e Cuba, antes do clássico com a Itália. Sedes próximas, como Valparaíso e Rancagua, minimizam viagens, permitindo recuperação rápida. A FIFA introduz o Suporte de Vídeo de Futebol (FSV), versão simplificada do VAR, para agilizar decisões. Árbitros de 22 países, incluindo brasileiros, foram designados, garantindo imparcialidade. A Argentina, eliminada nas oitavas em 2023 pela Nigéria, busca revanche e título inédito desde 1979.
Montoro se apresenta em 25 de setembro, após viagem direta do Rio. Sua inclusão reflete o intercâmbio entre clubes e seleções, comum em nações formadoras de talentos. O jovem, fã de Lionel Messi, treina em centros como o Complexo Lionel Messi, absorvendo lições de ídolos. Expectativas crescem, com analistas prevendo papel de destaque no meio-campo albiceleste.
- Grupo D: Itália (potência europeia), Austrália (surpresa asiática), Cuba (debutante caribenha).
- Datas chave: Estreia em 28/09 vs. Austrália; fase de grupos até 4/10.
- Sedes principais: Viña del Mar (jogos iniciais), Santiago (mata-mata).
- Inovações: FSV para revisões rápidas, sem interrupções longas.
Ajustes táticos no meio-campo alvinegro
Sem Montoro, Ancelotti testa variações no 4-2-3-1, esquema preferido. Marlon Freitas avança como volante box-to-box, enquanto Gregore reforça a marcação. Testes em treinos recentes mostram ênfase em compactação defensiva, evitando buracos explorados por rivais como Fluminense e Bahia. O italiano, filho de Carlo Ancelotti, prioriza rotatividade para manter intensidade, especialmente com lesões de Danilo Barbosa e Cuiabano.
O confronto com o Grêmio, sem o suspenso, exige criatividade extra. Savarino e Tiquinho Soares assumem mais bolas paradas, compensando a ausência de assistências precisas. O time, que venceu três das últimas cinco partidas em casa, precisa replicar a resiliência vista contra o Atlético-MG. Pendurados como Mateo Ponte e Barboza aumentam a cautela, forçando gerenciamento de faltas. O departamento médico monitora sobrecargas, com foco em recuperação pós-jogos intensos.
Reservas como Matheus Martins ganham minutos cruciais. O jovem atacante, com velocidade lateral, pode preencher o flanco esquerdo, alternando com Jeffinho. Ancelotti elogia a profundidade do elenco, construída por contratações pontuais. A SAF investe em análises de dados para mapear fraquezas, ajustando formações em tempo real. Contra o Bahia, em 1º de outubro, o equilíbrio no meio será testado, com ênfase em transições rápidas.
A ausência de Montoro coincide com liberação de Jordan Barrera para a Colômbia, outro desfalque no setor ofensivo. O uruguaio, com apenas três minutos em campo, viaja para o mesmo torneio, ampliando o impacto. O Botafogo, sem jovens da base convocados pela seleção brasileira, depende de importações para suprir lacunas. Essa estratégia, alinhada à visão de Textor, equilibra desenvolvimento e resultados imediatos.
Calendário de desfalques e retornos no Brasileirão
O Botafogo encara uma sequência desafiadora sem seu maestro argentino. A partida contra o Fluminense, no Maracanã, marca o início oficial da ausência, com o clássico exigindo inteligência tática. O Tricolor carioca, em ascensão, explora erros no meio, forçando Ancelotti a escalar duplas mais defensivas. O jogo, às 16h de 28 de setembro, testa a profundidade do elenco em um estádio lotado.
Em seguida, o confronto com o Bahia no Nilton Santos, dia 1º de outubro às 21h30, envolve briga direta por vaga na Libertadores. O Esquadrão de Aço, com contra-ataques letais, pressiona a recomposição alvinegra. Sem Montoro, o foco recai em finalizações de Tiquinho, que soma 12 gols na temporada. O estádio, com capacidade para 46 mil, deve registrar público recorde, ampliando a pressão.
A viagem ao Beira-Rio, contra o Internacional em 4 de outubro às 18h30, completa o trio inicial de desfalques. O Colorado, forte em casa, impõe ritmo alto, explorando fadiga acumulada. Ancelotti planeja rodízio, poupando titulares para o pós-Data Fifa. O retorno de Montoro, previsto para 25 de outubro contra o Flamengo, revitaliza o time para o clássico decisivo.
Se a Argentina avançar à final do Mundial, em 19 de outubro, o meia perde mais dois jogos: contra Flamengo e Ceará. Essa extensão, improvável mas possível, alonga o período para cinco rodadas. O Botafogo, em terceiro na tabela com 45 pontos, não pode vacilar na reta final. A pausa da Data Fifa em novembro oferece respiro, permitindo reintegração plena.
- 28/09: Fluminense x Botafogo – Clássico no Maracanã, foco em posse.
- 01/10: Botafogo x Bahia – Disputa por G-6, em casa à noite.
- 04/10: Internacional x Botafogo – Desafio gaúcho no Beira-Rio.
- Possíveis extras: 25/10 Flamengo e Ceará, se final argentina.
Estratégia da diretoria para valorizar jovens talentos
A liberação de Montoro reflete a filosofia da SAF Botafogo, que equilibra performance e exportação de atletas. Textor, acionista majoritário, enfatiza “realizar sonhos” para atrair perfis ambiciosos, como visto em negociações recentes. O clube rejeitou ofertas por Montoro, apostando em sua evolução no Brasileirão. A convocação eleva seu mercado, com sondagens de times europeus como o Brighton.
Ancelotti respeita a decisão diretiva, vendo benefícios mútuos. O técnico, em coletiva pós-Atlético-MG, destacou o sonho do jogador com a seleção, alinhado a valores institucionais. Essa abordagem fortalece laços com federações sul-americanas, facilitando futuras contratações. O Botafogo, com elenco multina cional, usa o Mundial como vitrine coletiva, similar à liberação de Barrera.
O impacto financeiro surge em negociações pós-torneio. Montoro, avaliado em R$ 15 milhões, pode dobrar valor com atuações destacadas. A SAF planeja cláusulas de preferência em vendas, garantindo lucros. Paralelamente, investimentos em base visam pipeline contínuo, com 20 jovens em observação. Essa visão de longo prazo sustenta o projeto, mesmo com desfalques pontuais.
A torcida, dividida entre apoio e preocupação, lota estádios em sinal de união. Fóruns online debatem a ausência, mas celebram o orgulho nacional. O Botafogo, tricampeão brasileiro, usa esses momentos para galvanizar fãs, transformando desafios em narrativas de superação.















